Ontem na Indonésia foi executado o brasileiro
Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos. Instrutor de voo de asa delta, ele
foi preso em 2004 ao tentar entrar no aeroporto de Jacarta com 13 quilos de
cocaína.
Ao ser pego, ele ainda conseguiu fugir do aeroporto,
mas foi pego novamente após duas semanas.
O crime de tráfico de drogas na Indonésia é
punido com pena de morte. O governo brasileiro tentou em vão interceder pela
vida do brasileiro, o que foi negada pelo presidente do país asiático.
Eu fiquei um pouco confuso quanto a emitir
alguma opinião, a princípio. Sei que a droga devasta inúmeras pessoas, famílias
e a sociedade em geral. Não se trata, portanto, de um crime banal.
As notícias não foram claras ao que motivou
Marco cometer o crime. Alguns mencionam que ele havia sofrido um acidente de
asa delta e precisava pagar a dívida do hospital. Mas ao que parece também não
foi a única vez que Marco traficou droga ao país asiático.
A verdade é que se ele serviu de “mula” (nome
dado aos viajantes internacionais que traficam drogas), há com certeza um
receptor no país asiático, que provavelmente está livre.
Sobre a punição com pena capital, eu sou
contrário.
Não por apenas ver “dois pesos e duas medidas”
no sistema judiciário indonésio, aonde criminosos confessos dos atentados em
Bali (que mataram mais de 200 pessoas em 2002), tiveram penas de cerca de 10
anos somente ou assassinos confessos pegam apenas de 3 a 6 anos de cadeia.
Mas sou contrário a pena capital por ver o
exemplo de Jesus Cristo com a mulher adúltera, relatado no Evangelho de João 8.
Há 2000 anos atrás, a sociedade punia o
adultério com pena capital.
Adultério também destrói vidas e famílias. Há
consequências irreparáveis psicológicas e emocionais para filhos, cônjuge e o
próprio adúltero. Quebra de confiança, decepção, separação, perda de valores e
referências são algumas das consequências que me lembro agora.
Na época de Jesus, a mulher adúltera foi
apresentada pelos seus acusadores como digna de morte. As pedras já estavam nas
mãos dos “juízes” para deferirem a pena capital.
Ao ser questionado, Jesus respondeu que “quem
não tivesse pecado, que atirasse a primeira pedra”.
Tal resolução “caiu como uma bomba” nas
consciências dos “juízes”. Do mais velho ao mais novo, todos foram saindo até
deixarem a mulher só com Jesus.
O relato de João nos diz que então Jesus a
perguntou o que se deu dos acusadores. E terminou com a sentença: “Nem Eu te
condeno. Vai e não peques mais”.
Marco Archer cometeu um crime grave. Um crime
que destrói milhares de famílias. Não sabemos a motivação qual foi. Tenha sido
uma necessidade legítima ou alguma motivação egoísta, prefiro ficar com o que
Jesus ensinou.
Quem não nunca cometeu crime nenhum, nunca
infringiu uma lei de trânsito, nunca pensou algo que não devia, quis tirar ou
tirou vantagem de outros pessoas, nunca se apossou do que não lhe pertencia,
nunca desejou mal (até mesmo a morte) para ninguém ou quem nunca foi egoísta,
enfim... que atire a primeira pedra...
Espero que todos possamos ter consciência a
ponto de olharmos mais para nós próprios e os crimes (aqueles, cometidos no
pensamento), que cometemos diariamente e deixarmos de sermos "juízes de
plantão"...
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