Hoje li um texto sobre uma defesa ao texto bíblico
conhecido como Dilúvio de Noé.
O autor do texto rechaçava relatos de outras histórias
humanas a respeito de um dilúvio universal, e afirmava como verídico apenas a
história literal expressa na Bíblia, afirmando que confrontá-la é também
confrontar a historicidade de Cristo:
“Não crer no Dilúvio e no relato sobre Noé, é o mesmo
que negar a fé em Jesus e chama-lo de mentiroso; também põem em dúvida outros
escritores Bíblicos de peso que mencionam o dilúvio como acontecimento real e
não obra de ficção.” [1]
Minha fé nos relatos bíblicos não é literal.
Compreendo que as Escrituras, por mais que possam ser inspiradas, foram
redigidas por homens, que são seres limitados.
Portanto o relato de Noé também passa pela mesma
limitação. “Universal” se restringe ao conhecimento daquela sociedade contemporânea.
Aplico a mesma compreensão à inúmeras passagens
históricas que terminam como “Até o dia
de hoje” (1 Reis 12:19, Josué 23:8, Mateus 27:8, 2 Samuel 4:3, 2 Crônicas
10:19, Gênesis 26:33, etc).
Enfim, sem delongas, creio no personagem histórico de
Noé. Não creio na cronologia dos fatos (100 anos para fazer a Arca, 950 anos de
vida, etc), pois a noção de ano, só veio com o desenvolvimento da agricultura,
aonde os povos primitivos então compreenderam o ciclo das estações. É muito
provável que o desenrolar das fases lunares fossem tratadas como “Anos” na
concepção antiga [2].
950 “anos de vida” em fases lunares se traduziriam em
cerca de 80 anos atuais.
Agora, quanto ao dilúvio em si, eu creio que houve uma chuva de vários dias aliada com um alagamento.
Há muitos anos é pesquisada áreas do atual Mar Negro,
norte da Turquia, aonde há evidências de uma ruptura do antigo Istmo de Bósforo,
provocando uma cascata de água salgada proviniente do Mar Mediterrâneo, que
alagou 155 mil km2 da antiga depressão do Mar Negro.
A força da água foi medida em 42 km3 por
dia, cerca de 200 vezes o volume atual das Cataratas do Niágara, entre EUA e
Canadá. Tal torrente durou cerca de 300 dias [3].
Algumas pessoas podem achar que crer assim me faz um
descrente ou herege.
Confesso que um fator assim apenas serve para aumentar
a minha fé no acontecimento.
E para aqueles que tem fé no Livro e não no Verbo, fico
com o que João nos disse:
“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez;
e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia
conter os livros que se escrevessem. Amém.”
João 21:25
João 21:25
Irmão HP eu já acredito que foi Universal , me baseando em 2 Pedro 3:6 que diz:" ... pelas quais coisas pereceu o mundo de então , coberto com as águas do dilúvio " e em seguida ele diz que essa mesma Terra se reserva para o fogo no dia do Juízo Final, subtendendo que a destruição será universal. Ou seja , naquela época todo o ser vivente na face da terra foi extinto com o dilúvio , e agora no Juízo será com o fogo. Há evidências científicas de inundações de águas em muitos picos de montanhas altíssimas , em todo o planeta; e não somente na região da Bíblia. Outra coisa também que se fosse local , não haveria necessidade da arca. Noé teria tempo suficiente para partir com a família para outra região , e quanto aos animais , só morreriam os que viviam na localidade , que não seriam muitos. Para ser parcial a uma região; esta teria que ter formato de uma "bacia", ou seja ou côncavo, e estar rodeada por cadeias de montes ou montanhas que bloqueassem , e evitassem que as águas atingissem outras regiões . Mas , acredito que nenhuma região do mundo tenha esse estilo geológico.. Bem , é nisso que eu acredito.
ResponderExcluirIrmã Sônia,
ExcluirNovamente eu creio que Pedro falou daquilo que entendia e compreendia na sua carta.
Gênesis 6:4 nos diz a respeito dos gigantes na terra, que são filhos dos “filhos de Deus” que tiveram relações com as filhas dos homens.
Eles são citados ANTES do dilúvio, porém reaparecem em Josué 12:4, com Ogue, rei de Basã, “que era do RESTANTE dos gigantes”.
Eles também são citados em Números 13:33 como “filhos de Anaque, DESCENDENTES dos gigantes”.
Veja que Números os cita como “DESCENDENTES dos gigantes”
Novamente Gênesis cita: “Estas são as famílias dos filhos de Noé segundo as suas gerações, nas suas nações; e DESTES FORAM DIVIDIDAS AS NAÇÕES NA TERRA DEPOIS DO DILÚVIO.”
Claramente, o autor de Gênesis se contradiz com o autor de Números (que são atribuídos a Moisés).
Este é o aspecto bíblico-histórico que refuta um “Dilúvio Universal”.
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Sobre evidência de fósseis de peixes em montanhas, a ciência explica isso com o movimento das placas tectônicas, aonde na junção das placas, houve o “dobramento”, levantando o que antes estava embaixo (e possivelmente em áreas marítimas) para o alto. As cordilheiras dos Andes, Alpes Europeus, Rochosas e Himalaia são áreas de “enrrugamento” tectônico.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI43054-EI319,00-Fosseis+de+peixes+tropicais+sao+encontrados+na+Suica.html
http://mundocuriosidade.blogspot.com/2009/04/como-numa-montanha-encontramos-fosseis.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Orog%C3%AAnese
https://pt.wikipedia.org/wiki/Himalaia#Origem
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cordilheira_dos_Andes#Forma.C3.A7.C3.A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Montanhas_Rochosas#Geologia
Deus abencoe!
Veja que Números os cita como “DESCENDENTES dos gigantes”
ResponderExcluirRealmente. Sou semi-analfabeta em estudo bíblico.Desconhecia esses trechos. Interessante , pelo que eu entendi em Gênesis , o dilúvio veio justamente para destruir essa raça híbrida , que não agradou nem um pouco a Deus. Se essa raça se propagou , então eles não pereceram totalmente no dilúvio! Logo, se esses gigantes realmente descendem daqueles "antes do dilúvio" , então realmente o dilúvio foi local. Agora Jesus diz :"
"E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a TODOS, assim será também a vinda do Filho do homem." (Mt 24:39)." Realmente dá um nó na cabeça... rsss
Então, eu acho a passagem não conclusiva.
ExcluirPra mim tanto dá a entender Toda humanidade ou a todos que conheceram Noé.
Mas o fato de Ogue, o próprio Golias, que eram gigantes terem existido depois do dilúvio, levam a conclusão que tais sobreviveram ao mesmo, uma vez que não eram descendentes de Noé.