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20/10/2023

A FOBIA DA MORTE: um discernimento essencial

O autor do livro de Hebreus nos diz que Jesus veio destruir aquele que tem o poder da morte; a saber: o diabo. E, além disso, veio para livrar aqueles que pelo pavor da morte estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.
 
Para mim poucas revelações espirituais são tão fortes e essenciais para o bem da alma humana quanto as duas acima referidas.
 
Assim, se fica sabendo que o diabo tem o poder de operar pelo medo da morte, visto que ele não é senhor da morte; pois há Um só que é Senhor de todas as coisas: Aquele que tem o poder sobre a vida e morte, pois é o Criador da Vida, o qual, morrendo na Cruz, Ressuscitou da Morte.
 
Portanto, o diabo tem o poder da morte pela via do medo que a fobia da cessação da vida faz gerar nos mortais.
 
Ele, o diabo, nunca decidiu quem vive e quem morre. O livro de Jó deixa isto mais que claro. No entanto, a fobia da morte é a pulsão humana que ele mais usa a fim de manter os filhos de Adão sob cativeiro.
 
E como isto acontece?
 
Se os homens morreriam ou não no corpo antes de haverem comido do fruto da árvore do conhecimento referencial do bem e do mal, não é de fato importante. Não para mim, em nenhuma perspectiva. O que de fato importa é que aquele “ato” de comer do fruto, de estender a mão e tomá-lo, mudou completamente a estrutura da percepção dos humanos; rompendo-lhes a harmonia com Aquele para Quem não há vivos e nem mortos, pois, para Ele, todos vivem.
 
Desse modo, mediante tal ruptura os humanos conheceram a morte nos ambientes imediatos da percepção da existência física. Pois, em não existindo a percepção da cessação física como “morte”, o fato-epistemológico dessa não-percepção, faz a morte inexistir como sentimento, visto que, nesse caso, já se está para além de questões como morte e vida. Digo: isto antes de se saber-conhecer a morte, conforme ‘percepcionalmente’ viemos a conhecê-la.
 
Ora, se antes do “comer do fruto” eles também morriam, tal fato não era sentido, posto que a harmonia total com o sentido da vida no Criador lhes dava a visão não da morte, mas da absorção da vida pela Vida.
 
Por outro lado, se “não morrer”, no Gênesis, de fato e literalmente significa “ser imortal no corpo”, então, a ruptura causou a mesma coisa no nível da percepção, idêntica ao que geraria se eles morressem sem sentir a morte como “morte”.
 
Portanto, como disse, para mim, em nada faz diferença. E se alguém alegar que a não-importância da morte física em sua literalidade afeta o significado da ressurreição física de Jesus e de nossa própria ressurreição no corpo, digo que não é assim; pois, de fato, Jesus ressuscitou no corpo e nós no corpo também ressuscitaremos, posto que Deus, em Cristo, está restaurando todas as coisas; e, entre tais coisas, está o corpo; o qual, uma vez ressuscitado, já não será feito desta “carne mortal”, mas sim de algo de natureza imperecível.
 
Mas voltemos à fobia da morte, usada pelo diabo a fim de manter os mortais humanos sob escravidão.
 
Quase tudo (se não mesmo tudo) o que se faz nesta vida, é feito por nós em razão da pulsão constante e inconsciente do “pavor da morte”.
 
Assim que as menores noções de tempo começam a se instalar em nós, logo se percebe o surgimento de uma aflição essencial na alma humana. Começa a surgir uma urgência, uma impaciência inexplicável, uma ânsia de viver.
 
Às vezes já na infância essa angustia está presente. Na minha estava, e com muita intensidade. Ao chegar à adolescência ela explode como fogos de artifício. É ainda a primavera da vida escondendo a fobia da morte com belas cores. Na idade adulta ainda bem jovem, a fobia da morte se veste de responsabilidade e até de neurose. Tem-se que produzir a fim de “ser alguém”. E, em tal estado, casar, ter filhos, ganhar dinheiro, adquirir confortos, alcançar posições importantes, construir um nome, uma reputação, etc... — são também “folhas de figueira” a esconder a fobia essencial: o medo da morte.
 
Sim, porque cada vez mais a mente vai fazendo a contagem em ordem decrescente; e faz isso de modo cada vez mais consciente.
 
