31/08/2012
Uma igreja que faz festas de aniversário para prostitutas
“Morte lenta”, 3h da madrugada
Tony Campolo conta de uma vez que estava pregando em Honolulu, no Havaí. Campolo vive na costa leste dos Estados Unidos, então seu corpo estava 6 horas à frente do horário havaiano. Às 3 horas da madrugada, era como se fosse 9h pra ele. Acordado e com fome para o café da manhã, ele se viu de madrugada em uma lanchonete “morte lenta”. Assim que deu a primeira mordida no seu donut, oito ou nove prostitutas entraram na lanchonete. O horário de trabalho estava acabando. A conversa do grupo era alta e barulhenta, era difícil não prestar atenção. Ela ouviu uma dizer a outra que era o aniversário dela no dia seguinte. “O que você quer de mim? Um bolo de aniversário?”, foi a resposta sarcástica. “Por que essa grosseria?”, ela respondeu. “Só estou dizendo. Eu não espero nada. Eu nunca tive uma festa de aniversário. Não estou esperando uma agora”. Quando Campolo ouviu isso, tomou sua decisão.
Quando as mulheres saíram, ele foi até o dono da lanchonete, um rapaz chamado Harry. “Elas vem sempre aqui?”. “Sim”, disse Harry. “Até aquela que estava sentada perto de mim?” “Sim, aquela é a Agnes. Por que você quer saber?” “Porque eu ouvi ela dizendo que é o aniversário dela amanhã, e eu pensei em fazermos uma festa surpresa”. Pausa. Então Harry esboçou um sorriso. “Essa seria uma boa ideia”. Não demorou muito para a esposa dele se envolver no plano também.
Em seguida
2h30 da madrugada seguinte. Campolo trouxe enfeites e Harry assou um bolo. A notícia se espalhou e era como se todas as prostitutas de Honolulu estivessem na lanchonete – além de Campolo, o pregador. Quando Agnes entrou com suas amigas, elas ficou pasma. Sua boca ficou aberta e os joelhos vacilaram. Ao sentar-se em um banquinho, todos cantaram “Parabéns pra você”. “Apaga as velinhas!”, alguém gritou, mas no fim das contas, foi Harry que teve que apagar. Então ele estendeu uma faca para ela. “Corte o bolo, Agnes, pra que a gente possa comer”. Ela olhou para o bolo. Então disse, vagarosamente, “Será que dá… se vocês não se importarem… pra esperar um pouco… pra comer o bolo?” “Claro, sem problema”, disse Harry. “Pode levar pra casa, se você quiser” “Posso?”, ela perguntou. “Posso levar pra casa agora? Eu já volto”. E lá foi ela, carregando seu bolo.
Que tipo de igreja
O silêncio reinava. Então Campolo disse “Que tal orarmos?”. E eles oraram. Campolo dirigiu um grupo de prostitutas em oração às 3h30 da madrugada. Quando terminaram, Harry disse “Ei, você nunca me contou que era algum tipo de pregador. A qual igreja você pertence?”. Campolo respondeu “Eu pertenço a uma igreja que faz festas de aniversário para prostitutas às 3h30 da madrugada”. Harry ficou em silêncio por um tempo, e depois resmungou, “Não, não é verdade. Não existe uma igreja assim. Se existisse, eu me juntaria a ela. Eu ia querer fazer parte de uma igreja assim”.
Campolo conclui seu relato:
Nós também não queremos fazer parte de uma igreja assim? Não amaríamos uma igreja que faz festas de aniversário para prostitutas às 3h30 da madrugada? (…) Mas qualquer um que lê o Novo Testamento descobrirá que Jesus gostava de estar com prostitutas e todo tipo de gente excluída. Os coletores de impostos e os “pecadores” amavam estar com ele porque ele se reunia com eles. Os leprosos viam nele alguém que comia e bebia com eles. E enquanto algumas pessoas solenemente piedosas não entendiam o que ele estava fazendo, essas pessoas solitárias que normalmente não eram convidadas para festas o receberam com grande entusiasmo.
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Quando o meu Deus sou eu.
Sempre que lemos a passagem do bezerro de ouro em Êxodo 32 temos um sentimento ruim com relação ao povo de Israel. Deus o tinha livrado do Egito, fez aquele incrível milagre da abertura do Mar Vermelho (você consegue imaginar a experiência de ter visto e vivido aquilo?) e ainda assim aquelas pessoas tomaram as rédeas de sua vontade, passaram por cima da vontade do Senhor e fizeram o que lhes parecia mais conveniente. Dá para entender a decepção de Moisés ao ver aquilo, traduzida numa fúria que o fez quebrar as tábuas com os mandamentos. Sim, aquelas pessoas foram de uma falta de fé, de um imediatismo e de um egoísmo atroz. Mas… por que as condenamos? Já parou para pensar que se estivesse entre eles você faria parte da multidão idólatra? E a explicação é simples: faz parte da má natureza humana não ter paciência de esperar em Deus e resolver tomar as rédeas de seu destino, sem aguardar por aquilo que o Senhor planejou fazer. Israel erigiu o bezerro de ouro simplesmente porque não teve fé suficiente para esperar o tempo de Deus. Só que o tempo chegou e Moisés desceu do monte. O resultado você sabe.
Nas palavras de Deus, quem não tem fé para esperar por Sua ação e erra pela autossuficiência é “corrupto” e “desviado”. Ouça o que Ele diz a Moisés: “Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado”. O desagrado do Todo-Poderoso é claro. A partir do versículo 9, Ele deixa claro que não há como abençoar quem assim o faz: “Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma”.
Duro. Uma leitura superficial nos leva a crer que a ira do Pai se acende apenas pela idolatria. Mas se formos fundo nessa passagem veremos o que havia no coração do povo, a origem dessa idolatria. Em Êxodo 1, as causas de todo o problema ficam bem claras: “Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós”. Aí está. O povo queria respostas rápidas. Não soube esperar. Queria que Moisés já tivesse descido. Estava impaciente. Não teve fé de que a demora tinha uma razão divina. Como quem esperava “tardou”, o povo decidiu resolver da sua forma, à sua maneira, com suas próprias mãos. Pecado. Aquele povo sem fé, sem paciência e sem esperança estava tão ávido por resolver logo as coisas – da sua maneira – que veja a hora em que a Bíblia revela que começaram a adorar o bezerro: “No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se”. Repare a pressa: eles madrugaram.
A avidez daqueles que eram chamados de “povo de Deus” fez com que acordassem de madrugada para cometer seu pecado, tão impacientes que estavam. Se Deus não resolve, vamos nós mesmos tomar a frente! E logo! Esperar o sol nascer para quê?
A partir do versículo 21, temos a explicação ainda mais profunda da falta de fé, impaciência, autossuficiência e consequente idolatria do povo de Deus: “Perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que trouxeste sobre ele tamanho pecado? Respondeu-lhe Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que o povo é propenso para o mal”. Eis aí, meu irmão, minha irmã. O mal que carregamos em nosso coração é o grande culpado. Somos maus e por isso não acreditamos que Deus pode fazer o melhor para nós se apenas esperarmos mais um pouco. Somos maus e por isso nos guiamos por vista e não por fé. Somos maus e por isso tomamos das mãos de Deus a solução para nossas dúvidas e questões. Somos maus e por isso praticamos a idolatria: seja a de um bezerro de ouro, seja a de nós mesmos, quando nos pomos no lugar de Deus, o atropelamos e dizemos “seja feita a MINHA vontade”.
Tomamos as decisões no tempo que achamos conveniente de forma “desenfreada”, como diz o versículo 25. Isto é, sem freios, sem nada que nos faça parar: a razão, conselhos, pregações, testemunhos, exortações, nada. Nada nos freia. Nada nos para. Queremos e por isso fazemos, mesmo que saibamos que deveríamos esperar o tempo de Deus. Moisés era a pessoa certa. Era por Moisés que deviam esperar. Mas, pela impaciência e falta de fé de que Moisés chegaria, o povo pegou um substituto, Arão, e com ele fez o bezerro de ouro. Pobres miseráveis.
A Bíblia nos revela o desfecho daquele pecado: desgraça. Três mil homens foram mortos a espada. E mais: “Feriu, pois, o Senhor ao povo”. Falta de fé. Impaciência. Autossuficiência. Idolatria. Pecado. Uma coisa leva à outra. A última etapa dessa sequência é morte e sofrimento.
Meu irmão, minha irmã. Se você deseja algo de Deus, não deixe que as aparências o enganem. Não se deixe conduzir pelas circunstâncias ou pelo que humanamente falando parece ser. Deus não trabalha segundo padrões humanos. Deus não age no tempo do homem. A lógica de Deus não é a nossa lógica. Deus cria situações aparentemente sem solução, verdadeiros becos sem saída, apenas para saber até onde vai a sua fé nEle. Você confia ou não? Crê no que parece impossível ou não? Na maioria das vezes o mal que há em nós nos leva a esquecer nossa fé e agir de modo que possamos “ver”, “controlar”. Mas sem fé é impossível agradar a Deus. E aí não esperamos Moisés. Pegamos um Arão qualquer e dizemos: “Você serve. Pois você estamos vendo e com você à vista temos como controlar nossas vidas. Agora faça o bezerro de ouro”. Pronto. A desgraça está feita.
Tenha fé. Tenha paciência. Tenha confiança. Jesus não é só alguém em quem fingimos confiar quando cantamos “Rompendo em fé” nos cultos. Isso é mole de fazer. Cantar e não fazer é facílimo. Facílimo e mentiroso. Pois na hora que precisamos romper em fé mesmo… será que o fazemos? Ou assumimos o controle da situação, nos aliançamos com Arão e pecamos?
Deus não se interessa por um povo que não confia nele. Os que não souberam esperar acabaram mortos ou feridos. É assim que você quer acabar?
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
***
Direto do blog do Apenas.
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30/08/2012
Quanto tempo é preciso para uma igreja apostatar?
Por Vinícius Musselman Pimentel
Comecei neste semestre o Seminário Martin Bucer, e na aula magna deste semestre, pregada na Igreja Batista da Graça, em São José dos Campos, o Pr. Paulo César do Valle nos lembrou de como em pouco tempo (cerca de 3 anos!*) a igreja da Galácia havia deixado o evangelho da graça. Paulo, admirado, escreve:
Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, (Gl 1:6)
Que alerta é este para nós! Três anos e uma igreja inteira praticamente apostatou. Como cresce a erva daninha da heresia! E, para nosso espanto, uma igreja plantada pelo próprio apóstolo Paulo! Não devemos estar todos atentos? Pastores, vocês estão atentos ao fato de que tão depressa as ovelhas que lhe foram confiadas podem estar crendo em heresias? Pais, vocês estão alertas à possibilidade de que em três anos seus filhos podem estar apostatando? E, não só aqueles que estão em posição de liderança. Você, membro de igreja, não fica preocupado com o que alerta Hebreus 3:12,13? Você o pratica? Encoraja seu irmão a cada dia e é encorajado por seu irmão a cada dia?
Que alerta é este para nós! Três anos e uma igreja inteira praticamente apostatou. Como cresce a erva daninha da heresia! E, para nosso espanto, uma igreja plantada pelo próprio apóstolo Paulo! Não devemos estar todos atentos? Pastores, vocês estão atentos ao fato de que tão depressa as ovelhas que lhe foram confiadas podem estar crendo em heresias? Pais, vocês estão alertas à possibilidade de que em três anos seus filhos podem estar apostatando? E, não só aqueles que estão em posição de liderança. Você, membro de igreja, não fica preocupado com o que alerta Hebreus 3:12,13? Você o pratica? Encoraja seu irmão a cada dia e é encorajado por seu irmão a cada dia?
Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de
vós seja endurecido pelo engano do pecado. (Hebreus 3:12,13)
vós seja endurecido pelo engano do pecado. (Hebreus 3:12,13)
Será que não menosprezamos o poder enganador do pecado para endurecer nossos corações? Lembremo-nos dos vários episódios no Antigo Testamento – escrito para nosso ensino (Romanos 15:4) – onde, em poucas gerações, a nação de Israel abandonara o Senhor e Seus preceitos (o livro inteiro de Juízes, especialmente, 2:10,11 e os reis em Crônicas). Não dizemos todos que destruir é muito mais fácil que construir?
