28/02/2014

Fui ensinado que minha igreja é a única graça existente na face da terra. É verdade?

Sobre meu ministério e atuação

Como os leitores e amigos do blog sabem, faço parte do ministério da Congregação Cristã, atendendo como cooperador uma Igreja de cerca de 60 membros.

Quando fui “levantado” para este cargo, confesso que não tive euforia ou mesmo me alegrei, porém fui tomado de um sentimento de responsabilidade em conduzir a Igreja confiada a mim aos céus.

Hoje sei que meu sentimento, mesmo sincero, foi puramente equivocado. Quem conduz nós a salvação é o Espírito Santo, nos revelando a Graça de Jesus Cristo.

Mas creio que este sentimento de responsabilidade veio a mim pelo Espírito Santo, uma vez que me conduziu pessoalmente à Graça de Jesus Cristo. Uma vez conhecedor do Evangelho, comecei então a pregar a Igreja que atendo. E pela misericórdia de Deus, desde então apenas o Evangelho tem sido pregado.

27/02/2014

Não há outro Evangelho!

Texto base: Gálatas 1


A igreja dos Gálatas não tinha conhecido o Senhor Jesus em vida. A conversão deles se deu ouvindo o Evangelho e assim crendo no Senhor Jesus.
De maneira semelhante a nós, que também não vimos o Senhor Jesus em vida, mas através do conhecimento do Evangelho, cremos na mensagem dele, testificando que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.

A diferença é que eles estavam distantes há cerca de 30 anos do término da missão do Senhor Jesus. Nós estamos há 2 mil anos de distância.

Se formos firmes e fiéis até o fim, receberemos a Coroa da Vida Eterna ou a Coroa da Vida?


O título da postagem, alude a uma frase muito conhecida e recitada no Brasil, pela denominação cristã o qual este humilde blogueiro pertence, no momento da "liberdade para os testemunhos" no dia de culto.

No entanto, será que tal adágio está de acordo com os ensinos da Bíblia Sagrada? 

Todavia, é mister reconhecer que há o desconhecimento Bíblico por parte de nossa irmandade, principalmente daqueles que, equivocadamente, acreditam que podem conquistar a salvação eterna por meio das boas obras!

26/02/2014

Nota rápida sobre "Como interpretar a Bíblia"

Só há uma interpretação a ser dada para as Escrituras: Jesus Cristo.

TUDO, absolutamente TUDO tem que passar pelo crivo de Jesus Cristo.
Só assim saberemos como tratar qualquer assunto.

Ele é a razão da Bíblia existir. E não o contrário. Por Ele TUDO foi criado e TUDO subsiste, inclusive as Escrituras.


Se não passarmos pelo crivo de Jesus, apedrejaremos a mulher adúltera, como Levítico nos ordena fazer.
Ou aplicaremos a disciplina como supostamente compreendemos este “mandamento” de Paulo em Coríntios.

Quem compreende JESUS, faz o que Ele disse no episódio relatado em João 8.
Simplesmente não atira pedra nenhuma, porque sabe e é conhecedor dos próprios pecados.

O resto é religião. É homem querendo fazer favores pra Deus, achando que consegue servir ao Criador do Universo com algo útil.

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25/02/2014

"Nascer de novo" e ser "parte do Reino"

No Evangelho de João, encontramos no capítulo 3, a história de Nicodemos.

Nicodemos era príncipe dos judeus, religioso, homem respeitado pelos seus pares. Na narrativa, vemos que Nicodemos foi encontrar o Senhor Jesus à noite, ao que tudo indica para não ser reconhecido por ninguém e causasse desconforto.

O Senhor Jesus expõe a necessidade do “novo nascimento” para assim possa fazer “parte do Reino”. Reino este que não é referente ao céu, mas o Reino na Terra, o mesmo da oração do Pai Nosso em “Venha o Teu Reino”.

24/02/2014

Ausência

Não tenho estado bem de saúde na última semana e por isto não tenho atualizado o blog. 

Mesmo assim tenho meditado em vários assuntos, porém não tive condições físicas para escrever a respeito.

Espero que em uma semana, no máximo, as coisas voltem à normalidade.

Rogo orações. 

Que Deus possa abençoar a todos.

