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27/03/2017

Um Deus sem cura para Si mesmo!


Se prevalecesse a idéia de que Deus criou e pronto, tendo depois que fazer ajustes à criação, conforme se crê que a Bíblia narre, teríamos que dizer que Deus não somente de fato se arrepende, como também que se arrependeu muitas vezes, e que, hoje, se arrepende todos os dias de haver feito o que fez como Criador.
 
O critério acima exposto não só é totalmente humano, limitado, linear e finito, como, também, é um atestado da inviabilidade de Deus como Criador e Pai segundo a lógica do homem.
 
Deus nunca se deu bem e Seus projetos parecem ter falhado!
 
Adão foi uma tragédia. Seu filho Caim de cara vira homicida. A descendência dele fez ainda pior. Depois veio a tal invasão “anjo-alienígena” descrita por Gênesis seis, quando os “filhos de Deus” tomaram as mulheres mais belas da terra e com ela geraram os Gigantes, os Nephilim. Então veio o Dilúvio. Noé sobrevive, mas de sua descendência logo surge um filho amaldiçoado: Cão, pai dos cananeus.
 
Outra vez o mundo se danou todo com extrema rapidez.
 

02/03/2017

Magos melhores que Teólogos Inertes

Muitos Virão do Oriente e do Ocidente...
 
Jesus disse que os que se sentem os donos da revelação de Deus haveriam de ser surpreendidos no dia da Grande Revelação.
 
Seres desprezíveis haveriam de preceder a muitos religiosos certos de suas certezas. E gente que vivia para além da fronteira da “geografia da informação da revelação”, viria e tomaria lugar à Mesa da Grande Comunhão; enquanto os que se auto-intitulavam “filhos do reino” ficariam de fora.
 
Ora, ninguém deveria estranhar tais palavras ou tentar arranjar para elas significados outros. Elas dizem apenas o que elas dizem.
 
O interessante é que o Evangelho inicia a sua narrativa sobre o nascimento de Jesus com uma história que ilustraria aquilo que Jesus iria asseverar depois acerca desse tema.
 
Eis como segue a narrativa.
 
Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.
O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém; e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo.
Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta:
E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel.
Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera; e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, informem-me, para que também eu vá e o adore.
Tendo eles, pois, ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto quando no oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.
Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria. E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.
Ora, sendo por divina revelação avisados em sonhos para não voltarem a Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.
 
Os antigos “pais da igreja” tentaram ver aqui a “supremacia da fé cristã” sobre as religiões pagãs.
 
Seria uma espécie de afirmação de superioridade, colocando o cristianismo como a Religião Verdadeira.
 
O que me parece é que a religião, de fato, quase nunca percebe o essencial das coisas.
 
O texto não fala de nada além daquilo que aconteceu; ou seja: Deus é livre para revelar-se a quem quer, onde quer, e do modo como deseja fazê-lo.
E mais: essa revelação terá sempre em Cristo o seu ponto Ômega.
 
Ou seja: a revelação de Deus é Cristo.
 
Muitos dedicaram-se a entender a “estrela”; ou a buscar amenizar a presença dos “magos” fazendo deles astrônomos quase cristãos; ou a tentar marcar a data do nascimento de Jesus pela “ocorrência do fenômeno estelar”; ou ainda a tentar simbolizar e significar de um modo especial o “o ouro, incenso e mirra” como sendo expressão da realeza, do sacerdócio e da vicariedade dos sofrimentos de Jesus.
 
Tudo viagem!
 
Ora, a estrela não guiou os magos à estrebaria. Nenhuma estrela tem esse poder. Se você anda, ela segue você. Se você pára, ela pára com você.
Portanto, algo interior guiou os magos. Eles andaram conforme um testemunho intimo. A estrela era apenas a simbolização externa.
 
Qualquer pessoa que saiba um mínimo de relação entre pontos de observação—tomando uma estrela como referencia e um humano andante como observador—, sabe que o que acabei de dizer é a realidade.
 
A “sua estrela” não era “uma estrela de Jesus”, como se Ele fosse filho de uma “Nova Era”.
 
Todas as estrelas são Dele, e Nele tudo subsiste!
 
Aquela estrela não era mais Dele que todas as demais estrelas do Cosmos.
 
De fato, aquela estrela era dos magos, e servia para eles como referencia simbólica, como linguagem que eles entendiam.
 
Já o ouro, o incenso e a mirra, eram o que eram. Riquezas antigas. Qualquer outra tentativa de emprestar a tais presentes um significado simbólico-messiânico, é pura viagem de “interpretação alegórica”.
 
A grande mensagem do texto, todavia, é deixada de lado.
 