Ao se atingir a meia idade, então, mais do que nunca antes, cai sobre a alma a angustia de olhar para trás, e ver o que não foi feito, provado, sentido, gozado, aproveitado — todas as árvores do jardim —; e, ao mesmo tempo, olhar para o hoje e, quase sempre, vê-lo indigno dos nossos sonhos; sejam exteriores ou interiores; o que, imediatamente, nos remete com sofreguidão para a perseguição de tudo o que não se teve, e que precisamos alcançar nos anos que nos restam.
 
Por essa razão, em geral, a meia-idade promove mais mudanças do que se pode imaginar.
 
A fobia da morte está muito maior em nossos dias, com todo o cenário de extinção apocalíptica que já se faz sentir, consciente e inconscientemente por todos os humanos.
 
Quando, porém, se chega ao inicio da velhice, então, uns se desesperam; ou se tornam amargos; enquanto outros se conformam, ficam quietos ou buscam refugio na religião, ou em qualquer forma de bem a ser feito aos outros como quem afofa o leito da própria morte.
 
No entanto, mesmo os conformados, em sua maior parte, conformam-se em razão de crerem ou esperarem que suas “pequenas barganhas” com Deus, feitas de esmolas e caridades, lhes dêem um lugar no céu... Quem sabe?
 
A existência humana é esse briga permanente com o tempo que se tem, até a primeira juventude adulta; e, depois, é uma angustia contra o tempo que já não se tem, que é quando a fobia da morte vai se tornando um pânico consciente e cada vez mais escravizante.
 
É pelo poder de incitar o medo da morte que o diabo faz o que quer conosco!
 
É em razão do medo da morte que as meninas se entregam a quem não querem, os homens conquistam quem não desejam, matam pelo que não lhes dará vida, trabalham como loucos como se o esforço lhes fosse agregar um dia a mais na existência, ambicionam fama, nome, reputação, dignidade, poder, variedade de experiências, provar de novos gostos, a ansiedade pelo amanhã, o stress do tempo, a impaciência total, a busca frenética por prazeres encantados, a expedição mortal na perseguição do Santo Gral.
 
É em razão da fobia da morte que muita gente vai se despedaçando pelo caminho, escolhendo qualquer coisa, aceitando tudo, não largando nada, tentando ser dono de tudo o que pode, agarrando-se a qualquer coisa como se fosse essencial.
 
É também a fobia do morrer que faz a gente ficar escravizado ao tempo!
 
“Estou com 40 anos e ainda não provei um amor arrebatador...” — diz alguém convencido de que um amor arrebatador pode salvar a alma humana.
 
“Não posso ficar só. Tenho que ter alguém logo...” — afirma alguém que diz gostar de companhia, mas que de fato tem pavor da solidão, que é também filha psicológica da fobia da morte.
 
“Não consigo ficar só. Levo qualquer um pra casa...” — alguém garante como se isso fosse uma virtude de sedução.
 
“Por que é que eu só encontro homem cafajeste?” — indaga ‘inocente’ a mulher que escolhe o que vier..., apenas pra não ficar sozinha.
 
“Tudo dá errado pra mim. Saio de uma angustia e entro logo noutra!” — diz alguém que “topa tudo”, e que se entrega por qualquer migalha, mas que reclama da vida como se fosse obra do “azar”.
 
“Trabalhei tanto que não vi meus filhos crescerem...” — chora o homem ou a mulher que, pela fobia da morte, entregou-se à síndrome dos faraós.
 
“Consegui tudo o que queria..., mas continuo infeliz!” — grita a pessoa rica e que vive sob o pânico da morte.
 
“Que é isso? A vida passa! E você vai ser marido de uma só mulher?” — dizem os amigos zumbis, inconformados com alguém que não sofrendo do pânico da morte, não aceita companhia que não se faça acompanhar de amor.
 
“Que desperdício! Uma mulher como você não pode estar linda, aos 39 anos, e sozinha. De jeito nenhum!” — assim amigas mal-amadas demandam mortal solidariedade; ou, desse modo, exigem ‘participação’ nas graças dessa mulher os homens para quem não se pode morrer sem “provar aquilo”, e dela.
 
E assim vai... E vai quase todo mundo pro buraco. E tudo isso em razão de que a vida vai acabar.
 
Então, a pessoa se deixa escravizar a tudo e a quase qualquer coisa, mesmo àquelas que ela odeia ou detesta ou nada tem a ver com ela. E isto apenas porque, segundo o fluxo deste mundo, não se pode perder tempo, pois a morte está chegando...
 
