09/10/2017

Sofrimento no casamento e peso da igreja na decisão do divórcio

Num fórum do facebook…

MENSAGEM RECEBIDA DE UMA IRMÃ AFLITA.
Boa noite irmão a paz de Deus.
Se possível gostaria de me manter em anônima.
Eu gostaria que o irmão levantasse essa questão no grupo se possível.
Eu me casei com um moço da CCB ele servia a Deus nessa graça desde menino, os pais são servos de Deus, o pai coperador enfim a família toda serve a Deus, e aparentemente era um moço exemplar.
Então namoramos por um tempo e nos casamos.
Desde o início do casamento eu notava algo estranho, pois ele não tinha interesse por mim.
Ele preferia ficar com outros rapazes em casa conversando do que estar comigo.
E quando eu ia questionar o pq ele tinha casado comigo já que não me tinha como esposa, ele me humilhava muito, falava palavras terríveis para mim, e por qualquer motivo dormia em quarto separado.
Ele não supria com as necessidades do nosso lar, deixava faltar o básico, até fome já passei dentro na nossa casa, e ele sempre pedia Marmitex pra não comprar mantimentos pra casa.
Por várias vezes ele me deixou trancada pra fora, no frio na chuva e sem se preocupar onde eu ia dormir.
Eu aguentei esse sofrimento por um ano, e sempre buscando conselhos do ministério que estavam a par da situação.
Até que um dia não aguentei, pedi o divórcio. E comuniquei o ministério da minha comum. E mesmo sabendo da minha situação, fiquei sem liberdade. Pois não ouve adultério.
Eu continuo servindo a Deus até o dia de hoje. Já se passaram 3 anos do acontecido, eu não toco, não peço hino, não testemunho.
Mas continuo servindo a Deus de puro e sincero coração.
Eu tenho 25 anos e não tenho pressa para que Deus uma obra em minha vida.
Só que sempre fiquei com essa dúvida.
Uma mulher tem que continuar casada com um homem que lhe faz mal, te deixa passar fome, te agride, só pra não perder a liberdade???



Minha resposta:
Que miséria! Que miséria!

Primeiro porque um cara que nao quer casar, acaba casando por pressão social, fazendo da vida da esposa um inferno.
Segundo porque um ministério composto por homens machistas e incapazes de pastorear, não colocam um fim no inferno da vida da mulher, e quando a mesma decide colocar um fim, jogam ela num outro inferno da “falta da liberdade”.

E por fim a consciência dessa coitada que se submete a infernos atrás de infernos sem ter coragem de se libertar. Continuar a congregar com um povo que a humilha, com um ministério que não a pastoreia e achar que Deus aparecerá com alguma obra na vida ainda?

Puxa vida, tiraram o cérebro de muitos fiéis mesmo! 

Claro que ela não tem que continuar amarrada por um papel de matrimônio quando não existe casamento. Será que é difícil entender que casamento só existe quando há união aonde os dois são uma só carne? O que existir fora disso é apenas duas pessoas que assinaram um papel de matrimônio mas não estão casadas diante de Deus!

E se diante de tanta miséria, o ministério não serviu para colocar um basta na situação e ainda por cima coloca um peso de disciplina na vida da mulher, ela que deixe essa igreja local, pois é liderada por lobos e não pastores! 

E se o Brás "tem poder" de resolver o problema dela, deveria também "ter poder" de ensinar esse ministério local machista e incapaz de pastorear ovelhas. Mas parece que preferem "levar com a barriga"...  Por ver isso de perto, muitas vezes, meu estômago e consciência não me permitiram continuar a fazer parte da liderança ministerial ou nem mesmo continuar como membro da denominação. 

Perdoem-me pela acidez do comentário, mas por amor a ovelhas fico indignado por ver tudo isto, e principalmente, por ver a serviência calada desta pobre mulher diante de tanto sofrimento.

Que Deus a ajude a se libertar de tudo isto, pois Cristo nos chamou para VIDA e não para essa miséria de existência que ela tem sobrevivido.

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