Por
HP:
Já
faz alguns dias que não escrevo e confesso que me faltou inspiração.
Ontem
assisti a um vídeo que logo postarei aqui sobre “Fé e Crença” e comecei a
meditar em vários assuntos, inclusive a respeito da dificuldade de muitos cristãos
em apenas crerem em Jesus a respeito da salvação.
Sei
que já tratei desse assunto diversas vezes aqui no blog, e aqueles que tem paciência
de ler o que escrevo sabem que, em assunto de salvação, Cristo é o único
caminho, e ninguém vai ao Pai se não for através de Cristo.
Porém,
na denominação que eu frequento, essa fé é bem incipiente e o lugar comum na definição
para salvação passa por uma lista infindável que tem sempre um início e nunca
tem um fim. Regras e mais regras são criadas, desde modo de se vestir, o que
comer, com quem casar, etc. Prova dessas regras são os “Tópicos de Ensinamentos”
que são passados a igreja todos os anos. Destes tópicos, muitos são de caráter
administrativo, muitos referentes a usos e costumes e poucos reforçando a
doutrina de Cristo apenas.
Aos
membros fica um sentimento difuso e confuso do que é Graça de Deus. Alguns crêem
que tudo que é pregado no púlpito “é Deus falando com o povo” (se esquecem que a
Bíblia nos ensina a analisar tudo e reter apenas o bem), outros crêem que tudo
é revelação, a maioria não tem certeza que serão salvos, pois pensam que no
final haverá um julgamento, aonde serão pesadas numa balança as obras boas
(conseguidas através da lista de regras à seguir, das quais a maioria sabe que não
conseguem cumpri-los) e as obras más (que são todas as falhas e fraquezas por não
conseguir cumprir as regras da Lista).
Bem,
quando o Evangelho é pregado, nivelando
todos os homens e mulheres como pecadores e dignos da ira de Deus, muitos não
conseguem compreender esta parte. A maioria pensa que sim, eram pecadores antes
de serem batizados, mas agora não são mais pecadores, pois seguem várias regras
para “conquistarem” a vida eterna.
A
coisa fica mais confusa ainda quando é dito que nada que façamos nos dá direitos ou merecimentos diante de Deus.
Ora, a maioria aprendeu que “possui uma poupança” nos céus por terem se
aplicado a fazer boas obras por aqui, a qual pode “ser trocada” quando houver
uma necessidade ou dificuldade enfrentada nesta vida.
O
assunto desanda de vez quando é dito que ainda
pecamos, somos indignos e necessitados urgentemente do sacrifício de Cristo
para nos justificar diante de Deus. Nisso surge a indignação e a raiva,
classificando tudo o que acima foi dito como vindo “do diabo”, pois o orgulho
toma a maioria dos corações, fazendo lembrar que muitos deixaram “os prazeres
do mundo” (entenda como ir ao cinema, ter saído com amigos, bebido uma cerveja,
dançado numa discoteca, ido à praia, fumado um cigarro, vestido uma bermuda ou
para as mulheres, cortado os cabelos, andado na moda, usado um brinco, se
maquiado para ir a uma festa, usado umas jóias, etc), para “servir ao Senhor”, e agora aquele que deixou de fazer tudo
isso, é nivelado como “pecador” com aquele que usufruiu tudo isso?
É, esta
é a verdade. As mentiras, os sentimentos de ira, a glutonaria (não por comida,
mas por status, poder, dinheiro), as cobiças por aquilo que não possuímos mas
queríamos ter (quantas vezes até mesmo em casamentos esfriados) que habitam
silenciosamente nos corações da maioria dos “cristãos”, nos nivelam com os piores
pecadores que possam existir.
Pense
num grande pecador. Talvez você imagine uma pessoa sem pudor, devassa. Um
mulherengo, uma vadia, um ladrão, um assassino, um corrupto, um hipócrita. Aos olhos de Deus você é igual a essa
pessoa.
