30/11/2015
26/11/2015
Reformados e suas respostas elaboradas para "Crentes-Robôs"
No texto encontrado aqui, o pastor batista John Piper é perguntado por cristãos sobre “quando é
a hora de deixar o smartphone para usar um ‘burrofone’?” e “eu ouvi o pastor tal dizer diversas vezes
que o nosso amor – e vício- em tecnologia tem-nos feito nervosos e impacientes.
Eu vejo isso em mim no meu casamento e na criação dos meus filhos . O meu
iPhone pode ser a razão pela qual eu não tenho perseverado na fé? Se sim, como
faço para que isso pare de acontecer?”
Piper então discorre por textos bíblicos em 2 Timóteo, Filemon,
Colossenses, Mateus e por fim Romanos
para ao final dizer “Lute contra o enganador e fugaz prazer do iPhone com a
verdade, com os prazeres duradouros de conhecer e ser cuidado por Cristo.”
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25/11/2015
24/11/2015
Uma oração ao Deus "Todo Poderoso"... que é meu Paizinho!
A minha alma clama por Você, Senhor.
Eu sei que Você tem todo poder.
E na minha insignificância não consigo entender teu
caminho em minha vida.
Porém sei que Você é maravilhoso, principalmente pela
Tua mania de querer infiltrar na minha vida, me ensinando, me alertando, me
corrigindo.
Sempre de modo amoroso e nunca de maneira ditatorial.
Sei que entende tudo o que acontece comigo.
Meus pensamentos, angústias, dúvidas.
Até mesmo minha arrogância de te chamar por “Você”
invés do “Tu” como a maioria te chama.
Mas como se não fosse arrogância o simples querer
falar contigo.
Entretanto tenho confiança que Você se alegra quando
conversamos contigo.
Quando queremos interagir contigo.
Na nossa infantilidade e insensatez.
Você é aquele que conforta a alma, preenche os vazios
mais profundos do ser.
Apazigua os corações. “Aquietai-vos, e sabei que eu
sou Deus”, como expressou-se o salmista.
Senhor, cuide de mim. Cuida da minha fé.
Exercita-me em Ti.
Pois num mundo de coisas insignificantes, vãs como diz
o pregador de Eclesiastes em “Tudo é vaidade”,
Só existe um Porto Seguro, uma Fortaleza. Uma verdade.
Que é a encarnada por Jesus Cristo, o Meu Salvador.
Te amo Paizinho.
Que de Deus tão poderoso, desejou-se fazer acessível
ao se revelar como “Pai”.
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23/11/2015
O Islã é uma religião de paz?
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20/11/2015
Comentando por aí - Vestimenta de mulheres cristãs...
“Jesus disse aos
fariseus: "Ai de vós, Escribas e fariseus hipócritas, que dizimais a
hortelã, o endro e o cominho. E vos esqueceis do mais importante da Lei que é a
fé o juízo e a misericórdia. deviam pois fazer estas coisas e não omitir
aquelas." Traduzindo: "Está certo pregar sobre o dízimo (não entremos
agora nesse detalhe), mas não se esqueçam de pregar a Lei por inteiro"
Irmãos, entendamos que,
lógico, não basta termos a aparência de um cristão se o nosso coração for do
maligno. Porém, não basta dizermos que temos um "coração de cristão",
se nosso corpo é do maligno. Não é o coração, o cabelo, os braços individuais ,
mas o nosso CORPO é templo do Espírito Santo, por dentro e por fora.
Abraço.”
Minha resposta:
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06/11/2015
O dilema do evangélico contra o aborto e a favor das armas
Não é contraditório, para
um evangélico, ser contra o aborto e a favor das armas?
Esta é a questão levantada
pelo documentário "The Armor of Light" ("A Armadura da
Luz"), como você pode ler em excelente resenha publicada no Estadão de
01/11/15:
Apelo ao diálogo
KENNETH SERBIN
Estrelado
por pastor, documentário americano pergunta como evangélicos conservadores
podem ser ‘pro-life’ e favoráveis às armas
Enquanto a bancada BBB –
Bala, Boi e Bíblia – do Congresso brasileiro fez o País dar mais um passo para
uma maciça ampliação do acesso a armas de fogo graças à votação obtida por uma
importante comissão sobre este projeto de lei, esta semana, um membro destacado
da família Disney acaba de lançar um documentário que vira de ponta cabeça a
justificativa religiosa e moral do porte de armas.