Ora, “é porque a morte está chegando” que a maioria escolhe a própria morte para dormir em sua cama, para casar, para ser sua preocupação, seu tema de brigas, sua angustia, sua separação, seus casamentos e re-casamentos, seus novos e cansados planos, suas pelejas loucas e movidas pela inveja...
 
Inveja... é também algo que nasce do medo da morte. Afinal, pensam: “... todos nós vamos morrer, mas ele tem..., e eu ainda não.” Portanto, “eu quero ser como ele”; ou, quem sabe, “quero ter o que ele tem”; e pior ainda: “quero ter o que é dele!”
 
É por causa da fobia da morte que tudo acontece, até aquilo que julgamos, muitas vezes, mais que legitimo. Aliás, todo o nosso sentido de dignidade, honra, direito, etc...— vêm do fato de que esta vida é a única que temos conforme nosso ‘sentir’; e, assim, se tudo não for resolvido aqui, o que restará de nós, de nossa memória, de nosso nome, de nossa dignidade? — é a questão proposta pelo medo do morrer.
 
Quando comecei este site, em 2003, para cada 100 cartas que recebia, umas 10 eram ofensivas. A tese básica era: “Você perdeu o direito de pregar porque se divorciou...” Depois, para cada 100 cartas, uma era assim. Hoje é uma raridade, exceto quando digo algo sobre algum “apóstolo” ou “pai-póstulo”. Então, para minha surpresa, para cada 100 dizendo “é isso aí”, há umas 10 criticando por mandado dos “interessados”; pois, até hoje, nunca recebi uma carta que não fosse de “funcionários” deles.
 
Mas por que estou dizendo isto?
 
É que logo, logo..., descobri que os que me escreviam não crêem muito em Deus, nem em eternidade, nem em verdade, nem nas coisas do coração. Para eles o que vale é o hoje como imagem de poder. Por isto também toda a “prosperidade” por eles buscada é de BMW e Limousine. Da eternidade eles parecem ter esquecido por completo. O “deus” deles se alimenta de comida da terra... Sim, do pó da Terra.
 
Ora, quando me ficou claro que eles escreviam o que escreviam porque ainda estão escravizados pela morte, e pela ambição dos poderes que devem ser obtidos nesta Terra, antes que a morte chegue; coisas essas que no caso deles significa especialmente uma “igreja grande” ou uma “imagem de ungidos”... — então, vendo que a verdade não era de seu interesse, passei a apenas responder-lhes da seguinte maneira: “Meu irmão (ã), Poderia responder muitas coisas, e, sem dificuldade desconstruir seus tolos argumentos; de quem não está interessado na verdade. Portanto, espere uns poucos anos apenas, pois, em breve, todos estaremos na eternidade. Sim, bem diante do Trono Eterno, de toda luz e de toda verdade. Então, lá, pergunte ao meu Senhor o que era e o que não era verdade!”
 
Impressionante! Ou ninguém escreve de volta; ou, então, me pedem perdão!
 
E por que é assim?
 
É que as pessoas esqueceram da eternidade porque têm medo da morte. Assim, ficam “brincando de Deus” aqui na Terra, arruinando a cabeça dos outros; e, assim, tornam-se aliados no mínimo inconscientemente do diabo, pois fazem o que ele quer. Ora, isto é assim porque o desejo do diabo é sempre alimentar o medo, não importando a qualidade do medo; posto que em Deus não há medo, pois o verdadeiro amor lança fora o medo.
 
Mas essas pessoas que me escreviam eram lembradas que eu não estou aqui “brincando de falar de Deus”; e que de fato sei que nós todos estaremos cara-a-cara diante do Trono; e logo! — afinal, o que são umas poucas décadas, se tanto? —; então, rapidamente pararam de conversa fiada, pois ficaram sabendo que o “buraco é eterno”.
 
Fobia da morte!
 
Sim, é ela que comanda tudo!
 
No entanto, Jesus veio para despojar o diabo desse poder. E, no que disse respeito a Ele, Jesus, tal poder foi e está, em-si-mesmo, despojado, conforme Paulo.
 
O problema é que a cristandade não entendeu a Palavra do Evangelho e nem tampouco aceitou Jesus. Então, foi criada essa coisa maluca que usa o nome de Jesus para infundir nos homens o medo que alimenta o poder do diabo; pois, ele, o diabo, come o medo da morte como prato frio, mas adora os salgadinhos feitos de culpa religiosa, e que são apimentadas pelo pânico em relação a Deus; o que significa vitória do diabo concedida a ele pela religião; posto que é a religião que mantém o diabo vivo, a culpa ressuscitada, e a lei matando a alma.
 