13/02/2014

Igreja X Empresas

Há um comentário jocoso amplamente divulgado: “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios”.

Este comentário foi criado com a proliferação de templos evangélicos nas cidades brasileiras.

Espaços antes ocupados por teatros, cinemas e até pequenas lojas e comércios, têm sido transformados em “Igrejas Evangélicas”.

Nestes “templos”, fiéis são vistos muitas vezes como “clientes”, por oferecerem seus dízimos e assim serem “entretidos” pelos pastores, com mensagens de auto-ajuda ou festivais de promessas. 

10/02/2014

Fazendo justiça com as próprias mãos


Eu tinha meus nove anos, e lembro-me perfeitamente da sensação de pavor que sentia cada vez que caminhava de minha casa em Quintino para o curso de datilografia em Cascadura, subúrbio carioca, e me deparava com as manchetes dos jornais com reportagens sobre o Mão Branca. Era raro um dia em que não houvesse notícia de execuções de bandidos amarrados em postes e com um bilhete deixado por alguém que se fazia chamar de Mão Branca. Para uns, herói justiceiro. Para outros, bandido cruel. Tempos depois, descobriu-se que aquele personagem jamais existiu. Membros da própria polícia eram os responsáveis pelos assassinatos fartamente noticiados e que visavam aterrorizar e coibir o avanço da criminalidade durante o tempo da ditadura. Sem que os meliantes tivessem a chance de serem julgados e de apresentarem ampla defesa, eram sumariamente executados. Quantos inocentes não foram vítimas desses justiceiros? 

Décadas depois, a cidade do Rio de Janeiro é cenário de mais um ato bárbaro capaz de nos remeter a um tempo do qual preferiríamos nos esquecer. Um adolescente de dezesseis anos, negro e pobre, é amarrado nu a um poste e linchado por um grupo de rapazes. Parte de uma de suas orelhas é decepada. Apesar de ter passagem pela polícia por roubo e violência, aquele jovem merecia ser conduzido às autoridades, julgado e punido com o rigor da lei. 

07/02/2014

Apostasia e contestação de Liderança

Recentemente tive conhecimento de uma circular, emitida pelo Brás, aonde o assunto principal gira em torno da dissidência “Ministério Jandira”.

Em momento nenhum a carta foi explícita em citar o referido ministério, mas expõe que os tais usam nomes e prédios parecidos, porém alerta aos membros que não se reúnam com eles, pois “apostataram”.

Apostasia é o ato de abandonar a fé. E abandono de fé se dá quando a pessoa deixa de crer que Jesus é o Filho de Deus, nosso Salvador. 

04/02/2014

Igreja é "uma furada"?

Igreja  é uma furada quando condiciona o servir a Deus apenas dentro dela, como templo.

Ou quando se impõe entre Cristo e os fiéis.

Pior ainda quando coloca líderes tidos como “porta-vozes do Altíssimo”

E descamba geral quando serve de “Fiscal do Reino”, separando trigo do suposto joio ainda na terra.

03/02/2014

Justiça se faz com Amor

Por Ed Rene Kivitz (via Facebook)

“Quando eu falo da pobreza todos me chamam de cristão, mas quando eu falo da causas da pobreza me chamam de comunista. Quando eu falo que os ricos devem ajudar os pobres me chamam de santo. Mas quando eu falo que os pobres têm que lutar pelos seus direitos, me chamam de subversivo”. Estas palavras de Dom Hélder Câmara retratam ainda hoje a opinião de muita gente. Mas atribuir a luta pelos direitos dos pobres e o engajamento pela justiça social aos ideários ideológicos da esquerda implica desonestidade intelectual, ignorância ou má fé. 

Sendo verdadeiro que praticar a justiça é dar a alguém aquilo que lhe é de direito, precisamos nos perguntar de onde vem o direito humano de ter direitos. A resposta da tradição judaico-cristã se encontra já na primeira página da Bíblia Sagrada: “criou Deus o homem à sua imagem e semelhança” [Gênesis 1.26,27].

A tradição rabínica ensina que, ao criar um só homem, Deus criou todos os homens. Em cada ser humano está toda a raça humana. A noção da igualdade intrínseca entre todos os seres humanos é a base de sustentação de todos os direitos humanos. Todo mundo tem direito a ter direito. O direito de um ser humano é direito de todos os seres humanos. 