1. Quem não tinha a Escritura nas mãos teve mais olhos para discernir a revelação que acontecia no coração, que aqueles que sabiam apenas as “letras”, mas tinham o coração fechado para os sinais dos tempos. Por isto é que os magos seguem o coração e acham a Jesus.
 
2. Quem tinha a Escritura aberta e como objeto de estudo, mas mantinha o coração fechado, satisfazia-se com o livro, e não mantinha no coração a simplicidade da fé que segue a voz no coração. Por isto é que os escribas e mestres da lei puderam citar Miquéias para Herodes, mas não tiveram a disposição de caminhar com os magos até Belém.
 
Assim, fica-se sabendo que Deus fala com quem bem deseja, e, muitas vezes, cega os olhos daqueles que se deixam inebriar pela Letra, e não pela Palavra.
 
E como se não bastasse, após levar os magos até Jesus, Deus segue falando com eles. Agora já não mais usando a simbolização da “estrela”, mas direto, em sonhos, trazendo a eles a revelação de um novo “caminho” pelo qual deveriam retornar para a sua terra.
 
As conclusões acerca das implicações dessa história eu deixo por sua conta.
 
Peço apenas que você não esqueça do que Jesus disse:
 
“Muitos virão do oriente e do ocidente, e tomarão lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, mas vós ficareis de fora”.
 
 

25/08/2016

Sobre Romanos 9, 10 e 11 e a incapacidade humana em compreendê-los.




Há alguns dias um irmão me propôs que eu comentasse o vídeo acima, vinculado em Setembro de 2013, aonde o Caio Fábio afirma que Romanos 9, 10 e 11 são “um surto Paulino” e que tais capítulos deveriam ser “esquecidos”.

Eu já havia assistido este vídeo e entendi o que o Caio Fábio disse, pois foi um conselho dado à um leitor que não entendeu a construção de Paulo para explicar o mistério da predestinação.
Caio discorre sobre a impossibilidade humana em tentar explicar o mistério da predestinação, mostrando que o Senhor Jesus nunca deu maiores detalhes sobre este assunto, como também a limitação da nossa mente (por ser cronológica) e não conseguir compreender o absoluto que é a Eternidade, aonde o Decreto da Predestinação foi executado.

Por isto o Caio disse ao ouvinte/leitor que não perdesse tempo em tentar compreender o mistério da Predestinação e que também não investisse tempo em tentar compreender a tentativa de Paulo em discorrer sobre o assunto. Caio fez um paralelo com Calvino que não quis comentar Tiago e Apocalipse, por exemplo.
Também é citado que com a ajuda das teorias físicas atuais de Espaço-Tempo e Multi-versos, a compreensão humana moldada ao plano dimensional atual e cronológico foi ampliada, existindo hoje uma possibilidade de melhor compreensão do que Paulo escreveu em Romanos 9, 10 e 11.

Qualquer pessoa, dotada de sensibilidade perceberá que ao final do vídeo, é mostrada a capacidade de Paulo em escrever sobre um assunto há quase 2 mil anos atrás, que somente hoje com os avanços da física, dariam alguma possibilidade humana de “pincelar” sobre este assunto. Querendo dizer que, o que Paulo escreveu foi tão profundo que ainda hoje é “moderno demais” cientificamente para compreendermos na sua plenitude.
Entretanto, Caio também mostrou os prejuízos que esta passagem traz àqueles que tentam desbravar este assunto, a qual eu concordo, e dá sua opinião pessoal sobre o que supostamente levou Paulo a escrever sobre ele, a qual relevo.

Finalmente, é mostrado ao final que até mesmo Paulo se rende a incapacidade humana em entender o mistério da predestinação (Rm 11:33-36), aonde por fim Caio aconselha aqueles que não conseguiram compreender o desenvolvimento atual da física na compreensão do Espaço-Tempo e a existência de multi-versos, inclusive simultâneos e paralelos, que seja melhor que não se aventurarem na compreensão de Romanos 9, 10 e 11.
Claro que o Caio diz isto da forma dele, que por ser contundente, fere alguns ouvidos sensíveis e gera polêmica em quem assim gosta de polemizar. 
Para quem releva “frases de efeito” ou “polêmicas” e gosta de compreender o que foi dito no diálogo completo, compreende o que eu deixei escrito acima.


Concluindo, é isso que compreendi do vídeo que foi ao ar há cerca de 3 anos.
Já tinha, anteriormente, dentro de mim compreensão semelhante quanto à predestinação. Sempre preferi reverenciar este assunto como “Mistério” e não me aprofundar nele, mesmo por ver que o Senhor Jesus nunca se aprofundou em explicar este assunto.

Se o Senhor Jesus assim fez, eu entendo que eu não devo tentar ir adiante Dele.


Abraços a todos.