Por HP:
Um
irmão amigo meu me procurou. Ele lê alguns textos que escrevo e pediu para eu
escrever uma carta para a irmã dele.
A moça
era auxiliar de jovens, membro da igreja que frequentamos desde pequena. Nos
acidentes que a nossa vida proporciona ela veio a se envolver emocionalmente
com um rapaz que aproveitou da simplicidade dela e assim a deixou grávida. Logo
os pais ficaram sabendo e posteriormente a igreja também. Com vergonha ela
nunca mais frequentou os cultos e a irmandade também a deixou de lado. A criança
nasceu e o casamento com pai da criança nunca se concretizou.
Neste
ponto a história desta jovem, irmã deste meu amigo é idêntica a da minha
cunhada, irmã da minha esposa. Elas moram longe uma da outra, nunca se viram,
frequentavam a mesma denominação e hoje se sentem “pecadoras” e separadas de
Deus, aguardando “um julgamento” no final da vida aonde Deus as julgará. Porém
a alegria de servir a Deus, seguir os passos de Cristo morreram. Há ainda a
crença que Deus existe, a saudade de orar e sentir a alegria de ser filha de
Deus.
Aí
entra a primeira pergunta: Quem a separou de Deus? Foi Deus ou foi a “igreja”?
Foi a Bíblia ou uma mensagem chamada de “Palavra” pregada por algum homem?
Se
houver resposta para essas perguntas, serão
respostas sem 100% de certeza. Isso acontece porque não existe entre nós um conhecimento das Escrituras, do Evangelho de
Cristo, mas de regras supostamente “bíblicas” ou dadas por “revelações” que não
são encontradas na Bíblia.
Primeiramente, o homem é
pecador
Somos destituídos
da glória de Deus, somos herdeiros do pecado de Adão, que introduziu no mundo a
Morte.
Não há um justo, nem um sequer.
Não há
ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus.
Todos
se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.
Romanos
3:10-12
Deus
instituiu um instrumento para que o homem alcançasse justificação por si só: A
LEI. Em vez do homem parar de pecar, ele se viu pior, pois não conseguia
cumprir a lei e pecava cada vez mais.
Que
diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não
conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.
Mas o
pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência;
porquanto sem a lei estava morto o pecado.
E eu,
nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu
morri.
E o mandamento que era para vida, achei eu que me era
para morte.
Romanos
7:7-10
Em Segundo lugar, precisamos
compreender o que é pecado.
Muitos
de nós pensamos que pecado é apenas adultério e fornicação, quando a Bíblia declara que pecados como invejas,
bebedices, glutonarias, mentira, contendas, dissensões, etc. recebem o
mesmo pagamento diante de Deus: MORTE
(Apocalipse 21:8, Apocalipse 22:15, Gálatas 5:19-21).
A
Bíblia declara que não “erramos” como muitos em suas orações dizem. Nós pecamos diante de Deus diariamente
(1 João 1:8-10)?
Em terceiro lugar então,
como o homem poderia ser salvo, se ele não consegue deixar de pecar?
Só há
um modo: Através da Fé em Jesus, como o Cristo, o Filho de Deus. Esta é a graça de Cristo, que nos é ofertada imerecidamente,
através da fé, que por vez vem de Deus, para que não nos gloriemos (Efésios 2:
8-10).
O Novo Testamento
afirma que Jesus Cristo é o único caminho à salvação. Ele disse: “Eu sou o caminho, e a verdade,
e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João
14:6). Pedro acrescentou: “E
não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro
nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12). Não há salvação a não ser através de Cristo. Não há obras
que salvem o homem. Não estamos na lei, estamos na graça.
Logo, a
nossa salvação está em Cristo e nada podemos fazer para obtermos nossa
salvação. Simplesmente sermos firmes e fiéis não nos levará a lugar nenhum,
serão obras sem fé (Tiago 2:14). Porém aquele
que confia em Cristo a sua salvação, guarda os seus mandamentos e produz obras
de cristão, tendo fé e mostrando obras (1 Joao 2:3-5, Efésios 2:10, Tiago
2:22).