Portadora da imago Dei, a vida humana tem valor divino, e, justamente por isso, Deus é seu maior guardião: “Quem derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus foi o homem criado” [Gênesis 9.5,6]. 

A justiça, nos termos de equidade entre todos os seres humanos, é usada para afirmar a identidade de Deus e apresentá-lo a Israel. Timothy Keller enxergou que “o Deus da Bíblia se diferenciou dos deuses de todas as outras nações como um Deus que defende os fracos e faz justiça aos pobres”: “Pois o Senhor, o seu Deus, é o Deus dos deuses e o Soberano dos soberanos, o grande Deus, poderoso e temível [...] que defende a causa do órfão e da viúva e ama o estrangeiro, dando-lhe alimento e roupa” [Deuteronômio 10.17-19], e também: “Ele defende a causa dos oprimidos e dá alimento aos famintos. O Senhor liberta os presos, o Senhor dá vista aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos” [Salmo 146.7,8].

A justiça social é expressão cúltica e devocional requerida por Deus: “O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?” [Isaías 58.6,7].

A justiça social é marca distintiva dos justos de Deus: "Suponhamos que haja um certo justo que faz o que é certo e direito [...] Ele não oprime a ninguém, mas devolve o que tomou como garantia num empréstimo. Não comete roubos, mas dá a comida aos famintos e fornece roupas para os despidos. Ele não empresta visando lucro nem cobra juros. Ele retém a sua mão para não cometer erro e julga com justiça entre dois homens [...] Aquele homem é justo” [Ezequiel 18.5-9]. Jó foi apresentado na Bíblia não apenas como um homem bom, mas como justo (tzadik), que praticava a justiça (tzedaká).

A justiça social é critério para o julgamento das sociedades e das nações: “Ora, este foi o pecado de sua irmã Sodoma: Ela e suas filhas eram arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupadas; não ajudavam os pobres e os necessitados” [Ezequiel 16.49]. Também Jesus sublinhou a justiça social como régua para juízo: “Eu tive fome, e vocês não me deram de comer; tive sede, e nada me deram para beber; fui estrangeiro, e vocês não me acolheram; necessitei de roupas, e vocês não me vestiram; estive enfermo e preso, e vocês não me visitaram” [Mateus 25.31-46].

O cuidado dos órfãos, das viúvas, dos pobres e dos estrangeiros, isto é, pessoas em situação de vulnerabilidade, não é opcional diante de Deus: “Assim diz o Senhor: Administrem a justiça e o direito: livrem o explorado das mãos do opressor. Não oprimam nem maltratem o estrangeiro, o órfão ou a viúva; nem derramem sangue inocente neste lugar” [Jeremias 22.3].

Jesus era herdeiro da tradição de Israel, e seus ensinos e práticas foram coerentes com a noção de justiça da Lei e dos Profetas. A referência profética que escolheu como porta de entrada para seu ministério público deixou absolutamente clara sua agenda de solidariedade divina com o pobre, oprimido e sofredor: “O Espírito do Senhor está sobre mim porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros, para proclamar o ano da bondade do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; para consolar todos os que andam tristes, e dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto, e um manto de louvor em vez de espírito deprimido. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação da sua glória” [Isaías 61.1-3]. Digno de nota é o fato de que, ao ler a profecia de Isaías na Sinagoga de Nazaré, Jesus omite a expressão “o dia da vingança” [Lucas 4:17-19]. Seguir a Jesus implica dizer sim para a justiça que se faz com amor.


01/02/2014

A história por detrás da passagem do "deus desconhecido" que Paulo anunciou aos atenienses

Em alguma época, durante o sexto século antes de Cristo, numa reunião do conselho na Colina de Marte, em Atenas...

“Diga-nos, Nícias, que aviso o oráculo de Pítias lhe deu? Por que esta praga caiu sobre nós? E por que os inúmeros sacrifícios realizados de nada adiantaram?”

O impassível Nícias olhou de frente o presidente do conselho e afirmou:
“A sacerdotisa declara que nossa cidade se encontra sob uma terrível maldição. Um certo deus a colocou sobre nós por causa do medonho crime de traição do rei Megacles contra os seguidores de Cylon.”