The Armor
of Light (A Armadura de Luz), que estreou em cinemas selecionados em vinte
cidades americanas na sexta-feira, onde será exibido por uma semana, é
dirigido por Abigail Disney. Sobrinha-neta de Walt Disney, o fundador do
império do entretenimento, ela é doutora em filosofia pela Universidade de
Columbia. À primeira vista, é possível que ela seja menosprezada por alguns
como mais um representante da elite liberal dos Estados Unidos, fora da
realidade da vida diária dos cidadãos que procuram se proteger da violência.
Entretanto, em vez de
criticar severamente a posse de armas, The Armor of Light levanta
um dilema moral fundamental, mas há muito ignorado: como é possível que
cristãos evangélicos conservadores defendam posições que são ao mesmo tempo
favoráveis à vida (contra o aborto) e favoráveis às armas?
O título do filme foi
extraído da Carta de São Paulo aos Efésios: “Abandonemos as obras das trevas,
do medo, do ódio, da vingança, e vistamos a armadura da luz”. A armadura é a
Palavra de Deus.
04/11/2015
Mais uma tentação de Cristo
MAIS UMA TENTAÇÃO DE CRISTO
João 12
A ressurreição de Lázaro, aquele que fora tirado da sepultura depois de apodrecido, se tornara um fato irretorquível.
Então os fariseus disseram entre si: "Vejam o proveito que nos dá a
vida deste homem! Sim, de nada ele nos aproveita, visto que o mundo inteiro vai
após ele!"
Acontecia uma festa na cidade de Jerusalém. Ora, entre os que tinham
subido a adorar na festa havia alguns gregos.
Eles estavam observando tudo e de tudo se inteirando. Identificaram quem
era quem. Então, dirigiram-se a Felipe, que era de Betsaida da Galiléia, e
pediram-lhe a chance de terem uma entrevista com Jesus.
De fato, disseram: "Senhor Felipe, nós muito gostaríamos de
conversar com Jesus."
Ora, Felipe chamou a André e contou a ele; e então ambos foram juntos
falar com Jesus a fim de pedirem essa audiência para os gregos.
André e Felipe foram dizer isto a Jesus com a alegria de discípulos que
vêem o seu Mestre sendo objeto do interesse dos seres humanos mais refinados da
terra. Os gregos eram o “mundo” que dava cultura até mesmo aos dominadores da
terra, os Romanos.
Jesus ouviu a notícia. Dizem que era uma proposta para que Ele se
mudasse para Edessa, na Grécia Cultural; pois lá as mentes eram abertas, e Ele
teria a chance de espalhar a Sua mensagem por toda a terra; sem as hostilidades
e invejas que sofria entre os judeus religiosos.
Além disso, ninguém deve esquecer que os próprios líderes religiosos
reconheciam que a ressurreição de Lázaro era inequívoca, e que o mundo inteiro
estava vindo “após Ele”. A decisão, portanto, já estava tomada: matá-Lo era a
saída. Até os passarinhos de Jerusalém sentiam tal vibração.
De outro lado, a visita dos gregos significava que o Caminho para a
Glória dos Homens estava aberto.
Jesus não havia transformado pedras em pães, nem pulado do pináculo do
templo, e nem adorado ao diabo a fim de herdar o mundo.
Era o mundo que vinha após Ele!
O caminho estava aberto pelas vias legitimas. Todo o mundo ouviria a Sua
Palavra, e não haveria a Cruz.
Aqui estava a maior tentação!
Eis o dilema: entrar para a História como o mais maravilhoso de todos os
humanos já existentes, ou morrer na Cruz, e dar muito fruto, porém, sem vida
física na História.
Era a maior tentação porque significava que o Seu fascínio poderia
seduzir toda a Terra, sem sangue, sem morte, e sem Cruz.
Por outro lado, seria o Cordeiro imolado na Eternidade se negando a
morrer no Tempo. Seria a vitória definitiva do Tempo sobre a Eternidade; e, por
conseguinte, seria a vitória da morte como selo de todas as existências.
O mundo seria ganho na mesma medida em que a eternidade acabaria.
Posto assim, parece impossível ter sido, de fato, uma tentação; afinal,
quem trocaria a eternidade pelo tempo?
Ora, todos nós trocamos, de muitos modos e de muitas maneiras; e o
fazemos todos os dias. Nossa maneira de viver privilegia o Tempo todo o
tempo... O tempo é eternamente privilegiado por nós, contra nós mesmos; e como
fuga da eternidade.