Mas não desanimemos. “Atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados” (2 Co4:8). E o motivo de nosso ânimo é que embora grande seja o poder enganador do pecado, maior é o poder de Deus, o qual fazer grandes coisas por seu povo e em pouco tempo, como nos testemunha o reinado de Ezequias:
Ezequias e todo o povo regozijavam-se com o que Deus havia feito por seu povo, e tudo em tão pouco tempo. (2Cr 29:36)
Oremos para que Deus traga tal graça à nossa geração a fim de voltarmos ao Evangelho a cada dia. Oremos para que possamos vigiar e orar (Mc 14:38), vigiar e ensinar, vigiar e encorajar. Lembremos que para edificar algo esforço e energia são necessários. Precisamos ativamente lutar contra a tendência do nosso coração tão propensa a desviar-se, através da leitura da Palavra, da oração e do encorajamento mútuo entre os irmãos. Precisamos manter um equilíbrio saudável de alerta e confiança – cautela contra os enganos do pecado, do mundo e do diabo e esperançosos no poder de Deus. Sem cair no extremo da confiança ingênua, que não vigia e, portanto, não ora, pois é a angústia da tribulação que nos leva à oração (como bem nos exemplifica os salmos), nem no outro extremo do temor paralisante, que não vigia, nem ora, pois não confia no poder libertador de Deus.
Vigiai e orai!
*A data, obviamente, é aproximada. Estima-se que Paulo plantou a igreja na Galácia em sua primeira viagem missionária (46-47 d.C.) e escreveu a epístola aos Gálatas antes do concílio em Jerusalém (48-49 d.C.)
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27/08/2012
A alegria de nos sentirmos instrumentos nas mãos de Deus.
Por HP.
Aqui na Irlanda nossa igreja é pequena e voltada a comunidade
brasileira, muitos de nossos serviços são feitos apenas em língua portuguesa.
Por tempos minha alma se perturbou com esta parte, pois se estamos numa terra
aonde temos que falar a língua local para trabalhar, comprar, vender, alugar,
porque não usarmos a mesma língua para falar da graça de Deus? Enfim, por discordância
de alguns líderes, continuamos tendo a maioria dos cultos em português, mas
alguns serviços estamos fazendo em língua inglesa. Já há algum tempo tenho
colocado meu coração nas mãos do Senhor para que Ele use de acordo com a Sua
vontade inclusive nos cultos em inglês.
Neste último sábado, Deus me deu graça de atender um
culto numa localidade próxima a minha residência e como tivemos a presença de
um nativo em inglês entre nós, senti em fazer um culto em inglês. Dou graças a
Deus pois Ele me tomou com uma autoridade muito grande e, mesmo eu não sendo
100% fluente em inglês, Deus me deu de pregar com ousadia, autoridade e virtude
na língua inglesa, o que por si só encheu meu coração de alegria.
Ao término do serviço, o rapaz veio conversar comigo, ele
entendeu boa parte da mensagem pregada, bem como veio cheio de perguntas para
mim. Novamente Deus me deu graça de pregar o Evangelho de Cristo, expondo a
verdade da Palavra, a total eficácia da mesma, bem como o amor de Deus para com
a humanidade em enviar Cristo, da Salvação se dar unicamente pela Graça em Cristo e não por igreja nenhuma e terminando com a justiça de Deus contra o
pecado e contra o pecador que não se arrepende. Num momento Deus tomou minha
boca ao dizer-lhe: “Filho, a partir de agora você está conhecendo a verdade. Se
você aceitar, arrependendo-se dos teus pecados e batizando-se, você será salvo
deste mundo e um dia viverá com Cristo eternamente em Glória, mas se você ignorar
esta verdade que hoje te apresento, você irá para o inferno e terá sobre ti a ira de Deus. Antes você era
inocente, mas agora você não é mais inocente.” Os olhos dele se encheram de
lágrimas, brilhando na presença de Deus. Exortei-o a continuar servindo a Deus.
Sai de lá feliz e com o coração exultante diante de Deus.
O mais importante é sentirmos que somos apenas instrumentos
nas mãos do Senhor. Nada mais do que isso. É Deus que nos visita com o Seu
poder e virtude. É Ele que toma nossas bocas e corações. Tudo é por Ele, tudo é
para Ele e tudo é d’Ele. Que satisfação recebemos ao servir nosso Deus!
Muito me alegrou em ver que meu irmão Mário
também, no mesmo sentimento louvou ao Senhor neste final de semana. Isto é
prova viva que Deus é onipotente, onisciente e onipresente, podendo tudo,
conhecendo tudo e operando em diversos lugares, da mesma maneira e na mesma
hora.
A Cristo seja dada toda glória e louvor eternamente, amém.
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reflexões pessoais
26/08/2012
24/08/2012
O Céu e o Inferno
O Céu: o lar é onde está o Pai
Naquele trecho maravilhosamente confortante em João 14:1-3, Jesus tenta acalmar a angústia de seus discípulos que o anúncio de que ele iria aonde eles não poderiam seguir havia causado (João 13:33-37). Suas advertências sobre traição os teriam mistificados e confundidos, até magoados. Eles compreendem pouco do que ele está falando, mas o que tem causado um estremecimento em suas almas é a notícia de que ele iria aonde eles não poderiam ir. A idéia da perda de sua presença os amedrontavam e os derrotavam.
Jesus garante aos discípulos que a sua partida não é um abandono, mas sim por consideração a eles- para que ele pudesse ir preparar um lugar para eles com o seu Pai. Eles estariam separados por um tempo, disse ele, para então estarem juntos para sempre.
Alguns pensam que Jesus está falando da igreja, da área de uma nova relação com Deus através da morte redentora do Filho (1 Timóteo 3:15; Hebreus 3:6). E a idéia de que o lugar que Jesus promete preparar para os seus discípulos começa nesta vida, não é sem mérito. No contexto desta mesma conversa Jesus mais tarde disse: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (João 14:23). Mas a morada com que Jesus consola os seus discípulos em 14:1-3 pareceria necessariamente incluir o transcendente e final. Como tem observado Leon Morris, "Muito atraente é a sugestão de Milligan e Moulton, que 'a casa do meu Pai' inclui a terra assim como o céu, de modo que onde quer que nos encontramos estamos naquela casa. Mas por este ponto de vista não é fácil entender porque Jesus deveria 'ir' a fim de nos preparar um lugar" (Evangelho de João, p. 638).
A questão sobre o céu que vem à tona nesta experiência de Jesus com seus discípulos é que não é tanto um mero lugar, quanto um relacionamento que tem alcançado na sua máxima intimidade e proximidade, um lugar com Deus e o seu Filho. Como se tem apropriadamente observado, "Não é no céu que encontramos Deus, mas em Deus que encontramos o céu". Não é nos nossos arredores que o céu se encontra mas em Deus. É verdade que João nas suas visões vê uma cidade com ruas de ouro, paredes de jaspe e portas de pérola (Apocalipse 21), mas aquela cidade representa muito mais a glória do povo redimido de Deus do que as circunstâncias em que eles deverão viver, e é afinal de contas apenas a figura da verdadeira coisa (veja Apocalipse 19:8, 2:2 e Hebreus 12:22-24).
É triste ver cristãos que pensam no céu simplesmente como um lugar maravilhoso onde não haverá mais sofrimento, mágoa ou morte. Tudo isso sobre o céu é verdadeiro, mas a estreitura do foco nos faz lembrar de uma noiva que se gaba sem parar da mobília magnífica do novo lar sem dizer nem uma palavra sobre o futuro marido. Aqueles que entre nós foram casados por algum tempo qualquer sabem que o lar é aonde está a amada, e apenas esse fato ilumina qualquer lugar com alegria. Nunca se foi o lugar, mas sim pessoas, que nos trazem contentamento e satisfação, e a última expressão dessa verdade é que paraíso é estar onde Deus e Cristo estão. Eles são totalmente suficientes para iluminar o lugar com glória (Apocalipse 21:23). Não é o objetivo de Deus que seu povo deveria conhecer o amor ilimitado de Cristo e ficar tomado de toda a plenitude de Deus? (Efésios 3:19). E poderia estar faltando qualquer coisa a esses que vivem na intimidade perfeita com aquele que é "corporalmente, toda a plenitude da Divindade" (Colossenses 2:9-10), e a "plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas" (Efésios 1:23)? Nós talvez deveríamos passar mais tempo aprendendo sobre Jesus e vivendo próximo a ele, do que contemplando todas as maravilhosas acomodações celestiais. Eu tenho a distinta impressão de que Deus não estará convidando pessoas totalmente desconhecidas para viverem com ele em sua casa. "Mas qual espécie de corpo iremos possuir?" pergunta um, e "iremos reconhecer um ao outro no céu?" indaga outro. Eu não estou condenando curiosidade, mas aqueles que estão seriamente preocupados com tais coisas têm falta de confiança no poder daquele "que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" (Efésios 3:20). Por mim mesmo, estou inteiramente satisfeito em deixar os planos e acomodações nas mãos de Deus. Francamente, não estou tão certo de que iremos prestar qualquer atenção aonde é que estamos pela alegria de estarmos com nosso Pai e o Filho que nos trouxe a ele, sem mencionar todas aquelas pessoas maravilhosas que o têm amado da mesma maneira que nós.
O Inferno: o último vácuo
Sobre o inferno C. S. Lewis uma vez escreveu: "Não há nenhuma doutrina que eu removeria de mais bom grado do cristianismo do que isto, se eu tivesse o poder. Mas essa doutrina tem o pleno apoio das Escrituras, e sobretudo das próprias palavras do nosso Senhor."
Lewis não está sozinho no seu temor da verdadeira idéia do inferno. É um assunto que pode causar um calafrio de horror em qualquer coração. Mas a verdade é que o inferno não é um acréscimo arbitrário. Ele é essencial ao céu e à própria existência de um Deus justo.
Não pode haver um paraíso sem um inferno, não somente porque o evangelho fala de ambos, mas porque se não há um inferno todos os caminhos conduzem ao mesmo local. E se todos os caminhos conduzem ao mesmo local, não faz diferença qual caminho você toma, e bondade e maldade cessam de existir. A presença de um Deus justo num tal mundo seria inconcebível!
O inferno faz uma diferença infinita. A altura da montanha é medida pela profundidade do vale. É o inferno que faz o paraíso. A grandeza da salvação é vista em oposição ao horror da condenação. É exatamente o inferno que tememos, que fala de um Deus moral, que rege num mundo moral onde bondade e maldade diferenciam-se, ambos em caráter e em conseqüência. O céu e o inferno não podem ser separados. Como Lewis também uma vez observou, "Eu não tenho conhecido ninguém que houvesse completamente descrito sobre o Inferno e que tivesse também uma convicção viva e vivificante sobre o Céu". No evangelho de Cristo o conceito do inferno é inevitável.
A palavra grega traduzida por nossa palavra inferno é gehenna. Ela é derivada do Vale de Hinom ao sudoeste de Jerusalém, onde crianças eram sacrificadas nos fogos do deus Moloque durante o reino dividido (2 Crônicas 28:3; 33:6) e foi por essa razão profanado por Josias a fim de terminar o costume (2 Reis 23:20). Jeremias o chamou de Vale da Matança por causa dos cadáveres que em breve ali seriam amontoados pela arremetida babilônica (Jeremias 7:32; 19:6). O vale tornou-se uma metáfora para morte, corrupção e incêndio.
Há várias razões para acreditar na existência do inferno, mas nenhuma tão convincente como a que Jesus mesmo disse. Das onze vezes que gehenna aparece no Novo Testamento, todas, exceto uma, vêm da boca do Senhor (Tiago 3:6). É Jesus que em todo o Novo Testamento pinta a figura mais gráfica do julgamento dos condenados, advertindo aos seus ouvintes severamente de tal destino (Mateus 5:22,29; 10:28; 23:15,33; Marcos 9:45-48; Lucas 12:5). Ele pinta o inferno como uma fornalha de fogo eterno e um processo interminável de corrupção (Mateus 25:41; Marcos 9:48). São trevas enchidas de um choro angustiante, um lugar de castigo eterno (Mateus 8:12; 25:46).
Este fogo, estas trevas, devem ser subentendidos literalmente? Talvez não, pois o diabo e os seus anjos que não possuem corpos materiais deverão sofrer a mesma sorte. Mas não há qualquer consolo nisso. Linguagem figurada é usada quando palavras comuns falham. A realidade do inferno será muito pior do que as figuras sugerem. O inferno é o lugar onde Deus não está, e poucos de nós têm seriamente contemplado como seria a absoluta ausência de Deus.
