Quantas vezes ouvi dizerem: “Largo
é o caminho que conduz a perdição, mas estreito é o que conduz a salvação.
Portanto, se você quer se salvar, saiba que é difícil, é só com muito choro,
luta e servindo a Deus sempre para então conseguir ser salvo.”
Essas e outras variáveis que
exaltam o sofrimento humano e o suposto sacrifício pessoal para alcançar mérito
na salvação vem da interpretação incorreta desta passagem:
“Entrai pela porta estreita; porque larga é a
porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram
por ela; E porque estreita é a porta, e
apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” Mateus 7:13,14
Quem ler os Evangelhos de
carreirinha, sem pular capítulos, mas como uma narrativa longa, gostosa de ler e rica em detalhes (como os Evangelhos são), logo de cara entenderá que Largo é o caminho de uma religiosidade
hipócrita, que se baseia em crenças e confissões, mas não em atos de amor ao
próximo.
Não poucas vezes Jesus demonstrou-se
indignado com a hipocrisia religiosa. É bastante evidente nos evangelhos a
insistência do Senhor nas ações e não meramente nas palavras: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não
fazeis o que vos mando? [...] Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.”
(Lucas 6:46 e João 15:17)
Então
compreenda de uma vez por todas que o
caminho estreito é o caminho do amor ao próximo. É o único caminho que traz
significado à existência. É o único caminho que, Nele, o viver finalmente
valerá a pena.
E são poucos
que encontram e caminham nesse Caminho. Afinal o senso comum humano tem valores
totalmente opostos.
Mas saiba,
fora desde Caminho, tudo o resto é miragem. Tudo o resto é vão. Tudo o resto é
vaidade…
