13/06/2014

Como você cultua a Deus?

Você é do tipo de pessoa que se alegra em ver uma igreja (templo) cheia?
Você é do tipo de pessoa que se chegar num templo e ver muitos lugares vazios, fica triste, preocupado, chateado?
Você é do tipo de pessoa que não se sente nem um pouco confortável se o culto não for naquele horário e naquele lugar?

“Culto” vazio para você é um problema?
“Culto” cheio para você é alegria?

Tenho observado muitos comentários a respeito. Geralmente num dia que “a igreja” está cheia, ouço comentários “Hoje o culto estava bom, estava cheio”. Da mesma forma já ouvi “Nossa, que tristeza o culto hoje, nem músicos tinha …”
Sem contar em comentários como: “culto em casa é gostoso, mas o que vale mesmo é na igreja (templo).”


Bem, primeiro, que cultuar a Deus não tem lugar fixo. Muito menos liturgia. Cultuar a Deus pode se fazer num salão alugado, numa praia ao ar livre, num jantar em casa, numa rodada de pizza numa sexta feira… “Não é no Templo e nem no Monte” como nos ensinou o Senhor Jesus.

Depois a quantidade ao Mestre também é desprezível. Ele nos prometeu que “aonde tiver dois reunidos em Meu Nome, ali estarei no meio deles”.
Você vai perder uma oportunidade de estar com o Senhor Jesus porque só pode se reunir apenas com mais um irmão em Cristo?

Pois é. Tem gente que quer perder esta oportunidade. E só tendo templo cheio, hinos “virtuosos”, testemunhos “apostólicos” e pregação “eloquente” é quando Cristo se manifesta…

Para imaginar, esses dias atrás fiquei sabendo de um caso destes, que deu discussão brava entre os líderes, pois um não se importava em congregar nem que fosse com mais um irmão apenas, enquanto o outro não compreendia o porque de ter cultos para menos de 30 pessoas.
Na discussão, acusações foram feitas, palavras ríspidas foram faladas e até “tempo de convertido” foi evocado. Tudo por causa do materialismo que se tornou o cultuar a Deus.




Confesso que eu prefiro a qualidade de uma Comum-União (comunhão) entre os membros, portanto não me preocupo com o número de pessoas. Também pouco me importa a liturgia seguida ou o local.

Mas e você, leitor? Como você cultua a Deus? Estando com Jesus te basta ou você precisa de lugares, frases especiais, “moveres”, número de participantes, etc para cultuar a Deus?


8 comentários:

  1. Inclusive, fico muito preocupada quando a igreja lota por conta da visita de um membro. E sim, estar com Jesus me basta, na igreja, em casa.

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  2. Sou nova por aqui. Neste final de semana passei por diversos blogs, por contas das dúvidas que me afligem, e cheguei até aqui.

    Sei que caso conte minhas dúvidas para pessoas da minha denominação, especialmente para minha família, serei rotulada, muitos me olharão com mais estranheza ainda, dirão que é coisa do adversário, quando só quero mesmo conhecer o Evangelho.

    O fato é que nasci nesta denominação, minha família toda é. Além disso, minha família é muito rigorosa. Caso desobedecesse alguma coisa, ouvia que .sofreria provações, faziam advertências, mas pouco ouvi sobre o amor de Deus, a excelência da Caridade.

    Já ouvi muito que Deus é misericordioso, mas que também é um fogo devorador.

    Acabei sempre tendo muito medo de errar e ser punida. Sofro com isso até hoje. Virei uma adolescente muito tímida, reprimida, isolava-me dos outros.

    Ao mesmo tempo que me reprimia, e tinha dificuldade em me socializar, foram poucos os que estenderam as mãos. Fiquei isolada na igreja, pois infelizmente, na cidade em que frequento, tem a questão das panelinhas, liderados pelos extrovertidos, populares, com dinheiro.

    Isso me causou um grande sofrimento, pois achava que algo estava errado comigo.

    Com o tempo eu mudei, passei a ter amizades, mas com pessoas de fora da igreja. Ainda não curto as "rodinhas" de lá.

    Inclusive meu namorado não é da Igreja, é de fora, fato que está me trazendo diversos problemas e julgamentos. Mas como respondi para algumas pessoas que: passei alguns anos e ninguém da Igreja se interessou por mim. E que vejo o coração das pessoas, e não se ela pertence a denominações.

    Com isso, fui chamada de não espiritual, de não respeitar a doutrina.

    Fico questionando: é possível estar com Jesus fora da Igreja? Por que pouco se fala do verdadeiro amor de Cristo que morreu por nós da Cruz? Por que ainda existe tanta acepção de pessoas nas denominações?

    Grata por este espaço.
    Precisava de um lugar para desabafar

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    1. Katherine,

      Primeiramente, seja bem-vinda!

      Eu sei como você se sente. Infelizmente não há um diálogo franco dentro da maioria das denominações. Dúvidas muitas vezes são “engolidas”, e quem é espontâneo e age com naturalidade expondo as suas dúvidas, logo é visto com olhos de desprezo.