O inferno, em última análise, não é algo que Deus tenha acrescentado ao destino dos incrédulos, mas sim a conseqüência natural das escolhas que eles têm feito. Há afinal somente duas espécies de pessoas: aquelas que dizem a Deus, faça-se a tua vontade, e aquelas a quem Deus diz, no final, faça-se a tua vontade. Todos os que irão para o inferno ali estarão porque escolheram contra a vontade e a misericórdia de Deus. E o que têm escolhido?
Eles têm escolhido afastar-se de Deus e de todas as suas qualidades. Isso significa que desde que Deus como Criador tem dado à vida o seu propósito e sentido, a vida no inferno será eternamente sem sentido e inútil. Será uma terra cinzenta e desesperada, destruída de esperança e sonhos.
E porque Deus é amor (1 João 4:8), o inferno será um lugar onde não haverá amor. Nele estará a miséria empilhada de todo o ódio, malícia, inveja e ciúmes que jamais houve. Não haverá nenhuma compaixão, nenhuma meiguice, nenhuma atenção, nenhuma preocupação desinteressada por outros; somente o choro ininterrupto de egoísmo.
E porque Deus é luz (1 João 1:5-6), o inferno será verdadeiramente um lugar de "trevas" -- ininterruptas e absolutas. Não trevas literais, físicas, mas as trevas da maldade, perversão e impiedade. O inferno será um lugar do qual toda a bondade terá sido expurgada. E lá não haverá, como aqui tem havido para os desobedientes e incrédulos, a luz refletida da bondade e justiça de outros. Serão trevas totais!
E é assim, que os que vão ao inferno terão recebido exatamente o que desejavam, que é ter posto Deus fora de suas vidas. Não haverão mais apelos divinos para mudar de rumo, não mais apelos para voltar à casa, somente o silêncio vazio de um mundo passado, negro e morto.
-por Paul Earnhart
http://www.estudosdabiblia.net/d14.htm
Naquele trecho maravilhosamente confortante em João 14:1-3, Jesus tenta acalmar a angústia de seus discípulos que o anúncio de que ele iria aonde eles não poderiam seguir havia causado (João 13:33-37). Suas advertências sobre traição os teriam mistificados e confundidos, até magoados. Eles compreendem pouco do que ele está falando, mas o que tem causado um estremecimento em suas almas é a notícia de que ele iria aonde eles não poderiam ir. A idéia da perda de sua presença os amedrontavam e os derrotavam.
Jesus garante aos discípulos que a sua partida não é um abandono, mas sim por consideração a eles- para que ele pudesse ir preparar um lugar para eles com o seu Pai. Eles estariam separados por um tempo, disse ele, para então estarem juntos para sempre.
Alguns pensam que Jesus está falando da igreja, da área de uma nova relação com Deus através da morte redentora do Filho (1 Timóteo 3:15; Hebreus 3:6). E a idéia de que o lugar que Jesus promete preparar para os seus discípulos começa nesta vida, não é sem mérito. No contexto desta mesma conversa Jesus mais tarde disse: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (João 14:23). Mas a morada com que Jesus consola os seus discípulos em 14:1-3 pareceria necessariamente incluir o transcendente e final. Como tem observado Leon Morris, "Muito atraente é a sugestão de Milligan e Moulton, que 'a casa do meu Pai' inclui a terra assim como o céu, de modo que onde quer que nos encontramos estamos naquela casa. Mas por este ponto de vista não é fácil entender porque Jesus deveria 'ir' a fim de nos preparar um lugar" (Evangelho de João, p. 638).
A questão sobre o céu que vem à tona nesta experiência de Jesus com seus discípulos é que não é tanto um mero lugar, quanto um relacionamento que tem alcançado na sua máxima intimidade e proximidade, um lugar com Deus e o seu Filho. Como se tem apropriadamente observado, "Não é no céu que encontramos Deus, mas em Deus que encontramos o céu". Não é nos nossos arredores que o céu se encontra mas em Deus. É verdade que João nas suas visões vê uma cidade com ruas de ouro, paredes de jaspe e portas de pérola (Apocalipse 21), mas aquela cidade representa muito mais a glória do povo redimido de Deus do que as circunstâncias em que eles deverão viver, e é afinal de contas apenas a figura da verdadeira coisa (veja Apocalipse 19:8, 2:2 e Hebreus 12:22-24).
É triste ver cristãos que pensam no céu simplesmente como um lugar maravilhoso onde não haverá mais sofrimento, mágoa ou morte. Tudo isso sobre o céu é verdadeiro, mas a estreitura do foco nos faz lembrar de uma noiva que se gaba sem parar da mobília magnífica do novo lar sem dizer nem uma palavra sobre o futuro marido. Aqueles que entre nós foram casados por algum tempo qualquer sabem que o lar é aonde está a amada, e apenas esse fato ilumina qualquer lugar com alegria. Nunca se foi o lugar, mas sim pessoas, que nos trazem contentamento e satisfação, e a última expressão dessa verdade é que paraíso é estar onde Deus e Cristo estão. Eles são totalmente suficientes para iluminar o lugar com glória (Apocalipse 21:23). Não é o objetivo de Deus que seu povo deveria conhecer o amor ilimitado de Cristo e ficar tomado de toda a plenitude de Deus? (Efésios 3:19). E poderia estar faltando qualquer coisa a esses que vivem na intimidade perfeita com aquele que é "corporalmente, toda a plenitude da Divindade" (Colossenses 2:9-10), e a "plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas" (Efésios 1:23)? Nós talvez deveríamos passar mais tempo aprendendo sobre Jesus e vivendo próximo a ele, do que contemplando todas as maravilhosas acomodações celestiais. Eu tenho a distinta impressão de que Deus não estará convidando pessoas totalmente desconhecidas para viverem com ele em sua casa. "Mas qual espécie de corpo iremos possuir?" pergunta um, e "iremos reconhecer um ao outro no céu?" indaga outro. Eu não estou condenando curiosidade, mas aqueles que estão seriamente preocupados com tais coisas têm falta de confiança no poder daquele "que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" (Efésios 3:20). Por mim mesmo, estou inteiramente satisfeito em deixar os planos e acomodações nas mãos de Deus. Francamente, não estou tão certo de que iremos prestar qualquer atenção aonde é que estamos pela alegria de estarmos com nosso Pai e o Filho que nos trouxe a ele, sem mencionar todas aquelas pessoas maravilhosas que o têm amado da mesma maneira que nós.
O Inferno: o último vácuo
Sobre o inferno C. S. Lewis uma vez escreveu: "Não há nenhuma doutrina que eu removeria de mais bom grado do cristianismo do que isto, se eu tivesse o poder. Mas essa doutrina tem o pleno apoio das Escrituras, e sobretudo das próprias palavras do nosso Senhor."
Lewis não está sozinho no seu temor da verdadeira idéia do inferno. É um assunto que pode causar um calafrio de horror em qualquer coração. Mas a verdade é que o inferno não é um acréscimo arbitrário. Ele é essencial ao céu e à própria existência de um Deus justo.
Não pode haver um paraíso sem um inferno, não somente porque o evangelho fala de ambos, mas porque se não há um inferno todos os caminhos conduzem ao mesmo local. E se todos os caminhos conduzem ao mesmo local, não faz diferença qual caminho você toma, e bondade e maldade cessam de existir. A presença de um Deus justo num tal mundo seria inconcebível!
O inferno faz uma diferença infinita. A altura da montanha é medida pela profundidade do vale. É o inferno que faz o paraíso. A grandeza da salvação é vista em oposição ao horror da condenação. É exatamente o inferno que tememos, que fala de um Deus moral, que rege num mundo moral onde bondade e maldade diferenciam-se, ambos em caráter e em conseqüência. O céu e o inferno não podem ser separados. Como Lewis também uma vez observou, "Eu não tenho conhecido ninguém que houvesse completamente descrito sobre o Inferno e que tivesse também uma convicção viva e vivificante sobre o Céu". No evangelho de Cristo o conceito do inferno é inevitável.
A palavra grega traduzida por nossa palavra inferno é gehenna. Ela é derivada do Vale de Hinom ao sudoeste de Jerusalém, onde crianças eram sacrificadas nos fogos do deus Moloque durante o reino dividido (2 Crônicas 28:3; 33:6) e foi por essa razão profanado por Josias a fim de terminar o costume (2 Reis 23:20). Jeremias o chamou de Vale da Matança por causa dos cadáveres que em breve ali seriam amontoados pela arremetida babilônica (Jeremias 7:32; 19:6). O vale tornou-se uma metáfora para morte, corrupção e incêndio.
Há várias razões para acreditar na existência do inferno, mas nenhuma tão convincente como a que Jesus mesmo disse. Das onze vezes que gehenna aparece no Novo Testamento, todas, exceto uma, vêm da boca do Senhor (Tiago 3:6). É Jesus que em todo o Novo Testamento pinta a figura mais gráfica do julgamento dos condenados, advertindo aos seus ouvintes severamente de tal destino (Mateus 5:22,29; 10:28; 23:15,33; Marcos 9:45-48; Lucas 12:5). Ele pinta o inferno como uma fornalha de fogo eterno e um processo interminável de corrupção (Mateus 25:41; Marcos 9:48). São trevas enchidas de um choro angustiante, um lugar de castigo eterno (Mateus 8:12; 25:46).
Este fogo, estas trevas, devem ser subentendidos literalmente? Talvez não, pois o diabo e os seus anjos que não possuem corpos materiais deverão sofrer a mesma sorte. Mas não há qualquer consolo nisso. Linguagem figurada é usada quando palavras comuns falham. A realidade do inferno será muito pior do que as figuras sugerem. O inferno é o lugar onde Deus não está, e poucos de nós têm seriamente contemplado como seria a absoluta ausência de Deus.
O inferno, em última análise, não é algo que Deus tenha acrescentado ao destino dos incrédulos, mas sim a conseqüência natural das escolhas que eles têm feito. Há afinal somente duas espécies de pessoas: aquelas que dizem a Deus, faça-se a tua vontade, e aquelas a quem Deus diz, no final, faça-se a tua vontade. Todos os que irão para o inferno ali estarão porque escolheram contra a vontade e a misericórdia de Deus. E o que têm escolhido?
Eles têm escolhido afastar-se de Deus e de todas as suas qualidades. Isso significa que desde que Deus como Criador tem dado à vida o seu propósito e sentido, a vida no inferno será eternamente sem sentido e inútil. Será uma terra cinzenta e desesperada, destruída de esperança e sonhos.
E porque Deus é amor (1 João 4:8), o inferno será um lugar onde não haverá amor. Nele estará a miséria empilhada de todo o ódio, malícia, inveja e ciúmes que jamais houve. Não haverá nenhuma compaixão, nenhuma meiguice, nenhuma atenção, nenhuma preocupação desinteressada por outros; somente o choro ininterrupto de egoísmo.
E porque Deus é luz (1 João 1:5-6), o inferno será verdadeiramente um lugar de "trevas" -- ininterruptas e absolutas. Não trevas literais, físicas, mas as trevas da maldade, perversão e impiedade. O inferno será um lugar do qual toda a bondade terá sido expurgada. E lá não haverá, como aqui tem havido para os desobedientes e incrédulos, a luz refletida da bondade e justiça de outros. Serão trevas totais!
E é assim, que os que vão ao inferno terão recebido exatamente o que desejavam, que é ter posto Deus fora de suas vidas. Não haverão mais apelos divinos para mudar de rumo, não mais apelos para voltar à casa, somente o silêncio vazio de um mundo passado, negro e morto.
-por Paul Earnhart
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23/08/2012
MUDANÇA DE RUMO
Por Alan Capriles
Alguém que se dedique na busca pela verdade certamente chegará a algumas conclusões. Não é possível que anos de leitura, reflexão, pesquisa e investigações não nos levem a lugar algum.
Pois bem, digamos que você seja tal pessoa. Suponhamos que você tenha dedicado toda sua vida, desde o início da adolescência, a buscar a verdade. E imaginemos que agora, depois de tanta informação adquirida, você comece a identificar onde estão as ilusões e falhas, e esteja finalmente conseguindo as respostas que tanto buscava, como se fosse o juntar das peças de um complicado quebra-cabeça. Não seria maravilhoso? Seria, se não fôssemos confrontados com a seguinte questão:
O que fazer quando nossos velhos conceitos estão em rota de colisão com a verdade?