Portanto, não era “tentação”, era pior que isto; era “pulsão
essencial-instintual”; era puro e justo instinto de sobrevivência; ou seja: um
inalienável direito de todo ser humano.
Seria sadio e humano aceitar a oferta dos gregos. Desumano era ficar, e
ter que enfrentar as hienas comedoras de corpos de profetas.
A tentação aqui se “posiciona” entre o instinto mais essencial presente
no tempo, a vida; e o mais elevado e distante nível de percepção da vida: a
consciência.
É na consciência que a voz da eternidade se faz ouvir e se faz presente.
Ou, no “coração”, se preferirem o termo.
E será que porventura em Jesus tais
“termos-de-relação-existencial-psicológicos” não estavam completamente
harmonizados, visto não ter Ele a psicose básica, a rachadura essencial, o
pecado, o fosso mais fundo que possa existir?
Aqui há puro mistério, pois Aquele que não teve pecado, Deus o fez
pecado por nós. Mas Ele mesmo não pecou, enquanto experimentou todas as nossas
tentações; porém, sem pecado.
Ou seja, a formulação acima é mais irreconciliável que qualquer lógica
filosófica ou psicológica possa conceber como irreconciliável. De fato, é loucura
para gregos e escândalo para os judeus.
Quando me perguntam como é isto, eu respondo com uma das “pérolas” da
fala de um nordestino tentando explicar o impossível:
“Eu num sei cumé qui foi num sinhô; mas só sei que foi assim”.
A fala do nordestino contador de histórias é minha melhor e mais
inteligente resposta “teológica” aos mistérios nos quais creio.
O fato é um só: foi assim o existir terreno de Jesus; e foi assim com
todas as implicações do sentido de sobrevivência e de liberdade. Prova disso é
que na hora de decidir acerca da proposta sua alma mergulhou em “angustia”.
A Cruz tinha que vencer o Mundo!
A Cruz tinha que vencer o Tempo!
A Cruz tinha que vencer o direito à Sobrevivência!
A Cruz tinha que vencer a Razão!
A Cruz tinha que vencer a Glória do Homem!
A Cruz tinha que ser a Glória de Deus!
Por esta razão, respondeu-lhes Jesus:
"É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem."
A Glória do Filho do Homem era dizer Não à glória do mundo, por amor ao sacrifício do Cordeiro pela criação, antes de haver Tempo.
Somente aqui neste ponto a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal
poderia ser, enfim, derrotada como sedução essencial. Morreriam aqui a Razão e
Lógica como deusas da salvação da vida; a vida longa deixaria de ser a grande
recompensa na Terra como galardão.
Aceitar aquele convite, significaria que Aquele que viera nos salvar,
havia Ele mesmo estendido a mão não só à Árvore do Conhecimento do Bem e do
Mal, como escolha fruto da sedução; mas pior que isto: significava comer também
do fruto da Árvore da Vida, e congelar o Universo inteiro no ciclo interminável
morte da morte.
Jesus decidiu pelo curso da vida. Por isto, Ele disse:
"Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na
terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.
Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo deia a sua vida,
guarda-la-á para a vida eterna."
Coisa estranha. O amor à vida nos manda fazer o impensável: morrer; e
mais: nos manda odiar a vida neste mundo.
Como? Quem assim procede está louco!
O fato é que é assim que é. E sabe por que? Eu não sei!
Apenas desconfio que seja porque o caminho para a vida é Graça, e a
Graça é favor imerecido; e não há maior Graça que dar-se pela vida de outros;
especialmente quando o objeto da entrega é um inimigo. Ora, sendo assim, como o
próprio ato de Criar foi Graça--o Cordeiro foi imolado antes da criança
acontecer--, o ato se dar pela criação, é Graça; e Graça seria também o ato de
frutificar...conforme a semente, que morta, dá muito fruto. Afinal, é dando que
se recebe. De tal modo que até para Deus, feito homem, a fim de vencer a morte,
à semelhança do grão, Ele teria que morrer...
Assim, a morte haveria de ter tragada pela vida, e seria obrigada a
“dar” de volta à vida Aquele que ela achava que havia tragado para sempre. Aqui
é torcido o braço da morte, e ela abre suas mãos e suas as garras, e Ele sai
livre e vitorioso, e sem usar de nenhum expediente, senão da própria lei
essencial da vida, que é dar-se, como a semente.
