06/06/2013

O Reino Milenar

Por Rev. Leandro Lima


No momento da vinda de Jesus, ele estabelecerá um reino de mil anos ou o reino eterno? Esse assunto divide os cristãos evangélicos. Nenhum assunto é tão controvertido em teologia do que o Milênio, e nenhum texto causa mais discussão do que Apocalipse 20.1-10.

Entraremos nessa discussão acalorada, porém, não querendo aqui imprimir uma posição intransigente, e até quase fanática, sobre um assunto que diz respeito ao futuro, e do qual ninguém tem certeza absoluta. Há tanta controvérsia sobre este assunto que talvez não consigamos achar duas pessoas que pensem exatamente igual sobre a questão. Há tanta especulação também, que faz com que seja um dos assuntos mais ingratos a se tratar em escatologia.

Trataremos do assunto como precisa ser tratado, ou seja, abordando as principais visões, e emitindo algumas opiniões sobre cada uma delas, e até mesmo assumindo uma posição. No entanto, entendemos que é um assunto que não deveria dividir os cristãos. No final, todos creem que Jesus virá e estabelecerá um reino eterno. A esperança deste reino não deve diminuir, quer exista um reino intermediário, quer não.


Correntes Milenistas
Há basicamente quatro posições em relação ao milênio. São elas: Amilenismo, Pós-Milenismo, Pré-Milenismo Histórico e Pré-Milenismo Dispensacionalista.

O termo “Amilenismo”, como diz Hoekema, “não é muito feliz”[1], porque sugere que não exista um Milênio. Os amilenistas acreditam no milênio de Apocalipse 20, porém, não acham que diga respeito a um reino de mil anos literais que Cristo estabelecerá na terra depois da sua vinda. O Amilenismo entende que o milênio de Apocalipse 20 já está em atividade nesse momento, pois começou com a primeira vinda de Jesus e terminará na segunda vinda com a instauração dos novos céus e nova terra. Por isso, para o Amilenismo, o Milênio não é literal, mas espiritual.

O Pós-Milenismo defende que o Milênio também é antes da segunda vinda, porém, acha que será um tempo de prosperidade e paz advinda da pregação do Evangelho em todo o mundo. Para o Pós-Milenismo, o mundo ser tornará gradativamente um lugar muito bom, onde o mal será reduzido ao mínimo e as nações cooperarão entre si, cristianizando o mundo todo. No final desta era gloriosa, Satanás será solto, e então, Jesus voltará e o destruirá.

O Pré-Milenismo Histórico interpreta literalmente o texto de Apocalipse 20.1-10, e entende que o Milênio será estabelecido na segunda vinda de Jesus, e será um reino de mil anos sobre a terra, onde o Senhor regerá as nações com cetro de ferro, minimizará o mal existente, e estabelecerá uma era de ouro, reinando a partir de Jerusalém. Ao final do Milênio Satanás será solto e convencerá as nações a fazerem guerra contra Jerusalém. Então, descerá fogo do céu e consumirá as nações rebeldes. Em seguida o Senhor estabelecerá o Juízo e o tempo eterno.

O Pré-Milenismo Dispensacionalista se parece com o Pré-Milenismo Histórico em sua expectativa por um milênio futuro e literal, porém, se difere em detalhes específicos. O Dispensacionalismo distingue pelo menos duas vindas de Jesus, a primeira para o arrebatamento dos salvos, e a segunda depois de sete anos de tribulação para o estabelecimento do Milênio. No Dispensacionalismo há um tratamento diferente entre a igreja e Israel. Mesmo no Milênio estes dois grupos serão distinguidos. O Dispensacionalismo entende que a igreja é uma espécie de parêntesis na história de Deus com Israel. Na primeira vinda de Jesus, o Evangelho foi oferecido aos judeus, mas como eles o rejeitaram, Deus o ofereceu aos gentios e formou a igreja, porém no fim, voltará a tratar com Israel. Uma das características principais do Pré-Milenismo, seja Histórico ou Dispensacionalista é a interpretação literal das passagens do Antigo Testamento sobre a restauração de Israel, e também do livro do Apocalipse.

O seguinte quadro nos ajuda a entender as diferenças entre esses quatro sistemas[2]:



Todas as quatro posições acima têm encontrado defensores capacitados, e qual é a verdadeira é uma coisa que só saberemos depois da vinda de Jesus. De qualquer forma, o que pode ser dito brevemente sobre cada uma delas é que o Pós-Milenismo que esteve muito em voga nos séculos passados, depois das guerras mundiais e do avanço da fome e das doenças pelo mundo, caiu em descrédito, uma vez que a sonhada prosperidade parece estar muito longe. O Pré-Milenismo Dispensacionalista é bastante recente, e bastante complicado de se explicar. O maior problema dele é a distinção radical que faz entre Israel e igreja, dividindo a volta de Jesus e a ressurreição em duas ou três etapas. O Pré-Milenismo Histórico é mais sóbrio em sua visão, entendendo que haverá apenas uma vinda de Jesus. O problema desse sistema é o excesso de literalismo. O Amilenismo é, na nossa opinião, o que faz mais justiça ao ensino bíblico.

O Aprisionamento de Satanás

O texto de Apocalipse 20.1-3 descreve o aprisionamento de Satanás. O texto diz: “Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo”. Primeiramente devemos lembrar que este texto foi escrito para cristãos no primeiro século. O que significava para eles? Significava que as coisas não eram como pareciam ser. Enquanto os cristãos morriam diariamente nos circos e anfiteatros romanos, parecia realmente que Satanás estava vencendo, mas João escreve para mostrar que as coisas não são bem assim, elas não são o que parecem ser.

O valente amarrado[3]

Para entendermos o significado de Apocalipse 20.1-3, precisamos voltar ao início do ministério de Jesus. Os fariseus acusavam Jesus de expulsar demônios com o poder do próprio Satanás, por isso Jesus respondeu: “Como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa” (Mt 12.29). A palavra “amarrar” aqui é exatamente a mesma na língua grega usada em Apocalipse 20.2 para “segurar”.

Esta tarefa de “amarrar” ou “segurar” Satanás começou na primeira vinda de Cristo. Quando Jesus enviou os 70 discípulos para pregar o Evangelho, eles voltaram radiantes porque até os demônios lhe eram submissos, então Jesus disse: “Eu via a Satanás caindo do céu como um relâmpago” (Lc 10.17-18). Note que a queda de Satanás é associada à pregação do Evangelho. Do mesmo modo, quando alguns gregos vieram para conversar com Jesus, ele disse:“Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (Jo 12.31-32).

É preciso notar que a palavra “expulsar” no texto grego é exatamente a mesma de Apocalipse 20.3 onde é traduzida como “lançou”. O mais importante, porém, é que com a morte de Cristo e a expulsão de Satanás, Jesus disse que atrairia a si todos os homens. Não apenas judeus, mas também gregos, romanos, chineses, portugueses, brasileiros, etc. Até a primeira vinda de Jesus, apenas Israel conhecia o Senhor, sendo que Satanás prendia as demais nações em ignorância praticamente absoluta.

Mas, com a vinda do Senhor, o poder do diabo foi drasticamente limitado e ele agora já não pode mais enganar as nações, pois não pode impedir a pregação do Evangelho em toda a terra[4]. A única restrição ao Diabo em Apocalipse 20.3 é que ele não pode mais enganar as nações, portanto, o amilenismo entende que Apocalipse 20.1-3 narra, não uma prisão futura de Satanás, mas a restrição que Deus impôs sobre ele com a primeira vinda e Jesus. Foi graças a este aprisionamento que alguns simples galileus do primeiro século, em algumas décadas, conseguiram levar o Evangelho a todo o mundo civilizado.

Hoje, não há um único país que não tenha algum missionário e muitos convertidos ao cristianismo. A Bíblia já foi traduzida em mais de mil línguas. Portanto, o milênio do Apocalipse 20 é a realidade do mundo atual. Ele começou com a primeira vinda de Cristo. Os 1000 anos do capítulo 20 correspondem aos 1260 dias das outras partes do livro, ou seja, o total de anos da dispensação cristã, e é apenas um número simbólico.

Alguém pode dizer: mas como Satanás está amarrado se o mundo está desse jeito? ele está amarrado, mas não completamente impossibilitado de atuar. O que ele não pode fazer, segundo Apocalipse 20.3 é enganar as nações. É dito que após o fim do Milênio ele reúne as nações para pelejar contra a igreja (Ap 20.8). No tempo presente, ele não consegue fazer esse tipo de movimentação de nações contra o povo de Deus[5], até porque, há nações que ainda são cristãs. Além disso, deve ser verificado que nosso Senhor e os Apóstolos empregaram palavras ainda mais fortes do que “prender” ou “expulsar” para descrever a derrota de Satanás que já aconteceu.

Além dos textos que já vimos acima, podemos citar Hebreus 2.14: “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele (Jesus), igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo”. Este texto está dizendo que Jesus destruiu Satanás com sua morte. Esta é uma expressão bem mais forte do que “prender” ou “lançar no abismo”. Diante deste texto, alguém pode negar que Satanás já está destruído? Mas então como ele continua agindo? ele está destruído porque já não tem qualquer chance de vitória.

Colossenses 2.15 também deixa bem claro que Satanás está totalmente derrotado: “E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. A linguagem deste texto é militar. Paulo está comparando o que Jesus fez com Satanás e suas hostes, com o que os exércitos romanos faziam com os vencidos. Naquele tempo, quando um exército vencia o outro, os perdedores eram despojados de todos os seus bens, e às vezes até das próprias roupas. Em seguida eram amarrados e obrigados a desfilar pelas ruas, numa humilhação pública. Jesus despojou Satanás e o humilhou perante todos com sua morte e ressurreição. Portanto, a expressão “prendeu por mil anos” pode significar perfeitamente a obra que Jesus realizou na cruz contra Satanás.

Sequência não-cronológica

Os Pré-Milenistas interpretam o texto de Apocalipse 20 como acontecendo depois da volta de Jesus, porque entendem que o capítulo 20 segue cronologicamente o capítulo 19. Porém, o Apocalipse não é um livro que deva ser lido em ordem cronológica. Narrando coisas que dizem respeito ao fim, João freqüentemente volta aos primórdios do Evangelho a fim de dar o entendimento global da batalha do mal contra o bem.

Ao chegarmos no capítulo 20 do Apocalipse, já fomos informados como praticamente todos os inimigos de Cristo encontrarão o seu fim. Mas, ainda resta um, o pior de todos, Satanás. Sua derrota já foi decretada e anunciada (12.12), mas não foi ainda explicada, pois João deixou esta explicação para o final. João já disse que Satanás perdeu seu lugar no céu, após a batalha com Miguel (Ap 12). O que ele está fazendo no capítulo 20 é demonstrar como foi realmente essa derrota.
Não podemos entender Apocalipse 20-22 como sendo uma continuação do capítulo 19.

Provavelmente a maneira mais correta de interpretar o Apocalipse é entendendo que são descritas sete seções paralelas. É como se João contasse a mesma história pelo menos sete vezes, porém, cada vez, ele acrescenta detalhes que não estavam nas descrições anteriores. É somente no último ciclo, ou seja, quando ele reconta a história pela última vez, que ela fica completa. A divisão que Hendriksen propõe é a seguinte:

A Primeira Seção: “Cristo no meio dos sete candeeiros” (Ap 1-3). 
A Segunda Seção: “A Visão do céu e dos Sete Selos” (Ap 4.1-7.17). 
A Terceira Seção: “As Sete Trombetas” (Ap 8-11). 
A Quarta Seção: “O Dragão Perseguidor” (Ap 12.2-14.20). 
A Quinta Seção: “As Sete Taças” (Ap 15.1-16.21). 
A Sexta Seção: “A queda da Babilônia” (Ap 17.1-19.21). 
A Sétima Seção: “A Grande Consumação” (Ap 20.1-22.21)[6].

De fato no capítulo 20 se inicia uma nova seção que vai descrever outra vez a dispensação cristã como um todo, desde a primeira vinda de Jesus até sua segunda vinda e o juízo final, como fizeram todas as seis seções ou ciclos anteriores. Repare que a segunda vinda de Cristo e o julgamento do mundo haviam sido anunciados em todas as seis seções anteriores.

Veja como o sexto selo na segunda seção descreve o fim do mundo em cores vívidas (6.12-17). Da mesma forma na sétima trombeta da terceira seção, a consumação de todas as coisas é claramente descrita (11.15-19). E este acontecimento é também descrito em 14.14-20 no final da quarta seção, com o acréscimo de detalhes de como será a separação entre os crentes e os ímpios.

