26/08/2013

O Pecado para a Morte e a Blasfêmia contra o Espírito Santo


Não são poucos os pregadores de linha pentecostal que ameaçam os críticos das atuais "manifestações espirituais" de cometerem o pecado sem perdão, a blasfêmia contra o Espírito Santo. Mas, será? O pecado para a morte é mencionado por João em sua primeira carta: 

"Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue (5.16c)".

A morte a que João se refere é a morte espiritual eterna, a condenação final e irrevogável determinada por Deus, tendo como castigo o sofrimento eterno no inferno. Todos os demais pecados podem ser perdoados, mas o “pecado para morte” acarreta de forma inexorável a condenação eterna de quem o comete, a ponto do apóstolo dizer: "e por esse não digo que rogue". E o apóstolo continua:

"Toda injustiça é pecado, e há pecado não para a morte (5.17; cf. 3.4)".

João não está sugerindo que a distinção entre pecado mortal e pecado não mortal implique na existência de pecados que não sejam tão graves assim.Todo pecado é contra o Deus justo, contra a sua justiça. Portanto, todo pecado traz a morte, que é a penalidade imposta por Deus contra o pecado. Mas, para que seus leitores não fiquem aterrorizados, João repete: há pecado não para morte (5.17b). Nem todo pecado é o pecado mortal. Há perdão e vida para os que não pecam para a morte. O Senhor mesmo convida seu povo a buscar o perdão que ele concede (Is 1.18).

O que, então, é o pecado para a morte? O apóstolo João não declara explicitamente a que tipo de pecado se refere. Através dos séculos, estudiosos cristãos têm procurado responder a esta pergunta. Alguns têm entendido que João se refere à morte física, e têm sugerido que se trata de pecados que eram punidos com a pena de morte conforme está no Antigo Testamento (Lv 20.1-27; Nm 18.22). Não adiantaria orar pelos que cometeram pecados punidos com a morte, pois seriam executados de qualquer forma pela autoridade civil. Ou então, trata-se de pecados que o próprio Deus puniria com a morte aqui neste mundo, como ele fez com os filhos de Eli (2Sm 2.25), com Ananias e Safira (At 5.1-11) e com alguns membros da igreja de Corinto que profanavam a Ceia (1Co 11.30; cf. Rm 1.32).

A Igreja Católica fez uma classificação de pecados veniais e pecados mortais, incluindo nos últimos os famosos sete pecados capitais, como assassinato, adultério, glutonaria, mentira, blasfêmia, idolatria, entre outros. Este tipo de classificação é totalmente arbitrário e não tem apoio nas Escrituras.

A interpretação que nos parece mais correta é que João está se referindo à apostasia, que no contexto de seus leitores, significaria abandonar a doutrina apostólica que tinham ouvido e recebido e seguir o ensinamento dos falsos mestres, que negava a encarnação e a divindade do Senhor Jesus. “Pode-se inferir do contexto que este pecado não é uma queda parcial ou a transgressão de um determinado mandamento, mas apostasia, pela qual as pessoas se alienam completamente de Deus” (Calvino).

Trata-se, portanto, de um pecado doutrinário, cometido de forma voluntária e consciente, similar ao pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, cometido pelos fariseus, e que o Senhor Jesus declarou que não haveria de ter perdão nem aqui nem no mundo vindouro (cf. Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10). Em ambos os casos, há uma rejeição consciente e voluntária da verdade que foi claramente exposta.

No caso dos leitores de João, a apostasia seria mais profunda, pois teriam participado das igrejas cristãs, como se fossem cristãos, participado das ordenanças do batismo e da Ceia, participado dos meios de graça. À semelhança dos falsos mestres que também, antes, tinham sido membros das igrejas, apostatar seria sair delas (2.19), e se juntar aos pregadores gnósticos e abraçar a doutrina deles, que consistia numa negação de Cristo.

Tal pecado era “para a morte” por sua própria natureza, que é a rejeição final e decidida daquele único que pode salvar, Jesus Cristo. “Este pecado leva quem o comete inexoravelmente a um estado de incorrigível embotamento moral e espiritual, porque pecou voluntariamente contra a própria consciência” (J. Stott).

É provavelmente sobre pessoas que apostataram desta forma que o autor de Hebreus escreveu, dizendo que “é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.4-6). Ele descreve essa situação como sendo um viver deliberado no pecado após o recebimento do pleno conhecimento da verdade. Neste caso, “já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hb 10.26-27). Este pecado é descrito como calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança com que foi santificado e ultrajar o Espírito da graça (Hb 10.29), uma linguagem que claramente aponta para a blasfêmia contra o Espírito e a negação de Jesus como Senhor e Cristo (ver também 2Pd 2.20-22, onde o apóstolo Pedro se refere aos falsos mestres).

Não é sem razão que o apóstolo João desaconselha pedirmos por quem pecou dessa forma.

Alguém pode perguntar se Deus fecharia a porta do perdão se pessoas que pecaram para a morte se arrependessem. Tais pessoas, porém, não poderão se arrepender. Elas não o desejam. E além disto, o Senhor determinou sua condenação, a ponto de João não aconselhar que oremos por elas. “Tais pessoas foram entregues a um estado mental reprovável, estão destituída do Espírito Santo, e não podem fazer outra coisa senão, com suas mentes obstinadas, se tornarem piores e piores, acrescentando mais pecado ao seu pecado” (Calvino).


Notemos que nestes versículos João não chama de “irmão” aquele que peca para a morte. Apenas declara que há pecado para a morte e que não recomenda orar pelos que o cometem. É evidente que os nascidos de Deus jamais poderão cometer este pecado.

Portanto, não se impressione com as ameaças de pastores do tipo "você está blasfemando contra o Espírito Santo" se o que você estiver fazendo é simplesmente perguntando qual a base bíblica para cair no Espírito, rir no Espírito, a unção da leoa, e outras "manifestações" atribuídas ao Espírito Santo.

35 comentários:

  1. Para quem não esta com o seu entendimento atrelado a dogmas trata-se de algo extremamente simples de compreender que peca 'de morte espiritual' APENAS quem pecou VOLUNTARIAMENTE contra a própria consciência ao estar rejeitando, decidindo e renegando JC como o Único que pode salvar, rejeitando o Sangue da Nova e Eterna Aliança! ( O que, inclusive, nada tem a ver com exclusivismo denominacional).

