27/04/2015

Ser recriado a partir do caos!

João 3:1-7
“Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.
Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.”

Jesus disse que quem não nascer de novo não pode ver e nem pode entrar no reino de Deus. E ele disse isso a um mestre em Israel, chamado Nicodemos, que chegando no lugar onde Jesus estava foi procurá-lo à noite. Por ser ele uma pessoa muito conhecida e por ser Jesus uma figura muito controversa, ele preferiu procurar Jesus durante a noite para que não incidissem interpretações que pudessem prejudicá-lo como uma figura pública, membro do sinédrio de Israel, que naqueles dias era equivalente ao Knesset de hoje, lá em Jerusalém, uma espécie de Câmara dos Deputados religiosa e política; tinha um papel que hoje o Knesset em Jerusalém não tem, por ser apenas político, mas naqueles dias o sinédrio era um Knesset político e religioso, o sumo sacerdote era quem o dirigia, e as figuras sacerdotais mais importantes e os principais mestres e teólogos de Israel tinham assento naquele lugar. E Nicodemos, por ser membro daquela instituição, que era a mais importante do status quo do judaísmo daqueles dias, procurou Jesus à noite.

24/04/2015

Pedra sobre pedra a serem derrubadas

E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios!
E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.

Marcos 13:1-2



Alguém chamou a atenção de Jesus para o templo.

O templo, idealizado por David e construído por Salomão era uma obra arquitetônica imponente. Um símbolo do poderio do povo de Israel, tanto econômico, como nas áreas da diplomacia na época do reinado de Salomão.  

Mas Jesus não teve a atenção chamada devido ao sentido histórico ou arquitetônico. O templo era venerado pelos judeus como o lugar de adoração a Deus. O lugar aonde o povo encontrava Deus. 

Era implícito entre os judeus a comparação entre a imponência do templo com a imponência de Deus. Aliás, esta prática é recorrente entre os homens. O maior sempre tem mais. O mais poderoso sempre quer se sobressair.

Para os judeus, o templo era o sinal do poder de Deus na vida dos judeus. A imponência de Deus era medida pelas pedras e pelos edifícios.

Lá o povo se relacionava com Deus. Lá era a “Casa de Deus”.
Lá era o lugar do arrependimento e do perdão. O lugar da reverência e respeito a Deus. O lugar para receber correções e se aproximar de Deus.

Dentro do templo o povo perdoava, amava, se arrependia, compartilhava, se arrependia. Do lado de fora voltavam a ser o sempre do mesmo.

14/04/2015

SOMOS ENFERMOS



Sim, somos todos enfermos. Doentes da alma.

Se nossa enfermidade não é com hábitos que é notório a todos, acaba sendo interno, oculto a todos os olhares, mas cristalino a Deus.

Cristo é Aquele que levou sobre si nossas enfermidades. Não quer dizer que ficamos sãos. Mas para a morte que as nossas enfermidades nos levaria, fomos salvos.
O Espirito Santo é o agente que opera em nós, dia a dia, nos curando. Porém libertos 100%, nunca seremos. Aliás para a Igreja ter estatura de "varão perfeito" ela precisa das imperfeições. São nas nossas enfermidades que exercitamos entre nós os dons do Espírito, tais como Amor, Misericórdia, Longanimidade e Perdão.

Mas a Igreja tem sérias dificuldades em reconhecer suas próprias enfermidades. Dificuldade ainda maior ela possue em agregar pessoas com enfermidades diferentes da dela.

Medo de contágio? Ora, se a Igreja verdadeiramente cresse em Cristo, não padeceria das fobias que a acomete.