Note que neste texto os crentes são ceifados e recolhidos no celeiro, enquanto que os ímpios são pisados como se fossem uvas. Assim também o sétimo flagelo da quinta seção descreve o fim de tudo, mas aqui é pela primeira vez descrita uma batalha antes do fim, a batalha do Armagedom (16.12-21). Mas, a explicação mais clara desta batalha está no final da sexta seção onde o cavaleiro montado no cavalo branco desce para destruir os exércitos do diabo e dos seus aliados. Portanto, João está recontando pela sétima e última vez como é a derrota do mal.

É muito difícil que Apocalipse 20 seja uma descrição do que acontece depois de Apocalipse 19, pois no capítulo 19 já aconteceu a consumação. Os ímpios foram vindimados na batalha do Armagedom e os homens rebeldes foram mortos (19.21). No capítulo 20 a história é recontada a fim de explicar como será destruído o último inimigo, Satanás, e assim, todos os detalhes se completam.

Em defesa desta posição Hendriksen mostra o paralelo que há entre os capítulos 11-14 e 20-22 [7]:

Apocalipse 11 a 14
Apocalipse 20
12.5-12. Em conexão com o nascimento, morte, ascensão e coroação de Cristo, Satanás é lançado do céu. Suas acusações perderam toda aparência de verdade
20.1-3. Satanás é atado e lançado no abismo; seu poder sobre as nações é reprimido. Ao invés de nações conquistarem a igreja, esta é que começa a conquistar as nações.
14.2-6; 12.14-18. Um longo período de poder e constante testemunho por parte da igreja, que é sustentada “longe da face da serpente”. A influência do diabo é restringida
20.2. Um longo período de poder exercido pela igreja. Satanas tem estado amarrado. Ele permanece amarrado por mil anos, ou seja, a dispensação cristã inteira.
11.7-14; 13.7. Um período muito curto da mais severa perseguição. Este é o pouco tempo de Satanás: a mais terrível e também a final manifestação do poder perseguidor do Anticristo
20.7-10. Um período muito curto da mais severa perseguição. Satanás dirige o exército de Gogue e Magogue contra a igreja. Esta é a Batalha do Armagedom.
11.17-18; 14.14-18. A única e tão-somente segunda vinda de Cristo para juízo
20.11. A única e tão-somente segunda vinda de Cristo para juízo.


Os Santos reinam

Em seguida, Apocalipse 20.4-6 narra um reinado milenar. Aqueles que seguem uma abordagem cronológica do capítulo 20, dizem que todos estes acontecimentos seguem o 19. Então, na segunda vinda de Jesus, Satanás seria preso, e, em seguida, haveria a primeira ressurreição e os crentes reinariam com Cristo por mil anos na terra. Depois destes mil anos haveria a segunda ressurreição somente dos ímpios para o juízo. Nossa dificuldade com esta interpretação já foi descrita acima. Não cremos que o capítulo 20 seja uma seqüência do 19, mas que recomeça um novo ciclo. Vimos que a derrota e a prisão de Satanás já aconteceram na primeira vinda de Jesus.

Tronos no céu

Mas, há uma dificuldade ainda maior em pensar que o milênio começa com a ressurreição dos crentes. João não diz que vê corpos reinando com Cristo na terra, mas “almas” (Ap 20.4). Ele diz que viu tronos, e sentados nestes tronos aqueles que têm a autoridade de julgar. Quem estão assentados nestes tronos? São as almas que João viu. O texto grego não contém a expressão “vi ainda”, como se fosse um grupo diferente daquele que está assentado nos tronos. Diz simplesmente: “E as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tão pouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante os mil anos” (Ap 20.4).

Note que estas almas estão “vivendo” com Cristo e reinando por mil anos. A expressão “e viveram” (no grego ezesan) não significa necessariamente “e ressuscitaram”, até porque a palavra grega “ressuscitaram” é outra (anastásei). O texto nos diz que as almas dos que morreram estão “vivendo” e reinando com Cristo por mil anos, que é o tempo inteiro da dispensação cristã, desde a primeira vinda de Cristo até a segunda vinda. Além disso, estes tronos certamente devem estar no céu, pois como diz W. J. Grier, “sempre que se faz referência a tronos, no Apocalipse, quer se trate do de Cristo, quer dos de Seu povo, são localizados no céu”[8]. (Ver Ap 4.4).E como diz Kistemaker, “o vocabulário de tronos, juízo e almas representa uma cena celestial”[9].

Quando João diz que os restantes dos mortos não reviveram “até que se completassem os mil anos” e chama o acontecimento de “viver” de primeira ressurreição, ele não está dizendo que isso vai acontecer depois do milênio. Aliás, a palavra “reviveram” é a mesma usada para “viveram” no verso anterior. O que João quer dizer é que os mortos sem Cristo continuaram mortos física e espiritualmente, e depois do milênio vão ressuscitar, mas para entrar na morte eterna. Portanto, a primeira ressurreição aqui é o “viver” com Cristo no céu.

Os ímpios não vão “viver” com Cristo no céu até o dia da ressurreição final. Aquele que tem parte na primeira ressurreição (espiritual) vai para o céu, e não precisa temer a segunda morte que é o Lago de Fogo. Nem seria preciso falar algo assim se os cristãos já estivessem com seu novo corpo aqui na terra. Num resumo: “Os que pertencem a Cristo morrem uma vez, porém ressurgem duas vezes (espiritual e fisicamente), enquanto os que o têm rejeitado ressurgem uma vez, porém morrem duas vezes (física e espiritualmente)”[10].

As pessoas que João viu no céu (decapitados como Paulo e João Batista) ascenderam espiritualmente ao céu (primeira ressurreição), e ressuscitarão fisicamente na vinda de Jesus. As pessoas que morrem sem Cristo não vão ao céu (não tem parte na primeira ressurreição), mas ressuscitarão na vinda de Jesus para o grande julgamento.

A situação dos mortos

Um argumento que reforça esta interpretação vem de outras partes do livro de Apocalipse. Devemos sempre lembrar que João está escrevendo para cristãos do primeiro século. Aqueles cristãos estavam sofrendo grandes perseguições. Muitos já haviam morrido por causa do Evangelho. Era natural que a igreja se perguntasse: O que aconteceu com os cristãos que foram martirizados? Deus não vai fazer nada para vingá-los? Em praticamente todas as seções, João dá informações sobre esses mortos.

No capítulo 6, ele diz que viu as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Essas almas estavam debaixo do altar de Deus, e clamavam por vingança. Foi lhes dito que deviam esperar, vestidas de vestiduras brancas, até que se completasse o número dos mártires (Ver Ap 6.9-11).

No capítulo 7, João dá mais informações sobre os mártires. Ele diz que “se acham diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu santuário. E aquele que se assenta no trono estenderá sobre eles o seu tabernáculo. Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap 7.15-17). Ou seja, João está tentando consolar os amigos e parentes das vítimas, dizendo que elas estão numa posição privilegiada.

No capítulo 14, João diz que os mortos no Senhor são “bem-aventurados”, podem descansar de suas fadigas, pois suas obras os acompanham (Ap 14.13). No capítulo 20, ele torna a ver as almas destes mártires, e agora acrescenta que além de estarem num estado de bem-aventurança, estão reinando com Cristo e serão os próprios juízes de seus algozes (Ap 20.4).

Portanto, na sequência lógica do Apocalipse, este texto não está falando coisa alguma sobre um reino literal e terreno de Cristo sobre a terra durante mil anos, mas da situação dos mortos em Cristo no céu, durante todo o tempo da dispensação cristã.

Como já vimos, aqueles que reinam com Cristo por mil anos não são pessoas ressuscitadas fisicamente, mas almas que reinam no céu. Neste ponto, há mais uma dificuldade para a interpretação pré-milenista que é o fato de que o texto localiza apenas dois grupos de pessoas que reinam com Cristo, e são os“decapitados por causa do testemunho de Jesus e os que não adoraram a besta”. Cadê o resto dos crentes mortos?

Além disso, está falando apenas dos que morreram, e se eles ressuscitaram fisicamente, onde estão os vivos que serão transformados? Eles não participam do milênio? Como diz Hoekema, “não há nada dito aqui acerca de crentes que não morreram, mas ainda estavam vivos quando Cristo retornou”[11]. Mas quando lembramos que João está querendo explicar justamente a situação dos mártires, toda dificuldade desaparece.

Números não literais

A interpretação literal dos mil anos no texto não se justifica facilmente. Qualquer pré-milenista sabe, por exemplo, que a corrente que prende Satanás não é física, é espiritual. Portanto, ninguém interpreta isto literalmente. Então, por que o número 1000 deve ser interpretado literalmente? Além disso, porque nessa passagem este número deve ser interpretado de forma literal, se todos os outros números do Apocalipse não são? Por exemplo, será que há sete Espíritos Santos, ou apenas um? (Ap 3.1; 4.5). Será que Jesus é literalmente um Cordeiro que tem sete chifres e sete olhos? (Ap 5.6). Será que correu sangue pela morte dos ímpios por 1600 estádios (296 Km)? (Ap 14.20). Será que a Nova Jerusalém possui 12000 estádios (2219 Km)? (Ap 21.16). Evidentemente que ninguém interpreta estes números literalmente, pois são claramente simbólicos. Mas, então por que o número 1000 teria que ser literal em Apocalipse 20.3-4.

Ainda deve ser considerado que a existência de um milênio literal somente pode ser deduzida do texto de Apocalipse 20.1-4. Nenhum outro lugar na Escritura fala em algo parecido. E como já vimos, Apocalipse 20.1-4 não precisa ser interpretado literalmente. No restante das Escrituras não existe a menor indicação de um milênio intermediário entre a era atual e a era eterna. Jesus, nas parábolas (Mt 13.24-30, 36-43, 47-50; Lc 19.11-27; Mt 25.14-30), e na descrição do julgamento em Mateus 25, não falou de um reino intermediário depois da sua vinda. Ele disse que sua vinda traria o julgamento e o estado final dos homens. A mesma ideia pode ser vista em toda a Bíblia. Sempre que o Novo Testamento fala do futuro não diz que haverá um reino para Israel na Segunda Vinda de Jesus, mas que quando Jesus voltar, será estabelecido o Novo céu e a nova terra (2Pe 3.1-13).

A Última Batalha

Em Apocalipse 20.7-10 há a descrição da rebelião final, onde Satanás reúne as nações para pelejarem contra o Senhor. Que batalha é esta, se no capítulo 19 os inimigos de Cristo já foram destruídos? Que nações são estas cujo número é como a areia do mar, se os homens já foram mortos em Apocalipse 19.21? Na verdade, não são batalhas diferentes, mas duas descrições da mesma batalha. É dito que no fim do milênio, Satanás será solto. Solto de quê? De sua prisão que o incapacitava de enganar as nações a fim de reuni-las contra a igreja de Deus. Note que ele vai seduzir as nações nos quatro cantos da terra.

Que esta é a batalha do Armagedom podemos inferir por causa da referência a Gogue e Magogue. Gogue era o príncipe de Magogue. É dito em Ezequiel 38.2 que Gogue também é príncipe de Rôs, Meseque e Tubal. Estas três regiões ficavam em algum lugar onde hoje é a Turquia. E todo este território foi conquistado depois de Ezequiel pelos selêucidas, principalmente nos tempos de Antíoco Epifânes o mais cruel inimigo dos judeus, que foi governador da Síria. Este homem foi o mais perfeito tipo do Anticristo no Antigo Testamento. Portanto, a referência a Gogue, nesta última batalha, é uma referência novamente às forças do Anticristo que tentarão pelejar contra o Cordeiro.

João não descreve a derrota do Anticristo aqui, porque já a descreveu antes, e agora ele está interessado em descrever a derrota do Dragão, que na mesma batalha do Armagedom na única vinda de Cristo, foi também aprisionado no lago de fogo. O fato de João dizer que a besta e o falso profeta já estavam no lago de fogo (Ap 20.10) significa apenas que ele já havia narrado este acontecimento antes, até porque a besta e o falso profeta são o governo e a religião anticristã de Satanás. João deixou para narrar no fim, a maneira como o Dragão será destruído.

O Cumprimento das Profecias do AT
Talvez a maior razão porque os pré-milenistas insistem num reino literal e terreno de mil anos seja por causa de sua visão das profecias do Antigo Testamento. Como já dissemos, não há qualquer texto que fale em mil anos de reino, mas os pré-milenistas olham para as profecias de Isaías, Ezequiel, Amós, Zacarias e outros, que falam sobre um futuro glorioso para Israel, e imaginam que isto acontecerá numa volta futura de Israel das várias nações ao redor do mundo, para a terra da promessa. Pensam que isto precisa se cumprir literalmente. Nesse sentido, vêem o retorno de Israel para a Palestina após a Segunda Grande Guerra, como um indício do cumprimento histórico das
profecias.

A interpretação amilenista entende que estas profecias se cumpriram literalmente na volta de Israel do cativeiro da Babilônia, ou se cumprem espiritualmente na igreja que é o Israel no Novo Testamento, ou ainda se cumprem no Novo céu e nova terra. Não há a necessidade de um reino milenar para que elas se cumpram.