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    1. Regina,

      E o que dizer dos que afirmam crer em Jesus mas também afirmam serem salvos pelas obras? Estes renegam que Jesus Cristo é o Único que pode salvar...

      Paulo aos Gálatas foi enfático ao dizer: "Querem se justificar pela Lei? Da graça tendes caído".

      Cair da Graça é ser desgraçado, literalmente...

      Abs sister!

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    2. Então, HP...
      Isso não seria blasfemar contra o Espírito Santo?
      Outra coisa que me faz refletir: o apóstolo João não faz proibição taxativa. Apenas, sabiamente, não recomenda. Mesmo considerando suas 'credenciais. Enquanto hoje em dia, se vê com bastante frequência, certos 'líderes' condenando outros que não rezam sua cartilha xiita em nome de Jesus.
      Abs,
      R.

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  2. No meu entendimento é quando se atribui à outros espíritos a ação do Espírito Santo. Muitos dizem que hoje em dia já não existe esse pecado pois Jesus não está mais aqui na Terra. Mas, o pecado imperdoável não é quando é dito algo contra Jesus mas, sim contra o Espírito Santo .Sabemos que este continua e permanece aqui conosco e pode ser dado com medida ao ser humano.Por isso que na minha opinião esse pecado permanece até os dias de hoje!

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  3. Temos que ter em mente que um salvo jamais perderá a salvação, esta já é garantida por Jesus Cristo, todavia o autor deste texto tenta mostrar que quem aposta da fé está cometendo o pecado sem perdão. Vamos ao que o autor escreveu:

    "É provavelmente sobre pessoas que apostataram desta forma que o autor de Hebreus escreveu, dizendo que “é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia” (Hb 6.4-6). Ele descreve essa situação como sendo um viver deliberado no pecado após o recebimento do pleno conhecimento da verdade. Neste caso, “já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hb 10.26-27). Este pecado é descrito como calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança com que foi santificado e ultrajar o Espírito da graça (Hb 10.29), uma linguagem que claramente aponta para a blasfêmia contra o Espírito e a negação de Jesus como Senhor e Cristo (ver também 2Pd 2.20-22, onde o apóstolo Pedro se refere aos falsos mestres).

    Não é sem razão que o apóstolo João desaconselha pedirmos por quem pecou dessa forma."

    Cabe salientar que CONTEXTUALIZADAMENTE o texto de Hebreus nesta parte a seguir:
    Heb 10:26-27 Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.

    Não está mostrando pessoas VERDADEIRAMENTE CONVERTIDAS, mas que simplesmente conheceu e participou dos milagres e maravilhas (assim como Judas Iscariotes), mas a conclusão final da CONTEXTUALIZAÇÃO do texto em HEBREUS diz tudo, não preciso nem falar. Veja só:

    "Heb 10:39 Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma."

    Abaixo está uma pregação do evangelho em 3 minutos do Mário Persona sobre o pecado sem perdão. Veja na íntegra:

    http://www.3minutos.net/2013/06/476-o-pecado-sem-perdao.html

    Abraços

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    1. Irmão Antonio,

      Entendo tua posição, que é a leitura ultra-calvinista a respeito da salvação, todavia é uma questão difícil, pois houve aqueles que apostataram da fé.

      Daí entramos numa questão filosófica: Renunciaram a fé porque quiseram ou por que Deus permitiu? Como responderemos a passagens bíblicas como aquelas que Jesus disse: "quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!" Mateus 23:37

      O Rev Nicodemus deixou um comentário no blog dele que acho ser muito bom, para um leitor que comentou a mesma coisa que você. Talvez te seja interessante ver:

      Augustus Nicodemus Lopes disse...
      Vitor,
      Obrigado por seu comentário. A posição é certamente calvinista. Sobre o texto de Hebreus, do qual você tem dúvidas, tire um tempo para ouvir as minhas exposições do mesmo aqui:
      http://www.ipsantoamaro.com.br/pregacao/434-uma-exortacao-contra-o-comodismo.html
      http://www.ipsantoamaro.com.br/pregacao/433-o-crente-pode-cair-da-graca.html
      Um abraço.


      Deus te abençoe!

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    2. Obrigado pelas postagens das exortações, mas o meu pc não está muito rápido, então ainda não ouvi, apenas guardei nos favoritos e quero ouvir com tempo. Nossa mente humana e limitada não entenderá até aquele dia o porque da predestinação de Deus, mas certamente temos que entender que HÁ DIFERENÇA entre SOBERANIA DE DEUS e RESPONSABILIDADE HUMANA.

      Transcrevo um pouco do livro do irmão F.B. Hole que fala sobre isto e corrobora com o meu pensamento que não é nem HIPER-calvinista e nem arminianismo:

      "Que Deus é soberano e que o homem, embora caído, é uma criatura responsável, são dois fatos que estão bem claros nas Escrituras. É quando estudamos estes dois fatos em suas implicações que nos vemos diante de uma dificuldade intelectual. É fácil colocarmos todo o peso de um lado, enquanto ignoramos quase completamente o outro. Os dois extremos são conhecidos como Hiper-Calvinismo e Arminianismo.

      O Hiper-Calvinismo é o pensamento religioso que enxerga nas Escrituras pouco mais do que a soberania de Deus na eleição. A responsabilidade humana é de tal maneira deixada de lado, ou até mesmo negada, que o homem acaba reduzido a um mero fantoche. O homem fica como um brinquedo nas mãos do destino. Se ele for eleito, então DEVE ser salvo, seja como for; se não for eleito, ele DEVE ser condenado, e ponto final.

      O Arminianismo, por outro lado, enxerga quase que somente o fato da responsabilidade do homem, geralmente com a total exclusão da soberania de Deus e da operação de Seu Espírito em graça na alma dos homens. O homem é um ser livre e desimpedido no exercício de sua própria vontade, portanto qualquer coisa que o persuadir a ter força de vontade na direção correta é considerado válido.

      O espírito do Hiper-Calvinismo é fatal para qualquer zelo e energia na obra do Evangelho. Como consequência, aqueles que pensam assim menosprezam de todas as maneiras possíveis esse tipo de energia. Se os homens estão espiritualmente mortos, para quê pregar para mortos? Por que dizer "Arrependam-se!" a pessoas que não podem se arrepender, ou "Creiam!" àqueles que não podem crer? Além do mais, acaso Deus não é capaz de cuidar daquilo que é Seu? Será que Ele requer nossa intromissão na salvação dos Seus eleitos? Ainda que venhamos a cobrir terra e o mar em nosso zelo pelas almas, nenhum além dos eleitos será salvo; e se cruzarmos os braços e não fizermos coisa alguma, nenhum dos eleitos se perderá. Portanto a inatividade é a única solução possível, e todo o esforço dos servos do Senhor não passa de pura perda de tempo e energia.

