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27/09/2016

Breve guia de sobrevivência religiosa


Suspeite de quem consegue exibir ares de piedade. Quanto mais afetada uma espiritualidade, maiores chances de ser falsa. Alguns aprendem a arquear as sobrancelhas para baixo como jeito de expressar elevada pureza; esses são perigosíssimos. Prefira os mais soltos, os menos requintados, os pouco cientes de suas virtudes. Gente desarmada é melhor companhia que circunspectos sisudos; eles se arrastam pela vida com chumbo nos pés, e puxam para baixo todos os que se aproximam deles.

Evite sentar na roda de quem exige exatidão semântica até na hora da conversa fiada. Nada mais intolerável do que conviver com quem adora corrigir as virgulas. Se alguém diz, vou à igreja, ele dispara: “a igreja somos nós, não um prédio”. Se confessa, ando desanimado, ele engatilha um versículo: “mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças”. Chatos religiosos são os piores.

22/06/2016

Quase seis meses depois que saí da Denominação

Quase seis meses se passaram desde que me demiti do ministério de Cooperador na Congregação Cristã na Irlanda e também deixei de ser membro da mesma denominação.

Muita coisa aconteceu desde então.

A maioria das pessoas conhecidas lamentaram minha decisão, e não compreenderam o porquê de deixarmos a denominação. Houve bastante tristeza.
A família não compreendeu. Ainda hoje noto o silêncio, esperando que “Deus faça uma obra”. 

21/03/2016

Críticas e Aplausos

Críticas?
Sejamos sinceros, elas são indesejáveis. 
Porém eu procuro as aceitar. Todavia verifico se elas são válidas naquilo que Jesus Cristo ensinou.

Sim. Ele é meu Mestre.


Aplausos?
Sejamos sinceros, eles são desejáveis. 
Quem não gosta de ser bajulado? 

Todavia, preciso cuidado com tais. 
Sim, pois se Cristo é meu Mestre, e Ele foi (e é) pouco aplaudido, porque então eu seria?