Primeiramente devemos entender que interpretar literalmente todas as profecias do Antigo Testamento pode conduzir a absurdos. Como nota W. J. Grier, “a própria profecia do Velho Testamento contém uma advertência contra tal literalismo. Deus disse que falaria aos profetas do Antigo Testamento em sonhos e visões e em palavras obscuras (Nm 12.6-8; Os 12.10)”[12]. Por exemplo, quando Ezequiel diz que o povo retornará à sua terra diz que Davi reinará sobre os que voltarem (Ez 37.24). Se isso for interpretado de forma literal, Davi precisaria reencarnar para reinar sobre Israel. E além disso, o que não pode ser esquecido é que muitas profecias proferidas à nação de Israel eram condicionais.

Por exemplo, quando Deus chamou o povo de Israel do Egito lhes prometeu uma nova terra, porém, devido à desobediência deles, foram privados desse benefício (Nm 14.23). Com relação ao próprio reino eterno da descendência de Davi, a promessa era condicional. Davi entendeu isso, pois disse em seu leito de morte ao seu filho Salomão:

"Eu vou pelo caminho de todos os mortais. Coragem, pois, e sê homem! Guarda os preceitos do SENHOR, teu Deus, para andares nos seus caminhos, para guardares os seus estatutos, e os seus mandamentos, e os seus juízos, e os seus testemunhos, como está escrito na lei de Moisés, para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores; para que o SENHOR confirme a palavra que falou de mim, dizendo: Se teus filhos guardarem o seu caminho, para andarem perante a minha face fielmente, de todo o seu coração e de toda a sua alma, nunca te faltará sucessor ao trono de Israel." (1Rs 2.2-4).

Do mesmo modo, as promessas de Deus de prosperidade para a nação de Israel estavam condicionadas à obediência. Uma vez que a nação não permaneceu em obediência, Deus não se viu obrigado a cumprir todas as promessas.

Ao considerar algumas das principais profecias do Antigo Testamento, as quais são geralmente usadas para a defesa de um Milênio literal e terrestre, podemos perceber que elas não exigem um cumprimento literal num Milênio. Uma das principais passagens do Antigo Testamento usadas para defender o Milênio é Isaías 65.17-25. Neste texto Isaías fala da restauração de todas as coisas: “Não haverá mais nela criança para viver poucos dias, nem velho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado” (Is 65.20).

Diz que: “A longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos” (Is 65.22). E diz que naquele tempo: “O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR” (Is 65.25). Os pré-milenistas dizem que esta descrição não pode se referir ao tempo eterno porque há referência a morte e ao pecado. Porém deve ser entendido que Isaías usa figuras de coisas que os homens podem entender, mas está falando dos “novos céus e nova terra”, conforme ele deixa bem claro no verso 17.

E o Apocalipse diz que os novos céus e nova terra compõem o estado final do universo e não o Milênio. Isaías descreve os tempos eternos em linguagem que as pessoas daquele tempo podiam entender. Ele usa expressões que indicam longevidade e prosperidade em linguagem que deve ser entendida figurada e não literalmente.

Outro texto bastante usado para a defesa do Milênio é o capítulo 11 de Isaías. O texto diz que um rebento de Jessé será levantado (vs. 1), o qual terá sabedoria para reconduzir o povo (vs. 2-5). Neste tempo, “o lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará (...) A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar” (vs. 6-9). Esta também não é uma descrição do Milênio. Ela se parece bastante com a outra descrição que já vimos acima no capítulo 65, e que Isaías disse pertencer à nova terra e aos novos céus. Isaías está falando de um tempo de perfeição, onde a terra se encherá do conhecimento do Senhor. Isso é muito superior ao que teria que acontecer no Milênio onde ainda haveria povos dispostos a se rebelar contra o Senhor. Dos versos 10-16 Isaías fala da restauração de Israel.

Não podemos entender esta passagem sem lembrar que o povo de Israel foi levado cativo para a Assíria e o povo de Judá para a Babilônia. Isaías diz que o povo voltaria para sua terra. Isto de fato se cumpriu 70 anos depois do cativeiro, quando o povo retornou do Exílio. O verso 16 diz: “Haverá caminho plano para o restante do seu povo, que for deixado, da Assíria, como o houve para Israel no dia em que subiu da terra do Egito”. Este verso teve um cumprimento literal no dia em que Israel voltou do cativeiro.

É evidente que a profecia vai além disso, mas por que pensar num Milênio intermediário se a profecia pode se referir em linguagem figurada aos novos céus e nova terra? Como diz Hoekema, “na há razão obrigatória para entendermos este tipo de passagens do Velho Testamento, de modo a descrever um reino milenar futuro”13. Estas profecias se cumprem no retorno de Israel do cativeiro, na primeira vinda de Jesus, ou finalmente descrevem a nova terra que será estabelecida na segunda vinda de Jesus [14].

O próprio Novo Testamento interpreta profecias que descrevem a restauração de Israel como não literais. Um exemplo basta para perceber isso. Amós 9.11-12 diz: “Naquele dia, levantarei o tabernáculo caído de Davi, repararei as suas brechas; e, levantando-o das suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade; para que possuam o restante de Edom e todas as nações que são chamadas pelo meu nome, diz o SENHOR, que faz estas coisas”. Em Atos 15.14-18 temos a interpretação do cumprimento figurado desta profecia. Tiago entende que se cumpriu quando Deus incluiu os gentios na comunidade do povo de Deus. Portanto, se o próprio Novo Testamento demonstra que as profecias do Antigo Testamento não precisam ser cumpridas literalmente, por que nós deveríamos insistir nisso?

Dificuldades adicionais

Falar num milênio terreno envolve algumas contradições adicionais: Por que razão, depois dos crentes terem ressuscitado ainda teriam que viver mil anos numa terra imperfeita? De certa forma, as coisas não seriam muito diferentes do que são hoje. Somos convertidos e desejamos uma nova era, porém ainda temos que sofrer com este mundo decaído. Imagine pessoas já ressuscitadas ainda tendo que viver numa terra decaída.

Outra coisa estranha é a idéia de que haverá pessoas com corpo glorificado vivendo junto com pessoas sem corpo glorificado. Que tipo de relacionamento poderia existir entre essas pessoas. Umas morrem, outras são eternas. E como podem as nações se rebelarem contra o Senhor depois do milênio na soltura de Satanás? Não terá adiantado nada os mil anos de prosperidade do Senhor na terra? Finalmente, é muito estranha a idéia de haver salvação depois da vinda do Senhor. Como serão salvos os ímpios durante o milênio? Eles terão que ouvir o Evangelho e crer?

A Bíblia diz que fé é acreditar no que não pode ser visto (Hb 11.1), mas naquele momento todos verão Jesus reinando dum trono terreno em Jerusalém. Isto seria injusto, se considerarmos que todos os demais que viveram antes do milênio tiveram que crer com bem menos evidência. Embora não possamos ser dogmáticos, porque o Senhor conduzirá a história segundo seu propósito, estas observações demonstram que a existência de um Milênio literal traz mais complicações do que soluções.

Concluindo, percebemos que há evidências de sobra para não interpretar o texto de Apocalipse 20.1-10 de forma literal. Mas insistimos na tese de que este assunto não deve dividir os cristãos. Ter expectativas diferentes em relação à segunda vinda é melhor do que não ter expectativa alguma. O que importa é que ele virá, e que haverá pessoas o aguardando. Quer naquele momento ele inaugure o milênio, quer inaugure o tempo eterno, de qualquer maneira, estaremos para sempre juntos com o Senhor.

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Notas:
1 Antony Hoekema. A Bíblia e o Futuro, p. 223.
2 O quadro é retirado de Paul Enns. The Moody Handbook of Theology, Tópico: “Amillennialism”.
3 A exposição a seguir segue em linhas gerais William Hendriksen. Mais Que Vencedores, p. 217-225.
4 Ver Simon Kistemaker. Apocalipse, p. 673-674.
5 Ver W. J. Grier. O Maior de Todos os Acontecimentos, p. 126-127.
6 Ver William Hendriksen. Mais Que Vencedores, p. 26-35.
7 William Hendriksen. Mais Que Vencedores, p. 218.
8 W. J. Grier. O Maior de Todos os Acontecimentos, p. 128.
9 Simon Kistemaker. Apocalipse, p. 675.
10 Simon Kistemaker. Apocalipse, p. 680.
11 Antony Hoekema. A Bíblia e o Futuro, p. 244.
12 W. J. Grier. O Maior de Todos os Acontecimentos, p. 36.
13 Antony Hoekema. A Bíblia e o Futuro, p. 274.
14 Outras passagens que podem ser interpretadas neste sentido sem sugerir a idéia do Milênio são: Jr 23.3-8; Ez 34.12-13; Ez 36.24; Zc 8.7-8; Am 9.14-15, etc.

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61 comentários:

  1. Então, HP...

    Como já falei anteriormente, essa tal escatologia é um tema que não me atrai. Leio aqui porque dou crédito a tudo que vc posta, por conhecer sua postura diante do Evangelho propriamente dito.

    O que eu acho engraçado é essa lista de 'defensores'. A propósito, nunca entrei nessa viagem de 'segundo fulano'. Não sou presa - nunca fui! - a nenhuma corrente de pensamento onde se exalta determinado pensador, como tantas vezes insinuou o ortodoxo lá rss

    Seguir rigorosa linha teológica tal, rotulando, dizendo que é influencia de filosofada do autor do século tal, etc, etc, etc, tô forinha da silva!

    Entretanto, como diria o próprio Lutero - resguardando as devidas restrições - me basta a Palavra, conforme a mente de Jesus, ou 'a partir de Jesus'. Isso sim, tem norteado a minha vida, tem sido efetivo e coerente na minha existência. O resto é questionamento divergente de homens, que, como diz o autor deste texto, só serve para exaltação, acaloração, etc. Afinal, saber mesmo, matematicamente, ninguém sabe de nada do futuro.

    Por essas e outras estou com as palavras dele ditas sabiamente já no início:

    'Entraremos nessa discussão acalorada, porém, não querendo aqui imprimir uma posição intransigente, e até quase fanática, sobre um assunto que diz respeito ao futuro, e do qual ninguém tem certeza absoluta'.

    Acho (eu e meu achismo rss) que é mais uma bobagem de um monte de 'teólogo barbado', discutindo em vão, algo que, se não é 'letra que mata' (afff antipatizo essa frase por causa do seu sentido pejorativo no meio crental) certamente é pestana queimada à toa rss Afinal, temos que nos focar é no presente já que só nele podemos 'fazer algo' a respeito de nós mesmos e do próximo. O mais é pretensão.

    É assim que eu vejo.

    Abs, brow!

    R.

    P.S.: O Antônio sumiu mesmo, heim?! 'minha culpa, minha tão grande culpa', diria o jargão católico :)

    #Voltaantonio

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    1. Rê,

      Confesso que também não sou muito fã de escatologia também, apenas acrescentei este texto que mostra algumas diferenças sobre o milênio, que é um tema bem confuso dentro da CCB.

      Também acho que há coisas mais importantes do que ficar “descrafunxando” a Bíblia. Cristo é o Verbo, a Palavra Viva. Vamos imitá-lo que tá bom-demais-da-conta. Rsrsrs

      Ah, e deixatefalá, você conhece um monte de jargões religiosos né? “Só a Graça”, “Letra que mata”, etc. já experimentou fazer uma lista deles? rsrsrs

      O Antônio tá fazendo falta mesmo. #Voltaantonio !!!

      Abs sister e bom fds!

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    2. HP
      Já fiz uma lista, sim, tempos atrás. Mas fui mal interpretada e 'ofendi' alguns mais fraquinhos rsss
      Mas vou retomar, podexá! :)
      O mais usado ultimamemente lá no blog do Ricardo é o emblemático 'Deus abençõe' ao término de um monte de farpas he he
      Abs brow e bomfindi!

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    3. Já viu o 'misericórdia' o 'sangue do cordeiro' lá nas fofoqueiras de Deus no meu 'feici' kkkkk

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    4. hahahaha!!

      E depois caem em cima dos católicos com as rezas né?

      Tudo frase-pronta... ai ai.

      :-D

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  2. Nenhum assunto é tão controvertido em teologia do que o Milênio, e nenhum texto causa mais discussão do que Apocalipse 20.1-10.

    Não só esse assunto do milênio ,bem como outros , têm causado muitas discussões , gerando diversas interpretações.Creio que somente através da revelação do Espírito Santo teremos a "verdadeira" interpretação de muitas partes bíblicas. Bem, às vezes a verdade é desprezada...

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  3. Revelação pra mim é experimentar o poder da Ressurreição. É quando nossos olhos 'se abrem' para o conteúdo bíblico que por sua vez se expandem para outros olhares que não estão atrelados jamais à sistematização religiosas e, sim, à nossa existência no sentido mais amplo.