Se entendermos isto, meu Deus! Quanta coisa mudará!
 
O momento presente, todavia, exacerba imensamente este ‘sentir’ de morte. Afinal, conforme tenho aqui escrito, “os dias são maus”, e nos tornamos vizinhos das visões que João teve no Apocalipse, na Ilha de Patmos.
 
Por esta razão, agora, não somente somos atormentados pelas pulsões da morte que brotam como fontes psicológicas de natureza existencial insaciável, ainda que em sua maior parte venha do poço de nossas subjetividades, mas também, de súbito, nos vimos também abraçados pela Morte Global, e fomos avisados de que o Planeta Terra está cambaleando, cansado e abusado; e que pode vir a ter seus poderes abalados e caotizados.
 
Ora, a junção da fobia interior da morte individual com um cenário apocalíptico de morte global, tem produzido, e ainda produzirá, nas almas humanas, as maiores carências, fragmentações, ansiedades, perplexidades, angustias, pânicos, e pavores jamais antes sentidos por nenhum de nós.
 
Desse modo, mais do nunca, tem-se que andar com “o selo do Cordeiro na fronte” a fim de que não sejamos picados pelos ferrões que envenenam a alma com a ansiedade que nos faz, em fugindo da morte, cair exatamente de modo mais profundo nos braços dela.
 
Afinal, Jesus já destruiu aquele que tem o poder da morte, a saber: o diabo. E isto para que todos ficássemos livres da fobia da morte, que é a única comida que pode erguer o poder do diabo no coração humano, levando-nos, assim, outra vez, ao cativeiro do medo que nos move para o abismo da morte, e não para o Refúgio da Vida.
 
Pense, todavia, você mesmo. E sei que Deus lhe dará entendimento de tudo!
 
Nele, que nos livrou da angustia do tempo em face do medo da morte, e nos deu a alegria do que é eterno,
 
 
Caio

19/12/2018

O porquê da Fé

Ontem conversando com uma colega no trabalho, ela comentou que gosta de ter uma espiritualidade, uma fé, pois vai que haja mesmo uma vida após a morte, pelo menos “crendo”, ela tá garantida.

Eu respondi pra ela que não me importa haver ou não uma vida após a morte. Sei que terei, mas minha fé não existe por causa da vida após a morte. Minha fé existe para esta vida agora.

Minha fé não existe para resolver problemas, mas para eu me resolver quanto aos problemas que eu sou como humano.

Minha fé existe para eu ande nela aprendendo que o perdão é o melhor caminho. Que a gratidão é o que de mais valor há nos relacionamentos. Que continuar a amar é o único valor real da existência. Que ter esperança é o que faz sonhos de mudança acontecerem.

Sou habitado pela plenitude desta fé?
De maneira nenhuma! Eu ainda “tremo na base”, mas ela me habita, ainda que não em sua plenitude.

E por isso eu caminho, em fé, que vai lançando fora os medos da morte, do inferno, dos homens, do diabo...

16/07/2018

Paraíso

(…) Por isso mesmo o próprio Paraíso bíblico é um estado de espírito, uma condição bem-aventurada de SER... Até quando Jesus disse que no Céu haveriam muitas moradas, foi para acrescentar que, dessa maneira, “onde Eu estiver, estarão vocês também”. O Céu, portanto, é Ele! E sendo assim não se trata de uma eternidade fazendo turismo por lugares impensáveis no Universo da Espiritualidade. Se trata de curtir a eterna presença da mais fascinante Pessoa de todos os Universos.
(…)
Porque se a vida nunca tem fim é nesse tipo de Vida que eu creio para depois do fim. Vida na qual “onde” Ele estiver, estaremos nós também!

E por enquanto, encaro a maturidade de saber que desde o Gênesis, já não há paraísos terrestres. O paraíso na Terra é amar aos que se tem com o melhor amor possível de se destinar a alguém. O paraíso na Terra é ser amado também...

Trecho retirado de uma postagem do Marcelo Quintela

12/05/2018

Andando em Fé

Andar em fé é a coisa mais libertadora possível e também a mais assustadora, pois como bem definiu o escritor de Hebreus, "fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos."

Deus É espírito. Mas Deus entrou na nossa dimensão quando encarnou em Cristo, a Palavra de Deus.

