Os gregos nunca pensaram o amor como
felicidade sem dor. Suas tragédias pereciam revelar que sem dor ninguém ama e
nem vive; mesmo que por isto morra a morte dos amantes da vida que é vivida por
amor.
"Tragédia grega!" — dizemos nós do
que é amor impossível ou extremamente doído.
No entanto, justamente por esta razão o
sentido de amor apaixonado foi objeto de pânico por parte deles. Estar
apaixonado era estar louco; algo a ser evitado a todo custo; pois seria por tal
entrega à loucura do amor que a pessoa experimentaria a tragédia; pois, para
eles, amor era mais desejo e obsessão de posse do que qualquer outra coisa;
apesar de Sócrates e Platão terem ensinado outra coisa.