    Isso tem a ver unicamente com o novo nascimento, no qual há o 'fenômeno' do testemunho da vida mais primordial em conexão com o testemunho do poder (Espírito); conexão que coloca a vida na direção da Vida.

    Passou disso é 'revelamento religioso' de quem equivocadamente - ou manipulando a massa - atribui ao Espírito. Transfere para si um poder atribuído unicamente ao Espírito.

    Ora, Jesus é o Sumo Sacerdote!

    Mas, infelizmente, o que mais se vê nas denominações religiosas ditas cristãs, é que há vários sumos sacerdotes com suas 'revelações', anulando o Sacrifício Perfeito que nos concedeu a Graça de ter o acesso direto ao Pai.

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  4. Correção: sistematização religiosa.

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  5. A paz de DEUS Regina , tudo bem?

    Voce não me entendeu. Estava me referindo a alguns trechos bíblicos de difícil interpretação , como por exemplo nos primeiros capítulos de Gênesis , onde há tantas interpretações , onde somente o Espírito de Deus pode nos revelar a "verdadeira" interpretação , independente de qual denominação pertencemos , entende? Pode até ser uma revelação pessoal, foi isso que quis dizer! Quando menciono o Espírito de Deus , em nenhum momento estou me referindo que Ele só opera na CCB... gostaria que voce compreendesse isso ao meu respeito.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Sei que toda essa minha curiosidade não é tão importante ,é secundário, uma vez que o mais importante é compreendermos a obra Redentora do Senhor Jesus. Mas, existem alguns trechos em Gênesis que sempre despertaram a minha curiosidade , bem como de muitos. Vou dar um exemplo:Gênesis cap.3 , Gênesis cap. 6 do verso 1 ao 4 , e muitos outros. Pesquisei muito a respeito e o que encontrei foram várias interpretações , uma diferente da outra. Por isso que escrevi que somente DEUS pode nos mostrar realmente o que esses trechos querem dizer. Será que não podemos conversar livremente sobre as cousas de Deus , sobre a Bíblia ,etc...mesmo que haja divergências, sem mencionar placa de igreja ? Pôxa, isso me entristece muito...

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  8. REGINA , minha querida

    Amo falar de Deus , amo falar de Jesus , amo falar da Bíblia , falar de experiência que tivemos, contar as as maravilhas que Deus nos tem feito(independente de placa de igreja) Amo tudo isso! Tenho um desejo muito grande de compartilhar algumas experiências que tive com Deus , com Senhor Jesus e os anjos, embora não me ache melhor que ninguém por isso , muito pelo contrário , me serviu para mim enxergar mais ainda a minha insignificância nesta Terra e Universo, e o quanto sou imperfeita , Meu Deus! Mas, vou ser sincera: e que tipo de recepção encontrei no nosso meio(digo, nos blogs e sites cristãos?) : julgamentos do tipo "isso é coisa do diabo" e ponto final. Infelizmente é esse tipo de coisa que a gente lê , quando tentamos compartilhar com "meus irmãos" algo que eu tenho certeza que veio da parte de Deus, entende? Abs.

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    1. Sonia,

      Continue assim, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesma!

      Abs!

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    2. É o mais importante . Foi o principal mandamento que Ele nos deixou. Continuarei a tentar , irmão HP. Deus te abençoe!!!

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    3. Então,

      ... É bem isso que falei no complemento de texto postado no meu blog hoje:

      Creio que o AMOR é o mais importante PRA JESUS, por ser o que aproxima as pessoas.

      O AMOR é o que as UNE e as faz compartilhar umas com as outros o que elas têm.

      Na 'fé' e na esperança há sempre qualquer coisa relacionada com cultura religiosa, algo de pessoal, ou no máximo, de sectário, segregacional.

      No amor, há um toque de humanidade, um romper de muros preconceituosos, UM QUÊ de universal.

      Para mim, esse é o verdadeiro diferencial do cristão, cuja saga eterna já se inicia AQUI, no chão da existência.

      O mais é acréscimo de religioso vaidoso e oportunista, equivocadamente de olho num Reino futuro.

      Ah, e mais: o segredo é amarmos como Jesus nos amou! Que é um desafio maior do que amarmos como a nós mesmos! ;)

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  9. quando tentamos leia-se "quando tento"

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  10. Sônia,
    Nem se preocupe porque eu não me refiro nunca ao exclusivismo que vejo na CCB. Já tive oportunidade de falar aqui de coisas que vão contra o Evangelho e que eu vejo na 'minha' igreja também. Sempre coloco os vícios religiosos de modo geral, até mesmo quando outra pessoa especifica algo da CCB, por exemplo.
    Apenas disse como funciona em mim a revelação do Espírito de Deus que está além dos muros religiosos.

    Confesso que tem hora que antipatizo um pouco o jeito irritante e arrogante de alguns 'irmãos' da CCB uns com os outros, saudando de forma sectária só entre eles (me vindo Mt 5.47 à mente de forma automática), mas aí depois eu relaxo... E constato que os amo assim mesmo me irritando rsss

    Também já disse aqui da simpatia e do carinho que algumas pessoas conseguem me passar virtualmente e você é uma destas pessoas que a gente tem vontade de encontrar, abraçar, conhecer mais, bater um papo, dar ótimas risadas.

    Deve ser porque temos alguma coisa em comum: praticar e falar do amor de Deus...

    Não ligue pra meu jeito contundente de falar, parecendo que estou contrariando o que vc diz, é só meu jeito de expressar-me. O próprio HP já 'sacou' meu estilo e sabe que não tenho qualquer intenção de impor absolutamente nada, simplesmente falo o que penso. Sou uma apaixonada por natureza! ;)

    Beijo grande!
    Rê.

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  11. Verdade Regina, o amor é tudo Quero relatar o que costuma acontecer comigo em relação as pessoas que conheço .
    È algo que já tem acontecido várias vezes comigo, e que tem me marcado muito. É sobre o último olhar: o olhar da despedida. Vou relatar alguns exemplos...
    Na rua da minha mãe moravam 3 irmãs muito simpáticas, elas eram portuguesas. Não tínhamos muita amizade, mas nos cumprimentávamos quando nos encontrávamos pelas ruas ou mercado... Até que um dia fiquei sabendo que uma delas estava doente, com câncer. Foi internada, passou por cirurgia, veio para casa e foi se recuperando, até que a vi novamente andando pelas ruas com suas irmãs. Parecia estar bem... mas um dia foi diferente: a encontrei pela rua e de repente "aquele olhar" profundo, fixo nos meus. Pude sentir a sua alma, como se o tempo tivesse parado naquele momento. Senti que seria a última vez que a veria... e foi mesmo. Daí uns três dias, passando muito mal, foi internada e não voltou mais...
    Havia uma senhora, também na rua da minha mãe, que a conhecíamos desde criança. Ela era muito amorosa, prestativa, uma excelente vizinha o qual sentia muito carinho.. Passado os tempos, já com uma certa idade, veio a ter um derrame. Perdeu a fala e alguns movimentos. Como seu filho morava no mesmo quintal com ela, sua nora cuidava dela. Nas manhãs a colocavam sentadinha numa cadeira no quintal, na frente da casa para tomar sol. E todas as vezes que passava na rua lá estava ela, toda sorridente para mim. E ficou um bom tempo assim. Até que um dia, subindo a rua, antes de chegar em frente à casa, veio um pensamento na minha mente: "Sorria, pois é a última vez que você irá vê-la!" Quando me aproximo dela... Meu Deus! Que sorriso! Pude sentir toda a beleza daquele sorriso, como que traduzindo: "Eu gosto de você!" Passado dois dias recebi a notícia que ela tinha falecido...
    O seguinte foi muito marcante: foi com o meu pai!...
    Dias antes dele falecer, ele foi para o hospital muito mal mesmo. Meu cunhado foi quem o levou para o hospital, no seu carro. Estávamos eu, minhas irmãs, minha mãe, cunhados e amigos na garagem, na casa da minha mãe. Meu pai ainda no carro, quando de repente ele me lança aquele olhar: um olhar fixo, penetrante. Diante desse olhar fiquei como paralisada. Entendi a mensagem. O que a alma dele me transmitiu... Minha mãe até percebeu e ficou parada, olhando para mim e para ele... Passado uns dias, entrou em coma e faleceu.
    Minha irmãzinha, meu anjo especial, veio a falecer agora dia 05.10.11, de problemas cardíacos... Ficou internada por alguns dias, teve alta e veio para casa. Passado uns 15 dias veio a falecer. Ela, aparentemente, embora estivesse um pouco inchada, estava lúcida, parecia bem... Dois dias antes do seu falecimento fui visitá-la. Sentei ao seu lado (ela estava sentada em sua cama) e segurei a sua mão. Ela quieta, eu também. Quando de repente ela olha para o lado, num silêncio, e fixa seus olhos bem nos meus... Meu Deus! Entendi... Era o olhar de despedida. Ela ia partir... Daí dois dias, às 5 horas da manhã, minha irmã me liga aos gritos que ela tinha acabado de falecer nos seus braços...
    Conhecia a mãe de uma amiga minha desde o tempo quando estudávamos juntas. De vez em quando a encontrava pelas ruas... Certa vez ela vinha descendo e eu subindo. Ela não me disse nada, mas o "olhar" profundo, fixo em mim disse tudo. Passado uns dias, fiquei sabendo que ela tinha sido internada e não voltou mais...
    São vários os relatos... Aconteceu o mesmo com a dona de um bazar, da qual gostava muito, e outros mais... Se fosse escrever tudo ocuparia muito espaço.Ainda tenho todos os olhares em minha lembrança. O Olhar da despedida!

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  12. Venho tentando , seguir as pisadas de Jesus ; para um dia me encontrar com Ele. Tenho observado que , tudo que acontece na minha vida , é para desenvolver , granjear os dons, até o seu aperfeiçoamento : dom da mansidão,paciência, amor , caridade, misericórdia,paz(diante das dificuldades)etc...
    Tenho a impressão que, tudo nessa vida , está sendo programado , para tal finalidade: meu esposo, meus filhos , amigos, vizinhos,etc... nada é por acaso.Se todos fossem perfeitos , eu acho que não haveria crescimento. São testes para o espírito crescer e se aperfeiçoar.Afinal , aqui não é o nosso lar, e tudo não passa de uma ilusão , um laboratório de testes, onde os dons de Deus , tem que ser aperfeiçoado em nós , e tinha que ser aqui na Terra, o lugar da imperfeição.
    Sinto , que ás vezes há uma repetição nos testes, como num ciclo. Talvez , no anterior , não aprendi o suficiente, ou não tive um resultado favorável ; aí é me dado nova oportunidade. Estou começando a ter uma nova consciência , de como se tivesse numa fase prolongada de provas;como numa escola:prova de biologia, matemática, , português , ciências , etc...e preciso ser aprovada, para que novas portas sejam abertas . Percebo , quando não tive um bom resultado , e me entristeço. Por isso temos que agradecer à Deus , pelas oportunidades, sejam elas chamadas de 'dificuldades' , "obstáculos" etc...; pois é o nosso comportamento , diante de tais situações , que mostrará o nosso grau de amadurecimento.Sou grata Ao Senhor , pelo despontar de tais compreensões; e oro constantemente para ser revestida de suas virtudes , luz e sabedoria.
    Porque , o maior galardão da minha alma , o maior tesouro, o maior objetivo ,é Jesus Cristo.Eu o amo apaixonadamente. E só o amor vale a pena , com tudo e com todos , de coração.Falta muito ,mas muito ainda para mim chegar a estatura de varão perfeito. Estou procurando , dia a dia , ser mais cuidadosa com minhas palavras , pensamentos e ato, e procuro consertar , quando eu erro . Não quero deixar nada 'haver" para trás. Sei que preciso perdoar sempre , e isso não é tão fácil... mas como diz , o hino 251 :... com as divinais virtudes , cumpriremos a sua lei. Tenho urgência : cada minuto é precioso , e tenho uma consciência : quando ela acusa...!

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  13. Menina, vou te contar, viu! Que olharzinho fulminante esse teu, heim? rsss
    Quanto ao segundo texto, na boa se vc não fosse CCB eu poderia jurar que é espírita ;)
    Ou então foi vc quem fez o filme Matrix, confessa, vai :P

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Essa Regina, rs.

      Prefiro acreditar que a Sonia não existe, é apenas uma criação da minha mente.

      Escatologia só na minha infância na Adventista, de lá pra cá tenho procurado me especializar em crer no Senhor Jesus e adotar suas práticas, não tem sido fácil.

      A Paz.