Todo
homem que tentar se justificar por meio das obras cai da graça de Cristo
(Gálatas 5:1-4), pisando no sangue de Cristo, blasfemando contra a mensagem do
Espírito Santo (1 Coríntios 12:3). Esse é o único pecado que não há perdão.
(Marcos 3-28-29)
Qualquer
coisa pregada fora disso a respeito da salvação é digno de ser excomungado.
(Gálatas 1:6-9)
Para os que já creram em Cristo, são chamados para a Luz, e o pecado não
habitará mais nele, mas isso não significa que ele deixará de pecar (1 João 1:8-10). Quando
o crente em Cristo peca, ele deve ser alertado sobre seu pecado e abandoná-lo. Se
não se arrepender deve então seja tirado do meio da
igreja (1 Coríntios 5:1-6), mas se houver arrependimento, temos que usar do
amor e perdoar o mesmo (2 Coríntios 2:5-11).
Quer
conhecer o que é o amor de Deus? Quer saber a extensão do perdão que alcançamos
em Cristo?
Leia
abaixo este texto escrito por Paulo aos cristãos que viviam em Roma. Leia com
uma visão espiritual e não com a visão material que este texto geralmente é
pregado nas igrejas:
Que
diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele
que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como
nos não dará também com ele todas as coisas?
Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus?
É Deus quem os justifica.
Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou
antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.
Quem nos separará do amor de Cristo? A
tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o
perigo, ou a espada?
Como
está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos
reputados como ovelhas para o matadouro.
Mas em todas estas coisas somos mais do que
vencedores, por aquele que nos amou.
Porque
estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados,
nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem
a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso
Senhor.
Romanos
8:31-39
A fé
verdadeira te leva a crer que NADA te
separará do amor de Cristo. Te leva a crer que mesmo que você seja
imperfeita, falha, cheia de fraquezas, Cristo te oferece a Salvação da tua
alma. Ele opera em ti, te limpando dos
pecados, porque quem é verdadeiramente convertido, não dá satisfações a
homem nenhum, mas sua vida é transformada numa verdadeira discípula (o) de
Cristo.
Cristo
é o foco da tua vida. Você passa a
amá-Lo acima de todas as coisas e servi-Lo acima de tudo. Nada te separa do
amor Dele, você passa a sofrer por amor Dele, começa a ser benigna. Deixa da inveja,
não trata os outros com orgulho, não se vangloria. Não se porta com indecência,
não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não aceita a
injustiça, mas ama a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Nunca falha, pois em Você passa a viver
a LEI DO SENHOR: O AMOR
(1
Coríntios 13:4-8)
Denominação
nenhuma salva o homem. Quem Salva o homem é Cristo.
Denominações
são imperfeitas porque o homem de maneira direta ou indireta a lidera. A Graça
de Cristo é perfeita, justa e pura.
Sirva
a Cristo. Somente a Cristo.
Que
Cristo seja o Senhor da tua vida.
Fiquei com uma dúvida baseada no texto, as pessoas que pecaram, só vão saber se foram perdoadas no último dia?
ResponderExcluirBia, na Bíblia encontramos:
Excluir"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9; veja, também, Atos 8:20-23).
"O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13)
--
Aquele que se arrepende do pecado, o abandona e o confessa ao Senhor é perdoado NO MOMENTO.
Tire de tua mente essa imagem de julgamento final, de saber o veredito somente no último dia. Para nós que nos arrependemos dos nossos pecados (inclusive os pecados cometidos depois de batizados) e abandonamos esses pecados, vivemos em Cristo e obtemos o perdao de todos os pecados. E como Paulo disse "nem o presente, nem o porvir", desde hoje e até a eternidade vivemos reconciliados com Cristo.
Deus te abençoe.
ResponderExcluirPor causa dessa dúvida da Bia, milhares de crentes vivem uma vida sem graça, em falsa alegria, feito zumbis, PENITENCIANDO-SE diariamente para que Deus os perdoem de seus 'pecados de morte'.