Isso
choca. Isso fere. Isso revolta. Mas isso é verdade.
Quem
ouve isso, logo quer ignorar, passa a se defender e refutar tudo aquilo que lhe
é dito logo adiante. Isso acontece automaticamente. Ninguém que segue a
listinha de boas obras para se salvar aceita de bom grado que é reprovável e
indigno diante de Deus. Logo vêm as justificativas (e dá-lhe cumprimento de
itens da listinha) tentando se safar das acusações que lhe pesam no ombro. Mas nada, absolutamente nada que façamos nos
livra de tais acusações.
Há
somente um caminho. Há somente uma verdade. Há somente uma vida que nos resgata
da morte: Jesus Cristo. E ninguém consegue ser justificado diante de Deus se não
for através de Cristo.
Seguir
a Cristo não é seguir listinhas. Seguir
a Cristo é crer Nele como autor e consumador da fé.
É
seguir os passos Dele em Amor apenas.
É viver livre de ter que cumprir a listinha, mas
cumpri-la por consequência, apenas por seguir o amor de Cristo.
É
ser livre de prisões humanas. É ser livre do pecado. É saber que nada pode nos
separar do amor de Deus que está em Cristo. É saber que somos vencedores sobre
tudo, pois Cristo venceu por nós.
Viver
em Cristo é encontrar um paraíso para a alma, ainda vivendo nessa terra. É a
eternidade conjugando em mim o verbo “Ser”, para o substantivo “Salvação”.
Fui
salvo. Sou salvo. Serei salvo.
Quem
consegue se libertar das suas justiças e razões próprias, reconhecendo que é
necessitado urgentemente de Cristo, encontra um tesouro.
Um
tesouro que a traça não come, que a ferrugem não corrói e o ladrão não rouba.
Que
nossas razões sejam esmiuçadas dia após dia. E que Cristo seja tudo para nós.
Na
paz.
Irmão Hp, é simples responder a esta tua pergunta que teve um tom de desabafo ("Porque é difícil pregar o Evangelho de Cristo para a maioria dos “cristãos”), com passagens bíblicas que dizem exatamente isto que você perguntou:
ResponderExcluir2Tm 4:3 Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
Cl 2:20 Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, porque vos carregam ainda as ordenanças como se vivêsseis no mundo,
Cl 2:21 Tais como: Não toques, não proves, não manuseies?
Outra versão bíblica (NVI):
Cl 2:20 Já que vocês, por assim dizer, morreram com Cristo, e isto os libertou de seguirem as idéias do mundo sobre a maneira de ser salvo - fazendo o bem e obedecendo a diversos preceitos - por que de alguma forma continuam seguindo justamente isso, ainda presos a preceitos tais como:
Cl 2:21 Tais como: Não toques, não proves, não manuseies? (versão João Ferreira)
Obs: não gosto da versão NVI, mas coloquei apenas para o leitor entender melhor sobre o assunto referido, e também vale lembrar que Paulo dá um puxão de orelha nos colossenses sobre este tema de querer colocar várias regras humanas e aumentando a carga farisaica que Cristo levou sobre a cruz, querendo voltar assim ao velho rudimento.
Continuando...
Cl 2:22 As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;
Cl 2:23 As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.
Com estes trechos bíblicos, fica fácil entender de onde vem os tais ensinamentos colocados na cristandade como se fosse um "ensinamento papal", sendo que na primeira denominação tida como cristã, os ensinamentos papais estão de igual patamar bíblico ou até mesmo acima, dependendo da visão do filiado, sendo assim, estes tais ensinamentos tem aparência de sabedoria, mas que no fundo, no fundo, não tem valor algum para Deus, pois somos ensinados através do Espírito Santo que está habitando individualmente e coletivamente na igreja e não em meia dúzias de "ungidos" do Senhor que dita o ritmo de como andar a sua denominação.
Um abraço a todos.
É Antonio...
ExcluirUm pouco mais de Bíblia faria bem pra muitos...