Essa é a pergunta que me tem afligido, a ponto de me tirar o sono. Minha procura pela verdade, que se arrasta por anos e anos de inquirições, finalmente está me conduzindo a encontrar as respostas que eu tanto buscava. O problema é que tais respostas, que são claras e irrefutáveis, não se coadunam com minhas velhas e tão seguras convicções.
O que fazer? Acovardar-me, ou mudar e sofrer as trágicas consequências da incompreensão?
Penso que a direção me chegou por meio de uma pequena e verídica história, que compartilho a seguir:
Mas e quanto às trágicas consequências de uma mudança de rumo? Nossa mudança poderá nos custar a rejeição da família, a incompreensão dos amigos, a exclusão de círculos sociais...
Não ignoro nada disso. Sei que existe um alto preço a se pagar pela verdade. Mas estou convencido de que todas as consequências serão ínfimas se nos lembrarmos de que não há desgraça maior que a traição da própria consciência. Essa sim é a pior das tragédias, o suicídio da alma.
Alan Capriles
http://alancapriles.blogspot.com/2012/07/mudanca-de-rumo.html
Alguém que se dedique na busca pela verdade certamente chegará a algumas conclusões. Não é possível que anos de leitura, reflexão, pesquisa e investigações não nos levem a lugar algum.
Pois bem, digamos que você seja tal pessoa. Suponhamos que você tenha dedicado toda sua vida, desde o início da adolescência, a buscar a verdade. E imaginemos que agora, depois de tanta informação adquirida, você comece a identificar onde estão as ilusões e falhas, e esteja finalmente conseguindo as respostas que tanto buscava, como se fosse o juntar das peças de um complicado quebra-cabeça. Não seria maravilhoso? Seria, se não fôssemos confrontados com a seguinte questão:
O que fazer quando nossos velhos conceitos estão em rota de colisão com a verdade?
Essa é a pergunta que me tem afligido, a ponto de me tirar o sono. Minha procura pela verdade, que se arrasta por anos e anos de inquirições, finalmente está me conduzindo a encontrar as respostas que eu tanto buscava. O problema é que tais respostas, que são claras e irrefutáveis, não se coadunam com minhas velhas e tão seguras convicções.
O que fazer? Acovardar-me, ou mudar e sofrer as trágicas consequências da incompreensão?
Penso que a direção me chegou por meio de uma pequena e verídica história, que compartilho a seguir:
Durante vários dias, dois navios de guerra entregues ao esquadrão de treinamento estavam realizando manobras sob condições climáticas desfavoráveis. Eu me encontrava prestando serviços no navio de guerra principal, e estava na vigilância na ponte de comando quando caiu a noite. A visibilidade era pouca com a neblina, de modo que o capitão se mantinha na ponte de comando observando todas as atividades.Essa pequena história me fez compreender que não preciso de coragem para mudar. Coragem não me falta. Preciso é de humildade! Humildade para reconhecer que minhas velhas convicções podem estar erradas, mesmo que tenham sido consolidadas por séculos de tradição, ou perpetuadas por dogmas que agora se revelam equivocados, quando expostos pela luz da verdade. Os homens são falhos, tanto agora, quanto há milhares de anos atrás. Somente a verdade é e sempre será imutável. Quando somos confrontados com ela, nós é que precisamos mudar.
Pouco depois de ter escurecido, o sentinela que se encontrava na asa da ponte de comando informou:
— Observa-se uma luz a estibordo.
— Está fixa, ou move-se para a popa? — gritou o capitão.
A sentinela respondeu:
— Fixa, capitão.
Nesse caso, estávamos rumo a uma perigosa colisão contra aquele barco. Então o capitão chamou o encarregado da comunicação por sinais e lhe disse:
— Comunique àquele barco: “Encontramo-nos rumo a uma colisão. Aconselhamos-lhes que mudem seu rumo 20 graus”.
Então recebemos sinais que diziam: “Seria melhor vocês mudarem seu rumo 20 graus”.
O capitão disse:
— Envie-lhe o seguinte: “Eu sou capitão! mude seu rumo 20 graus”.
“Eu sou um marinheiro de segunda classe”, foi a resposta. “É melhor que você mude seu rumo 20 graus”.
A estas alturas, o capitão estava furioso.
— Envie-lhe o seguinte: “Eu sou um navio de guerra. Mude seu rumo 20 graus”.
E então recebemos a breve e clara mensagem: “E eu sou um farol em terra firme”.
Nós mudamos o rumo. (*)
Mas e quanto às trágicas consequências de uma mudança de rumo? Nossa mudança poderá nos custar a rejeição da família, a incompreensão dos amigos, a exclusão de círculos sociais...
Não ignoro nada disso. Sei que existe um alto preço a se pagar pela verdade. Mas estou convencido de que todas as consequências serão ínfimas se nos lembrarmos de que não há desgraça maior que a traição da própria consciência. Essa sim é a pior das tragédias, o suicídio da alma.
Alan Capriles
http://alancapriles.blogspot.com/2012/07/mudanca-de-rumo.html
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22/08/2012
A morte de uma igreja
Por Rev.
Hernandes Dias Lopes
As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?
1. A morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia e a morte quando a verdade é abandonada. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações histórias capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade.
2. A morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.
3. A morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes.
4. A morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade.
5. A morte de uma igreja acontece quando falta-lhe perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou igreja morta?
Fonte: Palavra da Verdade
As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse, estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?
1. A morte de uma igreja acontece quando ela se aparta da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética. Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia e a morte quando a verdade é abandonada. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações histórias capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem compromisso com a verdade e com a santidade.
2. A morte de uma igreja acontece quando ela se mistura com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece. Seu candeeiro é apagado e removido.
3. A morte de uma igreja acontece quando ela não discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos de Cristo já estava morta. A igreja de Laodicéia considerava-se rica e abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes.
4. A morte de uma igreja acontece quando ela não associa a doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem viver separadas. Uma igreja viva tem doutrina e vida, ortodoxia e piedade.
5. A morte de uma igreja acontece quando falta-lhe perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento, nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos? Uma igreja viva ou igreja morta?
Fonte: Palavra da Verdade
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Davi e o envelhecer: guerreiros não duram para sempre.
Por Alan Brizotti
As pessoas quando
envelhecem tendem a ser desumanizadas pela sociedade. É o caso de artistas,
celebridades, executivos, líderes eclesiásticos. Confunde-se a vocação com a
pessoa. Muitos líderes eclesiásticos são descartados quando a idade chega.
Ignorados e esquecidos, sofrem de uma solidão ministerial absurda que os leva a
questionar até mesmo se valeu à pena ter lutado tanto.
O choque de gerações
acirra ainda mais essa crise. Muitos “meninos” que ainda não andaram sequer a
primeira milha se julgam superiores a tudo e a todos. Millôr Fernandes, no álbum
do fotógrafo gaúcho Robinson Achutti, escreveu:
“Qualquer idiota pode ser
jovem. Em poucos anos se consegue isso. Mas caras jovens são fotograficamente
aflitivas. Não têm biografia. Chapas sem emulsão. Lisas. Pois é preciso muito
tempo para envelhecer. E muito talento. O supremo talento da sobrevivência” .
Davi também passou por
isso, e pode nos ensinar muito. Observemos dois textos de dois momentos
diferentes da vida de Davi: Em I Samuel 18.7, o guerreiro – e jovem – Davi é
celebrado nas canções: “As mulheres, dançando, cantavam umas para as outras,
dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares”. Em II
Samuel 21.16 e 17, o velho Davi está em mais uma das muitas guerras contra os
filisteus e quase é assassinado:
“E Isbi-Benobe, que era dos filhos do gigante, cuja lança de bronze pesava trezentos siclos, e que cingia uma espada nova, intentou matar a Davi. Porém Abisai, filho de Zeruia, o socorreu, e feriu o filisteu e o matou. Então os homens de Davi lhe juraram, dizendo: Nunca mais sairás conosco à peleja, para que não apagues a lâmpada de Israel”.
Fico imaginando como deve
ter sido difícil para Davi. A dor do velho guerreiro. Não mais o cabelo
vermelho, os músculos; agora, a face enrugada, a pele flácida, o cabelo branco
denunciam que o guerreiro se foi. Mas o que era para ser frustração, vira
excelência (Sl. 92. 12-14). Surge um Davi melhor! Um cantor com muito mais
experiência. Ele não era só mais um guerreiro – ele era a “lâmpada de Israel” .
Os salmos mantinham a lâmpada acesa.
Nosso problema no século
XXI é que ainda buscamos os guerreiros e não as lâmpadas. Deus procura por
pessoas que não deixem sua luz se apagar. Pessoas que saibam, como dizia um
pensador antigo, que “se a chama que está em ti se apagar, as pessoas ao teu
lado morrerão de frio” . Minha oração é para que as gerações mais novas não se
percam na escuridão pós-moderna, pois as lâmpadas ainda estão acesas!
Davi é isso! Simplesmente
fascinante. Nenhum personagem bíblico causa tanto impacto em nós quanto ele.
Davi não é descrito operando grandes milagres como Moisés e Elias não têm a fé
de Abraão, muito menos a famosa paciência de Jó. Ele não tem a teologia
elaborada de um Paulo, não conhece os mistérios como Daniel. Davi é exatamente
como Deus queria que ele fosse. Por isso ele fascina tanto. Por isso sua
história não envelhece. Davi é nosso. Nosso irmão de caminhada. Quando peco, e a
crise me invade, Davi é meu confidente, companheiro e amigo. Quando preciso de
conselhos, sei a quem escutar. Quando o coração se aflige, há sempre um salmo de
Davi por perto .
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Igrejas Vazias = Povo Vazio.
Por: HP
Podemos fazer tudo sozinho. Somos auto-suficientes. Não precisamos de correções, não precisamos de revestimento. O mundo está calmo. Não há pecado nos rodeando. Não há maldade próxima a nós. O diabo está calminho, depois de tanta guerra contra os cristãos, tentando enganar muitos, matando a muitos, levantando multidões contra os cristãos, finalmente ele parou de guerrear… Conseguimos sozinhos comunhão com Deus. Não precisamos de orações de nossos irmãos. Nossa oração só basta. Não precisamos ouvir nada que Deus fez na vida dos nossos irmãos, pois temos fé suficiente em nossos corações e mais, não precisamos “nos alegrarmos com aqueles que se alegram e chorar com aqueles que choram.”
Hoje em dia é muito fácil ter acesso á Palavra de
Deus. Qualquer um pode ter uma Bíblia. Quem quiser conhecer as passagens com
maiores detalhes, pode procurar num dicionário, na internet e tirar para si uma
ótima explicação do conteúdo que buscou na Bíblia.
Ouvir Palavras ou testemunhos? Infelizmente mesmo
sendo a igreja aconselhada a não fazer, há inúmeras pregações na internet.
Pode-se ouvir a Palavra que quer ouvir quantas vezes quiser ouvi-la. Pregação
ao gosto da pessoa. Quer bênção, é só procurar por bênção, quer sabedoria,
busca por sabedoria.
Para que então ir a igreja? Para que nos reunirmos nos
dias de culto? Para que “esperar uma Palavra” que pode vir diferentemente
daquilo que você quer ouvir? Teus ouvidos se acostumaram a ouvir aquilo que
você quer ouvir! Para que correr o risco em vir numa igreja e ouvir uma Palavra
que você não quer ouvir? Ou um pregador que você não gosta do dom de pregação
dele?
Louvar a Deus pode-se louvar em casa. Assobia-se um
hino, coloca-se um CD ou uma fita para tocar. Ajunta-se alguns para cantar uns
hinos no violão. É mais conveniente, após isso podem se juntar, comer uma
pizza, baterem papo. É muito mais agradável socialmente do que ficar aqui
sentado de paletó, gravata, véu…
Para que ir a igreja então? Podemos fazer tudo em
casa!
Porque o salmista dizia: “Alegrei-me quando me
disseram vamos para a casa do Senhor!” O que tem na casa do Senhor que o trazia
alegria? “Habitarei na casa do Senhor por longos dias”. O que levaria uma
pessoa a habitar na casa do Senhor por longos dias? O que levaria uma pessoa a
se alegrar apenas num convite para ir a casa do Senhor?
