03/02/2017

Bate bola no Facebook sobre o crescimento do Islamismo na Europa

Pergunta: Quanto tempo para a Inglaterra virar um país muçulmano?


HP: O europeu em geral é agnóstico ou ateu. Os muçulmanos são, na maioria, imigrantes ou primeira geração de imigrantes.
Sadiq Khan, prefeito de Londres é muçulmano mais por causa da tradição dos pais.

Enfim, o berço da Reforma Protestante não perpetuou a fé através das gerações

MA: Meu maior questionamento consiste no fato dos vários protestos que a cada dia crescem na Inglaterra, principalmente em Londres, por parte dos muçulmanos querendo que os britânicos deixem de ser "infiéis". Aos poucos eles vão penetrando o país e querendo generalizar sua religião à nação; e como a Europa é o cúmulo do "politicamente correto", essas ações de muçulmanos só crescem.
No mesmo caminho segue a Suécia.

HP: Houve paquistaneses na Inglaterra e marroquinos/argelinos na França nas décadas passadas (dos anos 60 até os anos 90), que mesmo sendo muçulmanos acabaram por serem "light" na sua prática de fé, tal como "católicos não praticantes".

O fanatismo que vc tem se referido é algo que se acentuou na primeira década deste século e tem entrado em conflito na década que vivemos. Tem a ver com o islamismo da Arábia Saudita que, pela sua sistematização e rituais, tem convertido até alguns agnósticos por aqui para a fé islâmica.

Mas o prefeito de Londres faz parte do primeiro grupo, estilo "católicos não praticantes".

MA: questão, como eu disse, é a intensificação do presente. Aos poucos eles querem tornar a Inglaterra um país muçulmano. Já vi, por exemplo, diversos vídeos de cidadãos britânicos mostrando as passeatas deles e o que eles requerem. E como a Europa atualmente ficou frouxa, é capaz do"radicalismo" continuar crescendo e assumir grandes proporções até atingirem o esperado.

HP: A frouxidão na Europa, ao meu ver Mateus, é fruto do descompasso nas respostas que a sociedade demandou e a religião cristã (católicos e protestantes históricos) não deu. Ambas têm o seu berço na Europa.

Aqui na Irlanda por exemplo, enquanto os católicos exerceram mão de ferro na sociedade e praticavam pedofilia entre outros crimes que ficaram impunes, no norte da ilha, os protestantes históricos abriam guerra civil sangrenta contra os católicos.

O secularismo atual na Irlanda tem raiz nesse problema citado acima e não é diferente em outras partes da Europa.

Porém o radicalismo islâmico tem encontrado resistência no secularismo.

A sociedade européia tem se tornado mais xenófoba e tem caminhado para a direita. Na França e na Inglaterra o embate entre a sociedade secular e os islâmicos tem sido frequentes.

O Brexit foi votado numa época que os jornais eram inundados por notícias de refugiados principalmente islâmicos e as demandas das políticas sociais européias a respeito dos mesmos.

Na França é muito capaz que a Marine Le Pen ganhe as próximas eleições. Na Alemanha será surpresa se a Merkel continuar no poder. E até na Suécia, que tem sido o bastião da tolerância, já tem demonstrações de xenofobia crescente.

Falar de Jesus para o europeu em geral é bastante difícil, visto que o cristianismo em geral corrompeu muito o nome "Jesus". Por outro lado, o islamismo oferece na sua sistematização e rituais religiosos o que o europeu religioso não encontra mais no cristianismo em geral. E há europeus se convertendo ao islamismo por esse motivo.

Enfim, é um assunto bastante complexo, por isso não consigo prever se o futuro será uma Europa radical estilo Arábia Saudita, ou continuará sendo secular, mas perdendo a influência do cristianismo (ainda mais), sendo substituída pelo islamismo e outras filosofias de vida que tem aumentado também por aqui como meditação hindu e outras práticas asiáticas.

Meu instinto me leva a crer que o segundo cenário é o mais provável.

