07/04/2014

Avareza e prazer em compartilhar

Texto base: Lucas 12:13-21

A Palavra de Deus nos relata em Mateus que os discursos do Senhor Jesus, suas pregações e explicações eram diferente das pregadas pelos escribas e fariseus, pois o Senhor pregava com Autoridade.

Aliado a isto, o Senhor Jesus operava milagres, o que fazia sua reputação crescer muito entre o povo. Deste modo encontramos em Lucas 12:13, o relato de um jovem que vem a ele, querendo que o Senhor julgasse seu caso, pois seu irmão não queria repartir a herança a qual ambos tinham direito.
O Senhor era justo, porém vemos nesta passagem que Ele decidiu não julgar, aliás compreendendo que o moço o procurou apenas para ajudá-lo a resolver a parte financeira e não tinha mais nenhum interesse no Reino dos Céus, o Senhor propôs uma parábola, após referir à atitude do moço como “avarenta”.


Na parábola vemos um homem já rico, que possuía uma terra. Num ano a produção da sua terra excedeu muito o normal.
Sabemos que naquela época os maquinários eram rudimentares. Fertilizantes e pesticidas idem. Portanto o fato de produzir muito mais do que o normal se deu de forma natural, porém favorável. Talvez abundância de chuvas, bom sol, ausência de pragas.

Entretanto a produção excedente logo lhe deu dor de cabeça: Precisava armazenar toda a produção, pois o celeiro que possuía era apto apenas para estocar a produção normal. Logo ele teve uma ideia em colocar abaixo o celeiro, construir um maior, armazenar toda a produção e depois disto viver bem e desfrutar das benesses da vida.

Deus o chama de “Louco” e assim adverte dizendo que na mesma noite a alma lhe seria requerida e o chama de “pobre” por possuir riquezas.



Na Lei dada por Deus a Moisés, duas regras haviam para Justiça Social: Dízimo e Respigos.

Dízimo era a décima parte (10%) de toda a produção que deveria ser destinada ao Levita, ao Pobre, a Viúva e ao Estrangeiro, de modo que comessem e se fartassem.
Respigos era a Lei que ordenava que as esquinas (beiradas) dos campos plantados e toda a produção que quando colhida caísse no chão, seria destinada aos pobres, viúvas e estrangeiros.

Por esta lei, mesmo as camadas mais desfavorecidas teriam sustento.

Porém homem é homem e quer até na Lei achar uma maneira de sair ganhando. As beiradas dos campos não eram cultivadas com o mesmo cuidado do restante do campo. Não recebiam o mesmo tratamento e zelo. Da mesma forma que as colheitas eram feitas de maneira cuidadosa, de forma que não caísse a melhor produção, mas sim toda aquela bichada, defeituosa, estragada.

Da mesma forma o dízimo logo começou a ser roubado. Malaquias descreve numa profecia a repreensão do Senhor ao povo dizendo que o mesmo roubava o dízimo.



O Senhor Jesus nos ensina a sermos generosos, reconhecendo aquilo que temos como útil também aos outros.
Em Cristo, o dízimo foi aperfeiçoado, de maneira que não devemos contribuir apenas com bens, mas com atitudes, capacidades, etc.

Encontramos na Palavra relatado que Zaqueu após receber o Senhor decidiu de bom grado dar metade (50%) do que tinha aos pobres. Também encontramos que a viúva deu duas moedinhas aonde representavam tudo que possuía (100%).

Não devemos contribuir apenas com a Igreja (denominação), mas também com instituições de caridade, que auxiliam pessoas pobres, com comida, remédios, habitação. Há instituições que ajudam levando roupas para países pobres, reconstruindo lugares arrasados por desastres naturais.

Também devemos contribuir de modo pessoal, indo ajudar quem necessita, pois a própria Palavra nos diz: “Sempre tereis o pobre no meio de vós”.

Porém o Senhor não coloca peso que não conseguimos carregar. Podemos contribuir com dinheiro, mas se não tivemos dinheiro podemos contribuir com ações, dedicando nosso tempo em boa causa.



Mas o grande mal humano é se acomodar. Se alguém ganha 2 mil reais por mês, aprende a viver com aquilo e dificilmente lhe sobra dinheiro para compartilhar. Se a mesma pessoa passar a ganhar 10 mil reais por mês, arranjará maneiras como gastar o dinheiro e logo também dificilmente lhe sobrará dinheiro para compartilhar.

Avareza é ser pobre. Pessoa endinheirada pode não ser “abençoada”, mas sim próspera financeiramente e pobre de espírito.  

Não devemos esperar termos dinheiro para sermos generosos. O momento é agora.

Hoje é o dia de abrirmos nossos guarda-roupas lotados com roupas espremidas e separarmos roupas BOAS, sapatos BONS, para darmos para quem precisa, nem que seja através de instituições de caridade.

Hoje é o dia de olharmos nosso extrato bancário e enxergarmos nele condições de ajudar quem necessita. 


Hoje é dia de doarmos sangue. Doarmos uma marmita à um mendigo. Doarmos minutos de conversa com um idoso. Doarmos um sorriso à uma criança...



Quem assim refutar o que Cristo nos ensina, poderá ser rico, mas nunca será abençoado, pois será miserável e quando o Senhor lhe pedir a alma, se nivelará com os pobres, maltrapilhos e milionários.

Dentro do sepulcro não há diferença.


A diferença podemos fazer agora, como verdadeiros seguidores de Cristo.



2 comentários:

  1. Pois é...

    A generosidade não envolve, necessariamente, dinheiro, ou bens materiais.

    Texto excelente para revermos conceitos e valores equivocados.

    Abs!

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  2. Bem verdade! O amor , a bondade , a generosidade(não só em dinheiro , como a Regina falou) , a ajuda ao próximo em sua necessidade , tudo isso é que dá sentido e traz alegria na vida!

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