      Às vezes nos perguntamos por que este tipo de argumento parece ser usado apenas contra o esforço evangelístico. Se o argumento fosse válido, ele deveria valer também para todas as demais formas de serviço cristão. Acaso Deus não é capaz de cuidar dos Seus eleitos sem nossos esforços de edificá-los? Porventura a obra soberana do Espírito não irá edificar o progresso dessas almas sem a necessidade do trabalho de pastores e mestres, ou até mesmo sem o pequeno esforço de escrever este texto? Aqueles que defendem tais idéias parecem estar cegos ao fato de que estão serrando o galho em que estão sentados.

      Atualmente o extremo Arminianista talvez seja o mais professado pelas pessoas verdadeiramente cristãs. Elas percebem a necessidade dos pecadores e se regozijam nas boas novas de perdão por intermédio do Salvador crucificado e ressuscitado. A grande questão é qual a melhor maneira de se chegar aos pecadores e persuadi-los a querer aceitar a Cristo e escolher a vida. Quanto mais ansiosos são esses cristãos, maior o perigo de usarem métodos questionáveis ou até antibíblicos. Os fins que acreditam precisar atingir acabam sendo considerados como suficientes para santificar e justificar os meios empregados.

      Continua...

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    3. Os resultados práticos disso são muito diferentes daqueles do outro extremo. No outro, tudo é estagnação; aqui tudo é movimento e sucesso aparente no início. Todavia estamos preocupados com os resultados finais. Ao terminar uma grande missão evangelística em Londres há alguns anos, o pastor de uma grande igreja tinha uma lista de mais de 50 nomes que professaram se converter. O pastor era um cristão empenhado, mas cerca de um ano depois ele confessou com tristeza que podia considerar apenas um deles como realmente convertido. Graças a Deus por aquele um! Mas quão triste saber que cerca de cinquenta podem ter sido levados pelo caminho errado apenas para ter um no caminho certo.

      Vamos, pela graça de Deus, nos apossar desses dois grandes fatos - Deus é soberano em Seus caminhos de graça: o homem, apesar de caído, é uma criatura responsável e deve ser abordada como tal. A verdade da soberania divina está claramente mostrada nas Escrituras. Leia passagens como João 6:37-44; Romanos 9:10-24; Efésios 1:4; 1 Pedro 1:2. Do mesmo modo, é bem clara a responsabilidade do homem. Leia passagens como João 3:16-18; Romanos 2:6-16; 1 Pedro 4:5-6. Aceitemos, portanto, ambas as coisas, mesmo que não sejamos capazes de enxergar o suficiente para discernir como elas se encaixam.

      Podemos, todavia, discernir isto: que a vontade do homem, se deixada ao seu bel prazer, jamais se voltará para Deus. A queda tornou sua vontade totalmente contrária a Deus. Isto é declarado de forma definitiva em Romanos 3:10-12. Está declarado primeiro que "não há UM justo"; isto é, ninguém está correto diante de Deus. Podemos argumentar que isto é verdade, mas que certamente algumas pessoas são mais sinceras e compreensivas do que outras, e são essas que se convertem. Mas não é assim, pois "não há NINGUÉM que entenda". Isto torna o problema do ser humano ainda mais sério - NENHUM justo, e NINGUÉM que entenda sua posição desesperadora. Porém, mais uma vez podemos argumentar que certamente alguns terão uma percepção - uma espécie de intuição - de sua necessidade de Deus, e assim irão buscá-Lo. Todavia, mais uma vez vemos que não é assim, pois "não há NINGUÉM que busque a Deus".

      As palavras nenhum e ninguém encerram qualquer possibilidade de libertação se o homem for deixado por conta própria. Deus precisa intervir. Em outras palavras, Deus precisa exercer Sua ação soberana sobre o homem. Ele precisa operar por meio de Seu Espírito nos corações dos homens se for para algum deles buscar a Ele e a salvação que Ele oferece. Isto Ele faz conforme a Sua vontade, quando o Evangelho é pregado, já que "aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação". (1 Co 1:21)

      Se alguém perguntar "se Deus, em sua misericordiosa eleição, quer salvar este e aquele, por
      que Ele não elege e salva a todos?", não saberemos responder. O que está por detrás de Suas decisões não nos é revelado, pois não passamos de Suas criaturas. Mas Ele Se revelou a nós em Cristo, e assim estamos certos de que o que Ele decidir é o correto, e no final todos verão o quão certo Ele sempre esteve.

      Ao invés de procurarmos invadir os recônditos secretos das decisões e atos de Deus, que estão fora de nosso alcance, devemos do modo mais diligente e fervoroso possível anunciar o Evangelho, já que Ele revelou que é através deste que Ele Se agrada em salvar aqueles que crêem, como resultado da obra do Espírito de Deus em seus corações. - F. B. Hole

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    4. Pra finalizar a esta minha opinião, pra não fugir do assunto principal, que é o pecado sem perdão, quero reiterar que o autor do referido texto que você postou, nas entre linhas forçou um pouco a barra (na minha opinião, é claro, e quero deixar claro também que não sou o dono da verdade), pois ele quis associar a renuncia da fé com o texto de Hebreus, Pedro (salvo erro).

      Pecado para morte, na bíblia, é simplesmente a morte do corpo, assim como aconteceu com Ananias e Safira. Veja o que o irmão Mário Persona pensa a este "pecado para morte" que é muito questionado e controverso nas muitas denominações, pois umas acham que é o adultério, outros, a frequência incessante de um determinado pecado, outros falam que é a blasfêmia contra o Espírito Santo (este sim, é imperdoável), mas coloquemos este último em seu devido CONTEXTO. Afinal veja o que o irmão Mário Persona pensa:

      "A passagem de 1 Coríntios 5.5 fala de um poder dado aos apóstolos somente. Eles tinham poder para entregar uma pessoa à morte (do corpo apenas) como foi feito com Ananias e Safira. A igreja estava no início e no auge do seu poder. O pecado que comprometesse o testemunho recebia um juízo imediato por mão dos apóstolos.

