Discussão
postada inicialmente no Facebook:
WB:
Meus
amigos, compartilhei um vídeo sobre "desigrejados" dum programa de TV
gospel (que até então desconhecia), e é a visão de dois pastores de grandes
instituições acerca do tema.
É longo, tem cerca de 70 minutos, mas gostaria da opinião de vocês à respeito. Como sempre, creio que um post não tem condições de encerrar um tema (por isso são recorrentes), mas acho importante discutir. Tenho minha opinião, porém, preciso ouvi-los.
É longo, tem cerca de 70 minutos, mas gostaria da opinião de vocês à respeito. Como sempre, creio que um post não tem condições de encerrar um tema (por isso são recorrentes), mas acho importante discutir. Tenho minha opinião, porém, preciso ouvi-los.
Minha resposta:
Amigo,
Lá vai meu comentário.
Então. Foi exposto neste “debate”
apenas o lado de quem “critica” os “desigrejados”. Foi dito que “foram
convidados alguns líderes desigrejados” (baita contradição para líder de
desigrejados rsrs) para estarem presentes. Porém não dizem quem foi convidado.
Mas tudo bem.
O rótulo “desigrejado” recebeu força
num artigo do Augustus Nicodemus, publicado há anos no seu blog Ó Tempora, ó
mores. Mas até neste mesmo artigo, Nicodemus se refere aos “Cristãos que não
querem se reunir com outros cristãos”. Gente que se isola de outros crentes e quer servir a Deus sozinho, sem cultuar e sem conviver com irmãos.
Nicodemus não esnoba os cristãos que
optam por se reunir em suas casas e que não tem entre si nenhum
“pastor-mediador” a não ser Cristo entre os homens e Deus. Aliás, no texto original ele concorda com o que chama "Igreja nas casas".
Então justiça seja feita, se o
Idauro diz que o texto do Nicodemus foi o ponto de início da tese do Mestrado,
mostra que ele não entendeu o texto do próprio Nicodemus.
Mas que justiça seja feita
novamente, o Nicodemus ao ver o frisson que seu texto causou no meio
“teológico-acadêmico brasileiro” silenciou às críticas aos grupos de cristãos que se
reúnem de forma informal e sem liderança ou placa denominacional. Seja nas casas ou em salões alugados.
A verdade é que há um medo que beira pavor por parte dos
pastores de denominações reformadas com este movimento. É um perigo muito grande para
as denominações reformadas que tem seus custos para arcar. Afinal, há prédios
para serem mantidos, corpo pastoral para ser mantido, enfim uma estrutura
muito grande criada para ser mantida.
Percebo também que tal "pavor" é quase nulo nas neopentecostais por hora. A briga deles é com outras neopentecostais.
Geralmente os mesmos pastores que
criticam de maneira feroz os “desigrejados” defendem com força até maior o
dízimo em forma de dinheiro, depositado nas contas das instituições.
O “ajudar a obra de Deus” se passa
com o fiel trabalhando, ganhando seu salário e tirando os 10% depositando nas
contas da denominação.
É deste valor que são mantidos os
prédios, os pastores, os eventos, os missionários, etc.
Quanto mais pessoas fugirem das suas
denominações, menos dinheiro terão. E para quem “sentiu o chamado pastoral” e
não tem outra profissão na vida a não ser no ramo da teologia (e seus
mestrados, doutorados, PhDs), ver o rebanho sair pelas portas é algo pavoroso.
Pensar que seus livros e suas
palestras e conferências serão afetadas, causam calafrios similares.
São muitos os pastores reformados
especialistas na "Teologia e Missões de Paulo". Mas infelizmente são
poucos os pastores que lembram que Paulo também confeccionava tendas… Enfim,
estudam tanto Paulo e se esquecem que ele tinha uma profissão para seu sustento
próprio…
O medo, pra não falar raiva ou
desprezo, é tanto com os “desigrejados” que confundem o Senhorio de Cristo com
liturgia de culto! O que o Ricardo falou foi hilário para não falar triste. A
cegueira é tanta que o Idauro chega a dizer que “os desigrejados recebem irmãos
em suas casas e celebram a Ceia juntos”, como
se isso não fosse Igreja.
Bem. Eu como sou membro de uma
denominação e também sou parte do “clero” desta denominação, posso dizer sem
medo de errar que esse cenário se repete em tudo quanto é denominação. Cada uma
das suas formas.
Enquanto com a do Idauro é claro o
pavor pelo medo da perda das mordomias (como bem lembrado pelo outro amigo mais
acima), na CCB (denominação da qual sou membro e parte do clero), o pavor de
muitos do clero é com a perda da aura, da honra que o cargo possui, já que
tradicionalmente não há salários pagos aos líderes.
