25/04/2017

Obadias (e a humanidade inteira) x Jesus

Se você é como eu e gosta de ler, deve já ter lido alguns trechos bíblicos.
 
Hoje um li um comentário sobre o livro bíblico de Obadias. É um livro de um capítulo só que retrata a raiva que Israel tinha pelo povo de Edom, povo este que eram parentes de sangue longíquos. A raiva é tanta que acaba sendo traduzida em "profecias de destruição" contra o povo de Edom.
 
É interessante em vermos como guardamos raiva no coração por quem fez algo contra nós. Facilmente elegemos “inimigos” e frequentemente nos alegramos em vermos a desgraça dos mesmos, chegando até a atribuirmos tais desgraças como "vindas de Deus".
 
Uma tamanha bobagem.
 
Em Cristo, aprendemos que devemos a amar ao nossos inimigos. Até quando são próximos a nós, como no livro de Obadias.
 
E em Cristo aprendemos que AS DESGRAÇAS HUMANAS ACONTECEM, tal como aconteceu com os 18 sobre os quais caiu a torre de Siloé os matando (Lc 13:4-5). NADA TEM A VER COM DEUS PUNINDO, mas sim se nós não nos arrependermos das nossas maldades, de igual modo pereceremos.
Independente da forma como morremos, seja tendo um meteoro caindo na nossa cabeça, seja sendo assassinados de forma brutal por homens perversos ou seja morrendo tranquilamente sobre uma colcha de cetim, dentro de uma mansão, rodeado pela família e amigos. “De igual modo pereceis…”
 
Jesus é a Palavra que se fez carne e habitou entre os humanos, a imagem do Deus invisível, o Deus em carne e osso, podendo e se deixando ser tocado pelos humanos.
 
O que o homem compreendeu de Deus e registrou no Velho Testamento, lhe foi revelado em sua plenitude em Jesus. Porém como Atos nos relata, ainda assim temos grande dificuldade em compreendermos a Cristo.
 
Queremos que Deus destrua nossos inimigos, que os faça sofrer, que os faça pagar com a mesma moeda o que nos fizeram passar… E esquecemos que Ele veio para Salvar…
“Não sabeis de que espírito sois” nos diz Jesus, quando queremos que fogo dos céus consuma os nossos inimigos (Lc 9:55).
 
“Só Tu tens Palavras de Vida Eterna”, inspira o Espírito Santo ao discípulo (Jo 6:68)…
Que o Espírito Santo nos inspire a enxergarmos que só Jesus tem Palavras de Vida Eterna.

Um comentário:

  1. Comentário no facebook M:
    Henrique, não sei qual foi a sua intenção real ao fazer este comentário.
    As desgraças via de regra não são trazidas por Deus, conforme Jesus explicou sobre os homens que caíram da Torre de Siloe e sobre os galileus assassinados por Pilatos.
    Porém o mesmo Jesus afirmou que Jerusalém seria destruída como um castigo divino, bem como seu Templo, o que ocorreu em 70 dC pelos romanos. Jesus predisse isso como um Juízo de Deus para aquele povo. Da mesma forma, Ele cita as destruições de Sodoma e Gomorra e o Dilúvio como coisas vindas de Deus.
    Então algumas calamidades são trazidas por Deus, embora o homem seja responsável por infringi-la (o eterno mistério entre Soberania Divina e Responsabilidade Humana).
    Creio que em Obadias, foi o próprio Deus anunciando destruição a Edom, não simplesmente uma manifestação do ódio de Israel por eles (foi o que me pareceu que você quis defender).

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    Minha Resposta:

    M, não entendo que Jerusalém tenha sido destruída por castigo divino.

    Explico: Vejo que o Senhor Jesus tenha apenas alertado para as consequências que os fatos estavam levando.
    A história nos mostra que os romanos já haviam conquistado e subjugado muitos povos, destruído cidades e feito muitos povos escravos. Os judeus ainda não haviam experimentado a "conquista" romana, apesar de estarem sofrendo ano após ano maior jugo. Era uma panela de pressão sobre um fogo constante. Uma hora explodiria e a corda estouraria do lado mais fraco.

    Sobre Sodoma e Gomorra, veja que o Senhor diz que Cafarnaum estava em situação pior do que Sodoma.
    Porém Cafarnaum não foi destruída como Sodoma foi. Seria Deus injusto? Teria Deus duas medidas? A soberania de Deus faz acepção de pessoas?
    Ou seria nós, na nossa limitação enxergando as desgraças como punições vindas de Deus?

    Creio que Deus permita "pontos finais" em maldades humanas, e há punições nas quais eu me calo, como por exemplo a morte de Uzá ao tocar na arca e as mortes de Ananias e Safira ao mentirem. Junto a esta categoria coloco o dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra, etc.
    Sei que enxergamos apenas o que acontece nesta vida, entre o nascimento e a morte, Deus porém é Aquele que doa a vida e até quando dizemos que existe morte, para Ele continua ainda existindo vida, Pedro inclusive diz que Cristo foi pregar aos do dilúvio... então diante dessas passagens, eu me calo.

    Porém no caso de Obadias, tal quanto Jonas, vejo a raiva, a decepção e o zelo em ambos. Como também vejo em muitos Salmos as mesmas características. Esperamos ansiosos um "acerto de contas divino" com os nossos inimigos.
    Veja que os filisteus foram grandes inimigos de Israel e fruto de muitas profecias de destruição, porém Deus cuidava também dos filisteus, inclusive os tirando de seu exílio:

    "Vocês, israelitas, não são para mim melhores do que os etíopes”, declara o SENHOR. “Eu tirei Israel do Egito, os filisteus de Caftor e os arameus de Quir." Amós 9:7

    Assim, entendo que Edom acabaria como muitos povos acabaram ao longo das história (até os muito maiores e poderosos do que edomitas), com profecia ou sem profecia, se mesclando com outros povos, sendo subjugado a povos dominantes, etc.

    O livro de Obadias portanto oferece esta outra ótica, comparando-o com os ensinos do Senhor Jesus (que é o Verbo feito carne, a Palavra Final em tudo, a Pedra de Esquina, aonde devemos aferir tudo na Bíblia e na existência) que nos ensina que não devemos esperar acerto de contas nenhum com nossos inimigos. Devemos amá-los, por mais difícil que isso possa ser. E não nos alegrarmos na desgraça dos outros, nem mesmo confabularmos a respeito. Assim eu creio.

    Esta foi "intenção real" de eu ter deixado meu comentário original.

    Um abraço.
    Deus vos abençoe.

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