03/10/2013

Os benefícios imediatos do pecado não são maiores do que os benefícios em cumprir a vontade de Deus

Talvez este seja o título mais extenso publicado neste blog até hoje.

Confesso que estes dias, enquanto fazia minha caminhada, me veio esta linha de pensamento. Precisava colocar no papel o que entendi a respeito.

O pecado pode parecer bom e até dar “benefícios” em curto prazo, porém quando procuramos cumprir aquilo que Deus nos aconselha, fugindo do pecado, vemos que sempre ganhamos no longo prazo, mesmo que venhamos a sofrer no início.


Quando nos deparamos com a possibilidade de pecarmos ou não, geralmente pensamos nos benefícios que o pecado pode nos trazer e, iludidos, não pensamos nas conseqüências, acabando por transgredir.

Falo isso referente a qualquer pecado. Talvez você esteja pensando em pecados como adultério, mas estou dizendo também para pecados como uma simples mentira, ou uma inveja. Talvez para esses pecados, nem paremos para pensar nas consequências. Mentimos e invejamos sem mesmo refletirmos que estamos pecando, né?


Vemos na Bíblia que o ser humano foi criado de forma diferente das demais criações de Deus. Ao criar o homem, Deus quis que nós fôssemos “A Sua imagem e semelhança”. Deus soprou em nós a vida, fato que não ocorreu nos demais seres viventes. Também sabemos que antes do homem pecar, Deus tinha feito um jardim que dava ao homem tudo o que ele necessitava. Além disso, o homem desfrutava de presença constante com Deus.

Porém quando o homem foi confrontado pelo pecado, um benefício foi proposto: “Conhecer o bem e o mal, sendo como Deus”. Isso bastou para que o ser humano transgredisse aquilo que Deus havia ordenado e não pensasse nas conseqüências. E as conseqüências foram desastrosas: O homem perdeu todos os benefícios de viver num paraíso, foi exposto as dores, ao sofrimento, a morte e perdeu também a presença constante de Deus.

Perdemos a imagem e a semelhança de Deus quando pecamos.

No sacrifício feito por Cristo, o homem foi então justificado por meio da fé. Finalmente o homem, por Graça, voltava a ter a imagem e semelhança de Deus. Porém ainda em carne, continuamos a sofrer as dores do pecado.

O pecado sempre traz benefícios passageiros e conseqüências desastrosas. Por sua vez, a santidade proposta por Deus pode sim nos trazer tristezas iniciais, porém nos oferece conseqüências boas ao longo prazo.


Tomamos por exemplo aquele que, afrontado, pode optar pela mentira ou pela verdade. Se ele optar pela mentira, poderá ter benefícios imediatos, enganando alguém. Porém as conseqüências são diversas, mas sempre desastrosas: Ele vai ter que manter a mentira de pé, geralmente mentindo mais. Vai viver duas vidas simultâneas, uma verdadeira e outra mentirosa. Isso se sustentará assim até o dia que a mentira não terá mais como se sustentar, daí o sofrimento continuará, pois a confiança será quebrada entre aqueles que acreditaram na mentira.

Igualmente acontece com aquele que aceita a inveja o tomar. Ele vive remoendo a raiva, o rancor. Muitos acabam até cometendo outros pecados, Caim, por exemplo, acabou assassinando o irmão, por causa da inveja que o tomou…

Há benefícios em adulterar? Para aquele que adultera sim, porque senão não adulterava. É uma saída mais rápida sexualmente e afetuosamente do que enfrentar os problemas no relacionamento. E as conseqüências? Imensuráveis, enormes!

O jovem que se relaciona sexualmente antes do casamento se satisfaz sexualmente, porém queima etapas na construção de um relacionamento, sendo íntimos apenas sexualmente, mas havendo sérias discrepâncias em pensamentos, respeito entre outras coisas.


Em Efésios 2:10, encontramos que “Deus preparou as boas coisas para que andássemos nela” e na oração do Pai Nosso, Cristo nos ensinou “Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade”.

A vontade de Deus para o homem é boa. Deus quer que andemos em santidade e nos apartemos do pecado. Se deixarmos de mentir, poderemos sofrer algumas tristezas iniciais, mas com certeza teremos uma vida quieta, um coração em paz. Se abandonarmos a inveja, não seremos mais frustrados, não aceitando aquilo que temos. Se os jovens deixarem a fornicação, poderão construir relacionamentos mais saudáveis, profundos e sólidos. Ao não optarmos por adulterar, teremos diálogo mais franco e casamentos mais saudáveis.

Esses são pequenos exemplos que nos demonstram que a vontade do Senhor sempre é boa para nós.

Que Deus possa abençoar a nós todos.

4 comentários:

  1. irmão HP

    Deus te abençoe por este texto!

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    1. Amém irmã Sônia!

      Deus te abençoe também!

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  2. O interessante é que vc cita Efésios cujo propósito de Paulo é advertir sobre os 'recursos' espirituais que eles receberam para, permanecendo nesses recursos, os novos convertidos experimentassem oferecer honra e glória ao Santo Nome, ensinando-lhes como Deus reconciliou-os consigo mesmo e uns com os outros e ensinando ainda como manter a unidade 'na arena da batalha espiritual'.

    Você questiona sobre benefícios e consequências de certas escolhas e eu comparo justamente com essa mesma carta. É por essas e outras, que na carta aos efésios Paulo nos adverte a colocar a armadura todo santo dia para nos protegermos das armadilha do inimigo (analogia com o soldado romano). Porque os principados e os dominadores deste 'mundo tenebroso' fazem uso de pessoas para nos tentar com seus convites fascinantes (por meio da midia, da inveja, da ganância, da competição, do sexo casual, da beleza externa, etc), oprimindo e confundindo ao persuadir de forma maciça e fascinante no convite, levando a pessoa a perder o controle da própria vida. E o mais trágico é que faz a pessoa dar desculpas a si mesma para atenuar uma possível culpa que queira aflorar. Essas 'forças espirituais do mal' atuam exatamente nessas racionalizações que justificam essa distorção dos conceitos e dos valores.

    Como falo num texto em meu blog sobre 'a armadura de Deus', o dia mau é todo dia e as forças tenebrosas nele incluídas fazem uso do homem, adulterando seus valores e seus conceitos em aparente calma e equilíbrio com o intuito de distorcer a verdade e afastar as pessoas umas das outras. Sim, pois o inimigo de nossas almas só quer isso: separar as pessoas por meio de acusações, mentiras e situações distorcidas. Precisamos ficar atentos e não nos afastarmos das pessoas entendendo que nossa luta não é contra elas.

    Taí o texto na íntegra. Se achar por bem, dê uma espiada.
    http://reginafarias.blogspot.com.br/2010/10/armadura-de-deus.html

    Valeu pelo texto e por me lembrar do que escrevi. Afinal, não escrevemos senão para nosso próprio aprendizado.

    Abs.

    R.

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    1. Belíssimo texto teu sister. Tô "digerindo" gostoso ele ainda...

      Deus te abençoe por compartilhar conosco!

      :-)

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