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    3. Claudionor , sei que o meus relatos acima parecem estranhos aos olhos de vocês .Não é criação de uma mente doente ,é a realidade.O Senhor tem feito eu passar , ver coisas que na hora não entendi nada .Ele me disse que com o tempo iria entender. Foi o que aconteceu! Quando a verdade, o significado , o quebra cabeça foi montado , quase surtei. Me mostrou a "realidade" das coisas, o que está por detrás das coisas.Por isso temos que estar em constante oração para que não venhamos a cair em laços e deixar Ele nos guiar neste mundo de trevas. Nós Lhe "pertencemos" agora , e para tocar em nós é preciso permissão Dele, como aconteceu com Jó ,por que temos muitos "inimigos", por que são inimigos de Cristo, e odeiam a nós por que somos cristãos.

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    4. Por isso temos que "vigiar" nossos pensamentos , sentimentos , se possível santificá-los. Lembremo-nos que pensamentos são "energias" e negativo atrai negativo e positivo atrai positivo.Devemos controlar nossos pensamentos , e se possível clamarmos pelas virtudes celestiais para que possamos ter a "mente de Cristo"!

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    5. Por isso temos que "vigiar" nossos pensamentos , sentimentos , se possível santificá-los. Lembremo-nos que pensamentos são "energias" e negativo atrai negativo e positivo atrai positivo.Devemos controlar nossos pensamentos , e se possível clamarmos pelas virtudes celestiais para que possamos ter a "mente de Cristo"!

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  16. Prezado Irmão HP,

    A paz de Deus!

    Fui atraído em seu blog pelo tema da postagem! Sou fascinado pela escatologia bíblica, e, já conheço a sua opinião a cerca do milênio lá do blog Bereiano.
    Permita-me a liberdade de indicar-lhe uma excelente obra sobre o assunto, caso você goste (?): “Manual de Escatologia” da editora Vida do autor J. Dwight Pentecost.
    Amei o seu blog, e desde já peço a sua permissão para visita-lo assiduamente.

    Um grande Abraço,
    No amor de Deus,
    Douglas

    P.S. Sou Pré-Milenarista Dispensacionalista, mas respeito àqueles que creem em outras correntes escatológicas.

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    1. Amado, seja bem vindo!

      Está um pouco corrido atualmente para atualizar o blog, mas dá tempo de você ler os mais de 200 artigos que estão por aqui.

      Muna-se de paciência! hehe

      Abs!

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  17. Irmão HP , a Paz de Deus

    Quero lhe pedir perdão por alguns comentários meus que saíram totalmente
    fora do assunto do tópico. É que costumo me empolgar e... mas, vou me policiar mais quanto a isso.

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  18. Irmão Douglas , a Paz de Deus


    Também gosto muito desses assuntos sobre escatologia bíblica. Uma parte que me deixa assim meio duvidosa é a respeito da ressurreição no dia da vinda do Senhor. Ela é "espiritual" ou "física e espiritual"? Desculpe a minha ignorância.

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    1. Olá Sônia, apesar de você perguntar para o Douglas, vou me atrever em te responder esta tua dúvida. Todos serão ressurretos em um corpo, sendo uns num corpo INCORRUPTÍVEL (os salvos) e outros ressuscitarão e continuarão num corpo CORRUPTÍVEL (os ímpios), mas as ressurreições serão em tempos diferentes. Agora a alma e o espírito, estes nunca adormeceram ou adormecerão, pois esta história do sono da alma não existe. Na vinda do Senhor será no final dos sete anos da tribulação ou chamada grande tribulação, onde o Senhor montado no cavalo branco virá com a igreja para estabelecer o seu reino milenial e destruirá vários inimigos de Deus, havendo grande carnificina.

      Esta história de uma ressurreição espiritual foi implantada pelas religiões orientais e tem uns ainda que não acreditam que tem hoje um Jesus de carne e ossos no céu. Para entender melhor sobre este assunto sugiro a leitura deste link abaixo:

      http://www.respondi.com.br/2011/05/existe-um-homem-de-carne-e-ossos-no-ceu.html

      Abraços

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  19. Olá queridos. Não saí totalmente deste blog, apenas participo passivamente. Não consegui ler todo o texto, pois vi muitas contradições, pois várias denominações, inclusive as que falam que são pré-milenar dispensacional não sabem descrever com exatidão sobre o período dos mil anos. Colocam como que a IGREJA irá reinar os mil ANOS nesta terra junto com Cristo e na bíblia isto não é verdade, pois a IGREJA irá reinar com Cristo SOBRE a terra e não na terra.

    O autor deste texto colocou assim:

    "Imagine pessoas já ressuscitadas ainda tendo que viver numa terra decaída."

    Se a IGREJA fosse reinar os mil anos nesta terra a ideia do autor estaria corretíssima. Mas pera aí então, vai ter gente que viverá nesta terra mil anos que não fazem parte da IGREJA? Sim. É muito longo a explicação desta parte sobre as 70 semanas de Daniel, o tempo de 3 anos e meio mais 3 anos e meio. Mas em breves palavras, Satanás e seus anjos serão literalmente expulsos do céu no final da primeira etapa da tribulação (3 anos e meio) e ele (satanás) terá pouco tempo (os restantes 3 anos e meio) para enganar as nações na terra ou seja os remanescentes judeus e os gentios que não tiveram a oportunidade de ouvir o evangelho da graça, pois aqueles que ouviram a pregação do evangelho da graça e não deram crédito, Deus fará com eles creiam na mentira através da operação do erro: 2Ts 2:11 E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira,

    Vou colocar algumas parte do livro de um irmão que congrega ao nome do Senhor Jesus no Canadá que explica certinho esta parte sobre a "escatologia", pois já indiquei este livro, mas pelo que vi, acho que ninguém teve interesse em lê-lo.

    Continua...

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    1. O livro é: Acontecimentos proféticos de Bruce Anstey que pode ser lido neste link:

      http://acontecimentosprofeticos.blogspot.com.br/

      ...
      O MILÊNIO

      Havendo estabelecido o Seu Reino em poder, o Senhor retornará à glória de onde irá reger sobre o mundo todo. Sl 7:7; Sl 47:5; Ap 7:15 (Almeida Versão Revisada).

      O Senhor Se assentará sobre o Seu trono nos céu como Sacerdote e Rei, como o verdadeiro Melquisedeque, e reinará em paz por mil anos. Esse período é chamado Milênio. Zc 6:13; Sl 103:19; 110:4; 47:7,8; Ap 20:4; Sl 22:28; Zc 14:9; Ap 22:3; Lv 23:33-44 (festa dos Tabernáculos).

      Depois que os juízos de guerra tiverem terminado e o Milênio tiver sido introduzido, haverá muito mais mulheres do que homens no mundo. Is 4:1.

      Deus irá convergir todas as coisas em Cristo. Ele será o centro de tudo tanto nos céus como na terra. Ef 1:10 (Almeida Versão Revisada).

      Cristo reinará, como o Filho do Homem, sobre todo o Universo. Sl 8.

      O domínio de Seu Reino sobre a terra se estenderá de um extremo ao outro dos mares. Sl 72:8; Zc 9:10; Sl 2:8.

      A extensão de Seu Reino não terá fim. 2 Sm 7:12-16; Dn 2:44; 7:14,27; Lc 1:32,33; Sl 145:13.

      No Seu Reino prevalecerá a justiça. Is 9:7; 11:4; 16:5; 32:15-20; 61:11; Sl 72:1-7; Sl 45:6; At 17:31; Sl 98:9.

      Não serão mais necessários cadeados e chaves durante o Milênio. Zc 5:3,4; 14:11.

      Toda pessoa má, que se manifestar durante o reinado de Cristo, será julgada publicamente tão logo se manifestar. Aqueles que pecarem o farão sem que haja um tentador. Satanás estará preso naquela ocasião. Uma simples mentira não passará despercebida. Um rolo (livro) voador sairá do Senhor a percorrer toda a face da terra e cairá sobre os que praticam o mal. Essa purificação de todo pecado que for praticado sobre a terra acontecerá a cada manhã por todos os mil anos. Sl 101:3-8; Sf 3:5; Zc 5:1-4; 1 Rs 2:36-46; Sl 34:12-16.

      Haverá um mundo de paz. Sl 72:6-8; Is 2:4; Mq 4:3; Os 2:18; 1 Rs 5:4; Sl 46:9; Is 60:18; Sl 147:14.

      O Reino incluirá duas esferas: a esfera celestial, chamada de Reino do Pai, e a terrenal, chamada de Reino do Filho do Homem. (Mt 13:41-43; 26:29; Dn 7:13,14). O Reino do Pai será formado por todos os santos da época do Antigo Testamento, pela Igreja (a noiva de Cristo), e pelo grupo de judeus e gentios martirizados durante a tribulação. São todos eles os santos celestiais. (Em suma, todos aqueles que foram arrebatados e os que participaram da primeira ressurreição). O Reino do Filho do Homem sobre a terra será composto do remanescente de judeus preservados durante toda a tribulação, das tribos de Israel que tiverem sido reunidas, e dos povos gentios da terra. Ap 7; Gn 22:17; Dn 7:22.

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    2. Os céus e a terra serão reconciliados. Haverá harmonia entre ambos. Os 2:21-23; Jo 1:51; Gn 28:12-15.

      O Senhor, após haver tomado Sua herança (todas as coisas criadas) por Seu poder, a compartilhará com a Igreja, Sua noiva. Ef 1:11-23; Rm 8:17; Sl 2:8; 1 Co 3:21-23.

      Os santos celestiais reinarão sobre a terra. Ap 5:10; Hb 12:22; Dn 7:22.

      Os santos celestiais serão como o Senhor no aspecto moral (1 Jo 3:2), e também fisicamente (Fp 3:21). Assim como o Senhor estará no "orvalho de Tua mocidade", eles também serão restaurados à primavera da vida (Sl 110:3). Os santos idosos, cujas faculdades físicas e mentais estiverem arruinadas, serão todos restaurados à força e ao vigor em seus corpos ressuscitados. Nunca mais verão corrupção. 1 Co 15:42-57; 2 Co 5:1-4.

      Do mesmo modo como foram feitos à semelhança do Senhor moral e fisicamente, os santos celestiais terão as capacidades de seus corpos glorificados imensamente incrementadas. Estarão aptos a visitar a terra, subindo e descendo por toda ela em um instante (Lc 24:30-35), e passarão através de objetos sólidos como paredes, etc. (Lc 24:36-43; Jo 20:19-29). Porém não terão qualidades de onisciência ou onipotência, as quais pertencem somente à deidade.

      A Jerusalém Celestial* terá muros de pedra de jaspe, doze portões de pérola (três em cada lado da cidade), doze fundamentos de pedras preciosas, e uma rua de ouro, transparente como vidro. Ap 21:9-14,18-21.

      [ Nota: *Existem três Jerusaléns que não devem ser confundidas entre si: Jerusalém celestial (Hb 12:22; Ap 21:10-22:5), que é o lugar de habitação dos santos nas alturas no período do Milênio; Jerusalém terrenal (Jr 3:17; 30:18; Sl 48; Ez 48:15-20), que é o lugar de habitação do príncipe e de outros santos, provavelmente da família real de Davi durante o Milênio; e a nova Jerusalém (Ap 21:2), a cidade dos santos no Estado Eterno. Todas são chamadas santas (Ap 21:2,10; Jl 3:17). ]

      Na cidade celestial haverá um rio de pura água da vida; a árvore da vida dando fruto a cada lado do rio, e o trono de Deus e do Cordeiro no meio. Ap 22:1-3.

      A cidade celestial terá a forma de um cubo com cada aresta medindo 2:220 quilômetros. A dimensão total será de aproximadamente 11 bilhões de quilômetros cúbicos! Ap 21:15-17.

      Não haverá templo na cidade celestial, pois o Senhor Deus Todo-poderoso e o Cordeiro serão o seu templo. Ap 21:22.

      Não haverá noite na Jerusalém celestial. Não haverá necessidade da luz natural do Sol e da Lua, pois a inerente glória de Deus será a luz ali. A cidade resplandecerá de glória divina. Ap 21:23,24.

      O Senhor será visto e adorado pessoalmente por aqueles que estiverem na cidade celestial. Ap 22:4.

      A Jerusalém celestial será vista sobre a Jerusalém terrenal. Is 4:5,6; Ap 21:9-22:5.

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    3. O Senhor apresentará Sua noiva, a Igreja, ao mundo. Ela terá um lugar de associação com Ele em Seu reino. Ele será glorificado e admirado em Seus santos celestiais quando o mundo os vir. Esse é o dia de Cristo. 2 Ts 1:10; Ap 21:9-2:5; Fp 1:6,10; 2:16; 1 Co 1:8; 3:13; 5:5; 2 Co 1:14; Jo 8:56.

      O galardão, que os cristãos tiverem então recebido no trono de Cristo, será manifesto diante de todo o mundo no Dia de Cristo. Eles receberão o privilégio de participar da administração da terra no período do Milênio, na mesma medida de administração e justiça que tiverem aprendido quando ainda estavam na terra. Ap 20:4; 1 Co 6:2; Lc 16:9-12; 19:11-19; Mt 24:45-47; 25:14-23; Ap 2:26,27.