      Hoje não há mais apóstolos, portanto não temos o poder de entregar alguém a Satanás para a destruição da carne. Porém continua havendo o pecado para a morte (1 João 5.16) do corpo.

      "Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para morte." 1 Jo 5:16,17

      Quando um crente deliberadamente quer continuar pecando, Deus pode tirar sua vida (como fez com Ananias e Safira). Não se trata de tirar a salvação, mas a vida aqui na terra. Um crente pode morrer porque seu tempo aqui terminou (velho), porque sua missão foi cumprida (Paulo), porque Deus quer fazer dele um instrumento para Sua glória (Estêvão) ou porque não serve como testemunho (Ananias e Safira).]

      Alguém que é advertido, admoestado, exortado, aconselhado e mesmo assim continua em seu caminho de rebeldia, deve ser deixado nas mãos de Deus. Não temos a autoridade que os apóstolos tinham, de entregar a Satanás para a destruição da carne (como em 1 Co 5)."

      Obs: o texto que o Mário escreveu foi uma dúvida em relação a uma passagem de Coríntios, mas que eu achei que tinha uma relação com o assunto em pauta que vem atrelar com o meu ATUAL pensamento, porém eu não tinha uma opinião formada, cavalgava mais para o adultério que era considerado um pecado sem perdão."
      Fonte: http://www.respondi.com.br/2005/06/o-que-significa-entregar-satans.html

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    5. Trocando tudo em miúdos, como não orar ou orar para uma pessoa que cometeu o pecado para a morte? Por um acaso somos soberanos para saber que este tal fulano cometeu o pecado para a morte? Será que foi isto que Pedro estava querendo falar, que o pecado para a morte era a morte eterna?

      Se lermos a passagem veremos que o pecado para a morte não é a questão salvífica, mas sim, corporal:

      1Jo 5:15 e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido.

      1Jo 5:16 Se alguém vir seu irmão cometer um pecado que não é para morte, pedirá, e Deus lhe dará a vida para aqueles que não pecam para a morte. Há PECADO para morte, e por esse não digo que ore.

      1Jo 5:17 Toda injustiça é pecado; e há pecado que não é para a morte.

      1Jo 5:18 Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.

      1Jo 5:19 Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno.

      Então a leitura correta e CONTEXTUALIZADA tem que dar continuação para entendermos, pois o VERSO 18 explica TUDO:

      1Jo 5:18 Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.

      Como já vou adiantando que terá alguns que não entenderão o que é nascer de Deus, assim como eu não entendia, mas graças a Deus, e pela sua misericórdia, que o Mesmo se usa de pessoas falhas e errantes para mostrar a verdade e me mostrou o que é nascer de Deus.

      Quando nascemos temos apenas uma natureza (a humana), depois que cremos no Senhor Jesus, o Espírito Santo vem habitar em nós, e você é nascido de Deus (segunda natureza, a espiritual), então esta segunda natureza é impossível de pecar e é avessa ao pecado, mas a nossa natureza humana ainda continua pecando.

      Mas aí entra a pergunta do irmão HP que vou colocar na íntegra para analisarmos:

      "Renunciaram a fé porque quiseram ou por que Deus permitiu? Como responderemos a passagens bíblicas como aquelas que Jesus disse: "quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!" Mateus 23:37"

      Os que apostaram da fé é simplesmente porque não é NASCIDO de Deus, pois os que são NASCIDO de Deus CONSERVAM-SE ASSIM MESMO e satanás não pode lhe tocar (no sentido de "cair da graça ou apostar da fé") porque o Senhor o SEGURA.

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    6. Irmão Antonio,

      Gostei dos textos que o irmão enviou.
      Eles fazem sentido. Ainda preciso de tempo para análisá-los a fundo, mas gostei desta interpretação dada pelo Mário Persona a respeito da morte física.

      Eu creio que se não fosse a misericórdia de Deus ter colocado a fé em meu coração para crer no sacrifício Cristo e ter ele como suficiente para a minha salvação, eu por mim próprio não creria. Sou convicto quanto a isso.

      Também sei que a certeza da salvação não produz em mim comodidade, do tipo "já que estou salvo, vou relaxar, curtir a vida, cometer um pecado aqui e acolá, pois nada me tira a salvação". Ter a certeza da salvação só me quebranta mais e me faz amá-Lo mais por entender (apenas um pouco) a misericórdia que Ele teve de mim. Isso me impele a estar mais próximo de Deus e não ao contrário.

      Todavia, todos nós sabemos que este entendimento só se dá quando o Pai assim quer revelar. É algo que muitos não compreendem (vide os comentários no blog do Bereiano, por exemplo).
      Receber este entendimento proporciona paz e alegria sem igual. Por isso, sou ainda mais agredecido a Deus por tanto amor...

      São questões teóricas a respeito da fé. Mas nunca esqueçamos da lição prática: amarmos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

      Abs brother!

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    7. Errata: Eu disse que foi a epístola de Pedro para orar ou não orar para quem cometeu o pecado para morte, mas o correto é 1 João 5:16.

      Irmão HP, eu colocaria para fechar este tópico com o seguinte ensinamento:

      Jo 13:34 Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; COMO EU VOS AMEI A VÓS, que também vós uns aos outros vos ameis.

      Aqui é um novo mandamento, pois no antigo testamento (apesar que quando Jesus disse isto, Ele ainda estava sob a lei), era um amor EGOCÊNTRICO (por assim dizer), amar a Deus e ao próximo como a nós mesmo, porém este NOVO MANDAMENTO é CRISTOCÊNTRICO, pois nos ensina a amar ao próximo como CRISTO NOS AMOU, se entregando a Si próprio por amor de nós.

      Abraços brother


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    8. Bem verdade!

      Amor egocêntrico : amar somente os meus e os que me amam, ou seja amor condicional(voltado para si). Agora ,o amor de Cristo é um amor incondicional, pois Ele nos pede para amar até os nossos inimigos;bendizer os que nos amaldiçoam, etc... sem esperar nada em troca. Olha a diferença! rss....

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    9. Em relação ao que diz o irmão Antonio sobre 1Jo 5.17, eu só gostaria de acrescentar o seguinte: observem que se trata de uma sequência e que essa passagem surgiu 'mais atrás' (aliás, desde o início, mas bem claro no cap 4), do fato de crentes genuínos (porém imaturos), estarem inseguros qto à sua condição espiritual, perturbados por falsos profetas que se diziam certinhos e sem pecado além de rejeitarem ao Cristo humano como sendo o Filho de Deus.

