02/07/2015

E o anjo do Senhor falou a Filipe...

Texto base: Atos 8:26-40

“E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta.
E levantou-se, e foi; e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração,
Regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías.
E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro.
E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês?
E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.
E o lugar da Escritura que lia era este:
Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, Assim não abriu a sua boca.
Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; E quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra.
E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro?
Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus.
E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?
E disse Filipe: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou.
E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho.
E Filipe se achou em Azoto e, indo passando, anunciava o evangelho em todas as cidades, até que chegou a Cesaréia.”



O Anjo do Senhor aparecera a Filipe. Ele era um dos sete diáconos (At 6:5). Homem de fé, evangelista.

A ordem dada: Ir para o caminho de Jerusalém para Gaza. Um lugar ermo, deserto.

Filipe se levanta e vai. Não precisa de confirmações, não precisa de autorizações, nem de carta. Apenas uma ordem do Espírito Santo: “Vai” e foi.

Entretanto, um homem poderoso, com títulos está terminando suas adorações em Jerusalém. Tem uma viagem pela frente até o seu país longínquo. Veio venerar o “Deus de Israel”, mas pouco esperava que “Não era no Templo que adoraria”…


Filipe segue caminhando, impelido pelo Espírito Santo. O encontro marcado por Deus é preciso. No meio do nada, uma carruagem segue caminho. O Espírito Santo diz a Filipe: “Chega-te, e ajunta-te a esse carro.”

Poderiam pensar que fosse um assaltante ou coisa parecida, ora, quem correria ao lado de uma carruagem no meio de um deserto?
Filipe, entretanto, não se preocupa.

Ouve que lá dentro é lida uma passagem de Isaías. Filipe pergunta: “Entendes tu o que lês?”

Logo é convidado para entrar na carruagem e ensinar o que era lido. A viagem continua, Jesus é anunciado, o homem crê.

Novamente a precisão de Deus é perfeita. A conversão se dá “ao pé de alguma água” no meio de um deserto…

“O que impede que eu seja batizado?” indaga o homem.
“Apenas se crer de todo o coração”, responde o diácono.
“Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus!” responde o homem convertido.

O batismo ocorre, e a missão é cumprida. Filipe segue viagem pelo meio dos gentios e o homem poderoso retorna ao seu país.



Atos também nos relata a pregação de Pedro aos gentios, na casa do centurião romano Cornélio.

Ao voltar para Jerusalém, Pedro é chamado pelos “anciãos” para explicar como ele, sendo judeu, havia entrado numa casa de gentios.

Pedro se desvencilha da situação apenas quando cita que o Espírito Santo se havia derramado entre os gentios da mesma maneira que havia acontecido entre os judeus algum tempo antes, aliada com a visão aonde Deus torna puro os antes animais impuros pelo judaísmo.

Atos segue relatando regras, cartas de recomendações, funções entre outros apetrechos criados pelos apóstolos.


Enquanto isso, um homem ouve a voz do Espírito e vai.
Não pede permissão para ninguém. Não hesita o porquê de ser chamado ao deserto. Não leva carta de recomendação. Apenas vai.


Um eunuco pensa ir adorar a Deus num lugar. Mas Deus não estava lá. Deus não estava no Templo. Nem nos rituais. Nem nas vestes sacerdotais, tampouco no louvor dos levitas.

Deus estava no deserto. No coração de um homem livre e liberto, que ouviu a voz e foi.


Uma passagem lida. Só compreendida quando Cristo é encontrado nela. A Bíblia só existe por causa de Cristo. A vida de Moisés só é válida porque existiu Cristo. Os Salmos de Davi só nos refrigeram por causa de Cristo. A fé de Abraão só nos aguça porque Cristo veio!

A conversa termina, a conversão é completa, o mandamento do batismo requerido é cumprido. Não é olhada função, confirmação, autorização. O mandamento é cumprido.

Quem cuidará do novato?
Deus é quem dará o crescimento, ora ninguém diz que Jesus é o Filho de Deus, se tal não for tomado pelo Espírito Santo! (1 Co 12:3).


Filipe continua a ser levado pelo Espírito, tal como o vento que sopra…

Em Jerusalém as regras borbulham, as cartas são escritas, as disciplinas formadas…
Em Azoto o Evangelho é pregado, as pessoas batizadas… Samaria logo é abençoada.


Filipe lá na frente é encontrado por Paulo na mesma alegria. Suas filhas, já crescidas, exercem com a mesma alegria o dom do pai.


São poucos os que deixam o Espírito Santo tomar a vida, tal como Filipe. Que não se importam em ir para o meio do deserto pregar para apenas um.

São poucos os que ao ouvir o Espírito, obedecem sem titubear.

São poucos que “entram no carro”, conversam com “o diferente”, sem se preocupar com o que se daria daquele encontro.

São poucos que entendem que “Não é no Templo que se adora a Deus”

São poucos os que vivem a verdadeira liberdade do Espírito Santo.                    

“O vento sopra onde quer; ouves-lhe o ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece com aquele que nasceu do Espírito.” João 3:8

Hoje o Espírito Santo nos convida a nascermos Nele, e sermos igual ao vento.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas.




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