Assim se eu digo que tenho fé em Deus, mas uso de qualquer artifício desta dimensão que não seja a Verdade encarnada em Cristo, eu já não tenho fé, mas sim crença. Daí tudo vira amuleto, seja óleo de unção, água benta, estátua de santo ou um livro encadernado chamado Bíblia.

Andar em fé é ouvir o "Vem", dito por Aquele que Caminha no impossível, e ir caminhando aonde não se dá pra caminhar por meios humanos, sabendo que Quem te sustenta nesta caminhada é Aquele que te chamou pra ir... Pra caminhar no caminho do Amor...

O vídeo abaixo, idealizado pelo gênio Spielberg, é apenas uma representação humana grosseira do que é andar em fé, na minha opinião, mas vale (e muito) para ilustrar o assunto.





13/12/2017

A Água da Eterna realidade

A coisa maravilhosa da Água da Vida é que ela põe cada coisa do tamanho de cada coisa. Ela não é a Água da Magia. Ela não é alucinógena. Não é lisérgica. Ela é Água da Vida.

Portanto, quem a bebe continua tendo que ir ao poço de Jacó para pegar água (H2O) todos os dias. E tem que decidir se o “agora marido” é o marido ou não. No entanto, já não esperará do poço de Jacó nada mágico, nem esperará encontrar no peito de um homem, marido ou amante, o refúgio de Deus e a felicidade eterna.

Além disso, quem bebe da Água da Vida fica vendo montanhas apenas como montanhas, e vê a cidade de Jerusalém apenas como uma cidade.

Quem bebeu da Água da Vida já não ama mais pedras e nem se devota a elas. “Nem neste monte e nem em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Deus é espírito, e importa que Seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.

Quem bebeu da Água da Vida sabe que é de Deus que procede a Fonte da Vida, e que as demais necessidades desta existência são apenas o que cada coisa é, e não há mais ilusão acerca do que elas podem nos dar, ou do que delas se deve esperar.

A Água da Vida é a Água da Verdade e da Realidade. E ela carrega em si mesma o que é. Daí quem dela beber ter em si fontes que saltam para a vida eterna. E vai ao poço de Jacó pegar água com contentamento, e ama sem medo e sem engano.


07/09/2017

Adultério e julgamentos

"Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’. Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração."
Jesus Cristo - Mt 5:27-28

Se, os que são rápidos em julgar quem supostamente adulterou, temessem à Cristo, se saberiam igualmente adúlteros apenas por aquilo que pensam no oculto.


Haveria mais misericórdia, silêncio, orações e socorro ao invés de julgamentos, fofocas, especulações e desprezo...

08/08/2017

O que dá sentido ao existir


Quando menino observava muito mais as estrelas do que hoje em dia, talvez porque “meu universo” observável tenha sido reduzido ao “chão da vida”, porém de vez em quando me pego contemplando o mistério que chega aos meus olhos através da luz emitida pelas estrelas.

Quantas delas não existem mais, porém sua luz ainda está chegando a nós. Talvez nunca saberemos o “real-time” do universo, visto que tudo é tão vasto, tão imenso.

Quantas são as luzes que eu chamo de “estrela”, mas na verdade são galáxias distantes? Telescópios potentes tentam desvendar as luzes recebidas, e a cada dia nos brindam com detalhes surpreendentes. E ainda há os sinais que fogem aos nossos sentidos, sinais de rádio, emissões de raios gama, ypsilon, etc. Sabe-se lá se há outros sinais ainda que nem sabemos que existam?

E a pergunta que ressoa: “Há vida lá?”

Talvez nunca saberemos no “real-time”... Mas nos damos ao luxo de sonhar e filosofar a respeito.

Daí volto a olhar ao meu “chão da vida”, e contemplo um universo tão enorme quanto o das estrelas... Quantos pensamentos, compreensões, dores, desesperos e alívios naquilo que me cerca?

E da mesma forma, a pergunta que ressoa: “Porquê?” – tão distante, mas tão idêntica à primeira.

Só sei que somos muito limitados. Mas muito mesmo! Pouco sabemos da nossa história, seja como humanidade ou como indivíduo. Raros são os que sabem apenas o nome dos antepassados, distantes há 3 ou 4 gerações, quanto mais detalhes quanto a pensamentos, compreensões, dores, fé daqueles que carregamos seus genes.