      Então ele esclarece nessa carta (maravilhosamente, a meu ver!) acerca da prática do evangelho: pelo amor e vida correta.

      (Gosto sempre de alertar para O TODO...)

      E, claro, nesse verso citado acima ele está enfatizando a eficácia (atemporal) da oração. E também está bem claro que o apóstolo assinala não ter certeza em relação à intercessão por esse tipo de 'descrente'.

      Vejamos que nos versos 13 e 15, ao contrário, ele enfatiza sobre SABER que indica CERTEZA e SEGURANÇA.

      Ou seja, ele afirma que o crente pode ter certeza que o Filho de Deus veio e deu-lhes compreensão a esse respeito. Ao contrário do que diziam os falsos mestres para confundir com 'qualquer espírito' ele disse que 'todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus' (4.3)

      Repetindo um pensamento anterior meu, a não intercessão sugerida por ele, vem acompanhada de prudência, já que ele não diz para não orar. Ele tem o cuidado de dizer assim: 'não digo que rogue'. Creio que ele assim faz porque essa certeza só Deus a tem! Ao meu ver, (minha leitura disso tudo) ele é precavido já que 'aqueles' rejeitaram a Cristo abertamente, mas é temeroso quanto à justiça própria.

      Gostaria só de aproveitar a oportunidade e falar sobre o que tenho aprendido sobre a oração.
      Nela temos a oportunidade de expressar de maneira plena e sincera ao Senhor; de 'ouvir' respostas.
      Na oração expressamos nossa total dependência de Deus.
      Na oração dizemos como disse Maria totalmente à Sua mercê: faça-se a Sua vontade!

      Deus sabe da nossa necessidade, ele sabe do que precisamos, ele conhece nosso coração.

      Mas o homem diz intimamente 'eu quero' e oferece o projeto pronto a Deus quando só deveria pedir Graça e Salvação.

      Enfim, a oração, como disse Jesus, é algo que deve ficar apenas entre o crente e Deus.

      E jamais para impressionar, aparecer ou manipular.

      Parece que fugi do tema. Mas apenas parece, considerando-se todas as nuances de um mesmo propósito...


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  4. Então irmãos ,
    Eu sei que há várias interpretações a respeito desse assunto ; mas, eu prefiro acreditar que "blasfêmia contra o Espírito Santo" é atribuir as coisas de Deus , a uma obra de Satanás ou influência dele.

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    1. Paulo falou aos coríntios (espiritualmente infantis e que costumavam avaliar o outro pela aparência exterior) que nem se admirava de certos 'representantes' de Deus, já que o próprio Satanás se transforma em anjo de luz pra enganar as pessoas. E ele acrescenta: quanto mais esses 'ministros' por aí que se transformam em ministros de justiça.

      Esses falsos apóstolos (com os mais variados 'títulos') estão em toda parte. A marca deles é que nem seu caráter nem sua doutrina estão em conformidade com a Palavra.

      O que nos resguarda destes é a Palavra.

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    2. Lembrando ainda que o termo 'caráter' está ligado também a insistir em certos ensinamentos doutrinários como sendo acréscimos necessários à salvação, sabendo (tendo plena consciência) de que não são. Como aconteceu a um líder que fora arguido sobre isso e sua resposta foi que isso se faz pela união dos irmãos. Hã?!

      Ter caráter não se resume a não roubar coisas ou a mulher do outro. Aliás, roubar a verdade - diante de Deus e dos homens - é igualmente criminoso.

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    3. Regina,

      Devo concordar contigo quanto a "roubar a verdade".

      Infelizmente, como no outro texto expus minha opinião, são poucos aqueles que têm coragem de seguir os passos de Cristo. Os discípulos mesmos o abandonaram quando Ele foi preso.

      Quer dizer, pregar bênçãos, maravilhas, promessas é fácil. Prega-se facilmente na frente de qualquer um. Agora pregar a verdade na frente de quem supostamente é superior na hierarquia funcional da denominação, são raríssimos aqueles que o fazem.

      Por isso tem horas que eu fico de paciência esgotada (pra não usar um termo mais vulgar) com tudo isso e contemplo a hora de dar um basta...

      Grande abraço sister!

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  5. Ia repetir o que já escrevi várias vezes anteriormente , tornando um processo cíclico nos comentários , mas não adianta. Não tenho como "passar" para outrem em palavras, a estrutura , todo o conhecimento ,todo o aprendizado , toda a operação de Deus pelo poder da Sua Palavra na minha vida, que obtive todos esse anos que faço parte da CCB.Sei que essa estrutura não veio através da mente humana, de sentimento humano , do resultado do estudo bíblico , mas da Palavra revelada dos céus! Direto de Deus! Afirmo isso com todas as palavras ; por que o homem não conhece o íntimo do meu coração.O homem não descobre os segredos do coração mesmo fazendo estudo b´blico e interpretando a Bíblia de Genêsis a Apocalipse. Afirmo e reafirmo :Foi Deus e é Deus!! "Sei" quando é Deus , em todos os sentidos , não só dentro de 4 paredes. Não sou ingenua! Colho o que é de Deus , por que eu "sei" quando Ele está falando comigo!A Palavra é por revelação!Tenho prova disso. ( entendam:quando falo assim não estou generalizando) Neste momento por exemplo , não sei o que está passando em seu coração após ler os meus comentários , mesmo conhecendo toda a Bi´blia e sua interpretação. Mas, o Espírito de Deus sabe! E é isso que tenho visto no nosso meio: operação de Deus com poder e virtude descobrindo os segredos dos corações!

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  6. Descobrindo os segredos dos corações , toca-se "na ferida" , deixando-se curar a obra é feita! Não é por espírito de adivinhação, desejo do homem , ou por correição humana. É sim, um homem fraco e imperfeito , mas sendo instrumento nas mãos do Deus todo poderoso. E isso se estende para fora dali. Toda honra e glória ao Espírito de Deus!

    Descobrindo o segredo dos corações o Senhor entra com a Palavra certa, ou seja o "remédio" certo que se encontra na farmácia que é a Biblia , a Palavra de Deus!

