21/07/2014

“Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”

Lucas 2:41-52

Esta parte nos relata que José, Maria e Jesus foram de Nazaré para Jerusalém na festa da Páscoa. O meio de locomoção era caminhando. Caminhavam vários dias até chegar.

Depois da festa, o povo então voltaram embora. Vários de Nazaré tinham vindo junto. Maria e José não viram Jesus, mas cuidavam que Ele estaria entre os parentes e conhecidos.

Após caminharem um dia, ao pararem para dormirem procuraram por Jesus. Mas não o acharam entre os parentes e conhecidos. O menino ficou para trás? Se perdeu? Será que ainda está em Jerusalém ou se perdeu pelo caminho?

Voltaram atrás. Um dia de caminho, portanto já dois dias sem verem seu filho. No caminho de volta nenhum sinal de criança desamparada, nenhum sinal de ataque de animais ou algo parecido. A aflição crescia no coração.

Chegam em Jerusalém. É a maior cidade do reino de Israel, procuram pelo menino. Ninguém dá muita atenção para aquele casal de “galileus”, pois moravam em Nazaré, mesmo sendo nativos de Belém.

Após três dias de aflição encontram o menino no Templo, conversando com Doutores da Lei, inquirindo e respondendo. Os doutores se maravilhavam de ver tanta sabedoria naquele menino de apenas 12 anos.

A mãe lhe dá uma bronca: “Filho, porque você fez isto conosco? Eu e teu pai quase morremos do coração te procurando”

Jesus então responde de maneira estranha. Com uma autoridade jamais vista pelos pais: “Porque me procuravam? Não sabem que eu preciso tratar dos negócios do meu Pai?”

Maria e José não compreenderam as palavras. Voltaram embora para Nazaré, e o menino continuava sempre sujeito aos pais, respeitando e obedecendo.

Maria guardava no seu coração todas estas coisas.

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Jesus tinha 12 anos, portanto ainda naquela idade não tinha ainda lido a Torá, pois é somente no Bar-Mitzvá que os meninos lêem a Torá (Escrituras) pela primeira vez, e é preciso ter 13 anos para isso. Por isto a estupefação dos doutores da Lei ao verem tanta sabedoria naquele menino.

Mas olhemos para José e Maria. A preparação do coração deles para serem pais de Jesus.

Prestemos atenção as consequências que enfrentaram desde que Maria disse ao anjo: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.”

Compreendamos a bondade do coração de José em não querer o mal para Maria ao primeiro momento, ao vê-la grávida e sabendo que ele não era o pai da criança, poderia ele perante a Lei mandá-la apedrejá-la, mas ele não faz isto, a princípio pretende a abandonar, levando as culpas do abandono. Porém depois o anjo viria a revelar o que acontecera com Maria.

Lembramos do amor que José teve ao menino, não deixando faltar nada nem a mãe e nem a ele, o cuidado em ser um pai zeloso, um marido atencioso mesmo não sendo pai biológico, amou ao menino como um verdadeiro filho.  



Para Cristo nascer em nós, precisamos ter um coração preparado, aonde nossos sonhos muitas vezes não se tornarão realidade, nossas prioridades serão mudadas, nossos objetivos alterados. Porém Cristo será Senhor nas nossas vidas e o melhor caminho Ele traçará em nós.

Passaremos aflições, angústias, tais como Maria e José passaram, como a angústia em poder vir a ser rejeitada pelo marido, até mesmo sofrer um suposto apedrejamento, depois tendo que ir se refugiar no Egito da ira de Herodes etc., mas teremos sinais nos acompanhando tais como acontecia com Maria, que guardava todos os sinais no coração.

Isabel e o bebê pulando no ventre, José a recebendo pois um anjo o avisara, pastores vindo ao lugar do nascimento pois viram anjos nos céus cantando, reis magos sendo guiados por uma estrela, trazendo presentes ao menino, Simeão pegando o menino no colo e dando graças ao Altíssimo por ter visto com os olhos Aquele que salvaria o mundo, a sabedoria do menino antes do Bar-Mitzvá em inquirir e responder os doutores da Lei sem nunca ter lido as Escrituras ainda, a resposta dada por um menino de 12 anos mas com autoridade de um Sacerdote Eterno…

Sim, eram sinais que, de tempos em tempos, mostravam que Aquele menino era especial.


Portanto, para Cristo nascer em cada um de nós, precisamos dizer como Maria “Seja feita a vontade de Deus em mim”. Nossos planos serão abdicados, nossos sonhos modificados, nossos objetivos trocados. Mas sinais que o Filho de Deus habita em nós nos acompanharão.

Sim, tal como Maria guardava no coração todas as coisas, poderemos nós também guardar sinais que Cristo está em nossa vida. Momentos que reagiríamos de uma forma intempestiva, com Cristo reagiremos de uma forma humilde e sábia. Momentos que destruiríamos algo pagando mal com o mal, com Cristo amaremos os nossos inimigos.

Com Cristo nossos planos serão mudados, mas mesmo que aconteçam momentos desagradáveis, fatos inusitados, Cristo sempre será Senhor em nossas vidas. Mesmo que estejamos no meio do mar e uma tempestade aparecer, Cristo estará conosco no barco e não afundaremos.


Que possamos todos dizer tal como Maria: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”

6 comentários:

  1. Lindo texto, primo! Edificante. ;)

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    1. Feliz em saber disso Danilo.

      Essa foi a pregação de ontem, a qual vi uma igreja indiferente ao final. Talvez esperavam outra coisa...

      Glória a Deus a todo tempo, em toda circunstância. Amém.

      Abraços!

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    2. Irmão HP,
      Estava em comunhão com o Senhor , quando de repente Ele fala em meu coração de uma forma bem clara , impactante : "Estou no teu barco. Ele não vai afundar!"

      Uns três minutos depois , entrei no seu blog , e lendo essa pregação maravilhosa , eis que leio :" Mesmo que estejamos no meio do mar e uma tempestade aparecer, Cristo estará conosco no barco e não afundaremos."

      Glória à Deus!!!!

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    3. :-) Glórias a Deus irmã Sônia!

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  2. Hoje eu tô mais pragmática do que de costume então vamos lá...

    Fazendo um paralelo, vejo um menino atingindo a adolescência e começando a andar com as próprias pernas. Mesmo sob a responsabilidade dos pais.

    Interessante que falamos hoje no grupo do face sobre esse lance de uma hora ter que andar com as próprias pernas.

    Ah o acaso que é de Deus...

    Enfim.

    Veja que a gente termina fazendo essa analogia. Eu, pelo menos rss

    Á medida que o tempo passa o filho passa do controle paterno para o exercício do autocontrole e, finalmente, para o controle de Deus.

    'E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens'.

    Até Jesus passou pelo mesmo processo que Ele mesmo requer que passemos na nossa vida. (sabedoria, estatura e graça)

    ;)

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    1. eita coisa boa!

      Um enfoque que eu nunca tinha percebido!

      Bjao sister!

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