      Os doze apóstolos do Senhor Jesus Cristo terão o privilégio especial de participar, do céu, no governo de Israel. Mt 19:28.

      O Senhor desposará Israel em um sentido figurado. "E acontecerá naquele dia, diz o Senhor, que me chamarás: Meu marido". Os 2:16-20; Is 54:4,5; 62:4,5; Jo 2:1-11; Sl 45; Ct 3:6-5:1.

      O Senhor Se regozijará sobre Israel com cânticos. Ele Se calará (descansará) em seu amor. Sf 3:17.

      A terra de Israel será limpa dos mortos. Um grande sepulcro chamado Hamon-gog (vale da multidão de Gogue) será construído para o sepultamento das hordas Russas e dos exércitos das nações que as seguiram à batalha. Sua localização será em um enorme vale ao oriente do Mar Morto. Ez 39:11.

      Levarão sete meses para sepultar os mortos e sete anos para queimar as armas. Ez 39:9,10,12.

      Toda a terra de Israel será reconstruída após a sua desolação. Is 61:4; Ez 36:10; Ez 33-35; Jr 30:18; Am 9:14.

      Toda a extensão da herança de Israel compreenderá a terra que vai do ribeiro do Egito até o rio Eufrates. A terra ampliada ficará em torno de 480.000 quilômetros quadrados. A área ao oeste do rio Jordão, indo até o Mar Mediterrâneo, será repartida em faixas paralelas dividindo o país de acordo com as doze tribos de Israel (Ez 47:13-48:35). É provável que essa área seja destinada mais para fins habitacionais e a sua extensão para o oriente até o Eufrates seja destinada a pastagens. Sl 47:4; Gn 15:15-18; Êx 23:31; Js 1:4; Is 26:15 (Almeida Versão Revisada); Is 54:1-3; Mq 7:11 (Almeida Versão Atualizada).#17#

      Uma área de aproximadamente 80 quilômetros de diâmetro na terra de Judá, "Geba e seus arrabaldes" (Js 21:17), até "Rimom" em sua fronteira ao sul (Js 15:32) será elevada na forma de um planalto. Será essa a localização de Jerusalém e da área do templo. (Sl 68:29; Sl 122). Por estar elevada, Jerusalém se tornará em extremo proeminente sobre a terra. O amplo planalto também proporcionará o espaço necessário para as nações visitarem Jerusalém durante a Festa dos Tabernáculos. Toda a área será chamada "monte da casa do Senhor" Mq 4:1,2; Zc 14:10,11; Is 2:2,3; Ez 40:2.

      Na área desse grande planalto uma "oblação" ou "oferta alçada" será oferecida por Israel ao Senhor, a qual será uma porção santa da terra, medindo 25.000 X 25.000 côvados grandes* (Ez 40:5; 41:8) ou 14 X 14 quilômetros (196 quilômetros quadrados). A oblação terá uma área para os sacerdotes e suas famílias, os Levitas e suas famílias, e para a cidade de Jerusalém. Ez 45:1-6; 48:8-20.

      [ Nota: *Um côvado grande media 56 centímetros. Parece que esse côvado é usado em todas as dimensões do templo em Ez 40-48. ]

      Um novo templo (ou santuário) será construído e se localizará na oblação a poucas milhas ao norte de Jerusalém. Será uma "casa de oração para todos os povos". Ez 40-42:20; 45:1-5; 48:8; Is 56:7; Ap 7:15; Sl 68:29.

      Haverá uma área de 500 X 500 canas ao redor do complexo do templo (uma cana mede 3 metros e 36 centímetros - Ez 40:5) o que é aproximadamente três mil quilômetros quadrados. Trata-se de espaço suficiente para 280 campos de futebol! Ez 42:15,20; 45:2.

      O complexo do templo dentro da área de 500 X 500 canas medirá cerca de 500 X 500 côvados. É espaço suficiente para quase 8 campos de futebol! Ez 40-42.

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    4. É provável que o templo não seja construído com ouro e prata como o primeiro templo que foi construído por Salomão (1 Rs 5-8). O ouro e a prata não são mencionados nos projetos do templo do Milênio. Talvez ele seja branco, o que significaria a pureza e justiça que irão caracterizar aquele período. Ez 40-48.

      Israel e os gentios trabalharão juntos na construção do templo. Is 60:10; Zc 6:15; 1 Rs 5:1-10.

      Haverá somente três portões para se entrar no complexo do templo (no átrio exterior). Não haverá portão para o oeste. Da mesma forma haverá apenas três portões para se entrar no átrio interno onde o grande altar estará localizado. Ez 40.

      É notória a ausência do véu no templo do Milênio. No lugar dele haverá portas de folha dupla na entrada (Ez 41:24). Isto significa um grau de acesso muito maior do que aquele que Israel conhecia nos tempos do Antigo Testamento, quando havia uma entrada velada à presença do Senhor (Êx 26:31). Ainda assim, trata-se de muito menos do que a ampla entrada e livre acesso que os cristãos desfrutam agora pelo Espírito através do véu rasgado (Mt 27:51; Hb 10:19-22).

      Não haverá a "Arca do Senhor" no templo, pois a glória da presença do Senhor estará ali (Ez 48:35), e algo que O represente não será mais necessário. Jr 3:16.

      Não haverá sumo sacerdote dentre os descendentes de Aarão, para exercer o ofício no templo, pois o Senhor, o Grande Sumo Sacerdote estará presente. Zc 6:13; Hb 4:14; 5:5,6; 7:17-24.

      O Senhor irá escolher o Seu vice-regente do trono de Israel para, em Seu Nome, administrar os Seus interesses sobre a terra. Esse "príncipe" será um descendente direto da linhagem da casa real do Rei Davi. (O Príncipe não é o Senhor Jesus Cristo, porém um homem mortal que oferecerá sacrifícios pelo seu próprio pecado) Ez 45:22; Sl 89:34-37; Sl 132:11,12; 2 Sm 7:12-17; Ez 45:7,8.

      Tudo voltará à ordem judaica na terra. Voltará a ser observado o "shabbath", e não mais o primeiro dia da semana como na era cristã. Is 66:23; Mt 24:20; Ez 44:24; 45:17.

      A Lei de Jeová, com seus estatutos e juízos, voltará a ser guardada.* Ez 36:27; 37:24; 44:24.

      [ Nota: *Isto significa que as passagens como Dt 22:5 serão observadas. As mulheres não mais se vestirão com roupas masculinas, etc. Nesse tempo a vida em Israel será ordenada conforme a vontade de Deus. ]

      Os sacrifícios levíticos serão novamente oferecidos. Esses sacrifícios terão um caráter comemorativo, sendo uma lembrança da obra consumada de Cristo. Ez 44-46; Is 56:7; Jr 33:18; Zc 14:16-21; Ml 3:3-4.

      Será feito uso de instrumentos musicais para auxiliar na adoração ao Senhor sobre a terra. Sl 68:25; Sl 149-150.

      A glória do Shekinah (a presença visível da glória do Senhor) retornará ao templo e será vista outra vez. Ez 43:1-6; Is 4:5,6.

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    5. A terra resplandecerá com a glória do Senhor. Ez 43:2; Nm 14:21; Hc 2:14; Sl 72:19.

      O Milênio será como um longo dia sem noite. A luz da glória do Senhor será derramada da Jerusalém celestial com tamanho fulgor que mesmo a noite não será totalmente escura. A luz da Lua irá também brilhar tanto quanto o Sol. Zc 14:6,7; Is 4:5,6; 30:26; 60:19,20; Gn 2:1,2; Ap 21:23,24; Compare com Êx 13:21.

      Haverá um sacrifício matinal perpétuo, como nos dias de outrora (Nm 28:3,4), mas não haverá o sacrifício da tarde pois não haverá mais noite. Ez 46:13-15.

      Somente três das sete festas anuais de Jeová, de Levítico 23, serão conservadas; a Páscoa, a Festa dos Pães Asmos, e a Festa dos Tabernáculos. A Festa das Primícias e a Festa do Pentecostes (festas celebradas no primeiro dia da semana) não serão mantidas. Elas falam da dispensação cristã que não está conectada com a bênção terrenal de Israel. A Festa das Trombetas e o Dia da Expiação também não serão mais observados pois uma vez que o pecado de Israel, por haver se apartado do Senhor, estará julgado e confessado e eles restaurados à sua terra, o Senhor nunca mais trará à tona a questão da infidelidade do povo, que era o assunto para o qual essas festas apontavam. Tudo estará perdoado e esquecido para sempre. Ez 45:18-25; Zc 14:16.

      Israel louvará o Senhor. Sl 99; Is 12.

      Israel convocará a terra a louvar o Senhor. Sl 34; Sl 86:9; Sl 96; Sl 100; Sl 117; Sl 148.

      Muitas nações se disporão a unir-se ao Senhor. Zc 2:11; Sl 47:9.

      Será estabelecida a adoração universal do Senhor Jesus Cristo. Sl 66:4; 145-150; 86:9.

      A adoração do Senhor Jesus Cristo será também mensal e semanal (de um "shabbath" a outro). Is 66:23.

      Haverá constante louvor, dia e noite, no templo, tanto por parte dos judeus como também dos gentios, visto que adorarão juntos. Ap 7:15; Is 56:6-8; Sl 134:1.

      Todas as nações irão a Jerusalém anualmente para adorar o Senhor e orar. Toda carne adorará o Senhor. Zc 8:20-23; 14:16; Sl 22:27; Is 2:18; 66:23.

      As nações que não forem a Jerusalém, para adorar e guardar a Festa dos Tabernáculos, trarão sobre si mesmas pragas e seca. Zc 14:17-19.

      Toda idolatria será completamente abolida da terra. Toda religião falsa será destruída. Os idólatras ficarão envergonhados de sua idolatria que não pôde ajudá-los antes. Is 1:28-31; 2:18; Ez 37:23; Os 14:8; Mq 5:12-14; Zc 13:2-6; 14:9.

      Em cada nação será oferecido incenso como um memorial ao nome do Senhor. Ml 1:11.

      Jerusalém será reconstruída e novamente habitada após sua destruição. Is 61:4; Jr 30:18; 31:38-40; Am 9:14.

      As medidas da cidade de Jerusalém serão de 4:500 X 4:500 côvados grandes, o que é um quadrado com aproximadamente 2:500 metros de lado. Ela estará localizada na Santa Oblação ao Senhor. Ez 48:15-19.

      Um palácio real será construído na cidade para residência do Príncipe e de sua família. Jr 30:18; Sl 48:3.

      Jerusalém terá 12 portões (três de cada lado da cidade) como na Jerusalém celestial. Esses portões nunca mais se fecharão. Is 26:2; 60:11; Ez 48:30-35; Zc 14:11.

      Cada habitante da cidade de Jerusalém será justo. Is 52:1; Is 60:21.

      As crianças brincarão seguramente nas ruas de Jerusalém. Zc 8:3-8.

      Jerusalém será a principal cidade do mundo, o centro metropolitano de toda a terra. Is 2:2; 62:6,7; Sl 48; Ez 5:5; Jr 3:17; Sl 87:1-3.

      Enquanto os santos celestiais reinarão sobre a terra na Jerusalém celestial (Hb 12:22; Ap 5:9,10; Rm 8:18,19), Israel reinará na terra e Jerusalém será o trono do governo do Senhor. Sl 45:9-16 ("a rainha"); Sl 2:6; Sl 110:2; Is 2:1-4; Sl 149:5-9.

      Israel será estabelecido como cabeça sobre todas as nações da terra em conformidade com o propósito original de Deus para ele. Dt 28:13; Is 2:1-5; 60:14; At 1:6,7; Dn 3:29,30; Sl 18:43; 47:3; Dt 26:19.

      Sendo Israel cabeça sobre as nações, toda a terra lhe pagará tributo. Ele sorverá da abundância dos gentios e será o mais saudável país sobre a terra, mais do que qualquer outro com que se possa comparar. Is 60:5,6,9-11,16,17; 61:4-6; 2 Cr 32:23; Sl 72:10; 1 Rs 4:20,21; 10:14,15; Mt 17:27; Zc 14:14.

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    6. Os gentios servirão a Israel. Eles alimentarão os seus rebanhos, lavrarão seus campos e cuidarão de suas vinhas, enquanto Israel cuidará do ministério do Senhor. Is 14:2; 61:5-6.

      As nações que não servirem a Israel serão extirpadas. Is 60:12.

      Serão estabelecidos juízes na terra de Israel para exercer justiça e cuidar dos direitos de Cristo neste mundo. Is 1:26; 60:17; Mq 5:6-8; Ez 45:9; Sl 149:6-9.