Mesmo assim, tudo isto me leva a uma conclusão: Apenas o Amor se eterniza. Sem ele, nada faz sentido. Tudo é poeira cósmica, rochas secas.

Sem o Amor nada do que é seria feito, e se algo subsiste é por causa Dele também.

E então vejo quão limitada e confusa são nossas concepções sobre o Amor… Pois dizemos que amamos uma pessoa e usamos o mesmo verbo para dizer que amamos um cachorro-quente…


Confesso não saber como terminar esse texto. Talvez ele não tenha fim, pois são apenas observações limitadas de um homem que revive em si próprio o garoto abismado e atônito diante da beleza e complexidade do universo que o rodeia, querendo aprender a cada dia mais o que é o Amor, que dá sentido ao existir.

06/06/2017

Não seja consumido por tuas ansiedades, preocupações e ambições!

Daqui 100 anos talvez ninguém se lembrará da tua existência e nem das tuas realizações. Se alguém descobrir em algum documento que você existiu, mesmo assim tua vida será um resumo de poucas letras do teu nome e a importância de ser um antepassado distante àquele que te descobriu.
 
Toda correria, todo stress, toda canseira, todas tuas realizações, nada será lembrado. Ou você acha que vai ser diferente disso? E ainda que fosse, que diferença faria? Você já não estará no mundo dos vivos.
 
Estou sendo duro em te dizer a verdade?
 
Então porque você não aproveita esta oportunidade para sorrir e fazer os que estão a tua volta sorrirem?
Ou aproveitar em levar a vida de uma forma mais leve e fazer os que te rodeiam também terem uma vida mais leve?
Se preocupar menos. Amar mais. Se deixar ser amado. Confiar e crer.
 
"Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade!"
 
Sim, graças a Deus não somos consumidos por nossas próprias ansiedades, preocupações e ambições!
Que possamos encontrar e valorizar os verdadeiros tesouros da vida, aqueles que nos são dados de Graça​ e que se renovam todas as manhãs.
 
Tenha uma boa noite. Descanse, e que você possa ter confiança para mudar a si próprio no renovo do amanhecer que o novo dia te trará.

10/03/2017

Cada pai que abandona um filho não sabe o que está perdendo

Sabe aquelas pregações que você ouve dos pastores e líderes evangélicos?
Então esse cara não é pregador (talvez nem evangélico ele seja) e tampouco a audiência era uma igreja...

Mas que pregação! E que culto!

Entretanto, há quem não entenda assim e prefira o engravatado atrás de um púlpito...



Assista!





13/02/2017

A Receita da perfeita Infelicidade e o único Antídoto existente

O planeta Terra é regido pelas seguintes leis implícitas, e que são apenas aquelas leis instintuais, de bichos, que habitam o nosso ser.

As Leis do Mundo:

1. Todo agravo merece ódio.
2. Toda maldade merece violência.
3. Todo adversário tem que ser antipatizado.
4. Todo aquele que tem e não é conforme a sua capacidade, deve ser derrubado de onde está.
5. Todo que tem, deve ser bajulado; e o que não tem, deve ser ignorado ou desprezado.
6. Todo aquele que não dá sorte, deve ficar longe de nós, pois atrai azar.
7. Toda inveja é sinal de ambição sadia.
8. Toda coisa que seja alcançável, deve ser alcançada.
9. Toda coisa boa é aquele que está nas mãos de outros, não nas minhas.
10. Todo ser forte, faz o que deseja, e não faze-lo, seja porque razão for, é covardia existencial.

Siga esses princípios do mundo; e que estão em cada esquina; e que se manifestam nas decisões presidenciais e políticas; e que se acampam nos concílios da religião; fazendo recamara de amargura no ninho de cobras de muitas religiões; e que não se escondem nem nas parcimonialidades diplomáticas da ONU —; e você verá como a sua existência se transformará num inferno, e será a vida de quem não tem paz; e também verá que ninguém à sua volta será feliz; indo de sua existência pessoal ao seu casamento; indo de sua relação com os filhos, aos assuntos do trabalho; indo de sua relação com seus pais, ao seus vínculos com eventuais namorados; indo das guerras piedosas dos cultos, aos encontros explícitos de ódio que você encara em muitas de suas relações.

Deixe esses sentimentos se agasalharem em você e não haverá a menor dúvida de que você será muito INFELIZ, e, além disso, para sua alegria de vampiro, todos à sua volta também não terão paz.