Porque nos juntarmos para louvarmos a Deus? Porque nos
juntarmos em uma oração conjunta? Porque nos juntarmos em uma comunhão, para
sentirmos a presença de Deus? Porque ouvirmos juntos a Palavra de Deus?
Podemos fazer tudo sozinho. Somos auto-suficientes. Não precisamos de correções, não precisamos de revestimento. O mundo está calmo. Não há pecado nos rodeando. Não há maldade próxima a nós. O diabo está calminho, depois de tanta guerra contra os cristãos, tentando enganar muitos, matando a muitos, levantando multidões contra os cristãos, finalmente ele parou de guerrear… Conseguimos sozinhos comunhão com Deus. Não precisamos de orações de nossos irmãos. Nossa oração só basta. Não precisamos ouvir nada que Deus fez na vida dos nossos irmãos, pois temos fé suficiente em nossos corações e mais, não precisamos “nos alegrarmos com aqueles que se alegram e chorar com aqueles que choram.”
Para que ir a igreja todo culto? Para que ir na igreja
uma vez por semana? Para que ir na igreja cada 15 dias?
O tempo está ruim, não posso pegar vento ou chuva; O
tempo está bom, vamos aproveitar então; o carro está ruim, Deus não me prepara
um carro novo; estou triste, quero ficar sozinho em casa; estou contente, quero
ir na casa de alguns amigos por isso não dá pra ir ao culto; Tenho 4 ternos e 7
camisas, vou sempre com a mesma roupa…
Quantos no passado iam na igreja e não perdiam cultos
porque passavam por enormes dificuldades. O único escape era Deus. Hoje com
alguma facilidade a mais, se esqueceram de Deus…
Bem aventurado quem tem prazer no Senhor com dinheiro,
sem dinheiro, com saúde ou sem saúde, feliz ou triste, com sol ou chuva, com
guarda roupa cheio ou apenas a roupa no corpo, com família ao lado ou sozinho
neste mundo, mas crendo que seu TUDO é Deus!!
Paremos de perder nosso tempo. Não existe exército de
um soldado só. Mesmo que o soldado seja de elite ele não pode ficar sozinho.
Ele necessita de um companheiro para proteção, para informação a respeito do
inimigo. Ele não pode se dar ao luxo de querer batalhar sozinho pois senão é
sinônimo de MORTE.
Se acharmos que podemos ser crentes sozinhos, sem
convívio na igreja, sem querermos receber os revestimentos de Deus nos cultos,
ouvirmos obras ou contarmos aquelas que Deus fez na nossa vida, se não
almejarmos receber a Palavra e aprendermos Dela, estaremos nos isolando para a
nossa morte espiritual. Não podemos dar ao luxo de sairmos dos pés de Deus.
O mundo caminha a passos largos para o mal. Só não vê
isso quem está ludibriado pelo maligno. Homens, mulheres, juventude só busca a
realização própria, a alegria e felicidade momentâneas, a auto-afirmação. Não
há piedade, amor, compaixão, auxílio. A humanidade está se distanciando de Deus
a uma velocidade jamais vista. O que antes não era feito por temor, hoje é
praticado por auto-afirmação, por sentimentos de aventura e desbravamento. Mal
se apercebe que a aventura e o desbravamento está lançando a si próprio no
pecado, na maldade.
Irmandade, ouça a Palavra!!! Clamemos a Deus por
forças para vencermos as teias tecidas pelo diabo. Ele como uma aranha tece
teias para enlaçar aqueles que servem a Deus!
Pouco a pouco não percebemos, mas somos tomados por
responsabilidades mundanas que tomam nosso tempo e não conseguimos ter 3 horas
por semana para estarmos na casa de Deus! São 39 horas de trabalho por semana,
noites por semana de estudo extra, academia, natação, (pois exercício é bom
para saúde) passeios, restaurantes, amizades (porque ninguém é de ferro),
filmes, novelas, tempo na internet, conversas por telefone (pra distrair a
cabeça), responsabilidade fora do trabalho, horas-extras, jantares. E
DEUS???
Dois cultos por semana, 3 horas nos cultos, mais 3 horas
para se arrumarmos e virmos a igreja. E é muito. Fazemos muito por Deus… Deus
pode esperar, o patrão não. Deus pode esperar, o brinquedo pro filho ou a roupa
pra filha ou a academia não.
Guarda o que tens para que
ninguém roube tua coroa (Apocalipse 3. 11). O dia do Senhor virá como o ladrão
de noite (I Tessalonicenses 5:1-2). Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra
até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem. (Mt 24:27).
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reflexões pessoais
Sede meus imitadores como eu sou de Cristo
Por: HP
"Sede meus imitadores como eu sou de Cristo" (1 Coríntios 11:1).
Esta frase dita por Paulo, a primeira vista parece
pretensiosa. A primeira vista entendemos que Paulo se colocou no mesmo lugar de
Cristo e ainda disse para que o imitassem.
Ledo engano. Meditando nesta frase conseguimos entender o
que Paulo quis dizer.
Cristo é o Filho de Deus. Possuía toda a glória. Por
ele e para ele tudo foi criado (Colossenses 1:16). Mesmo assim ele
renunciou a toda a glória com o Pai para vir na terra sofrer, ser tentado,
humilhado, amar ao próximo, sentir a tristeza por ver a incredulidade humana,
padecer dores e finalmente na morte no madeiro da cruz pagar os nossos pecados
para com Deus e nos justificar pelo Seu sangue.
Paulo quando disse para imitarmos a ele, verdadeiramente
ele imitava a Cristo. Não tinha sua vida como preciosa (Atos 20:24),
renunciou as honras farisaicas, foi humilhado, padeceu dores na carne, sofreu
por amor ao próximo e não se calava em anunciar Cristo, nem quando tinha a
morte a sua frente. Não teve sua vida como preciosa. Não teve seus interesses
como preciosos. Reputou as riquezas terrenas como inúteis e não perdeu tempo em
juntá-las.
Assim como Paulo, Pedro, João, Tiago, Filipe foram
impulsionados pela mesma fé. Lutavam pelo amor ao Evangelho. Lutavam contra
heresias, não juntaram bens materiais, mas o que de mais precioso tinham, que
era a graça de Deus, isto anunciavam aos homens.
Comparando-me com esses homens, eu não me enxergo
imitando o que eles fizeram. Não procuro o reino de Deus e sua justiça
primeiramente, para depois ter as demais coisas acrescentadas (Mateus 6:33). Eu
primeiramente busco as coisas terrenas e depois, tendo tempo, procuro as coisas
dos céus. Não tenho amor ao próximo ao anunciar as coisas de Cristo a todos os
que me rodeiam. Não quero ficar com fama de “crentão”.
Diminui o “servir a Deus” que era constante nas vidas dos
apóstolos por ir duas vezes ou até uma vez por semana nos cultos. As orações
que os apóstolos faziam rogando a Deus que abençoassem espiritualmente as
igrejas, transformei para mim em uma, duas, três orações diárias com duração
inferior a 5 minutos aonde destes 5 minutos, menos de 1 minuto uso para
agradecer e pedir bênçãos espirituais a mim e a igreja. O restante uso para
pedir ajuda pelas minhas necessidades pessoais.
No tempo que estou na igreja, dificilmente chego nela
alegre. Geralmente chego na igreja estressado, triste, com problemas. O
salmista se alegrava apenas por receber o convite de ir a casa do Senhor
(Salmos 122:1), eu não. Eu não me alegro nem ao estar já dentro da casa do
Senhor. Não canto direito, não oro direito, não agradeço. Apenas peço que na
Palavra meus problemas sejam mencionados e eu saia com alguma promessa que
terei vitória.
Meu Deus se transformou numa caixa de primeiros socorros.
Ninguém lembra aonde está até que precisamos dela. Transformamos Deus numa
caixa de socorros: Só procuro Ele nos momentos de tristeza, pois Ele me serve
de consolo (ou como psiquiatra gratuito). Procuro ele quando estou enfermo,
pois Ele pode me libertar (Deus virou médico gratuito e disponível 24 horas por
dia), da mesma maneira quando tenho problema no trabalho, na faculdade, na
vizinhança, na família. NÃO SIRVO MAIS A DEUS. É Ele quem tem que me servir
constantemente!
Deus me pede fidelidade e santidade, jogo culpa nas
fraquezas. Fazemos que nem Adão: “A mulher que me destes me fez pecar”
(Genesis 3:12). Não!! Erramos, pecamos, transgredimos por conta própria,
por vontade própria, por desejo próprio. Está escrito “Resistais ao diabo e
ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Nós não resistimos a mais nada. Parecemos
uma esponja seca, aonde qualquer coisa que cai nela ela absorve e se incha.
Estamos inchados de egoísmo, de verdades próprias, de razões próprias, de
auto-suficiência e auto-afirmação.
Pensamos que somos Super-Crentes. Pensamos que nossas
orações são poderosas, que nossa dedicação em irmos duas vezes por semana no
culto é algo que Deus admira. Irmãos, por mais que façamos algo para Deus, Ele
nunca se admirará dos nossos feitos. Por mais santo que sejamos, ELE É SANTO.
Por mais amorosos e piedosos que sejamos, ELE É AMOR.
Que imitação estamos fazendo de Paulo em nossas vidas?
Não queremos sofrer, não queremos contrariar o pecado, não queremos ser luz,
não queremos renunciar uma vida de prazeres e conforto para alcançarmos um
galardão mais excelente.
Meditemos hoje. Humilhemo-nos diante de Deus hoje. Nos
arrependamos hoje. Busquemos a Deus no dia que se chama hoje. Porque naquele
dia, falarão ao Senhor: “No Teu nome expulsamos demônios, no Teu nome curamos”
e Cristo respondendo não dirá que não tivemos estes dons terrenos, mas Ele dirá
“Afastai-vos de mim, malditos, vós que praticais a iniquidade. Não vos
conheço.”
Adiantou ter dom? Adiantou vir ao culto duas vezes por
semana durante a vida inteira?
Mais vale hoje quebrarmos esta máscara que cobre nossa
face e arrancarmos esta venda dos nossos olhos que nos faz pensar que estamos
servindo a Deus, quando o que menos fazemos é servir a Deus. Quebremos esta
máscara e aceitemos a verdade que a Palavra de Deus nos dá.
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reflexões pessoais
Quanto Custa ser um Cristão?
Via: Ministério Beréia.
“Pois qual de vós,
querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para
ver se tem com que a acabar?” (Lucas 14:28)
Este versículo é de grande importância.
Poucas são as pessoas que não têm freqüentemente de fazer esta pergunta:
“Quanto custa?”. Ao comprar um terreno, ao construir uma casa, ao mobiliar as
habitações, ao fazer planos para o futuro, ao decidir a instrução e estudos dos
filhos, etc., seria sábio e prudente que nos sentássemos a considerar com calma
os gastos que tudo isso implicaria. As pessoas evitariam muitas moléstias e
dores se ao menos fizessem a pergunta: “Quanto custa ser um crente
verdadeiramente ser santo?” Estas perguntas são decisivas. Por não havê-las
formulado desde um bom princípio, muitas pessoas que pareciam iniciar bem a
carreira cristã, mais tarde mudaram seu rumo e se perderam para sempre no
inferno.
Vivemos
em tempos muito estranhos. Os acontecimentos se sucedem com extraordinária
rapidez. Nunca sabemos “o que o dia nos trará”, quanto mais o que nos trará o
ano! Nos nossos dias vemos muitos fazerem confissões de sua religiosidade. Em
muitas partes do país as pessoas expressam vivo desejo de seguir um curso de
vida santo e um grau mais alto de espiritualidade. É muito comum ver como as
pessoas recebem a Palavra com alegria, porém depois de dois ou três anos se
afastam e voltam a seus pecados. Há muitos que não consideram o custo de ser um
verdadeiro cristão e um crente santo. Nossos tempos requerem de um modo muito
especial que paremos e consideremos o custo e o estado especial de nossas almas.
Este tema deve preocupar-nos. Sem dúvida o caminho da vida eterna é um caminho
delicioso, porém seria loucura de nossa parte fechar os olhos ao fato de que se
trata de um caminho estreito e que a cruz vem antes da coroa.
1) O que custa ser um verdadeiro cristão?