      O Egito e a Assíria serão nações que exercerão liderança juntamente com Israel durante o Milênio. Is 19:24,25.

      Serão construídos um altar e uma coluna para o Senhor no Egito. Is 19:19.

      A população das nações ocidentais será rara como ouro. Is 13:12; 14:23; 24:6; Jr 50:3,39; 51:2.

      Estradas intercontinentais serão construídas chegando até a terra de Israel. Elas serão utilizadas primeiramente pelos israelitas remanescentes de volta à terra, e então também para as nações irem até Jerusalém. Haverá uma estrada do Norte da África, passando por Israel e indo até a Ásia (do Egito à Assíria), e uma estrada da China (Sinim), através do deserto, até a terra de Israel. Is 11:16; 19:23; 35:8; 49:11,12; Sl 84:5.

      Jerusalém será o centro para o aprendizado da Palavra de Deus. Todas as nações subirão para lá com este propósito. Is 2:2,3.

      Os sacerdotes ensinarão a Israel o conhecimento do Senhor. Israel, por sua vez, ensinará às nações e como resultado a terra se encherá com o conhecimento do Senhor. Ez 44:23; Sl 145:11,12; Ml 2:7; Is 2:3; 11:9; 61:6; Hc 2:14; Jr 31:33,34.

      Israel será uma bênção para o mundo todo. O poder do Espírito Santo será derramado sobre Israel em sinais e milagres, e Israel usará seu poder para abençoar o mundo. Gn 47:7; Jl 2:28-30; Mq 5:6-8.

      Naqueles dias Israel será chamado pelo nome do Senhor -- "Jeová-tsidkenu" (Jeová Justiça Nossa). O nome do Senhor será o Seu nome. Jr 23:6; Jr 33:16.

      Naqueles dias será uma honra e um privilégio ser judeu. Os judeus serão famosos por toda a face da terra. Is 61:9; Sf 3:18-20; Zc 8:20-23.

      As pessoas retornarão às suas terras de origem. Os países não terão mais nacionalidades misturadas. Is 13:14; Jr 50:16.

      As diversas línguas das nações continuarão a existir no Milênio. Zc 8:23; Is 19:18; 66:18.

      A santidade caracterizará cada aspecto da vida em Israel. "Santidade ao Senhor" será escrito nos sinetes dos cavalos (representação da vida pública), nos vasos da casa do Senhor (representação da vida religiosa), e nos vasos de Jerusalém e Judá (representação da vida privada). Zc 14:20,21.

      A própria criação será liberta de seu cativeiro e maldição. A terra cantará (em sentido figurado) ao desfrutar de seu Jubileu. Rm 8:19-22; Is 35:1,2; Sl 65:13; Ap 22:3.

      Não haverá mais lágrimas para os que estiverem sobre a terra. As pessoas serão felizes. Ap 7:17; Is 35:10; 25:8; 65:19,22-23; Sl 144:15; Is 30:19.

      Não haverá mais doenças ou enfermidades. Não haverá gripe, resfriado, câncer, etc. Não haverá mais necessidade de médicos, dentistas, enfermeiras, etc. Is 33:24; Sl 103:3.

      O cego, o surdo, o mudo e o aleijado serão todos curados. Is 35:5,6; Sl 146:8.

      A longevidade antediluviana (pré-dilúvio) será restaurada na era Milenial. Com a maldição removida (Ap 22:3; Zc 14:11), a morte será retida. Aqueles que entrarem no Milênio viverão por todos os 1.000 anos, se não pecarem. Mesmo aqueles que morrerem por causa do pecado sob o juízo de Deus (Zc 5:1-4; Sl 101:8; Sf 3:5, etc.), com a idade de cem anos ou mais, ainda assim não serão considerados velhos. Mesmo com toda essa idade, eles serão considerados como crianças. Is 65:20; Sl 92:14; Zc 8:4; Mt 25:46 (refere-se à vida eterna sobre a terra); Sl 128:6.

      As pessoas sobre a terra terão famílias numerosas. Sl 107:41; 128; 144:12; Is 60:22; 65:23; Zc 8:5.

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    7. Os instintos selvagens e assassinos dos animais dos níveis mais baixos da criação serão alterados. O lobo e o cordeiro habitarão juntos; o leão e o bezerro também viverão juntos e este não será atacado por aquele. As crianças brincarão com os leões e com as víboras e não se machucarão. Os homens poderão dormir nas florestas e não serão molestados. Is 11:6-9; 35:9; 65:25; Ez 34:25.

      A dieta dos animais carnívoros será alterada. O leão comerá palha como o boi. Is 65:25.

      Aparentemente o homem também voltará a ter um tipo de dieta vegetariana como na época antediluviana (Gn 1:29). Eles comerão peixe (Ez 47:9-10) mas provavelmente não comerão carne.

      Não será mais praticada a caça. Os 2:18.

      Ocorrerão também vastas mudanças topográficas na terra. Is 41:15-20.

      Haverá um novo rio com águas saneadoras jorrando de sob o templo no centro de Jerusalém e dividindo-se em duas correntes, uma para o leste desaguando no Mar Morto, e outra para o oeste desaguando no Mar Mediterrâneo. Elas correrão pelo novo vale aberto pelos pés do Senhor, quando da Sua vinda no Monte das Oliveiras. O rio irá enriquecer e fertilizar a terra. Ez 47:1-8; Zc 14:4-8; Sl 65:9-10; Jl 3:18.

      O Mar Morto será saneado e suas águas serão povoadas com um enorme cardume. Os pescadores irão se enfileirar em suas margens. Ez 47:9-10.

      Os pântanos isolados do Mar Morto não serão saneados. Ez 47:11.

      Outros novos rios jorrarão também na terra. Is 30:25, 35:6,7; 41:18.

      O deserto florescerá como a rosa. Is 35:1,2,7.

      O Rio Eufrates, o Rio Nilo e o Ribeiro do Egito secarão e não serão mais utilizados. Is 11:15; 19:5-8; 27:12; Ap 16:12.

      O braço do Mar Vermelho (provavelmente a ramificação esquerda do Mar, atravessada por Israel por ocasião de seu êxodo do Egito) se secará. Is 11:15.

      Algumas montanhas e vales serão nivelados, talvez como resultado do Senhor haver sacudido a terra com terremotos, vulcões e outras catástrofes naturais. Sl 97:1-5; Mq 1:2-4; Is 2:21; 40:4; Ez 38:20.

      O Sol brilhará sete vezes mais e a Lua será tão brilhante quanto o Sol atual. Is 30:26.

      As quatro estações permanecerão as mesmas na terra. Sl 104:19; 147:15-18; Gn 8:22.

      A fertilidade agrícola e a vegetação prosperarão. A terra produzirá colheitas como nunca se conheceu antes (ao menos desde a queda do homem, Gn 3). Sl 65:9-13; 67:6; 144:13,14; Is 27:6; 35:1,2,7; Jl 2:21-27; 3:18; Am 9:13-15; Mq 4:1-4; Zc 3:10.

      Os lugares mais improváveis da terra, como os picos das montanhas, produzirão safras abundantes. Sl 72:16.

      Os campos e prados da terra se vestirão com rebanhos e os vales serão cobertos por cereais. Sl 65:13; Sl 144:13,14.

      As armas serão transformadas em úteis ferramentas agrícolas. Is 2:4; Mq 4:3.

      Não haverá ervas daninhas, espinhos ou sarças, exceto na terra de Edom. Isso será de grande auxílio para a produtividade. Is 34:13; 55:12,13.

      As lavouras serão tão grandes que não terão tempo de colher tudo antes que já seja tempo de semear novamente. O que lavra alcançará o que sega, e o que pisa as uvas, o que planta as sementes. Am 9:13.

      Os fazendeiros desfrutarão de surpreendentes resultados de seus rebanhos. Uma vaca ainda jovem, que em geral não seria capaz de produzir grande quantidade de leite, produzirá com abundância tal que farão manteiga do excedente. Is 7:21,22.

      A terra de Israel será tão fértil que se parecerá com o jardim do Éden. Ez 36:35.

      Os enormes rebanhos de ovelhas e gado de todos os tipos, pertencentes a Israel, encherão a terra ao ponto de invadirem as ruas das cidades. Sl 65:10-13; 144:13,14; Is 30:23,24.

      Ao longo das margens do rio crescerá todo tipo de árvores frutíferas. Elas serão tão produtivas que darão frutos todos os meses, e não anualmente como ocorre hoje. Ez 47:12; Dt 33:14.

      Continua...

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    8. Ervas medicinais, feitas com as folhas das árvores que crescerão ao longo das margens do Mar Morto, serão usadas para cura dos cortes e machucaduras. Ez 47:12.

      Não haverá mais pobreza. Não se encontrará mais um pobre sobre a face da terra. Haverá provisão para o necessitado, para o órfão e para as viúvas. Sl 132:15; Is 41:17; 65:21-23; Sl 146:7.

      A terra de Edom permanecerá uma perpétua desolação de geração a geração durante todo o Milênio. Espinhos, urtigas e cardos crescerão por toda a terra desolada. Isso será uma lembrança constante para todas as nações das conseqüências de se odiar ao Senhor e a Seu povo Israel. Is 34:9-15; Jr 49:13,17,18; Jl 3:19; Ml 1:3.

      As grandes cidades da Europa e América não serão reconstruídas. Elas permanecerão virtualmente desabitadas por todo o Milênio, depois de os anjos haverem passado separando os ímpios dos justos. As bestas do campo vaguearão pelo interior das casas, nas cidades desoladas. Is 13:19-22; Jr 50:3,39,40; 51:26,29,43.*

      [ Nota: *Babilônia representa, como tipo, as nações ocidentais da cristandade. ]

      Embora a glória, poder e majestade do Senhor estejam, então, sendo manifestadas por toda a terra, muitos permanecerão submissos por fingir obediência ao Senhor. Dt 33:29; Sl 18:44; 66:3; Sl 81:15; 2 Sm 19:18-23.

      Quando o período de 1.000 anos do reino de Cristo (Milênio) estiver chegando ao final, Satanás será solto do abismo para provar os habitantes da terra (não os do céu) por um breve período de tempo. Ele enganará aqueles que ficaram apenas a fingir obediência no Reino e os reunirá contra a amada cidade de Jerusalém. Ap 20:7-9.

      Quando os revoltosos, liderados por Satanás subirem contra Jerusalém, o Senhor fará chover fogo do céu e os destruirá. Ap 20:9,10.

      Satanás será lançado no lago de fogo para sempre. Ap 20:9,10; Mt 25:41.

      Nessa ocasião o Senhor fará com que os céus e a terra sejam dissolvidos com grande calor. Jó 14:12; Sl 102:26; Hb 1:12; 2 Pd 3:10-12; Ap 20:11; 21:1.

      O Tempo termina. 1 Co 15:24.

      Continua...

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    9. Ocorrerá a segunda ressurreição, também chamada de "ressurreição da condenação" (Jo 5:29) ou ressurreição dos injustos (At 24:15). Todos os que morreram em seus pecados, sem fé, durante todo período em que existiu o Tempo (desde Caim até o final do Milênio), serão ressuscitados para permanecerem diante do Senhor em Seu grande trono branco a fim de serem julgados. Esse é o julgamento dos (ímpios) mortos. Jó 14:12; At 10:42; 2 Tm 4:1; 1 Pd 4:5; Ap 20:11-15.

      Os anjos caídos que permaneceram em cadeias de trevas serão tirados do abismo e julgados. 2 Pd 2:4; Jd 6; Is 24:21,22.

      Os santos darão assistência ao Senhor no julgamento dos anjos. 1 Co 6:3.

      O Senhor devolverá o Reino (do Filho do Homem) para Deus Pai e Se devotará completamente à Sua Esposa. Embora Ele devolva o Reino, não devolve Sua Humanidade. Ele permanece um Homem por toda a eternidade. Como Homem, o Filho estará sujeito ao Pai para sempre. 1 Co 15:24-28; Êx 21:6.

      Quem quiser saber o antes e depois do milênio sugiro a leitura do livro que mais uma vez coloco o blog para a leitura COMPLETA deste livro:

      http://acontecimentosprofeticos.blogspot.com.br/

      Abraços a todos

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  20. Irmào antonio, quem pecou e recorre o perdão , vai ficar para a aegunda ressurreição? Vai par o milênio, vai para o céu?

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    1. Todos aqueles que se arrependeram dos pecados e creram em Jesus para a sua salvação terão parte na primeira ressurreição Ana.

      Antes ou depois do batismo.

      Deus te abençoe.

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    2. Ana Santos, como você me pediu para responder sobre a segunda ressurreição e os irmãos sabiamente já te responderam certo, vou dar uma pincelada sobre este tema.