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  7. A Palavra tem que ser revelada pelo Espírito . Vou citar um caso para entendimento. Certo jovem crente , estava congregado . Na hora da Palavra durante a exortação , O Senhor na boca do pregador olhou para o lado dos irmãos e disse: Voce jovem que está aqui , hoje tens um encontro marcado às 23 horas com uma moça para pecar , por que voce não está mais resistindo à tentação. Mas hoje eu corto esse laço de Satanás!" Aquele jovem levou um susto no banco ao ouvir essas palavras , confirmando tudo . Pelo poder e virtude da Palavra aquele encanto foi quebrado e o moço liberto. Agora me diz: se a Palavra não fosse inspirada pelo Espírito ,se Deus não estivesse falando na boca daquele homem, ele , simples mortal saberia disso? ou seja , o homem leria um trecho qualquer da Bíblia , um exemplo : 3 de Eclesiastes e pregaria. Tá certo que 3 de Eclesiastes é a Palavra inspirada , mas... o homem seria capaz de "saber" que aquele jovem iria pecar aquela noite?

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  8. BEM AVENTURADO OS QUE APRECIAM A BELEZA DA FLOR , E NÃO SE FIXAM SEU OLHAR SOMENTE NOS ESPINHOS!

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    1. Irmã Sônia,

      A Palavra de Deus já foi nos revelada pelo Espírito Santo. A Bíblia é a revelação do Espírito Santo à nós.

      Quantos moços e moças não foram alertados numa pregação como aconteceu com este que a irmã contou? Quantos caíram em pecado e de lá foram restaurados também?

      Creio que Deus possa sim usar um homem para profetizar nos dias presentes (Ágabo profetizou para Paulo no Novo Testamento). Mas o conteúdo dos Evangelhos não são profecias a serem realizadas, mas PROFECIA CUMPRIDA: Jesus Cristo.

      --
      Acabei de deixar um comentário no Blog do Ricardo que ainda está sob moderação. O texto que ele publicou foi sobre a Bíblia "contém" a Palavra de Deus.

      Na nova declaração, a Congregação apenas adequou o que 99% dos membros realmente crêem (entre eles, a irmã também): A Palavra de Deus é aquela pregada no púlpito.

      Se a Palavra pregada no púlpito tem base bíblica, os membros aceitam (e eu também). Se possui “revelamento” que não é encontrada nas Bíblia, mas tal “revelamento” é eloquente, “tem virtude”, também é considerado “Palavra de Deus”. Daí a coisa desanda…

      A maioria dos membros da Congregação consideram a Bíblia como “Palavra morta”, que necessita de um homem virtuoso pregá-la para então virar “Palavra Viva”.
      Já vi irmãos afirmarem que o que sai do Púlpito Deus cumpre, mesmo se o pregador falar besteira, Deus cumpre, pois Ele não confundirá o “Seu povo”. O pregador sofrerá as consequências por usar “um lugar Santo” (púlpito) para falar besteiras, mas Deus não deixará “Sua Palavra” cair por terra!

      A Bíblia para muitos é amuleto. Para uns serve para ficar aberta na sala da casa, para outros serve como “arma” para levar à igreja. Já ouvi gente que sofria de enxaqueca dizer que dormia com a Bíblia debaixo do travesseiro pra dor passar…


      Porque não estudamos a Bíblia? Porque precisa da “virtude do Espírito Santo” vivificar os escritos bíblicos e então, como num passe de mágica, ficaremos sabendo se temos ou não que ir, temos que vender ou comprar, falar ou ficarmos quietos, assinar ou não assinar, etc.
      Quantas vezes a irmã não presenciou uma parte ser lida e a pregação após a leitura ser totalmente diferente ao que foi lido minutos antes? Muitos até fecham a Bíblia após o término da leitura do texto (precisou ter ensinamento do Brás a respeito disso…)

      Em São Paulo está cheio de cartazes grudados nos postes “Mãe Maria faz amarração de amor”. Qual é a diferença entre a “Mãe Maria” com as “Palavras de confirmação de casamento”? Qual é a diferença do vidente sentado com um turbante na cabeça e uma bola de cristal dizendo o que deve ser feito ou não, e algumas pregações feitas em cima do púlpito?
      Enquanto não entendermos isso, continuaremos a “buscar Palavras”, igualzinho aqueles que vão atrás de videntes e cartomantes. A diferença é que em vez de acreditarmos em búzios e tarô, abrimos a Bíblia.

      Sei que a irmã, no fundo do teu coração, aceita a Palavra de Deus como aquela pregada nos púlpitos. Tenho convicção que muitas pregações que a irmã viu foram inspiradas pelo Espírito Santo, tendo base bíblica e também alguma manifestação de dom legítimo do Espírito Santo. Creio nisso, pois já vi isso ocorrer comigo também e louvo a Deus por isso. Porém quero lembrar a irmã que somos ordenados por Deus na Bíblia a examinar todas as coisas e testar os espíritos, se eles procedem de Deus. Pois há manifestações falsas e enganosas que se apresentam como sendo do Espírito e não são. A Bíblia nos adverte dezenas de vezes contra os falsos profetas.

      Não se trata de olhar apenas a beleza da flor. Temos que nos proteger dos espinhos sim, que são muitos!

      Se tudo que for falado num púlpito a irmã aceitar, fará mal para tua alma e a irmã estará indo contra a Palavra de Deus.

      É apenas um conselho que te dou com carinho, tendo por base a Bíblia, que é a infalível Palavra de Deus.

      Deus te abençoe.

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    2. Concordo, HP!!!
      Esse tema já foi exaustivamente comentado (aqui mesmo no teu blog) e acaba-se repetindo o que já foi dito. Pois todos nós sabemos o quanto já foi dito de púlpito como sendo 'Palavra viva' e que, no entanto, irônica e cruelmente, já matou o sonho de tanta gente...
      Daria pra escrever um documentário gigantesco de tantos que são os casos concretos. E transformá-lo em um filme cujo gênero seria 'filme de terror'.

      Que Deus é esse?!

