“Ora, no reino tudo tem a ver com o Dia Chamado
Hoje. Foi isto que Jesus disse ao moço que queria primeiro sepultar seu pai.
“Deixa os da história carregarem a história. Tu, porém, vai e prega o reino de
Deus.”
Não que isso nos conduza a qualquer forma de niilismo
histórico. Ao contrário, passa-se a desejar conhecê-la ainda mais; pois, nela,
na História, reside o germe de nossa grande tentação; posto que a História é a vida eterna dos mortais.
Por isto até hoje se discute se Jesus foi ou não
histórico; (…) Afinal, um Jesus esmagadoramente histórico não seria discutido;
pois estaria “fixado”. Ele, entretanto, se faz história nas histórias dos
outros, e não em Sua própria, visto que Ele não é como uma torre de Salvação
numa Paris mundial. Ao contrário, Ele é invisível aos olhos da História, só
sendo visto pelos que vêem a história que somente se discerne pela fé.
O descaso de Jesus para com a fixidez da História é
chocante. Pode ser bem ilustrado pelo fato de Ele escrever no chão [sabia
escrever], e não ter deixado nada escrito de Si mesmo. Para Jesus o que não
fosse ato não merecia virar ata. E mesmo o que era ato, Ele só escrevia nos corações;
deixando que outros escrevessem não “A História de Jesus”; mas, antes disso, a
história de como eles O viram. Daí cada evangelho ter sua própria ótica. E tudo
não fixo.
As coisas do reino não dão para serem afixadas em
portas de Catedrais; essa é a verdade. Não! Elas são invisíveis aos olhos; são
suaves e poderosas; e esmagam pela sutileza.”
Extraído daqui
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