      Também cresci com medo de Deus, pois fui ensinado assim nos cultos e reuniões de jovens. Eu raramente lia a Bíblia, pois para mim bastava a pregação que chamava de “Palavra” como se fosse Deus falando com o povo diretamente. E como muitas “Palavras” apresentavam um Deus rígido e rigoroso, eu seguia com medo. Sabe aquela coisa mecânica do tipo, “se eu não vir aqui, Deus vai me punir com provas, etc.”? Ou quando eu cometia algo errado logo vinha um pensamento: “Agora Deus vai me punir por isso”. Daí se não acontecia nada, logo eu pensava “Deus não me ama mais, porque se me amasse, Ele ia me punir!”.

      Veja que loucura! Que sentimento macabro!

      Mas todo este medo desapareceu quando encontrei com Jesus, e entender que Ele pagou na cruz tudo aquilo que eu devia. Assim compreendi a passagem de 1 João 4:18:
      “No amor não há medo antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor.”

      Me restou apenas o seguir feliz!
      .

      Agora sobre tua pergunta, se é possível estar com Jesus fora da Igreja, se você chamar por “Igreja” aquele lugar, construído com tijolos, que tem uma placa na frente dizendo como ela se chama, registro no CNPJ, etc; daí eu te digo que SIM, é possível estar com Jesus fora de lá.

      Agora se você se referir a IGREJA, como corpo de Cristo, formada por pessoas pecadoras, porém justificadas pelo Sangue de Jesus, pois seguem as Boas Novas do Amor personificado em Cristo, aonde a única regra entre eles é o AMOR; daí eu te digo que NÃO, é impossível estar com Jesus fora da IGREJA. Pois ela é o corpo e Jesus é a cabeça que governa sobre o corpo.
      .

      Quanto as tuas últimas perguntas, se as “igrejas” (denominações) fossem IGREJA (corpo de Cristo), pode ter certeza que daí o único assunto seria o amor de Jesus e não haveria acepção de pessoas, pois todos se considerariam pecadores necessitados da misericórdia de Cristo, portanto seriam irmãos, unidos em AMOR… Se isso não acontece, infelizmente lá existe placa, mas não IGREJA…

      .
      Apareça sempre!

      Um abraço!

      Deus te abençoe.

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  3. Pois é, acredito que no momento em que deixar o medo, eu conhecerei a verdadeira Graça.
    Mesmo criada desde a infância na igreja, batizada, frequentando os cultos, procurando seguir a doutrina a risca, sinto que foi agora que comecei a conhecer o Evangelho.

    Embora frequentasse o culto, e ainda frequente, percebi que só obedecia a Deus por medo. E o pior, à medida que eu seguia a risca os ensinamentos, passei a ser “credora” de Deus, cobrando bênçãos pelo “meu bom comportamento”. Tratava o Pai Celeste como se fosse um banco.

    Em contrapartida, quando errava, ficava com a consciência pesada, esperando as provações.

    Minhas orações passaram a ser, digamos, meramente burocráticas, ou seja, orava não para sentir o amor de Deus e louvá-lo, mas para pedir. Pensava que se deixasse de orar, poderia sofrer algum dano pelo caminho. Confesso que ainda hoje tenho esses pensamentos.

    Consequentemente, eu julgava as pessoas que considerava serem mais fracas, chegando a pensar: “o que elas estão fazendo aqui?”.

    Isso começou a mudar quando cometi um pecado grave, que hoje me causa uma grande perturbação.

    Mas, por um lado, por mais que devamos fugir do pecado, e que eu tenha me arrependido muito de ter cometido (faria tudo diferente), este grave erro me trouxe a consciência da minha humanidade. Passei a refletir na forma como estava levando a vida. Mesmo frequentando a igreja, com vestes de “crente”, cantando hinos, eu conhecia o Evangelho?


    Muitos da minha denominação, ao saber do meu pecado, vão dizer que já estou condenada, que não terei salvação. Eu tb pensaria assim antigamente.

    Ocorre que sinto o amor de Deus, como nunca tinha sentindo antes, pois passai a ter compaixão pelas pessoas.

    Finalmente, entendi o que Cristo disse: 'Amarás ao teu próximo como a ti mesmo'

    Acho que me estendi demais rsrs

    Abs.

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    1. Katherine,

      Você não se estendeu não... fico feliz em ver alguém abrir o coração assim.
      Quanto ao medo, entregue-se a Jesus e creia no sacrifício que Ele fez na Cruz. Ele te salvou, te salva e te salvará.

      Crendo nisso, a alma fica leve. Pois não há nenhuma condenação mais naquele que crê.
      Daí o medo sai e você passa a servir a Deus por amor apenas.

      Estarei orando por ti.

      E seja sempre bem-vinda aqui.
      :-)

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  4. "...no momento em que deixar o medo, eu conhecerei a verdadeira Graça".

    Caramba! Que verdade cirúrgica!!!

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  5. Nossa, como me identifiquei com cada palavra que Katherine escreveu...
    Sim minha irmã, no momento em que deixei o medo, conheci a verdadeira graça
    e posso te dizer que não há nada que se compare a essa felicidade, de servi-lo
    sem culpa, sem medo, sabendo a nossa real condição de pecadora, e não termos mais
    que provar nossa 'santidade' todos os dias para sermos aceita por DEus.

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    1. :-)
      (tanto pra Likka como pra Regina. Amo vcs minhas irmãs!)

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