E, saindo
ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que
edifícios!
E,
respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra
sobre pedra que não seja derrubada.
Marcos
13:1-2
Alguém chamou a atenção de Jesus para o templo.
O templo, idealizado por David e construído por
Salomão era uma obra arquitetônica imponente. Um símbolo do poderio do povo de
Israel, tanto econômico, como nas áreas da diplomacia na época do reinado de Salomão.
Mas Jesus não teve a atenção chamada devido ao
sentido histórico ou arquitetônico. O templo era venerado pelos judeus como o
lugar de adoração a Deus. O lugar aonde o povo encontrava Deus.
Era implícito entre os judeus a comparação entre
a imponência do templo com a imponência de Deus. Aliás, esta prática é
recorrente entre os homens. O maior sempre tem mais. O mais poderoso sempre
quer se sobressair.
Para os judeus, o templo era o sinal do poder de
Deus na vida dos judeus. A imponência de Deus era medida pelas pedras e pelos
edifícios.
Lá o povo se relacionava com Deus. Lá era a “Casa
de Deus”.
Lá era o lugar do arrependimento e do perdão. O
lugar da reverência e respeito a Deus. O lugar para receber correções e se
aproximar de Deus.
Dentro do templo o povo perdoava, amava, se
arrependia, compartilhava, se arrependia. Do lado de fora voltavam a ser o
sempre do mesmo.
O honesto no templo voltava à desonestidade da
vida.
O despretensioso no templo voltava à cobiça da
vida.
O sincero no templo voltava às falcatruas da
vida.
O humilde no templo voltava a ser arrogante na
vida.
É do homem medir Deus por tamanho de edifícios.
É do homem comparar Deus a números de fiéis,
tamanho de templos, quantidade de servos.
É do homem se esforçar para servir a Deus sempre
naquele lugar, de modo que há estranhamento se o servir mudar de lugar.
É do homem querer encontrar Deus em um lugar
específico.
É do homem querer que Deus esteja sempre naquele
local específico.
É do homem se comportar de um jeito na “Casa de
Deus” e de outra maneira fora da “Casa de Deus”.
As palavras de Jesus são enfáticas: “Vês
estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.”
Deus não é medido por edifícios.
Deus não é comparado por nada material.
Deus não é servido em um lugar específico.
Deus não é encontrado em um lugar apenas.
Deus não se relaciona com o homem em um local
apenas.
Não ficará pedra sobre pedra
que não seja derrubada.”
Pedra sobre pedra significa
nada além de entulho.
Não sobrou o santuário de pé.
Não sobrou o propiciatório de pé.
Não sobrou o altar de pé.
Não sobrou o mar de bronze de pé.
Não sobrou lugar santíssimo de pé.
Tudo virou entulho.
Enquanto absolutamente todas as nossas crenças,
edificadas por anos em nossos corações não forem derrubadas, de modo que não
fique ruínas aonde poderemos ainda nos resguardar, não estaremos prontos para
nos relacionarmos com Cristo.
“Mortas as crenças, nasce a
Fé, pura e simples em Jesus”.
CFAF
Enquanto tivermos um lugar para reverenciar a
Deus na terra que não seja em todo o lugar não estaremos prontos para nos
relacionarmos com Cristo.
Enquanto tivermos um tempo específico para
reverenciar a Deus na terra que não seja em todo o tempo não estaremos prontos
para nos relacionarmos com Cristo.
Jesus é o
Caminho, a Verdade e a Vida.
Não há outro Caminho a não ser Jesus e como Ele
caminhou.
Não há outra Verdade a não ser o que Jesus
ensinou e como Ele agiu.
Não há outra Vida a não ser como Jesus viveu e a
que Ele nos oferece a viver.
Demolir um templo é tarefa árdua. Prepare-se
para muita poeira levantar, muito barulho, muita sujeira.
Prepare-se para muito choro, de lembranças arraigadas
com cada pedaço que vira entulho.
Prepare-se para momentos de desespero, aonde
palavras serão ditas: “Eu não devia ter começado a mexer nisso. Deveria ter
deixado como estava.”
Não! Cristo nos ordena Não ficará pedra sobre
pedra que não seja derrubada.”
Hoje é o dia de quebrarmos, derrubarmos tudo que
foi criado em nós sobre fé. Todos os conceitos, convicções que existam em
nossos corações sobre “servir a Deus”.
“Aprendi desde pequeno isso”
“Fui ensinado assim”
“Meus pais faziam assim”.
Somente quando houver pedra sobre pedra, todos
os altares completamente destruídos e que nascerá a fé verdadeira em Cristo.
Fé essa que não haverá hora, lugar, ritual
nenhum para Cristo se apresentar.
Fé essa que saberá que “aonde estiver dois ou três reunidos no meu nome, Eu estarei no meio
deles”, como disse Jesus.
Fé essa que não perguntará “que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
Pois “Decerto
vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas”
Fé essa que sim buscará “primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas
vos serão acrescentadas.”
Fé essa que não nos inquietará “pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã
cuidará de si mesmo.”
Fé essa que não será mais no Monte ou no Templo
que servirá a Deus, mas em Espírito e em Verdade, a todo o momento da vida, em
todo lugar, em toda circunstância.
Hoje é o dia
de derrubar tudo de forma que absolutamente nada reste de conceitos e convicções
em nossas vidas a não ser Jesus.
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