09/12/2017

Jerusalem como capital de Israel e visão Dispensacionalista.

Minha resposta ao texto publicado aqui, aonde o tema tratado é o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, pelo presidente americano Donald Trump e suas supostas ligações com profecias bíblicas. 

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A visão dispensacionalista leva a interpretações que são diametralmente opostas ao ensino do Senhor Jesus.

Por exemplo, para que Israel como nação volte a ocupar o território que uma vez ocupou e dominou como nação, inclui expulsar e subjugar os que por quase dois milênios viveram na região (e viveram de maneira relativamente pacifica com a maioria judaica que continuou a viver na região desde cerca de 683 d.C., quando o muçulmano Omar conquistou Jerusalém).
Para que o plano dispensacionalista seja cumprido, uma guerra entre Israel e os árabes é inevitável. E Israel precisa vencer.
Cristo, todavia, não ensina a expulsar ou subjugar o diferente, mas nos ensina que devemos amar os nossos inimigos, fazer bem aos que nos odeiam e orar pelos que nos maltratam e perseguem (Mt 5:44). Ao Estrangeiro, Cristo ensina que devemos hospeda-lo (Mt 25:35).

Cidades, por exemplo, nunca foi algo que Deus criou nesta terra. Deus criou um jardim para o homem. Mas o homem na queda edificou cidades (Gn 4:17). Como que Deus teria necessidade que uma cidade fosse “santa”?
Alias, Cristo ensinou que não seria “nem no monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.” (Jo 4:21).

A mesma coisa foi com o Templo. Foi uma criação humana (2 Sm 7:2-7). Inclusive quando o orgulho dos discípulos pelo o que o Templo representava para a fé do povo judeu foi exposto a Cristo, o Senhor disse que a Fé não seria baseada naquele prédio ou naquela estrutura que lá havia, mas que somente quando não houvesse pedra sobre pedra que então o real servir a Deus existiria. (Mc 13:1-2).
Estevão em sua pregação ousadamente expos a Verdade ensinada pelo Senhor Jesus que “o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o profeta: O céu é o meu trono, e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me edificareis? diz o Senhor, Ou qual é o lugar do meu repouso? Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?” (At 7:48-50).
Mais adiante, Paulo repete o ensino do Senhor Jesus em Atenas (At 17:24-25).

Em Cristo não ha diferenças entre nacionalidades. O Senhor Jesus atendia Gentios e Judeus da mesma maneira, inclusive vendo nos Gentios mais fé do que nos Judeus (Mt 8:10).
Paulo claramente compreendeu este ensino do Senhor Jesus e ousadamente pregou que “não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos.” (Cl 3:11).
Paulo segue ensinando o que do Senhor Jesus aprendera que “tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado;” (Rm 3:9) e que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;” (Rm 3:23).

Portanto, todas as divisões e crenças expostas pelo sistema dispensacionalista, são diametralmente opostas aos ensinos de Cristo.
Além do que, a visão dispensacionalista teima em criar um roteiro para a volta de Cristo, como se a Igreja pudesse adiantar, apressar, o momento da volta.
Ora, o Senhor Jesus ensinou que “daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.” Mc 13:32-33

Ele vai voltar! Ele prometeu que voltará e eu creio totalmente nesta promessa! Mas NENHUM HOMEM SABE QUANDO Chegará O TEMPO!

Mas por crer que o Senhor voltará, eu vigio, tal como Ele mandou em Marcos 13:34-37. Vigio lembrando das promessas Dele. Vigio não deixando o amor esfriar em meu coração (Mt 24:12). Vigio para manter acesa a fé Nele (Lc 18:8).

Mas de maneira nenhuma crio roteiro da volta de Cristo. Se eu fizer, vou diretamente contra o que Ele ensinou. “Daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.” Mc 13:32-33


Portanto, tanto Israelitas e Palestinos precisam de crer no Sacrifício único de Cristo, como disse Ravi Zacharias ha algum tempo, para deixar de oferecer seus filhos em sacrifício por causa de terra, prédios, religiões. E assim crendo, olhem, vigiem e orem, porque não sabemos quando chegará o tempo.

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