Desejo que não haja mal entendidos sobre
este ponto. Não me refiro aqui ao quanto custa salvar a alma do crente. Custou
nada menos do que o sangue do Filho de Deus ao redimir o pecador e livrá-lo do
inferno. O preço de nossa salvação foi a morte de Cristo na cruz do Calvário.
Temos “sido comprados por preço”. Cristo derramou o seu sangue em favor de
muitos”(Marcos 14:241 Co.6:20). Porém não é sobre este tema que versa nossa
consideração. O assunto que vamos tratar é distinto. Refere-se ao que o homem
deve estar disposto a abandonar se deseja ser salvo; ao que deve sacrificar se
se propõe a servir a Cristo. É neste sentido que formulo a pergunta: “Quanto
custa?”.
Não custa grande coisa ser um cristão de
aparência. Só requer que a pessoa assista aos cultos do domingo, duas vezes e
durante a semana seja medianamente moralista. Este é o “cristianismo” da grande
parte dos evangélicos da nossa época. Se trata, pois, de uma profissão de fé
fácil e barata; não implica em abnegação nem sacrifício. Se este é o cristianismo
que salva e o qual nos abrirá as portas da glória ao morrermos, então não temos
necessidade de alterar a mundana descrição do caminho da vida eterna e dizer:
“Larga é a porta e largo é o caminho que conduz ao céu”.
Porém, segundo o ensino Bíblico, custa caro ser cristão. Há inimigos que vencer, batalhas que evitar e sacrifícios que realizar; deve-se abandonar o Egito, cruzar o deserto, carregar o peso da cruz e tomar parte na grande caminhada. A conversão não consiste em uma decisão tomada por uma pessoa, em um confortável sofá, para logo em seguida ser levado suavemente ao céu. A conversão marca o início de um grande conflito, e a vitória vem após muitas feridas e contendas. Custa se obter a vitória. Daí concluirmos a importância de calcularmos este custo.
Tratarei de demonstrar de uma maneira
precisa e particular o que custa ser um verdadeiro cristão. Suponhamos que uma
pessoa esteja disposta a servir a Cristo e se sente impulsionada e inclinada a
segui-lo. Suponhamos que como resultado de alguma aflição, de uma morte
repentina, ou de um sermão, a consciência de tal pessoa tem sido avivada e
agora se dá conta do valor da alma e sente o desejo de ser um verdadeiro
cristão. Sem dúvida alguma, todas as promessas do Evangelho se lhe resultarão
alentadoras; seus pecados, por muitos e grandes que sejam, podem ser perdoados;
seu coração por frio e duro que seja, agora pode ser mudado; Cristo, o Espírito
Santo, a misericórdia, a graça, tudo está à sua disposição. Porém, ainda, tal
pessoa deveria calcular o preço. Vejamos uma por uma, as coisas que deverá
desejar, ou, em outras palavras, o que lhes custará ser cristão
A) Custará sua Justiça Própria
Deverá abandonar o orgulho e a auto-estima
de sua própria bondade; deverá contentar-se com o ir ao céu como um pobre
pecador, salvo pela gratuita graça de Deus e pelos méritos e justiça de outro
(Jesus). Deverá experimentar que “tem errado e se tem desgarrado como uma
ovelha”; que não tem feito as coisas que deveria ter feito e feito coisas que
não deveria; deve confessar que não há nada são nele. Deve abandonar a
confiança em sua própria moralidade e respeitabilidade, e não deve basear sua
salvação no fato de que tem ido à igreja, tem orado, tem lido a Bíblia e
participado dos sacramentos do Senhor, mas que deve confiar, única e
exclusivamente na pessoa e obra de Cristo Jesus.
Isto parecerá muito duro a algumas pessoas,
porém não me surpreende que seja assim. “ Senhor - disse um lavrador,
temeroso homem de Deus, a James Hervey - é mais difícil negar o nosso EU
orgulhoso, que nosso EU pecador. Porém é absolutamente necessário que o
neguemos . Aprendamos, pois, de uma vez por todas, que ser um verdadeiro
cristão custará a uma pessoa perder sua justiça própria.
B) Custará seus pecados
Deverá abandonar todo hábito e prática que
sejam maus aos olhos de Deus. Deve virar o seu rosto contra o pecado, romper
com o pecado, crucificar o pecado, mesmo contra a opinião do mundo. Não pode
estabelecer nenhuma trégua especial com nenhum pecado que amava antes da sua
conversão. Deve considerar a todos os pecados como inimigos mortais de sua alma
e odiar todo caminho de falsidade. Por pequenos ou grandes, ocultos ou
manifestos que sejam os pecados, deve renunciar completamente a todos eles. Sem
dúvida estes pecados tentarão vencê-lo, porém jamais poderá ceder. Sua luta
contra o pecado será continua e não admitirá trégua de nenhum tipo. Está
escrito: “Lançai de vós todas as vossas transgressões com que
transgredistes...”. “cessai de fazer o mal” (Ez.18:31; ls.l:16).
Isto também parecerá muito duro para muitas
pessoas; e vemos que freqüentemente nossos pecados são mais queridos do que
nossos próprios filhos. Amamos o pecado, o abraçamos com todo nosso ser, nos
agarramos a ele, nos deleitamos nele. Separar-nos do pecado é tão duro como separar-nos
da nossa mão direita, e tão doloroso como se nos arrancassem um olho. Porém
devemos separar-nos do pecado; não há outra alternativa possível. “Ainda que
o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da língua, e o saboreie, e
o não deixe, antes o retenha no seu paladar.. “ ,sendo este o caso, devemos
apartá-lo de nós si em verdade desejamos ser salvos (Jó 20:12-13). Se desejamos
ser amigos de Deus, devemos primeiro romper com o pecado. Cristo está disposto
a receber os pecadores, porém não aqueles que se agarram a seus pecados.
Anotemos pois, também isto: o ser cristão custará a uma pessoa seus pecados.
C) Custará seu amor à vida fácil.
Para correr com êxito a corrida ao céu se
requer esforço e sacrifício. Haverá de velar diariamente e estar alerta, pois
se encontrará em território inimigo. Em cada hora e em cada instante deverá
vigiar sua conduta, sua companhia e os lugares que freqüenta. Com muito cuidado
haverá de dispor de seu tempo e vigiar sua língua, seu temperamento, seus
pensamentos, sua imaginação, seus motivos e sua conduta em suas relações
diárias. Terá que ser diligente em sua leitura da Bíblia, em sua vida de
oração, na maneira como passa o Dia do Senhor e participa dos meios de graça.
Certamente que não poderá conseguir perfeição em todas estas coisas, porém
mesmo assim, não pode descuidar-se. “O preguiçoso deseja, e nada tem, mas a
alma dos diligentes se farta” (Pv.13:4).
Também isto parece duro e difícil. Não há
nada que nos desagrade tanto como as dificuldades na nossa confissão religiosa;
por natureza evitamos as dificuldades. Secretamente desejaríamos que alguém
pudesse cuidar de nossas obrigações religiosas e que desempenhasse por
procuração nosso cristianismo. Não está de acordo com o nosso coração tudo
aquilo que implique em esforço e trabalho; porém sem dor não há lucro para a
alma. Deixemos bem firmado este fato: o ser cristão custará a uma pessoa seu amor
pela vida fácil.
D) Custará o favor do mundo.
Se deseja agradar a Deus deve saber que
será depreciado pelo mundo. Não deve estranhar se o mundo o engana, lhe
ridiculariza, se levanta calúnias contra você e o persegue e o odeia. Não deve
se surpreender se as pessoas o depreciam e com desdém condenam suas opiniões e
práticas religiosas. Deve resignar-se a que o acusem de tolo, entusiasta e
fanático, e inclusive que distorçam suas palavras e representem falsamente suas
ações. Não se surpreenda de que o tachem de louco. O Mestre disse: “Lembrai-vos
da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que seu senhor. Se me
perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha
palavra, também guardarão vossa” (Jo.15:20).
Também
isto parece duro e difícil. Por natureza nos desagrada o proceder injusto e as
acusações falsas. Se não nos preocupa a boa opinião dos que nos rodeiam
deixaríamos de ser de carne e osso._Sempre resulta desagradável ser o alvo de
criticas injustificadas e objeto de mentira e falsas acusações; porém não
podemos evitá-lo. Do cálix que bebeu o Mestre também devem beber seus
discípulos. Estes devem ser “...desprezado, e o mais rejeitado entre os
homens... (Is.53:3). Anotemos, pois, o dito: ser cristão custará a
pessoa o favor do mundo .
Esta é, pois, a lista do que custará a uma
pessoa ser cristã. Devemos aceitar o fato de que não é uma lista
insignificante. Nada podemos riscar dela. Resultaria uma temeridade fatal se
defendesse por justiça própria, os pecados, o amor à vida fácil, o amor ao
mundo e crer que vivendo assim poder-se-ia salvar-se.
A realidade é esta: custa muito ser um verdadeiro cristão. Porém, que pessoa, no sentido pleno, pode dizer que este preço é demasiado elevado pela salvação da alma? Quando o barco está em perigo de afundar-se, a tripulação não vacila em lançar ao mar a preciosa carga. Quando a gangrena envolve a extremidade de um membro a pessoa se submeterá a qualquer operação, inclusive a amputação deste membro. Com maior motivo, pois, o crente está disposto a abandonar qualquer coisa que se levante entre sua alma e o céu. Uma religião que não custa nada, nada vale. Um cristianismo barato - sem a cruz - cedo ou tarde manifestará sua inutilidade; jamais levará a posse da coroa. Sem cruz não há coroa
A realidade é esta: custa muito ser um verdadeiro cristão. Porém, que pessoa, no sentido pleno, pode dizer que este preço é demasiado elevado pela salvação da alma? Quando o barco está em perigo de afundar-se, a tripulação não vacila em lançar ao mar a preciosa carga. Quando a gangrena envolve a extremidade de um membro a pessoa se submeterá a qualquer operação, inclusive a amputação deste membro. Com maior motivo, pois, o crente está disposto a abandonar qualquer coisa que se levante entre sua alma e o céu. Uma religião que não custa nada, nada vale. Um cristianismo barato - sem a cruz - cedo ou tarde manifestará sua inutilidade; jamais levará a posse da coroa. Sem cruz não há coroa
II) A Importância de Calcular o Custo.
Facilmente poderíamos resumir o assunto
estabelecendo o princípio de que nenhuma das obrigações prescritas por Cristo
pode ser descuidada sem grande prejuízo para a alma. São muitos os que fecham
os olhos para a realidade da fé salvadora e evitam considerar o quanto custa
ser cristão. E para ilustrar o que digo eu os poderia descrever o triste fim
daqueles que, ao declinar seus dias, se dão conta desta realidade e fazem
esforços espasmódicos para voltar-se para Deus. Porém, com grande surpresa se
dão conta de que o arrependimento e a conversão não eram tão fáceis como haviam
imaginado e que custa “uma grande soma” ser um cristão. Descobrem, também, que
os hábitos do orgulho e a indulgencia pecaminosa, junto com o amor a vida fácil
e mundana, não podem abandonar-se tão facilmente como haviam pensado. E assim,
depois de uma débil luta, caem em desespero a abandonam este mundo sem
esperança, sem graça e sem estar preparados para comparecer diante de Deus. Em
suas vidas alimentaram a idéia de que o assunto espiritual poderia ser
solucionado prontamente e facilmente. Porém abrem seus olhos quando já é
demasiado tarde e descobrem, pela primeira vez na vida, que estão indo para
perdição por não haver antes “calculado o custo”.
Porém, há uma classe de pessoas as quais
quero dirigir-me ao desenvolver esta parte do tema. E um grupo numeroso e que
espiritualmente está em grande perigo. Tratarei de descrever estas pessoas e ao
fazê-lo agucemos nossa atenção. Estas pessoas não são, como as anteriores,
ignorantes do evangelho; não, ao contrário: pensam muito nele; não ignoram o
conteúdo da fé; conhecem bem os esquemas da revelação.
Porém, o grande defeito das tais pessoas é
que não estão “arraigadas nem fundamentadas na fé”. Com muita freqüência o
conhecimento religioso destas pessoas é de segunda mão; têm nascido de famílias
cristãs, têm-se educado em uma atmosfera cristã, porém nunca têm experimentado
em suas vidas as realidades do novo nascimento e a conversão. Precipitadamente
e talvez por pressões diversas, ou pelo desejo de ser como os demais, têm feito
profissão de fé e se tem unido a membresia de alguma igreja, porem sem haver
experimentado uma obra da graça em seus corações. Estas pessoas estão em uma
posição perigosíssima e são as que mais necessitam da exortação de calcular o
custo de serem verdadeiros cristão.