E um pouco mais de Jesus, o Cristo, o Verbo de Deus feito carne, libertaria a todos que a Ele chegassem com um coração humilhado...
Abraços!
HP
ResponderExcluirSe o título for uma pergunta, a resposta é 'curta e grossa': porque seus corações já estão empedrados pela doutrina denominacional.
Nesse seu desabafo claramente angustiado, por perceber a terrível contradição, você traça o perfil do pior tipo de cristão que há: a enorme massa que exalta o nome de Jesus MAS não tem uma vida prática coerente. A grande massa que, coletivamente, se diz Seu filho , Seu seguidor, Seu discípulo, Seu servo... Mas que na existência não tem sentido algum aquilo que é exaltado em grupo, simplesmente porque não há significado, expressão, vida, pois que se segue mesmo é uma cartilha religiosa. Regras, regras, regras e mais regras para tentar enganar a Deus dizendo que assim se está sendo servo, que assim está sendo separado, diferenciado e, consequentemente, agradando a Deus.
Enquanto isso, Jesus continua dizendo, lá nos escritos de Marcos: esse povo honra-me com os lábios mas seu coração está distante de mim. Esse povo está seguindo é tradição de homens. Isso aí que Eu estou vendo é mero costume que foi enfiado goela abaixo. Isso aí não tem nada a ver com o Evangelho.
Mas o povo viciado e doente não dá ouvidos à palavra que vem da boca de Jesus! Prefere ouvir quem está falando de púlpito. Ali tem alguém que está sendo visto. É ver para crer. É ali que está Deus! Aquela sim, é a Palavra de Deus 'revelada', fresquinha, nova. Os líderes, por sua vez, dizem de si para si mesmos: É dessa 'revelação' que eles têm sede e que lotam os templos religiosos. É essa revelação dentro do templo que prende e engana dizendo que se afastando desse templo santo, se afasta de Deus. Para esses 'cristãos', dane-se a Palavra revelada! E esse é o engano do diabo. E assim caminha a humanidade...
Perdão, pela dureza nas palavras, mas tem hora que cansa essa letargia. E antes não usassem o Santo Nome em suas estúpidas justificativas. Nisso eu sou muito mais os budistas, maometanos, etc. Pelo menos não estão usando O Nome de Jesus em vão e de forma convenientemente doutrinária. A parte boa é que Deus é infinitamente paciente. Porque eu vou te contar, viu? Se aparece alguém distorcendo algo que eu disse, dizendo que aprendeu comigo, que eu fui modelo pra ela, agindo assim ou assado usando meu nome eu fico muito irritada...
Abs.
R.
Regina,
ExcluirTeu comentário é perfeito.
E o pior é que se fosse necessário fazer algo, se demandasse muito do homem, ainda vá lá, mas o que Cristo quer é tirar o jugo do pecado e da culpa das nossas costas...
Pôxa vida! Teria coisa mais gostosa do que falar: "Sabe aquela listinha de regras que você crê ser necessária cumprir para ir para o céu? Cristo rasgou ela! Apenas creia em Cristo para ter a vida eterna! Seja livre, cumpra a listinha apenas por amor, não por obrigação, pois Cristo já venceu o mal por ti e te dará a vida eterna!"
Mas o povo não aceita isso! Acham que assim é fácil demais ter a vida eterna. Acham contraditório demais não terem que fazer por merecer o favor de Deus. Se corróem de raiva em saber que não são merecedores de nada, quando se esforçaram por merecer algo.
Apenas não creem em Jesus como autor e consumador da nossa fé... E voltam a se sacrificarem para cumprir os itens da listinha que conseguem cumprir, acreditando que haverá uma balança que pesará todas as boas obras que fizeram aqui e se forem maiores daquelas que eles não conseguiram cumprir na listinha, serão salvos...
Relegam assim o sacrifício de Cristo esquecendo-se que Ele quer obediência e não sacrifício humano nenhum...
Triste e revoltante!