A morte estava tão inocente quanto a baleia que engoliu Jonas!
O caminho da Graça só sabe voltar para ele mesmo. Assim, é dando que se
recebe...
O grão de trigo tem que morrer a fim de poder dar muito fruto...e assim
vai...de dar em dar...dando para sempre...sempre recebendo...e sempre voltando
dar-receber-receber-dar...
O nome disto é Vida!
Ora, o que Ele fez por nós, nos é dito que deve ser um princípio para
nós também, para todos aqueles que têm convicção de serem sementes de trigo
plantadas por Deus no chão do mundo.
Ele disse:
"Se alguém me quiser servir, siga-me; e onde eu estiver, ali estará
também o meu servo; se alguém me servir, o Pai o honrará."
Para Jesus essa de-cisão implicou em Angustia de alma. O ser se contorce
todo para conseguir se dar.
É pela morte que se chega a vida.
O problema é que ninguém quer morrer...
O caminho para a solidão é a auto-preservação egoísta. Se o grão não
morrer...fica só.
Esse morrer também é motivado por odiar a vida neste mundo.
O que é isto?
Ora, esta é uma afirmação estranha na boca de quem iniciou o ministério
num casamento, transformando água em vinho; e sendo freqüente em jantares,
banquetes, e fazendo amigos entre gente festeira. Além disso, não combina
também com a ênfase Dele no festejar...
Para Ele até os anjos dançam quando alguém ganha consciência na terra.
Ora, sendo Ele como era, como pode Ele nos mandar odiar a nossa vida
neste mundo?
Logo Ele? Sim, não é Ele aquele que mandou olhar lírios, observar a
chegada das estações, aprender a ler as pinturas profético-meteorológicas nas
nuvens, ou pelo calor do dia? e não foi Ele quem sempre que quis falar do
propósito maior de Deus para com os homens, ilustrou tal certeza com metáforas
relacionadas a banquetes, mesas fartas, galardões, bodas e lua de mel? Não é
Ele também Aquele que abraçava crianças e as ouvia? E também quem dizia que des
bocas infatis procedia o perfeito louvor?
Sim! como poderia Ele nos mandar odiar a nossa vida neste mundo, se Ele
celebrou a vida no mundo?
Não! Ele não manda o odiar a Vida. Ele manda odiar a “nossa vida neste
mundo”. E com isto ele se refere apenas a carregar em si a fome e sede de
justiça, o espírito de pacificação, a capacidade de manter posições de justiça,
de chorar, de limpar o coração, e ser humilde—pois esta foi a vida dos
inconformados que “odiaram as suas vidas neste mundo”, os profetas.
O odiar a “nossa vida neste mundo” é não aceitar o curso deste mundo
como Destino. Significa manter a mente em estado de inconformação para com a
tirania estabelecida como lei e ordem. Significa discernir que há um espírito
de engano e escravidão nos dizendo que vida é aquilo que Deus chama morte.
Este é o “bom-ódio”; a mais absoluta inconformação, e o imorredouro
compromisso com o sonho, e com o ideal de Deus; isto sem amargura.
Mas assim como foi para Jesus, tal decisão é pura angustia para nós
também.
Pegar “sementes” de amor, vida, desejos, vontades, “direitos”,
“certezas”, morais, seguranças, preconceitos; e toda sorte de “semens”
existentes em nossas almas, e jogá-los ao pó da terra, ao caminho, ao “acaso”,
abrindo mão...é tarefa suicida para a razão da sobrevivência.
Mas é por tal tarefa em fé—fé Naquele que dá vida a semente—, é que se
entra na vida verdadeira; e, assim, dá-se assim muito fruto.
Esta hora é para ser vivida com humanidade e sinceridade. Por isto,
Jesus disse:
"Agora está angustiada a minha alma; e que direi eu? Pai, salva-me
desta hora? Mas para isto vim ao mundo; vim para esta hora! Eis o que digo:
Pai, glorifica o teu nome!"
Então veio do céu esta voz: "Já o tenho glorificado, e ainda mais o
glorificarei."
Não é preciso dizer que se Ele nos chama também para deixarmos nossas
sementes morrerem é porque Ele nos chama para a mais inconcebível frutuosidade
também.
Mas só o trigo tem essa coragem...de morrer; visto que somente a loucura
da fé nos faz ver que a vida está na morte da semente.
Caio
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