Continuando com a série “Um pouco de História”, abaixo reproduzo um texto
extraído do sítio teuministerio.com.br sobre um resumo da vida e obra de João
Calvino.
Vem deste reformador a utilização expressa dos textos bíblicos como base
de nossa fé, rechaçando toda e qualquer manifestação ou doutrina que não seja
contida nas sagradas escrituras.
Na paz,
HP
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João Calvino
Jean Cauvin, mais conhecido por nós
como João Calvino, nasceu em Noyon, França, em 10 de Julho de 1509. Aos 14 anos
foi estudar em Paris preparando-se para entrar na universidade. Estudou
gramática, retórica, lógica, aritmética, geometria, astronomia e música. Em
1523 foi estudar no famoso Colégio Montaigu.
Em 1528, com 19 anos, iniciou seus estudos em Direito e, depois, em Literatura. Em 1532 escreveu seu primeiro livro, um comentário à obra De Clementia de Sêneca. Em 1533, na reabertura da Universidade de Paris, escreveu um discurso atacando a teologia dos escolásticos e foi perseguido. Possivelmente foi neste período 1533-34 que Calvino foi convertido pelo Senhor, por influência de seu primo Robert Olivétan.
Em 1536, a caminho de Estrasburgo, encontrou uma estrada obstruída, o que o fez passar a noite em Genebra. Como sua fama já o precedia, Farel o encontrou e o convenceu a permanecer em Genebra para implantarem a Reforma Protestante naquela cidade. Começou a escrever a obra magna da Reforma – As Institutas da Religião Cristã. Em 1538 foi expulso de Genebra e viajou para Estrasburgo, onde trabalhou como pastor e professor. Casou-se com uma viúva anabatista chamada Idelette de Bure. Em 1541 foi convidado a voltar a Genebra. Em 1559 escreveu a edição final das Institutas e, no decorrer de seus poucos anos de vida, escreveu tratados, centenas de cartas, e comentários sobre quase todos os livros da Bíblia.
Em 27 de Maio de 1564, com 55 anos de idade, foi ao encontro do Senhor. O grande Teólogo da Reforma, usado por Deus, influenciou o mundo com seus escritos. Sua piedade e dedicação ao estudo da Palavra são inspiradores.
João Calvino – Como ele foi? O que aprendemos dele?
No dia 10 de Julho de 2008 João
Calvino completaria 499 anos. Ele é o nosso mais ilustre desconhecido. Ouvimos
falar dele e de sua obra, mas sempre em citações passageiras e que muitas vezes
descobriram-no como a pessoa que foi. Minha primeira impressão sobre ele era que
fosse um homem brilhante, mas inflexível e rígido demais quanto a seus
princípios; um professor muito inteligente, porém de difícil relacionamento.
Contudo, ao vê-lo mais de perto, descobri que foi tanto brilhante como piedoso.
Calvino é um exemplo de fé cristã para nós. Ele nos dá exemplo que precisamos
aprender e seguir.
O período que viveu com exilado em
Estrasburgo (1538-41) retrata bem para nós quem foi João Calvino.
Calvino foi um pastor: Pastoreou refugiados franceses na pequena
igreja de S. Nicolas, situada junto ao muro sul da cidade. Celebrava o
sacramento da Ceia, dedicava-se à visitação pastoral e pregava quatro sermões
semanais. Traduziu vários salmos para a métrica francesa para serem usado no
canto congregacional. A igreja era pequena, mas cantava alegremente sob o seu
pastorado.
Calvino foi professor: Tornou-se conferencista das Sagradas
Escrituras na escola secundária local, onde dava palestras três vezes por
semana. Além disso, dava aulas particulares e advogava nas horas vagas. Seu
salário era um florim semanal, que recebeu a primeira vez com seis meses de
atraso, o que também o forçava a vender parte de seus livros para sobreviver.
Calvino foi um escritor: Reeditou e ampliou as Institutas em
agosto de 1539, e em 1541 editou a sua primeira tradução francesa. Publicou o Comentário
aos Romanos (1539). Outros três trabalhos desse período são muito
importantes: A Resposta a Sodoleto, o primeiro
tratado apologético da Reforma Protestante, que foi responsável por sua volta a
Genebra em1541. A Forma das Orações e Hinos Eclesiásticos (13
hinos), direcionados à liturgia, constava da metrificação de Salmos. Calvino
acreditava que acima de tudo era importante cantar a Palavra. O
Pequeno Tratado Sobre a Ceia, como o seu primeiro esforço por chegar a
uma posição intermediária entre a posição memorial de Zwinglio e a
consubstanciação de Lutero quanto à presença de Cristo na Ceia [Leia estudo:
A Transubstanciação - R. C. Sproul].
Calvino foi um estadista da Igreja: Participou junto com Bucer e
Capito, (reformadores contemporâneos) de várias tentativas para unificar os
protestantes alemães e suíços. Inclusive encontros entre católicos e
protestantes, visando a unidades em Frankfurt, Hagenau e Worms. Desses
encontros nascera, sua amizades com Filipe Melanchthon (luterano) e suas
inúmeras correspondências com Bullinger (zuingliano). Desistiu de encontros com
católicos após 1541 quando percebeu a inflexibilidades católica quanto a seus
dogmas e doutrinas não fundamentadas nas Escrituras.
Calvino foi marido e hospitaleiro
pai de família. Casou-se com Idelete de Bure, uma holandesa, viúva de um
anabatista convertidos à fé reformada por intermédio do próprio
Calvino. Ela tinha dois filhos de seu primeiro casamento. Era graciosa, porém
de uma saúde muito precária, assim como Calvino também era. Dessa união nasceu
Jacques, nascido prematuro e morto ainda antes de completar um mês de vida.
Idelete faleceu prematuramente em 1546. Calvino nunca se casou novamente.
O que precisamos aprender com
Calvino?
1. Fidelidades às Escrituras.
Deixou claro que a teologia não pode
e não deve ser especulativa, mas submissa ao texto bíblico. O que o texto
bíblico diz está acima de qualquer interesse pessoal.
2. Amor para com a Igreja.
Dedicou-se à unidade da Igreja
enquanto via que era possível. Era amigo íntimo e conselheiro de vários
reformadores, reis, nobres e membros perseguidos de várias igrejas.
3. Teologia engajada.
A teologia de Calvino não era uma
teologia de gabinete, mas de um trabalho pastoral intenso. As Institutas não
são apenas um manual de teologia, mas um manual para a igreja viver e de uma
igreja viva que busca se expressar. A boa teologia é um guia para a vida!
4. Glória só a Deus.
Não se sabe com certeza onde foi
sepultado, pois pediu sigilo, a fim de que o seu nome não fosse exaltado, mas o
de Deus, que fizera toda a obra por seu intermédio.
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Fontes:
ACMJ - www.seminariojmc.br
Jornal Brasil Presbiteriano, pg. 19,
Ano 50, nº 645 – Julho de 2008. Autor: Rev. Hélio de Oliveira Silva -http://revhelio.blogspot.com/ -
Presbiteriano, bacharel em teologia pelo SPBC – Goiânia e mestre em história da
Igreja pelo CPPGAJ.
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