A única solução que quebra esta corrente infernal é o Amor, que por amar sofre, mas é bom. Que por amar não inveja, nem trata mal ao semelhante, mas mantém humilde aquele que acolhe este Amor.

O Amor que não aceita injustiças, mas vive da verdade.
Que tudo suporta, sofre, espera e confia.

O Amor que nunca falha.


Opte como será a tua existência. É tua decisão.

E viva com as consequências dela.


Adaptado de CFAF

03/02/2017

Bate bola no Facebook sobre o crescimento do Islamismo na Europa

Pergunta: Quanto tempo para a Inglaterra virar um país muçulmano?


HP: O europeu em geral é agnóstico ou ateu. Os muçulmanos são, na maioria, imigrantes ou primeira geração de imigrantes.
Sadiq Khan, prefeito de Londres é muçulmano mais por causa da tradição dos pais.

Enfim, o berço da Reforma Protestante não perpetuou a fé através das gerações

MA: Meu maior questionamento consiste no fato dos vários protestos que a cada dia crescem na Inglaterra, principalmente em Londres, por parte dos muçulmanos querendo que os britânicos deixem de ser "infiéis". Aos poucos eles vão penetrando o país e querendo generalizar sua religião à nação; e como a Europa é o cúmulo do "politicamente correto", essas ações de muçulmanos só crescem.
No mesmo caminho segue a Suécia.

HP: Houve paquistaneses na Inglaterra e marroquinos/argelinos na França nas décadas passadas (dos anos 60 até os anos 90), que mesmo sendo muçulmanos acabaram por serem "light" na sua prática de fé, tal como "católicos não praticantes".

O fanatismo que vc tem se referido é algo que se acentuou na primeira década deste século e tem entrado em conflito na década que vivemos. Tem a ver com o islamismo da Arábia Saudita que, pela sua sistematização e rituais, tem convertido até alguns agnósticos por aqui para a fé islâmica.

Mas o prefeito de Londres faz parte do primeiro grupo, estilo "católicos não praticantes".

MA: questão, como eu disse, é a intensificação do presente. Aos poucos eles querem tornar a Inglaterra um país muçulmano. Já vi, por exemplo, diversos vídeos de cidadãos britânicos mostrando as passeatas deles e o que eles requerem. E como a Europa atualmente ficou frouxa, é capaz do"radicalismo" continuar crescendo e assumir grandes proporções até atingirem o esperado.

HP: A frouxidão na Europa, ao meu ver Mateus, é fruto do descompasso nas respostas que a sociedade demandou e a religião cristã (católicos e protestantes históricos) não deu. Ambas têm o seu berço na Europa.

Aqui na Irlanda por exemplo, enquanto os católicos exerceram mão de ferro na sociedade e praticavam pedofilia entre outros crimes que ficaram impunes, no norte da ilha, os protestantes históricos abriam guerra civil sangrenta contra os católicos.

O secularismo atual na Irlanda tem raiz nesse problema citado acima e não é diferente em outras partes da Europa.

Porém o radicalismo islâmico tem encontrado resistência no secularismo.

A sociedade européia tem se tornado mais xenófoba e tem caminhado para a direita. Na França e na Inglaterra o embate entre a sociedade secular e os islâmicos tem sido frequentes.

O Brexit foi votado numa época que os jornais eram inundados por notícias de refugiados principalmente islâmicos e as demandas das políticas sociais européias a respeito dos mesmos.

Na França é muito capaz que a Marine Le Pen ganhe as próximas eleições. Na Alemanha será surpresa se a Merkel continuar no poder. E até na Suécia, que tem sido o bastião da tolerância, já tem demonstrações de xenofobia crescente.

Falar de Jesus para o europeu em geral é bastante difícil, visto que o cristianismo em geral corrompeu muito o nome "Jesus". Por outro lado, o islamismo oferece na sua sistematização e rituais religiosos o que o europeu religioso não encontra mais no cristianismo em geral. E há europeus se convertendo ao islamismo por esse motivo.

Enfim, é um assunto bastante complexo, por isso não consigo prever se o futuro será uma Europa radical estilo Arábia Saudita, ou continuará sendo secular, mas perdendo a influência do cristianismo (ainda mais), sendo substituída pelo islamismo e outras filosofias de vida que tem aumentado também por aqui como meditação hindu e outras práticas asiáticas.

Meu instinto me leva a crer que o segundo cenário é o mais provável.

