Os tempos atuais
demandam respostas instantâneas.
Se precisamos ligar
para um serviço, queremos ser atendidos rapidamente e termos nosso problema
solucionado em minutos.
Um atendente no caixa
de um mercado que demore para passar nossa compra no scanner, logo terá
reclamações pela sua lentidão.
Procuramos sempre a
fila mais rápida entre as faixas de trânsito congestionadas. Invejamos a
rapidez com que os motoboys se enveredam entre os carros e também invejamos
quem pode sobrevoar de helicóptero para chegar ao destino que, sem trânsito
levaria 20 minutos. Já estamos presos há 1 hora e meia!
Demora de duas horas
para ser atendido por um médico, data agendada para exame para daqui 4 semanas,
tudo isso é estressante.
Queremos tudo para
agora. Melhor, para ontem.
E porque não também
na vida espiritual?
Uma das maiores
frustrações de muitos que conhecem o Evangelho, é ver que são raros os que
compreenderam da mesma maneira a Palavra. Cada pessoa tem o seu tempo. Cada um
tem as suas amarras a serem desatadas.
É muito fácil ver
irmãos que perdem a paciência ou se desiludem com outros irmãos que ainda não conseguiram
mesmo nível de compreensão. E também é fácil ver a frustração que alguns têm
com outros que, amarrados por circunstâncias da vida, ainda não conseguiram
seguir os passos que o outro já marcha firme.
Dos apóstolos de
Cristo, tenho para mim que o que melhor compreendeu a mensagem da Cruz foi
Paulo. E de maneira rápida.
Da queda no caminho a
Damasco para o início da pregação, ainda em Damasco, foi questão de dias.
Paulo não pregava
sobre a experiência que teve, aliás, ele cita apenas duas vezes a experiência
da conversão. O que Paulo pregava era sobre Cristo, o Messias.
Os outros apóstolos
levaram tempo maior para alcançarem a mesma compreensão de Paulo. Alguns nem é
claro se chegaram a alcançar.
O caso mais
emblemático é Pedro em Antioquia, aonde comia e bebia entre os irmãos “gentios”
até que os irmãos “de Jerusalém” chegaram e Pedro logo se apartou de comer e
beber “a comida dos gentios”.
Pedro era um apóstolo
velho de idade e caminhada. Pessoalmente tenho grande carinho por Pedro, por
ele ser autêntico nas suas expressões e também nos seus erros.
O apóstolo velho foi
repreendido pelo mais novo, a saber Paulo. E novamente meu carinho por Pedro
aumenta, pois o velho apóstolo soube ouvir e aceitou o conselho.
Na nossa caminhada,
nossos irmãos são referência. É com eles que compartilhamos o pão até que se
cumpra os dias. É entre nós que o amor deve ser cultivado e cuidado, para que
possamos realmente sermos conhecidos como discípulos do Senhor.
E é entre nós que há
que a paciência deve ser exercida, juntamente com a longanimidade, que é o “longo-ânimo”.
Desprezar os irmãos
na caminhada, é negligenciar a história do Senhor com seus discípulos, afinal
quantos estiveram perto do Senhor nos momentos mais difíceis?
Nesta compreensão
Paulo escreve aos irmãos de Filipos: “Não me aborreço de escrever-vos as mesmas
coisas, e é segurança para vós.” (Filipenses 3:1)
Nestes tempos que
vivemos, estéreis de paciência e longanimidade, estas são as virtudes que a
Igreja deve ter. Virtudes estas que se resumem no amor.
Pois quem tem o amor,
“tudo espera, tudo suporta.” 1 Co 13:7
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