      A vida de muita gente tem sido terrivelmente abalada com essas profetadas às quais foram ACOSTUMADAS (Ah, o velho costume vicioso, viciante e pernicioso!) pela tradição da doutrina. Profetadas de todas as formas: de falsas promessas a maus desígnios. Todos revestidos de uma ambiguidade tão devastadora que dá margem a essa insegurança que assola as igrejas. Instalando-se no âmago do ser uma tristeza que vai se desencadeando em angústia, um enorme aflição, uma desesperança ou uma falsa esperança, uma ansiedade doentia sempre associada a uma conquista futura, uma leitura da sorte muito cômoda (com quem vou casar? vou estudar? vou trabalhar? vou viajar? vou conhecer um novo alguém? vou ali na esquina? Vou ser bem sucedido nessa cirurgia?). Confiando a quem está de púlpito como sendo alguém com poderes especiais (é disso que falo!) O estranho é que é sempre com um toque muito forte de adivinhação e prognósticos. Sem falar dos agoureiros que dizem ABERTAMENTE que 'esse (ou essa rss) que persegue o irmão ungido vai queimar no mármore do inferno!', ANULANDO o que disse Jesus - como Único profeta! - sobre o mundo ser dos bons e maus, justos e injustos. Aliás, anulando TUDO que Jesus disse, quando ousa transformar os escritos de cartas apostólicas em ditames de salvação, colocando tais escritos acima da VERDADE.
      Convenhamos, dadas as devidas proporções, não passa de um tipo de magia pentecostal, mesmo não querendo admitir. Pois consideram tudo isso, todas essas práticas pagãs, como sendo 'coisa de Deus', já que é manifestado em lugares considerados 'santos' e, supostamente fazerem, o bem.

      Ledo engano!!!

      Primeiro: Essa profecia já foi cumprida em JESUS CRISTO!

      Segundo: não há lugares (espaços físicos) santos.

      É impressionante também como há uma grande parcela de crente que vive do porvir. Não consegue viver o aqui e agora na paz de Deus que tanto apregoa. Até nos cânticos só dá ênfase ao que irá receber de prêmio, o lugar especial que irá ficar na eternidade. Este jamais entende que a eternidade já se iniciou e que ele tem que descansar no Senhor e viver plenamente o HOJE. E, principalmente, percebo que este não está muito interessado em louvar a Deus, simplesmente. E sim, com os benefícios futuros que este louvor irá lhe trazer.

      Muito estranho, isso... Muito estranho.

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    3. Sabe Regina,

      Quando eu louvo à Deus , não é com interesse egoísta de barganhar alguma coisa , mas sim uma demonstração de amor. É como uma declaração de amor , embora Ele saiba isso. Louvar à Deus é uma vocação natural da alma e nos céus isso também ocorre entre os anjos. É uma forma de adoração, é algo espontâneo destinado ao Criador e não voltado para nós de forma egoísta. A adoração de uma alma por Deus é tanta que ela precisa extravasar isso. Ela tem necessidade e o louvor é uma das formas .

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  9. Se tudo que for falado num púlpito a irmã aceitar, fará mal para tua alma e a irmã estará indo contra a Palavra de Deus.


    Irmão HP , mas eu deixei isso bem claro no meu comentário que não estava generalizando , ou seja, todas.
    "Bate um sininho aqui dentro" quando não confere entende?

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    1. Irmã Sonia.

      Eu entendo perfeitamente e digo que conheço poucas pessoas com tanto amor a Cristo dentro da CCB como a irmã. Louvo a Deus por isso.

      Apenas por carinho queria alertar o que o Senhor Jesus nos disse em Marcos 13:22 "porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão sinais e prodígios para enganar, se possível, até os escolhidos."

      Bem fizeram os judeus de Bereia em Atos 17:11, aonde diz que "receberam a Palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras par ver se estas coisas eram assim."

      Grande abraço no afeto de Jesus que nos uniu.

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  10. Irmão HP, eu não considero "letra morta " a Bíblia. Mas eu acho que ela sendo usada no momento certo, a Palavra certa, de acordo com a necessidade ela é vivificante, ela faz obras. Está difícil eu fazer alguém me entender, talvez pela minha dificuldade em se expressar.

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  11. IRMÃO HP

    Eu amo Jesus Cristo. Tenho sentido Ele bem presente na minha vida (isso não é só comigo , mas para não contar de terceiros..)Ele tem se comunicado comigo aqui na Terra de várias maneiras maravilhosas , onde eu "sabia" que era Ele.

    Lembro-me de certa vez e com lágrimas nos olhos ,num dia calmo , sozinha aqui em casa à beira do meu fogão , entoando hinos de louvores à Deus , quando em voz baixa e numa comunhão muito íntima ,na minha simplicidade comecei a "conversar" com o Senhor Jesus ,olhando para o alto. Comentava com Ele , sobre aquele dia que Ele havia sido ungido por Maria , quando ela lhe derramou sobre a sua cabeça um unguento de grande valor , dias antes de sua morte .Então com o meu coração fervendo, dizia-lhe que achei aquele ação tão bonita , tão cheia de amor , que queria estar no lugar daquela discípula para poder fazer o mesmo com Ele! Quando foi a noite na hora da Palavra , foi lido sobre o jantar em Betânia , e em certo momento Ele me disse: "O unguento que eu quero de você nos dias de hoje e que tem um aroma agradável as minhas narinas é a sua santidade"

    Certa vez , estava fazendo as minhas tarefas caseiras , e em comunhão conversava com o Senhor Jesus a respeito daquela vez que Ele apareceu para os discípulos em Emaus. Eu dizia: "Senhor , os discípulos estavam tristes por causa da tua ausência , com saudades ,queriam te abraçar, e bem na hora do partir do pão , quando Eles te reconheceram o Senhor desaparece?!" Quando foi a noite recebi aqui em casa a visita da mocidade , juntamente com o cooperador de jovens.Cantamos uns hinos e fomos orar. O cooperador de jovens orou. Em certo momento da oração , saíram estas palavras de sua boca:"... como aquela vez que Jesus apareceu para seus discípulos em Emaus , e seus corações ferviam sem entender, mas quando entraram para comer , no partir do pão , eles o reconheceram e Jesus desapareceu na presença deles. Mas , o Senhor manda te dizer: Ele vai partir o pão aqui agora e não vai desaparecer"! Não me contive e chorava aos soluços...Sabia que era o meu Senhor falando comigo!

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    1. Lembro de certa vez, aqui na minha cozinha comecei a cantar para Ele , numa alegria sem igual o antigo hino 18(eu amo esse hino). Cantei para Ele com todo o amor que sinto por Ele. Quando terminei , perguntei-lhe na minha simplicidade se Ele poderia me dar um sinal que tinha recebido o meu louvor. A noite fui congregar , e quando estava virando a esquina da rua da igreja, estava tocando o hino do silêncio. Era o hino 18.