Por não haver calculado o custo um grande
número de israelitas pereceu miseravelmente no deserto entre o Egito e Canaã.
Cheios de zelo e entusiasmo abandonaram a terra de Faraó e parecia que nada
poderia pará-los. Porém, tão logo encontraram perigos e dificuldades no
caminho, seu calor não tardou em esfriar-se. Nunca pensaram na possibilidade de
que pudessem surgir obstáculos. Pensavam que em questão de dias entrariam na
posse da terra prometida. E assim, quando pelos inimigos, privações, sede e
fome, foram provados, começaram a murmurar contra Moisés e contra Deus e
desejaram voltar ao Egito. Em uma palavra: “não calcularam o custo” e em
conseqüência morreram em seus pecados.
Por não haver calculado o custo, muitos dos
seguidores de Jesus voltaram suas costas “... e já não andavam com ele” (JO.6:66).
Quando pela primeira vez viram seus milagres e ouviram sua pregação, pensaram:
“O Reino de Deus virá a qualquer momento”. Se uniram ao número dos apóstolos e,
sem pensar nas conseqüências, o seguiram. Porém se deram conta de que se
tratava de doutrinas duras de crer, e uma obra dura de realizar, e de uma
missão dura de se levar a termo, sua fé se desmoronou e nada ficou da mesma. Em
uma palavra: não pararam para “calcular o custo”, por isso naufragaram na sua
profissão de fé cristã.
Por não haver calculado o custo, o rei
Herodes voltou outra vez a seus velhos pecados e destruiu a sua alma.
Desfrutava ouvindo a pregação de João Batista. O admirava e considerava um
homem justo e santo, e inclusive o ouvia “de boa mente” . Porém, quando
se deu conta de que devia abandonar a sua favorita Herodias, sua profissão de
fé religiosa se desvaneceu por completo. Não havia pensado nisto; não havia “calculado
o custo” (Marcos 6:20)..
Por não haver calculado o custo, Demas
abandonou a companhia de Paulo, abandonou o evangelho, deixou a Cristo e perdeu
o céu. Por longo período de tempo com o grande apóstolo dos gentios e se
converteu em um dos seus companheiros de trabalho. Porém, quando se deu conta
de que não podia participar da companhia do mundo e de Deus ao mesmo tempo
abandonou o cristianismo e se uniu ao mundo. “Demas, tendo amado o presente
século” - nos diz Paulo - “me abandonou... “ (II Tm.4: 10). Não
havia calculado o custo.
Por não haver calculado o custo milhares de
pessoas que têm sentido uma experiência religiosa sob a evangelização de
famosos pregadores naufragam espiritualmente. Se excitam e emocionam e chegam a
pensar que experimentaram uma obra genuína de conversão; porém, na realidade
não tem sido assim. Receberam a Palavra com alegria tão espetacular que
inclusive surpreenderam os crentes experimentados.
Com tal entusiasmo falavam da obra de Deus
e das coisas espirituais que os crentes mais velhos chegavam a envergonhar-se
de si mesmos. Porém, quando a novidade e o frescor de seus sentimentos se
dissiparam, uma repentina mudança lhes sobreveio e demonstraram que na
realidade não eram mais do que corações de terreno pedregoso em que a Palavra
não pôde lançar raízes profundas. “O que foi semeado em solo rochoso, esse é
o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si
mesmo, sendo antes de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a
perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza” (Mt.13:20-21). Pouco
a pouco se derrete o céu de tais pessoas e seu amor se esfria. Por fim chega o
dia quando seu assento na igreja está vazio e já nada se sabe deles. Por que?
Porque não “calcularam o custo”.
Por não haver contado o custo, milhares de
pessoas que professaram ser salvas em reuniões de avivamento, depois de um
tempo voltam ao mundo e são motivo de vergonha para o evangelho. Começam com
uma noção tristemente equivocada do que seja o verdadeiro cristianismo. Imaginam
que a fé cristã não é mais que uma “decisão por Cristo”, uma mera experiência
de certos sentimentos de alegria e paz. Logo que se dão conta de que têm de
carregar uma pesada cruz no peregrinar até o céu, de que o coração é enganoso e
de que o diabo está sempre ativo, se decepcionam e esfriam e retornam a seus
velhos pecados. Por que?
Porque nunca chegaram a saber o que é o
cristianismo da Bíblia. Nunca aprenderam a calcular o custo.
Por não haver calculado o custo,
freqüentemente os filhos de pais crentes dão um pobre testemunho do que é o
cristianismo e são motivo de afronta para o evangelho. Desde a infância se
familiarizaram de uma maneira teórica com o conteúdo do evangelho. Têm aprendido
de memória longas passagens da escritura e têm assistido com certa regularidade
a Escola Dominical, porém na realidade nunca têm pensado seriamente no que têm
aprendido. E quando as realidades da vida começam a fazer-se sentirem suas
vidas, com grande assombro por parte dos membros da congregação, estes filhos
de crentes abandonam toda religião e submergem de cheio no mundo. Por que?
Porque nunca chegaram a entender seriamente os sacrifícios e conseqüências que
uma profissão de fé séria o cristianismo exige. Nunca se lhes ensinou a
calcular o custo.
Estas verdades são tão solenes como
dolorosas, porém são verdades e põem em relevo a importância do tema que
estamos considerando. São considerações que põem de manifesto a absoluta
necessidade que têm todos aqueles que professam um desejo profundo de
santidade, de fazer-se a pergunta: Quanto custa?
Melhor iriam as coisas em nossas igrejas se
ensinassem a seus membros a calcular o custo que implica a profissão de fé
cristã. A maioria dos líderes religiosos dos nossos dias dão mostras de uma
impaciente pressa nas coisas do evangelho. Parece que o único grande fim a que
se propõem é a conversão instantânea das almas, e em torno disto centralizam
seus esforços. Esta maneira tão parcial e vazia de ensinar e apresentar o
cristianismo é funesta.
Não interpretem mal o que digo. Eu aprovo inteiramente que se ofereça a salvação de uma maneira imediata, gratuita e completa em Cristo. Aprovo plenamente que se chame com urgência os pecadores a que se convertam imediatamente depois de se ouvir a mensagem de salvação. E a estas coisas não cedo o primeiro lugar. Mas condeno a atitude e o proceder de alguns que apresentam estas verdades por si só, isoladas e sem relação às demais verdades de todo conselho de Deus. Além destas verdades, com toda honestidade devemos advertir os pecadores das obrigações que impõe o serviço a Cristo e o que implica sair do mundo.
Não temos direito de forçá-los a entrar no
exército de Cristo, se antes não os temos advertido e prevenido da magnitude da
batalha cristã. Em uma palavra: devemos adverti-los do custo de ser um
verdadeiro cristão.
Não foi esta a maneira de proceder do nosso
Senhor Jesus? O evangelista Lucas nos diz que, em certa ocasião “Ora, ia com
ele uma grande multidão; e voltando-se, disse-lhes: Se alguém viera mim, e não
aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda a
sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua
cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo” (Lc. 14:25-27).
Francamente, não se pode reconciliar esta passagem bíblica com a maneira de
proceder de muitos mestres religiosos da nossa época; no que a mim concerne, a
doutrina do mesmo é clara como a luz do meio dia. Esta doutrina ensina que não
temos que forçar os pecadores a uma precipitada confissão de fé cristã, sem
antes não os termos advertido claramente da necessidade que têm de calcular o
custo.
Lutero, Latimer, Baxter, Wesley,
Whitefield, Rowland HilI, e outros, procederam segundo a maneira pela qual
defende este texto. Todos estavam bem cientes do caráter enganoso do coração
humano; e sabiam bem que não é ouro1 tudo que reluz, que a convicção não é
conversão, que a emoção não é fé, que o sentimento não é graça, que não é de
todo botão que provém fruto. “Não vos enganeis - era o grito constante
destes pregadores - pensai bem no que fazeis; não corrais antes de haverdes
sido chamados; calculem o custo!”.
Se desejamos fazer o bem, não nos envergonhemos de seguir as pisadas do nosso Senhor Jesus Cristo. Exortem as pessoas a que considerem seus caminhos. Obrigue-os com santa violência a que entrem e participem do banquete a que se entreguem completamente a Deus. Ofereça-os uma salvação gratuita, completa e imediata. Insta-os uma e outra vez a que recebam a Cristo na plenitude de seus benefícios.
Porém, em tudo, diga-lhes a verdade, toda a
verdade! Alguns pregadores se utilizam de atos vulgares para recrutar adeptos.
Não fale somente do uniforme, do soldo e da glória, fale também dos inimigos da
batalha, da armadura, das sentinelas, das marchas, e dos exercícios. Não
apresente apenas uma parte do cristianismo. Não esconda a cruz da abnegação,
que todo peregrino cristão deve levar, quando falar da cruz sobre a qual Cristo
morreu para nossa redenção. Explique com detalhes tudo o que a1, profissão de
fé cristã implica. Rogue com insistência várias vezes aos pecadores que se
arrependam e corram para Cristo; porém, insista, ao mesmo tempo, a que se
sentem e calculem o preço.
III) Sugestões para Ajudar a Calcular Corretamente o Custo.
Mencionarei alguns fatores que sempre
influenciam nos nossos cálculos para saber o custo do verdadeiro cristianismo.
Considere com calma e equilíbrio o que se tem de deixar e o que se tem de
provar para chegar a ser discípulo de Cristo. Não esconda nada, considera tudo.
E logo, faça as seguintes somas, tendo o cuidado de repassá-las bem para não
haver equivoco, pois o resultado correto dos mesmos é alentador:
- Conte e compare os
benefícios e as perdas que um discipulado verdadeiramente cristão
contém. Muito possivelmente perderás algo deste mundo, porém ganharás a
salvação da alma imortal. Está escrito: “Que aproveita ao homem, ganhar
o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc.8:36).
- Conte e compare os elogios e
censuras, se é que és um cristão verdadeiro. Muito provavelmente
terás de sofrer as reprovações do mundo, porém, terás a aprovação de Deus,
Pai, Filho e Espírito Santo. As censuras vêm dos lábios de pessoas
equivocadas, cegas e falíveis; a aprovação vem do Rei dos reis o Juiz de
toda a terra. Está escrito: “Bem-aventurado sois quando, por minha
causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal
contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos
céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt.
5:11-12).
- Conte e compare os inimigos
e amigos. Por um lado tens a inimizade do diabo e dos maus; por
outro, tens o favor e a amizade de Cristo Jesus. Os inimigos, quando
muito, podem produzir-te alguns arranhões, pode rugir forte e rodear a
terra e o mar para tratar de arruinar a tua alma; porém não pode de modo
nenhum destruí-la. Teu Amigo é poderoso para salvar-te eternamente. Está
escrito:“Digo-vos, pois, amigos meus: Não temais os que matam o corpo
e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem
deveis temer: Temei aquele que depois de matar, tem poder para lançar no
inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis
temer” (Lc. 12:4-5).
- Conte e compare a vida
presente e a por vir . A vida presente não é fácil; implica em
vigilância, oração, luta, esforço, fé e labor; porém, só é por poucos
anos. A vida vindoura será de descanso e repouso; a influência do pecado
já terá terminado e satanás estará acorrentado. E, ah! será um descanso
para toda eternidade. Está escrito: “Porque a nossa leve e momentânea
tribulação produz para noS eterno peso de glória, acima de toda
comparação, não atentado nós nas cousas que se vêem; porque as cousas que
se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2
Co.4:17-18).
- Conte e compare os prazeres
do pecado e a felicidade do serviço a Deus. Os prazeres que o
homem mundano obtêm são vazios, irreais, não satisfazem. São como a
fogueira que fazem os espinhos arder: range e brilha, porém, só por uns
minutos, logo se apaga e desaparece. A felicidade que Cristo ou torga a
seu povo é sólida, duradoura e substancial; não depende da saúde nem das
circunstâncias; nunca abandona o crente, nem mesmo na hora da morte. E uma
felicidade que, além disso, se verá galardoada com uma coroa
incorruptível. Está escrito: “O júbilo dos perversos é breve” ; “Pois
qual o crepitar dos espinhos debaixo duma panela, tal é a risada do
insensato” (Jó 20:5; Ec.7:6). Porém também está escrito: “Deixo-vos
a paz, a minha paz vos dou; não vo-la a dou com a dá o mundo. Não se turbe
o vosso coração, nem se atemorize” (Jo. 14:27).