MA: Henrique, não vejo o secularismo como barreira para o "islamismo extremista". Pelo contrário: é justamente pela Europa não ter mais uma "identidade" (como você citou a maioria sendo agnóstico ou ateu) que faz com que ela "tolere" tudo, caindo no politicamente correto. Na Suécia, por exemplo, não se pode criticar em nada os mulçumanos, os jornalistas que o fazem são sensurados e os que desejam reclamar da situação têm medo. Por conseguinte, o número de estupro de mulheres suecas aumentou potencialmente, principalmente pelos autores muçulmanos.
A questão é essa: um povo sem identidade, aceitando e tolerando tudo.
Não estou dizendo que a Europa tem que ser cristã. O que digo é que ela perdeu essa identidade e não consegue resistir ao politicamente correto e a tolerância ao fanatismo.

HP: Apesar de ter um amigo meu que mora na Suécia, desconheço esta censura e medo Mateus. Vou perguntar pra ele para eu me interar melhor sobre lá.

Acompanho mais os noticiários daqui da Irlanda e da Inglaterra e vejo que os veículos procuram não induzir uma islamofobia, mas não deixam de informar sobre a origem dos crimes.

Por exemplo, os crimes que aconteceram na Alemanha de estupro, assassinato e terrorismo , foram amplamente divulgados na mídia como causados por refugiados muçulmanos. O mesmo nos ocorridos na França. A única coisa que a mídia faz questão de salientar é o "radicais". E isso eu penso para procurar evitar uma islamofobização dos leitores.

Mas quando você lê os comentários destas notícias, vc nota que existe uma xenofobia crescente. Os comentários com mais likes são geralmente os xenófobos e intolerantes contra muçulmanos.

Outro exemplo de como o secularismo tem servido de oposição ao islamismo é pela oferta de liberdade que não é oferecida na religião islâmica. Conheço algumas mulheres próximas que deixaram as vestes islâmicas e adotaram as roupas ocidentais, por terem proteção à integridade física que não possuíam no seu país de origem.
Inclusive um antigo colega de trabalho que era muçulmano e por esse motivo (cultura ocidental + proteção à integridade física) deixou a religião muçulmana e se tornou evangélico. Atitude totalmente impensável no seu país de origem, pois resultaria em morte.

Enfim, são desses pontos que tenho tirado o que disse acima. Convivência próxima na sociedade tem me pautado esta opinião que deixei aqui.

HP: Ola Mateus, estive conversando esta manha com meu amigo que mora na Suécia, em Landskrona e estuda na Universidade de Lund. Ele explicou que a mídia critica qualquer tipo de preconceito e expõe sim os radicais islâmicos na TV. Inclusive eles mostram os imigrantes que somente se interessam pela Escandinavia por causa do Sistema Social que la existe.
Os imas e recrutadores do ISIS são presos e os jornais expõem os nomes para a sociedade.

A unica coisa que no momento não ocorre é prisão imediata para os jovens que retornam das zonas de conflitos. Eles são acompanhados por psicólogos e equipe dos serviços secretos, mas nao presos de imediato.

Sobre o problema dos estupros, ele me disse que são praticados por jovens balcãs nascidos na própria Suécia, logo de certa forma são suecos, e também por imigrantes do Leste Europeu. Existe sim uma pequena parcela de árabes, mas isto ocorre quando jovens suecas sem um mínimo de senso de moralidade encontram tais rapazes nas boates e acabam acompanhando os mesmos para as casas deles.

Enfim, tudo o que te passei é o que vivenciamos aqui na Europa.

Nao vejo Londres se tornando uma "Londonistao" como teu amigo comentou abaixo, ou o mesmo ocorrendo em outras partes da Europa. Mas sim continuando sendo secular, mas perdendo ainda mais influência do cristianismo.

Ainda assim, fatores como se o Papa Francisco tiver longos anos de exercício do papado, poderá causar alguma mudança, pois ele tem dado respostas que a sociedade procura. Ele ja esta idoso e é raridade dentro da curia romana, mas penso que um longo papado de Francisco, continuando a exercer o que ele tem feito até agora, poderá fazer com que o cristianismo sobreviva na sociedade européia.

MA: Henrique, estranho, pois o que eu disse anteriormente, o vi na CNN, uma mídia que considero séria, apesar de tendenciosa em alguns momentos. Bom, é interessante conversar com pessoas que moram diretamente lá, como você o fez.
Quanto a essa é papa, confesso ter poucas coisas boas sobre ele a declarar.

Abs.