      Certo dia, estava sozinha em casa. Era na parte da manhã e estava fazendo o almoço. Comecei a entoar hinos de louvores à Deus e uma alegria sem igual inundou todo o meu ser. Parei de cantar e comecei a conversar em voz alta com Jesus, agradecendo por todos os seus feitos em minha vida. Foi quando senti a aproximação de uma presença poderosíssima que preencheu todo o recinto onde me encontrava; ou melhor senti que preenchia todo o Universo. Diante daquela presença, me senti menos que meio grãozinho de areia e me inclinei de uma forma espontânea perante ela. Meu coração ardia como fogo de tanto extase! Pude sentir todo aquele Ser. Senti o seu espírito grandioso, poderoso, majestoso , extremamente amoroso e Santo. Havia autoridade também.
      Diante daquela presença tão Onipotente, lembro-me que comecei a chorar, e saíram estas palavras da minha boca, vindo de dentro da minha alma: "Jesus! Jesus! Jesus! Eu te amo! Eu te amo! Eu te amo!" Não conseguia me controlar...! Sentia sua compaixão e amor pela minha alma e por todos.
      Minha alma reconheceu que Ele era Jesus Cristo; eu não tinha nenhuma sombra de dúvida: era Ele! Como eu O amava! Minha alma O desejava, queria ficar com Ele, abraçá-Lo... mas Ele foi se afastando, afastando...
      Creiam: Jesus Cristo extremamente poderoso e grandioso! Senti que o seu Ser preenchia todo o Universo naquele momento. Ele não se aproximou muito de mim, pois eu não iria resistir a Sua presença.

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  12. Irmão HP

    Jesus é maravilhoso! Ele se manifesta à nós em nossa “precária” compreensão. Ele sabe até onde vai o nosso entendimento, a nossa compreensão e dentro disso Ele se mostra , Ele se apresenta a cada um , respeitando isso. Ele não julga como o homem . Ele tem compreensão absoluta.Ele se faz presente até nas cousas tão simples!!! Valoriza a cada um de nós , dá atenção nas mínimas coisas e faz nos sentir "como se fossemos pessoa mais importante do mundo". Mas, Ele faz isso com todos , individualmente , por que para Ele somos todos iguais!

    Em 1998 meu esposo ficou desempregado e passamos por uma situação financeira bastante difícil, de chegar dias de termos dinheiro somente para as compras de pãezinhos e leite para as crianças.
    Quando foi um dia, senti a necessidade de um avental, esses que nós donas de casa usamos para cozinhar ou realizar as tarefas caseiras. Mas, e o dinheiro? Não sobrava, pois a quantia que entrava dos bicos que meu esposo fazia mal dava para o nosso sustento.
    Certo dia, na parte da manhã, fui ao supermercado para comprar alguns itens, e ao passar por um dos corredores vi uma prateleira com vários aventas pendurados, um mais bonito que o outro. Me aproximei, comecei a olhar um por um, e no meu íntimo, na minha simplicidade, lembro-me que exclamei "Ah, Senhor Jesus, queria tanto um avental desse, mas não tenho dinheiro para comprá-lo." Um tanto conformada, sai daquele local e fui para um outro setor e acabei esquecendo do assunto.
    Quando foi à noitinha, lá pelas 18:30hrs, estava dentro de casa quando ouvi alguém bater palmas lá fora no portão. Saí para atender. Era uma mulher, vendedora, com diversos aventais em sua mão. Fiquei surpresa. Perguntou-me se eu queria comprar, e foi me mostrando os modelos. Eram lindos! Respondi que não. Ela então se despediu e foi embora. De repente ela voltou, se aproximou de mim, olhou bem em meus olhos, pegou um dos aventais e me disse: "Toma, é seu! Estou lhe dando!" Eu, atônita, respondi-lhe: "Mas, eu não tenho dinheiro para te pagar!" Ela respondeu novamente: "E seu, estou lhe dando, não precisa pagar nada." Peguei o avental e agradeci-lhe de coração e ela foi embora.
    Até pouco tempo ainda tinha esse avental e "sei" que foi um presente de Jesus! Eu sei disso...

    Se nas mínimas coisas Ele nos dá atenção , imagine nas grandes, nas maiores necessidades!

    Deus abençoe a todos! Amo voces!!

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    1. E.t. Principalmente as necessidades espirituais...

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  13. Deus é maravilhoso!
    Ele nos dá presentes o tempo inteiro.
    O dia todo. Todo santo dia!!!
    Usa pessoas de todas as formas para o nosso bem.
    Faz homens de anjos.
    Ele nos dá livramentos de toda sorte.
    Muitos deles, imperceptíveis aos nossos olhos empedrados e/ou incrédulos.
    Deus nos abençoa até mesmo nos momentos difíceis, ou seja, momentos difíceis vêm como bênçãos e só entendemos depois por causa de nossa limitação egoista!
    Êta Deus!!! eu quero é Deus, eu quero é mais ;)
    Xô doutrina de homens!!!

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  14. Sabe Regina,

    Quando eu louvo à Deus , não é com interesse egoísta de barganhar alguma coisa , mas sim uma demonstração de amor. É como uma declaração de amor , embora Ele saiba isso. Louvar à Deus é uma vocação natural da alma e nos céus isso também ocorre entre os anjos. É uma forma de adoração, é algo espontâneo destinado ao Criador e não voltado para nós de forma egoísta. A adoração de uma alma por Deus é tanta que ela precisa extravasar isso. Ela tem necessidade e o louvor é uma das formas .

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    1. Sônia, essa é sua visão. O que é muito bom por ser sincero!

      Só não podemos ser ingênuos e acreditar que, porque assim pensamos e vivemos, os 'nossos irmãos' da mesma denominação também assim pensam e vivem.

      Eu, particularmente, vejo o louvor a Deus de forma ampla, um estilo de vida. No meu entender do que seja o louvor genuíno, entoar cânticos de adoração está incluído nesse louvor mais abrangente que deve ser constante, continuado, incessante.

      Não estou falando de adotar um sistema pesado e sacrificado de vida doutrinário, mas da simplicidade que deixa o religioso perplexo e que nos diz em Hebreus que o que agrada a Deus é confessar Seu Nome por meio de Jesus e a prática do bem e mútua cooperação. Com isso, sim, Deus se compraz! ;)

      O mais é acréscimo...

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