Conhecem a igreja, marcham para a igreja praticamente todo dia, cantam louvores lindíssimos ao dono daquele lugar ( e de todos os outros lugares!), oram suplicando cem vezes a mesma coisa, se derramam, pranteiam... Mas algemados SE PENITENCIAM, se castigam, se punem, se açoitam todos os dias!!! Posto que jamais conheceram o Evangelho e tão somente a doutrina que lhes foi enfiada na mente!!!
E enquanto Deus não tem nada de tirano ou neurótico, a igreja segue decretando essa morte lenta com suas doutrinas cruéis.
É tudo uma grande mentira doutrinária! Tudo é vaidade espiritualóide! Tudo é para fora! Não há cura, não há paz!
Como diria o profeta Jeremias:
- Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.
Porque o religioso vive de imagem. E como a imagem está em primeiro lugar, o amor é esquecido. O amor, em si mesmo, de nada vale na igreja. Porque sua validação acontece do lado de fora, onde há consentimentos ou proibições determinados pela rígida doutrina.
Enquanto isso Deus vê o coração... De quem proíbe e de quem transgride a proibição. De quem condena e de quem é condenado pelo homem.
E assim segue o legalismo imposto pelo homem rígido e intransigente que finge ser luz aqui fora. Enquanto os que erram se expõem, se machucam, são discriminados, mas lá no recôndito do seu coração, por mais que sejam apedrejados, cá fora encontram Pastagem. E por mais que vivam debaixo do medo e do horror da culpa que a cultura religiosa impregnou suas mentes, haverá esse bálsamo que suplanta todo isolamento, toda discriminação, todo julgamento. Porque Deus é misericordioso e vê o coração.
Quanto àquele que usou e abusou do NOME para se achar no direito de pisar na cana quebrada, de condenar em vida aquele que vacilou, que não seguiu a norma, já sabe o que Jesus lhe dirá...
Meu Deus HP, que Texto...
ResponderExcluirComo eu havia dito no blog Jovem CCB, criou-se o mito dentro da congregação que o crente não peca, apenas cometem pequenas faltas. Isso se deve, ao erro de interpretação da I epistola de João, pois a CCB utiliza a versão ARC (Almeida Revista Corrigida) da Bíblia Sagrada.
Essa teologia ccbeiana, parece àquela romanista, com o ensino de pecado mortal, e pecado venial.
Recordo-me de uma postagem do Irmão Alceu, onde ele mencionou que houve em décadas anteriores, ensinamentos em nosso meio, dizendo justamente isso; e por decorrência, hoje este mito esta presente até nas orações que ouvimos: “Senhor, perdoa nossas faltas” [risos].
É só Deus!
Um grande abraço,
No amor de Deus,
Douglas
P.S.: Já dizia o apostolo Paulo, e também digo com toda a certeza, sem sombra de dúvida: SOU UM PECADOR, e preciso da graça de Cristo todos os dias para ser perdoado!
“Fiel é esta palavra e digna de toda a aceitação; que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais sou eu o principal;”
I Timóteo 1:15
Então...
ResponderExcluirÉ como eu digo na outra postagem.
Um povo que vive sofrendo angustiado com síndromes terríveis! Um pânico silencioso em que a pessoa se maltrata com auto punições psicológicas porque lhe foi dito por um líder reacionário que ele tem 'pecado de morte'.
Então esse crente é marginalizado, posto à margem, fora dos muros religiosos como leprosos. Os que estão dentro dos átrios religiosos, selecionados por gente como a gente, e conforme sua justiça própria, é que são os abençoados, os queridinhos, os quase perfeitinhos. Ora, isso é heresia pura. Invenção de homens. Ou seja: nada de novo há! Os judeus que se diziam 'o povo de Deus' já estabeleciam essa distância e essa hierarquia espiritual e hoje os judaizantes modernos fazem A MESMA COISA!
Ora, Paulo, que é tido como santo, diz claramente sobre sua condição humana, que só não é deplorável por causa do amor e da misericórdia de Deus, mas os religiosos teimam em vincular essa misericórdia e esse amor a condições impostas por eles mesmos, afirmando coisas que nem Paulo nem Jesus jamais afirmaram e que se trata tão somente de equívoco de interpretação que dita normas doutrinárias ESCRAVIZANDO o crente.
Anulando o sacrifício perfeito.
É disso que venho falando...