MA: Henrique, não vejo o secularismo como barreira para o "islamismo extremista". Pelo contrário: é justamente pela Europa não ter mais uma "identidade" (como você citou a maioria sendo agnóstico ou ateu) que faz com que ela "tolere" tudo, caindo no politicamente correto. Na Suécia, por exemplo, não se pode criticar em nada os mulçumanos, os jornalistas que o fazem são sensurados e os que desejam reclamar da situação têm medo. Por conseguinte, o número de estupro de mulheres suecas aumentou potencialmente, principalmente pelos autores muçulmanos.
A questão é essa: um povo sem identidade, aceitando e tolerando tudo.
Não estou dizendo que a Europa tem que ser cristã. O que digo é que ela perdeu essa identidade e não consegue resistir ao politicamente correto e a tolerância ao fanatismo.

HP: Apesar de ter um amigo meu que mora na Suécia, desconheço esta censura e medo Mateus. Vou perguntar pra ele para eu me interar melhor sobre lá.

Acompanho mais os noticiários daqui da Irlanda e da Inglaterra e vejo que os veículos procuram não induzir uma islamofobia, mas não deixam de informar sobre a origem dos crimes.

Por exemplo, os crimes que aconteceram na Alemanha de estupro, assassinato e terrorismo , foram amplamente divulgados na mídia como causados por refugiados muçulmanos. O mesmo nos ocorridos na França. A única coisa que a mídia faz questão de salientar é o "radicais". E isso eu penso para procurar evitar uma islamofobização dos leitores.

Mas quando você lê os comentários destas notícias, vc nota que existe uma xenofobia crescente. Os comentários com mais likes são geralmente os xenófobos e intolerantes contra muçulmanos.

Outro exemplo de como o secularismo tem servido de oposição ao islamismo é pela oferta de liberdade que não é oferecida na religião islâmica. Conheço algumas mulheres próximas que deixaram as vestes islâmicas e adotaram as roupas ocidentais, por terem proteção à integridade física que não possuíam no seu país de origem.
Inclusive um antigo colega de trabalho que era muçulmano e por esse motivo (cultura ocidental + proteção à integridade física) deixou a religião muçulmana e se tornou evangélico. Atitude totalmente impensável no seu país de origem, pois resultaria em morte.

Enfim, são desses pontos que tenho tirado o que disse acima. Convivência próxima na sociedade tem me pautado esta opinião que deixei aqui.

HP: Ola Mateus, estive conversando esta manha com meu amigo que mora na Suécia, em Landskrona e estuda na Universidade de Lund. Ele explicou que a mídia critica qualquer tipo de preconceito e expõe sim os radicais islâmicos na TV. Inclusive eles mostram os imigrantes que somente se interessam pela Escandinavia por causa do Sistema Social que la existe.
Os imas e recrutadores do ISIS são presos e os jornais expõem os nomes para a sociedade.

A unica coisa que no momento não ocorre é prisão imediata para os jovens que retornam das zonas de conflitos. Eles são acompanhados por psicólogos e equipe dos serviços secretos, mas nao presos de imediato.

Sobre o problema dos estupros, ele me disse que são praticados por jovens balcãs nascidos na própria Suécia, logo de certa forma são suecos, e também por imigrantes do Leste Europeu. Existe sim uma pequena parcela de árabes, mas isto ocorre quando jovens suecas sem um mínimo de senso de moralidade encontram tais rapazes nas boates e acabam acompanhando os mesmos para as casas deles.

Enfim, tudo o que te passei é o que vivenciamos aqui na Europa.

Nao vejo Londres se tornando uma "Londonistao" como teu amigo comentou abaixo, ou o mesmo ocorrendo em outras partes da Europa. Mas sim continuando sendo secular, mas perdendo ainda mais influência do cristianismo.

Ainda assim, fatores como se o Papa Francisco tiver longos anos de exercício do papado, poderá causar alguma mudança, pois ele tem dado respostas que a sociedade procura. Ele ja esta idoso e é raridade dentro da curia romana, mas penso que um longo papado de Francisco, continuando a exercer o que ele tem feito até agora, poderá fazer com que o cristianismo sobreviva na sociedade européia.

MA: Henrique, estranho, pois o que eu disse anteriormente, o vi na CNN, uma mídia que considero séria, apesar de tendenciosa em alguns momentos. Bom, é interessante conversar com pessoas que moram diretamente lá, como você o fez.
Quanto a essa é papa, confesso ter poucas coisas boas sobre ele a declarar.

Abs.

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