      Na segunda morte (como é dito em apocalipse, pois não se fala sobre segunda ressurreição), podem pesquisar, não se salvará NINGUÉM, pois como já é bem claro, é SEGUNDA MORTE. Na maioria das denominações nos foram ensinado um jargão erroneamente assim:
      "Se eu não for na primeira eu vou na segunda ressurreição".
      Ana, sobre a sua situação, fique em paz, confesse a Deus os teus pecados:
      1Jo 1:9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

      Então Ana, confesse de todo o seu coração e se os teus pecados for contra alguém também vá e se reconcilie com esta pessoa e Deus é fiel e justo para te perdoar e te purificar de toda a injustiça e você irá com certeza na primeira ressurreição.

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    3. Perfeito Antonio.

      E se "Jesus é o Caminho, a verdade e a vida e NINGUÉM vai ao Pai a não ser por Ele", logo não tem como haver julgamento que beneficie alguém na segunda ressurreição.

      Não haverá como alguém ser salvo por intermédio de obras ou qualquer outra coisa a não ser por meio da Fé em Cristo como Salvador.

      E quem creu em Cristo já estará com Ele na primeira ressurreição...

      Abs!!

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  21. Prezada Irmã Ana,

    Pelo teor de sua pergunta, percebo que você ainda continua angustiada com essa dúvida... Falo de pecado, perdão, vida eterna... Você precisa URGENTEMENTE desprender-se de algumas heresias que infelizmente, vez ou outra, são ensinadas na CCB, são elas:

    “Batismo Salvifico” – Isso não existe!
    “Pecado de Morte” (adultério e fornicação) – Tal pecado de morte nem sequer existe! O que existe é pecado para morte – mas pelo amor de Deus, não é adultério e nem fornicação! Pecado para morte, certamente trata-se de apostasia da fé, que era um pecado frequente na comunidade Joanina. Esta apostasia, encontramos também em Hebreus 6:4-6 e 10:26.
    “Caiu da graça” – Isso só é possível se voltarmos ao sistema de sacrifícios descrito nas leis mosaicas para a expiação de pecados, ou então, querermos barganhar com Deus a nossa salvação através das nossas obras!

    O único pecado que não tem perdão é a blasfêmia contra o Espírito Santo! Essa blasfêmia – conforme demonstra no contexto dos evangelhos no qual esta inserida – nem é mais possível cometer nos dias de hoje. Observe que nos demais livros do NT, o pecado imperdoável desaparece! Vou lhe explicar: O versículo chave para entender essa blasfêmia - imperdoável contra o Espírito Santo -, encontra-se único e exclusivamente no evangelho de Marcos 29:30. Não vou discorrer teologicamente sobre o assunto para não alongar o post, vou resumir:

    Para cometer a blasfêmia contra o Espírito Santo, você deve necessariamente encontrar-se com Jesus Cristo na face da Terra em carne e osso – literalmente – realizando algum milagre! Daí, após você presencia-lo realizando alguma obra (expulsão de demônios, cura de cegos, etc. e tal), declare convictamente – de todo o seu coração - que Ele conseguiu tal feito pelo espírito de Belzebu! Você entendeu?

    Ana, se você pecou - nem me interessa saber o que você fez! – O Senhor já te perdoou!

    Você pensa que Deus riscou o seu nome do livro da vida? Acha mesmo que Deus condena uma alma - seja batizado ou não – que confessa e se arrepende de seus pecado, para o inferno?

    Talvez este link tire suas dúvidas acerca do pecado, salvação, galardão etc.:
    http://jesussite.com.br/acervo.asp?Id=937

    Um grande Abraço,
    no amor de Deus,
    Douglas

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    1. Epa! Corrigindo...

      O versículo chave para se entender o pecado imperdoável está unicamente no evangelho de Marcos cap. 3 ver. 30. Este detalhe não consta nos demais evangelhos, onde narram à mesma passagem!
      E o correto é belzebu (com “b” minúsculo).

      Um grande abraço,
      No amor de Deus,
      Douglas

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  22. Irmã Ana , não seja tão dura assim com você mesma! Siga enfrente , confia no Senhor Jesus.

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  23. Irmão Antonio , tudo bem?]

    Certa vez em conversa com uma pessoa que alegava que Jesus Cristo era extraterrestre, e que tinha deixado descendentes aqui na Terra , eis que respondi para ele :

    ” Jesus Cristo não é daqui,
    desta Terra , e de nenhuma outra galáxia deste Universo visível. Ele é de uma outra dimensão , um outro Universo, que
    nossos melhores telescópios , não poderão jamais captar sua imagem, pois trata-se de uma dimensão totalmente espiritual,
    onde estes olhos carnais,não podem enxergar. Cristo se fez carne , sem pecado, e dentro dessa matéria, havia um espírito, luz , energia, como se preferir,
    tão poderoso , que no Monte da transfiguração , podemos constatar isso : seu rosto resplandeceu como o sol e seus vestidos brancos como a luz.
    Podemos observar o poder que estava nele.
    Nesse momento da transfiguração , o que ocorreu com a sua matéria? Ela se fundiu com o seu espírito. Ele tinha esse poder para tal, pois Nele não havia o pecado(morte da carne).
    Para quem crê em anjos, esses seres de pura energia, também têm o poder de materialização.
    Cristo irradiava virtudes, energia divina até pelos seus poros, devido à grandeza do seu espírito, pois afinal , sendo Filho de Deus , ele também era e é Deus.
    Podemos verificar isso , naquela parte , onde a mulher que tinha o fluxo de sangue lhe toca para obter a cura, e Jesus imediatamente diz que alguém Lhe tocou , pois dele saiu virtude.
    Cristo curou e ressuscitou a muitos, e também tinha poder para fazer o mesmo consigo, mesmo que chegasse à morte , como ocorreu na cruz.
    Em certo trecho da Bíblia , ele diz:…” O Pai tem a vida em si mesmo , e deu para o filho também ter a vida em si mesmo'.
    Sua missão não foi gerar uma descendência, mas,
    como ele mesmo disse : …”derramarei do meu sangue , e resgatarei a muitos.”
    Cristo , nos seus últimos dias disse aos seus discípulos , que após todos aqueles acontecimentos que iria lhe ocorrer , partiria junto ao Pai; e que os discípulos os amassem de verdade, deveriam
    se exultar com isso e não chorarem pela sua ausência. O fato de não existirem provas materiais , como sepultamento do seu corpo é justamente porque a sua carne não conheceu a morte. O homem nasceu em pecado e morre; porque o pecado gerou a morte. Mas Cristo nasceu sem pecado ; foi obra do espírito Santo. Por ser um Ser sem pecado , ofereceu seu corpo em sacrifício para perdão dos pecados da humanidade. Um pecador não poderia salvar outro pecador. Por isso Ele (divino) veio habitar em um corpo puro para tal missão.Como Cristo não tinha pecado , Ele tinha o poder de interagir sua carne com o espírito conforme vimos no monte da Transfiguração.Ele realmente morreu , mas como Ele era é e a Ressurreição e a Vida houve esse milagre com si próprio.


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    1. Agora , fico me perguntando: se Adão não tivesse pecado , como seria? Será que haveria uma interação entre a matéria e o seu espírito?

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    2. Sônia, devemos entender que o ser humano é formado pelo corpo, alma e espírito, sendo que o Senhor Jesus foi e sempre será três vezes santo (corpo, alma e espírito). Ele MORREU literalmente na cruz (morte carnal) como um homem, mas sem PECADO, é claro e ressuscitou ao terceiro dia e hoje esta assentado a destra de Deus com CARNE E OSSOS. Nós também na ressurreição seremos igual a Ele, num corpo incorruptível. Agora sobre a sua dúvida:

      "se Adão não tivesse pecado , como seria? Será que haveria uma interação entre a matéria e o seu espírito?"

      Primeiramente Deus criou Adão e em seguida Eva, sem PECADO, e para que vivessem eternamente no paraíso terreno. Mas a desobediência entrou na criação de Deus e por isto o pecado abundou, MAS aonde o pecado abundou a graça superabundou. Agora a respeito da presunção de uma suposta fidelidade de Adão a não pecar, daí que entra a soberania de Deus, que não entenderemos, pois a formação da IGREJA já era um mistério oculto:

      Rm 16:25 Ora, aquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto,
      Ef 3:9 E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou;
      Cl 1:26 O mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações, e que agora foi manifestado aos seus santos;

      Agora sinceramente Sônia, eu não entendi muito bem esta tal interação entre matéria e espírito que você insinuou. Poderia explicar melhor esta ideia?

      Abraços

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    3. Irmão Antonio,
      Obrigada pelo seu comentário.

      "Sônia, devemos entender que o ser humano é formado pelo corpo, alma e espírito, sendo que o Senhor Jesus foi e sempre será três vezes santo (corpo, alma e espírito). Ele MORREU literalmente na cruz (morte carnal) como um homem, mas sem PECADO, é claro e ressuscitou ao terceiro dia e hoje esta assentado a destra de Deus com CARNE E OSSOS. Nós também na ressurreição seremos igual a Ele, num corpo incorruptível."

      Sim , acredito nisso:Cristo está a destra de Deus com carne e osso. Agora, a minha dúvida e essa: nós também ressuscitaremos com carne e osso? Não seria apenas num corpo espiritual? Digo isso por que lá em Gênesis , Deus diz que o pó retornará ao pó , e o espírito a Deus que o deu.

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    4. Sônia, a bíblia diz que ressuscitaremos em um CORPO INCORRUPTÍVEL, diferente deste corpo sujeito ao pecado. Agora ressuscitar num corpo espiritual isto é estranho, pois na palavra de Deus não fala sobre ressuscitamento em um corpo espiritual, mas o nosso corpo será igual ao do Senhor Jesus, sendo que será transformado de CORRUPTÍVEL PARA INCORRUPTÍVEL. Simples assim.

      Abraços

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    5. Agora ressuscitar num corpo espiritual isto é estranho,...

      Eu li lá em 1CORÍNTIOS cap.15 verso 44:

      Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal também há espiritual.

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  24. Este comentário foi removido pelo autor.

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  25. "se Adão não tivesse pecado , como seria? Será que haveria uma interação entre a matéria e o seu espírito?"

    Sinceramente irmão Antonio , depois acabei se arrependendo de ter exposto essa pergunta , pois perguntas do tipo "se não..." "se eu tivesse..." se... e se...não levam a nada. Só geram especulações e mais especulações. Rsss...

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  26. Irmão Antonio , tive algumas experiências o qual reluto muito , mas muito em compartilhar , mas esta eu sinto mais a vontade em relatar.

    Ocorreu há mais de 10 anos.
    Já era bem tarde da noite, fiz a minha oração para dormir. Quando já estava deitada, tive a visão do rosto de um espírito bem próximo a mim. Comecei a me sentir muito mal, uma aflição de alma inexplicável. Senti que estava perdendo minha mente, a ponto de não saber mais onde estava... Aquele espírito veio para me destruir!
    Lembro-me que em mente comecei a fazer uma oração em desespero ao Senhor Jesus, que Ele me socorresse... Minha alma estava aflita. Orei, orei, orei... quando de repente vejo vindo em minha direção, flutuando, uma moça gloriosamente bela, parecia toda iluminada, cabelos longos de onde saiam como faíscas douradas de seus cabelos, num vestido longo, parecia feito de um tecido cintilante prateado-azul. Seu rosto brilhava, ela era linda! De repente notei que aquele espírito desaparecera imediatamente...
    Uma paz intensa invadiu o meu ser. Fiquei contemplando aquela moça por alguns instantes. Ela não me passou nada mentalmente. Ela apenas chegou, humildemente. Senti todo o seu ser: era de uma pureza, uma bondade, humildadee santidade sem igual. Comecei a chorar que queria ficar com ela. Tive a sensação que já a conhecia há muito tempo, mas ela se foi...

    Conforme pude observar , a luz vinha do seu interior e irradiava ao seu redor.Seus olhos eram transparentes. . Seus cabelos eram de um dourado brilhante , longos , até o chão de onde saíam como faíscas douradas. Seu rosto, belo e perfeito brilhava e irradiava uma luz cristalina, bem como todo o seu corpo ao redor, que ilumina o ambiente.Suas vestes era um vestido longo , com mangas longas , feito de um tecido cintilante. Era um corpo glorioso, feito de luz . Difícil de descrever , mas , posso dizer que ela era feita de luz! Não havia densidade em seu corpo .

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    1. Sonia.

      Na sua opinião quem era essa mulher ?

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    2. Gostaria de saber a sua opinião primeiro rss...

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Vamos zelar por um bom ambiente de diálogo. O intuito do blog é compartilhar textos e vídeos que nos leve a reflexão, união e aproximação com Cristo.
Discordou de mim? Tua opinião é bem-vinda, mas seja educado. Somos todos aprendizes nesta vida, e ainda mais aprendizes de Cristo, a Palavra de Deus feito carne, que é fonte inesgotável de Vida e Verdade, o Único Caminho nosso à Deus!

Obrigado.