- Conte e compare as
tribulações que o cristianismo verdadeiro implica e as tribulações que
sobrevirão aos maus após a morte . A leitura da Bíblia, a oração,
a luta cristã, uma vida de santidade, etc., implica em dificuldades e
exigem abnegação por parte do crente. Porém não é nada em comparação com a
“ira que virá” e que se desencadeará sobre os impenitentes e os
incrédulos. Um só dia no inferno será muito mais intolerável que toda uma
vida de peregrinação levando a cruz. O “bicho que nunca morre e o fogo
que nunca se apaga” é algo que vai mais além do que a mente humana
pode conceber e descobrir. Está escrito: “Filho, lembra-te de que
recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente os males; agora,
porém, aqui, ele está consolado; tu em tormentos”(Lc.16:25).
- Considere e compare, em último
lugar, o número daqueles que se voltam do pecado e do mundo para
servir a Cristo, e o número daqueles que deixam a Cristo e voltam ao mundo.
Os que se voltam do pecado e do mundo para servir a Cristo são muitos;
porém nenhum dos que realmente têm conhecido a Cristo voltam ao inundo.
Cada ano multidões abandonam o caminho largo e tomam a senda estreita que
conduza vida. Nenhum dos que andam pelo caminho estreito se cansam do
mesmo e voltam ao caminho. O caminho largo registra muitas pegadas de
pessoas que torceram seu rumo e o abandonaram; porém, as pegadas dos
caminhantes do caminho estreito, que conduz ao céu todas seguem a mesma
direção. Está escrito “O caminho dos perversos é como a escuridão”. “O
caminho dos pérfidos é intransitável” (Pv.4:19; 13:15). Porém, também
está escrito: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai
brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4: 18).
Estas somas e estas contas freqüentemente
não se fazem corretamente; por isso há pessoas que continuamente e não podem
dizer se vale a pena ou não servir a Cristo. As perdas e ganhos, as vantagens e
desvantagens, as tribulações e os prazeres, as ajudas e os obstáculos, lhes dão
um balanço tão igual, que não podem optar por Cristo. É que não têm feito a
soma corretamente.
Como se explica o erro de tais pessoas? Se deve a uma carência de fé por sua parte. Para chegar a uma conclusão correta sobre nossas almas, devemos conhecer algo daquele poderoso princípio que Paulo menciona no capítulo 11 de sua Epístola aos Hebreus. Permitam-me demonstrar de que maneira intervém este princípio no grande “negócio” de calcular o custo.
A que se deveu o fato de Noé perseverar até o fim na construção da arca? Estava só em meio a uma geração pecadora, incrédula e havia de sofrer o opróbrio, a zombaria e o ridículo das pessoas. O que lhe deu fortaleza ao seu braço e paciência em seu labor? Foi a fé. Noé cria na ira que havia de vir; cria que só na arca poderia achar o refúgio seguro. Pela fé considerou e teve como pobre o conceito e a opinião do mundo. Pela fé calculou o custo e não duvidou de que a construção da arca significava um ganho.
A que se deveu o fato de Moisés rejeitar os prazeres do Egito e recusar-se ser chamado de filho da filha de Faraó? Como pode escolher ser maltratado com o povo de Deus e dirigir ao povo hebreu á terra da promissão, livrando-o da terra da escravidão? Segundo o testemunho do olho humano dos sentidos iria perder tudo e não ia ganhar nada em troca. O que impulsionou Moisés a agir dessa forma? Foi a fé. Ele cria que acima de Faraó havia UM maior e mais poderoso que o dirigiria e protegeria em sua grande missão. Ele tinha por maiores riquezas o vitupério de Cristo que todos os tesouros dos egípcios. Pela fé calculou o custo e “como vendo o invisível”, se persuadiu de que o abandono do Egito e o peregrinar pelo deserto era, na realidade, ganho.
Que foi que fez o fariseu Saulo de Tarso decidir deixar a religião de seus pais e abraçar o Cristianismo? Os sacrifícios e os custos que a mudança implicava eram em verdade enormes. No entanto, Paulo abandonou todas as brilhantes perspectivas que tinha entre os de sua nação; trouxe sobre si, ao invés do favor dos homens, o ódio do homem, a inimizade do homem, a perseguição do homem até a morte. A que se deveu o fato de Paulo poder fazer frente a tudo isso? Se deveu a sua fé. Ele cria que Jesus, a quem conheceu no caminho de Damasco, poderia dar-lhe cem vezes mais do que o que abandonara, e no mundo vindouro a vida eterna. Pela fé calculou o custo, e viu claramente até que lado se inclinava a balança. Cria firmemente que o tomar a cruz de Cristo sobre si era ganho.
Notemos bem todas estas coisas. A fé que fez Noé, Moisés e Paulo fazerem as coisas que fizeram, é o segredo que nos levará a conclusões corretas com respeito a nossa alma. A mesma fé tem de ser nossa ajudadora e nosso livro de contas quando nos sentamos para calcular o custo do verdadeiro cristianismo. Esta fé, se a pedimos a receberemos. “Ele dá maior graça” (Tiago 4:6). Armados com esta fé apreciaremos as coisas no seu justo valor. Cheios desta fé, nunca aumentaremos a cruz nem diminuiremos a coroa. Nossas conclusões serão todas corretas; nossa soma total não registrará erros.
Como se explica o erro de tais pessoas? Se deve a uma carência de fé por sua parte. Para chegar a uma conclusão correta sobre nossas almas, devemos conhecer algo daquele poderoso princípio que Paulo menciona no capítulo 11 de sua Epístola aos Hebreus. Permitam-me demonstrar de que maneira intervém este princípio no grande “negócio” de calcular o custo.
A que se deveu o fato de Noé perseverar até o fim na construção da arca? Estava só em meio a uma geração pecadora, incrédula e havia de sofrer o opróbrio, a zombaria e o ridículo das pessoas. O que lhe deu fortaleza ao seu braço e paciência em seu labor? Foi a fé. Noé cria na ira que havia de vir; cria que só na arca poderia achar o refúgio seguro. Pela fé considerou e teve como pobre o conceito e a opinião do mundo. Pela fé calculou o custo e não duvidou de que a construção da arca significava um ganho.
A que se deveu o fato de Moisés rejeitar os prazeres do Egito e recusar-se ser chamado de filho da filha de Faraó? Como pode escolher ser maltratado com o povo de Deus e dirigir ao povo hebreu á terra da promissão, livrando-o da terra da escravidão? Segundo o testemunho do olho humano dos sentidos iria perder tudo e não ia ganhar nada em troca. O que impulsionou Moisés a agir dessa forma? Foi a fé. Ele cria que acima de Faraó havia UM maior e mais poderoso que o dirigiria e protegeria em sua grande missão. Ele tinha por maiores riquezas o vitupério de Cristo que todos os tesouros dos egípcios. Pela fé calculou o custo e “como vendo o invisível”, se persuadiu de que o abandono do Egito e o peregrinar pelo deserto era, na realidade, ganho.
Que foi que fez o fariseu Saulo de Tarso decidir deixar a religião de seus pais e abraçar o Cristianismo? Os sacrifícios e os custos que a mudança implicava eram em verdade enormes. No entanto, Paulo abandonou todas as brilhantes perspectivas que tinha entre os de sua nação; trouxe sobre si, ao invés do favor dos homens, o ódio do homem, a inimizade do homem, a perseguição do homem até a morte. A que se deveu o fato de Paulo poder fazer frente a tudo isso? Se deveu a sua fé. Ele cria que Jesus, a quem conheceu no caminho de Damasco, poderia dar-lhe cem vezes mais do que o que abandonara, e no mundo vindouro a vida eterna. Pela fé calculou o custo, e viu claramente até que lado se inclinava a balança. Cria firmemente que o tomar a cruz de Cristo sobre si era ganho.
Notemos bem todas estas coisas. A fé que fez Noé, Moisés e Paulo fazerem as coisas que fizeram, é o segredo que nos levará a conclusões corretas com respeito a nossa alma. A mesma fé tem de ser nossa ajudadora e nosso livro de contas quando nos sentamos para calcular o custo do verdadeiro cristianismo. Esta fé, se a pedimos a receberemos. “Ele dá maior graça” (Tiago 4:6). Armados com esta fé apreciaremos as coisas no seu justo valor. Cheios desta fé, nunca aumentaremos a cruz nem diminuiremos a coroa. Nossas conclusões serão todas corretas; nossa soma total não registrará erros.
Conclusão
Em conclusão desejo que consideres
seriamente se tua profissão de fé religiosa te custa atualmente algo.
Mui possivelmente não te custa nada. Com toda probabilidade tua religião não te
custa dificuldades, nem tempo, nem pensamentos, nem cuidados, nem dores, nem
leitura alguma, nem oração, nem abnegação, nem conflito, nem trabalho, nem
labor de nenhuma classe. Bem, pois não te escuses do que vou te dizer: esta
profissão de fé nunca poderá salvar tua alma; nunca te dará paz enquanto estás
vivo, nem esperanças na hora da morte. lima religião que não custa nada, não
vale nada. Desperta! Desperta! Desperta e crê! Desperta e ora! Não descanses
até que possas dar uma resposta satisfatória a minha pergunta: “Que te custa?”
Pensa se é que necessitas de motivos que te
estimulem mais e mais para o serviço do Senhor, pensa no muito que custou
a salvação de tua alma. Considera que nada menos do que o Filho de Deus
teve de abandonar o céu, fazer-se homem, sofrer a cruz, ser sepultado, para
logo ressuscitar vitorioso sobre o pecado e a morte, e tudo para obter a
redenção de tua alma. Pensa em tudo isso e te convencerás de que não é algo
insignificante possuir uma alma mortal. Vale a pena tomar-se o incômodo de
pensar sobre a esta alma tão preciosa.
Ó, homem preguiçoso! Ó, mulher preguiçosa!
Te conformarás com perder o céu por mero fato de que não queres te preocupar
com as coisas espirituais? Tanto te repugna o exercício e o esforço como para
permitir que tua alma naufrague para toda a eternidade? Sacode esta atitude
covarde e indigna! Lavanta-te e porta-te varonilmente! Que não termine o dia
sem que hajas dito a ti mesmo: “Por muito que seja o custo, eu tomo a
determinação de esforçar-me para entrar pela porta apertada”. Olha a cruz de
Cristo e receberás alento para seguir adiante, e valor para consegui-lo. Sê
sincero e realista com tua própria situação espiritual; pensa na morte, no
juízo, na eternidade. Poderá custar muito o ser cristão, porém podes estar
seguro de que vale a pena.
Se algum leitor realmente sente que tem
calculado o custo, e tomado sobre si a cruz, eu o exorto a que persevere
e continue em frente. Talvez freqüentemente sintas como se teu coração
estivesse a ponto de desfalecer, e que o ímpeto da tentação ameaça naufragá-lo
no desespero. Eu te digo: persevera, segue em frente. Não há dúvida de que teus
inimigos são muitos, e os pecados que te rodeiam batem com ímpeto; talvez os
teus amigos sejam poucos, e o caminho íngreme e estreito. Porém, mesmo assim,
nestas circunstâncias, persevera e segue adiante.
O tempo é muito curto. Uns poucos anos de
vigilância e oração, uns vão e vêm sobre as ondas do mar deste mundo, umas
poucas mortes a mais, umas mudanças a mais, uns poucos verões a mais, e já não
haverá necessidade de muita luta.
A presença e companhia de Cristo compensará
os sofrimentos deste mundo. Quando nos vemos como somos vistos, e olhamos até a
nossa jornada da nossa vida, nos surpreenderemos de nossa debilidade e desmaios
de coração. Ficaremos surpresos de que demos tanta importância a nossa cruz, e
pensamos tão pouco em nossa coroa. Ficaremos maravilhados de que calculando o
custo, chegamos até a duvidar para onde se inclinava a balança. Animemo-nos!
Não estamos longe do nosso lugar eterno!
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