Já na IBAB, que tantas vezes tive
prazer de acompanhar celebrações realizadas pelo Ed René Kivitz, bem
fundamentadas no Evangelho, inclusive expondo que a instituição deve ser o
mínimo possível para que a Igreja seja o máximo possível; como também expondo
que o servir a Deus não é vir em celebrações, fazer parte de corais, etc.,
enquanto finge-se que não existe mendigos na porta do templo; ou como ainda que
nenhum pastor deve ser mediador entre a Igreja e Cristo, mas que é dever de
todos se relacionarem com Deus diretamente, sendo o pastor apenas um guia no princípio
da caminhada e depois disso um irmão na fé apenas; enfim, Evangelho puro sendo
pregado e anunciado, tive o DESPRAZER de um dia o ver pregando por UMA HORA
defendendo o “Pertencer a Igreja”, fazendo uma verdadeira “salada”, que me fez
escrever o post a seguir: http://www.blogdoirlandes.blogspot.com/2014/07/o-que-significa-pertencer-uma-igreja-e.html
Tenho em mim que tal pregação do Ed
tenha sido motivada pelo Departamento Financeiro da IBAB. Mas Deus o sabe!
Enfim, eu pessoalmente procuro
seguir o exemplo de Cristo nesta situação. Ele se reunia em casas, mas também
nas sinagogas. Foi ao Templo em Jerusalém, mas cultuava a Deus na montanha, na
praia, nas estradas, na praia, dentro do barco, no deserto.
Jesus mesmo nos prometeu: “Porque,
onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”
Mt 18:20
Eu não perco a oportunidade de estar
com o Senhor Jesus, quando o que me é necessário somente estar reunido em nome
Dele com mais um irmão apenas!
E somente para constar: Eu cresci
numa denominação Evangélica. Tive a infelicidade de aprender durante mais de 15 anos dentro dela que eu
precisava me esforçar para ser salvo, que éramos povo escolhido de Deus na
terra e que os de outras denominações não tiveram a mesma sorte, mas que se
Deus quisesse os chamaria para “sua Graça” (que era a minha “igreja”). Pouco
lia a Bíblia, tinha as pregações pregadas pelos pastores (anciãos e
cooperadores) como “A Voz de Deus” e que tais homens eram “Santos de Deus na
Terra” e outros descalabros doutrinários.
Daí na INTERNET, fui conhecendo o
EVANGELHO por GENTE COMUM, sem títulos acadêmicos, apenas irmãos na fé, que
REUNIDOS em nome do Senhor Jesus de FORMA VIRTUAL (outro enorme pavor da
maioria dos pastores), com muita paciência foram me admoestando, corrigindo,
esclarecendo, orando, lendo a Bíblia juntos, confessando nossos pecados, fui
sarando dos meus muitos pecados e crescendo na fé em Jesus.
Hoje sirvo a Deus. No templo, na
internet, na minha casa, num café, dirigindo o carro, jantando num restaurante.
Tenho irmãos em Cristo vizinhos de casa, longínquos como cada um de vocês, mas
caminhando juntos na mesma fé.
Sou membro de uma denominação.
Cultuo a Deus lá e prego o Evangelho lá duas vezes por semana.
Mas sou um pequeno membro da Igreja
de Cristo, aonde cultuo a Deus várias vezes por dia. Seja fisicamente juntos,
ou através de uma ligação, uma mensagem de texto, uma postagem, uma conversa
virtual.
Igreja esta que não tem CNPJ nem
liturgia a seguir. Não tem muros e nem placa que diga o nome qual é.
Igreja essa que o ÚNICO CABEÇA É
CRISTO e os outros membros, são apenas o que são: Membros.
Abração!
Grande irmão HP! A Paz de Senhor e a Graça contigo! ou poderia até mesmo soltar um APDD! Pois também frequento a CCB, meu pai é "nascido na Graça". Graças ao Deus Único e Vivo que a internet também serve pras coisas boas, muitas inverdades e falsidades estão caindo porque, assim como vc, caro irmão, tenho, aos poucos, conhecido a verdade do Evangelho em Cristo( o Caminho, Verdade e Vida!). Quero dizer que estamos juntos em Cristo, meu brother, sempre aprendendo, sempre buscando cada vez mais viver na Graça! Deus seja conosco sempre!
ResponderExcluirAmém meu querido!
ExcluirQue Deus te abençoe e ilumine a cada dia na caminhada com Cristo!
Receba meu abraço e carinho.