25/04/2014

Da série: Como você reagiria - Pastoreio

O assunto é PASTOREIO.


Você é ministro de uma denominação, responsável por uma igreja local. O título não interessa (pastor, presbítero, ancião, cooperador, bispo, etc).

O Rodrigo traz o Carlos, seu amigo de Ensino Médio para congregar junto. O Carlos, se maravilha, crendo em Jesus e logo se batiza.
Um ano se passa e o Carlos começa a namorar a filha de uma família tradicional, membra da igreja há várias gerações.

Um dia o Carlos traz dois homens já nos seus 50 anos para congregarem juntos. Os homens creem em Jesus e querem se batizar.

Estes homens então vem conversar com você que é o “Anjo da Igreja”. 


Você os recebe afetuosamente, pois enfim, trata-se de mais duas almas que querem servir a Deus.
Porém estes dois homens são CASADOS PERANTE A LEI DA TERRA.

Aliás, eles não são apenas um "Casal", mas formam uma família, visto que criaram um menino e uma menina desde quando os adotaram ainda bebês.

Pra complicar a situação, o Carlos é o Filho adotivo do Casal de gays. Portanto vive com eles há 15 anos e chama ambos de "pai".

Vou lembrar, o Carlos é membro ativo da Igreja, heterossexual, criado cercado de amor desde bebê por um Casal gay, tendo uma irmã adotiva desde bebê como ele, também heterossexual. Chama-se Vanessa, tem 13 anos eque já veio com o Carlos algumas vezes ao culto.

Formam uma família bem estruturada emocionalmente e afetuosamente, porém os "Pais" são gays.

Os "pais" se AMAM, porém são discretos de tal maneira que o ÚNICO na Igreja a ficar sabendo foi você (além do Carlos, que é filho), o "Anjo da Igreja", informado diretamente por eles. 
Você está em choque pois nunca imaginava tal coisa daqueles dois senhores tão discretos e respeitadores na tua frente.


Você, como "Anjo da Igreja", qual é o EVANGELHO DE JESUS que você tem pra pregar pra esta família?

A) O casal gay se separa (mesmo se amando mutuamente) e os filhos como são menores voltam pro orfanato?

B) O casal gay se separa (mesmo se amando mutuamente) e os filhos ficam na guarda de um deles?

C) Você diz que na Igreja não tem lugar pra eles?

D) Você cumpre o que Jesus disse: "Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais o rejeitarei" (Jo 6:37) e "Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair" (Jo 6:44)


Fique livre pra opinar se alguma alternativa dada não satisfaz tua resposta.

Deus abençoe a todos


3 comentários:

  1. Primeiro, eu guardo algumas reservas quanto a esse lance de 'PASTOREIO' e 'Anjo da igreja', mas vamos lá. Isso a gente discute depois.
    Gostei muito do texto. Muito inteligente, pois que as opções colocadas revelam imediatamente a alma da pessoa que avalia, não deixando margem para neguinho ficar em cima do muro. No máximo ele fica caladinho só observando as reações e mesmo assim ele ainda dá margem ao dito popular: 'quem cala consente'.
    Bom, mas vamos à questão em si.
    Bem interessante a sequência dessa situação hipotética. Muito bem colocada. Até porque, todos nós sabemos, que de uma maneira ou de outra, tem sempre um casal assim conhecido da gente, seja no ambiente do trabalho, ou da família, ou um vizinho de prédio, ou um eventual amigo de caminhada na praia... E que, esquecendo regrinhas coercitivas de nossa religiosidade, tratamos simplesmente como pessoas no nosso cotidiano. Não tratamos como 'diferentes', ou como gente melhor ou pior do que a gente. Tratamos como gente. Simplesmente.
    E nessa história apresentada a relação social e fraterna está instalada. Dessa forma, segue-se com o mesmo pensamento anterior, ao entrar também num ambiente em que se convencionou chamar casa de Deus, igreja, local de adoração (e que eu também tenho minhas restrições).
    Observo ainda que, ali estão pessoas que sabem perfeitamente se portar em qualquer ambiente, sem que sejam avaliadas pela sua vida íntima e pessoal ou pelas suas escolhas. Afinal, o que ela fazem, intimamente, é entre elas e Deus. Não cabendo, portanto, a nenhum ser vivente resolver, pois o que uma pessoa se torna não dá para nossa justiça própria avaliar. Nem tampouco decidir coisa alguma.
    Por outro lado, Deus diz a cada uma de suas criaturas que elas podem deixar de ser prisioneiras das próprias vontades. Para Deus, todos pecaram. Então, sujeitando nossa vontade ao plano de Deus para nossa vida, consequentemente, nossa vida muda. Seja em que aspecto for. Deixando bem claro que isso é uma relação PESSOAL entre a pessoa e Deus.
    Outra coisa interessante que percebi, é que não há um discurso gay. Eles apenas foram apresentados a uma comunidade onde se reúnem pessoas para louvar a Deus. E ali não estão pessoas perfeitas. Estão pessoas com as mais diversas deformidades de alma que se imaginar. E lá estão como 'iguais' porque por fora estão vestidas com as armas da religiosidade. Enquanto Deus nem liga pra isso, olhando direto para o coração.

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    1. Eu também não curto os termos "Pastoreio" e "Anjo da Igreja". Mas tem hora que temos que falar grego para os gregos, latim para os latinos...

      :-)

      Comentário perfeito. Não é posto "Discurso Gay" ou "Lobby Gay" como eu gosto de chamar a briga das entidades GBLT.

      Aqui neste texto foi falando de Alma. Alma igualzinha a nossa, cheia de problemas e enfermidades.

      Gostei!

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  2. Não concordo com esse termo ‘anjo da igreja,’ porque os exemplos que se vê por aí não se pode dizer que são sensatos, práticos e saudáveis. Conta-se nos dedos de uma mão o número de 'anjos' que estão dispostos a aconselhar sem o velho ranço legalista. Começa pelo equívoco do que seja ‘igreja’ e, também porque certos títulos e posições institucionais são perigosos e promovem uma cegueira vaidosa e um inchaço de ego nesses chefes de tribo gospel, que findam se colocando acima do bem e do mal, quando são pessoas tão passíveis de erros, enganos, equívocos, comportamentos avessos ao plano de Deus, quanto qualquer ser humano.
    Nenhum dirigente religioso tem poder de decidir sobre a vida de ninguém. Rejeitando uma pessoa, ele está contribuindo para aumentar a carga da culpa. E isso é crueldade. De minha parte não julgo e tenho compaixão. Nem tampouco me afasto, pois gay não é leproso. Ao contrário! Muitas vezes seu caráter é muuuuuuito mais admirável do que de muito crente ‘fardado’ que marcha para o monte todo dia.
    Enfim, tenho a lucidez de que, qualquer tipo de comportamento pode ser mudado, na mesma proporção que CREIO que o perdão, a graça e a misericórdia são concedidos por Deus e por mais ninguém.
    Portanto, eu os recebo, sim. De coração e braços abertos! No caminho chamado igreja. Conforme a alternativa D. As anteriores eu nem comento, pois são totalmente sem propósito, não sendo cômicas, pois que ferindo os direitos mais fundamentais do ser humano.
    Parabéns pelo texto! Mais do que uma defesa homossexual, nos traz à vida prática colocando em xeque a nossa compaixão.
    Rogo a Deus que continue te iluminando para nos cutucar e nos tirar dessa letargia que nos deixa à mercê de intermediários que nos impedem o relacionamento pessoal com Ele.
    RF.

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