09/08/2013

O último inimigo a vencer

Li hoje pela manhã duas matérias. A primeira sobre a entrevista que o jogador de basquete Oscar Schimidt deu à Marília Gabriela. Oscar tem um tumor no celebro e na conversa ele confessou à entrevistadora que tem medo de morrer.
A outra reportagem que li, era uma entrevista com a atriz Bianca Rinaldi. Logo na primeira pergunta o entrevistador questionou sobre uma personagem que a atriz faz e que é obcecada pela morte. A resposta dela foi rápida: “Morro de medo da morte. Não estou preparada, não.”


A Bíblia nos relata que Adão ao pecar foi colocado para fora do Jardim do Éden, para que não comesse da Árvore da Vida e vivesse eternamente (Gênesis 3:22). Desde então, a única certeza que todo ser humano tem é que um dia vai morrer.

A morte traz separação, saudades, lembranças, tristezas. O sofrimento para aqueles que ficam é sempre grande. Muitas vezes até mesmo elos familiares são quebrados na morte de alguém. Mas o que quero focalizar é o caminho para se encontrar com a morte.

Não vi estatísticas a respeito, mas penso que morte por acidentes, crimes e doenças são muito maiores do que mortes naturais. Na minha família por exemplo, apenas meu avô materno faleceu repentinamente. Foi cochilar a tarde, como sempre fazia e morreu. O laudo médico há quase 25 anos atrás disse que foi “morte natural por razões desconhecidas”. Penso que deve ter dado um infarto fulminante. Não sofreu, não fez a família sofrer. Foi rápida a sua morte, porém muito chocante, pois ninguém esperava.

O mesmo não aconteceu com minha avó materna, com meus dois tios por parte de pai e com meu avô paterno. Os três primeiros faleceram de câncer. O último foi por causa de uma pneumonia após cerca de quinze anos doente por mal de Alzheimer. Mesmo quando todos nós esperávamos por uma melhora deles, até mesmo um milagre por parte de Deus, todos faleceram das complicações das suas enfermidades. Sofreram até a morte e a família sofreu junto. Suas mortes foram tristes, mas não chocantes, pois víamos o sofrimento. Após algum tempo entendemos que a morte para eles “foi um descanso de tanto sofrimento”.

Porque digo tudo isso? Para alertar a minha alma e aos leitores que sim, um dia nós vamos morrer. Como será nossa morte, só Deus sabe. Se sofreremos e faremos outros sofrerem, não está no nosso controle. 
Talvez nossa morte será chocante por ser tão repentina. Talvez será já esperada e haverá um sentimento de alívio quando ela chegar por fazer cessar o sofrimento. Porém, para nós que servimos a Cristo, não devemos temê-la, como as celebridades que citei no início do texto.


Reproduzo abaixo uma adaptação de um texto de Dennis Allan sobre a morte na Bíblia: 
“A epístola de Paulo aos santos em Filipos é considerada a mais alegre e animadora das suas cartas, fato que se torna especialmente interessante ao perceber que Paulo estava preso quando a escreveu. Ele estava aguardando julgamento pelo governo, e corria o risco real de ser condenado à morte por ter pregado o evangelho de Jesus. A capacidade deste apóstolo de se sentir alegre diante desta circunstância nos desafia a avaliar nossa própria perspectiva sobre a vida e a morte. Depois de comentar sobre sua prisão e a esperança de um julgamento favorável, ele disse uma coisa surpreendente: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro”(Filipenses 1:21). É natural procurar preservar e prolongar a vida, e fazer de tudo para afastar a morte. Paulo, porém, considerava a morte um avanço desejável. O que aprendemos da atitude deste apóstolo sobre a perspectiva do seguidor de Cristo referente à morte?

  1. A morte física traz lucro! O ensinamento bíblico inclui uma afirmação constante e confiante da vida após a morte para as pessoas salvas pela graça de Deus por meio do sacrifício de Jesus. Paulo escreveu: “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23). Pedro reforçou este entendimento: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1 Pedro 1:3-5).
  2. Diante desta expectativa, o sofrimento da vida terrestre é passageiro. Pedro falou de sofrimento “por breve tempo” (1 Pedro 1:6) “durante o tempo da vossa peregrinação” (1 Pedro 1:17) e descreveu os cristãos como “peregrinos e forasteiros” (1 Pedro 2:11).
  3. Há motivo para viver aqui. Mesmo sabendo destes fatos, Paulo viu motivos para permanecer mais um tempo nesta vida. Ele vivia para servir a Cristo e aos homens. Continuaria glorificando ao Senhor na eternidade, mas queria ficar para poder servir aos outros aqui: “E, convencido disto, estou certo de que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo da fé, a fim de que aumente, quanto a mim, o motivo de vos gloriardes em Cristo Jesus, pela minha presença, de novo, convosco”(Filipenses 1:25-26).
  4. Suicídio não é opção aceitável. Paulo até desejava a morte, mas não falou nada de agir para precipitar a sua saída deste mundo. Jó sofreu tanto que chegou a pensar que teria sido melhor se não tivesse nascido (Jó 3:1-3), mas este homem fiel não agiu para tirar sua própria vida. Enquanto Deus até elogia pessoas que sacrificam suas vidas por boas causas, nenhuma passagem bíblica autoriza o suicídio como solução para o sofrimento desta vida.
  5. A confiança do cristão da vida eterna o capacita para suportar aflições e perseguições. Jesus é o exemplo perfeito desta perspectiva: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hebreus 12:2). Jesus ofereceu conforto aos perseguidos quando disse: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10:28).
 A perspectiva esperançosa do cristão alivia uma parte do sofrimento em relação às pessoas que morrem em Cristo. Sentimos a falta dos fiéis falecidos, mas não nos preocupamos com o destino deles. Paulo comparou a morte com o sono porque acreditava na vida eterna: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1 Tessalonicenses 4:13).”

Também gostaria de lembrar a passagem de Estevão relatada em Atos 7. Nessa passagem Estevão pregou com ousadia o Evangelho de Cristo aos judeus, principais da sinagoga. Na pregação, o Espírito Santo o impeliu de dizer várias verdades as quais feriram os orgulhos dos fariseus, irando-os a ponto de decidirem matar a Estevão. Mesmo assim, Estevão continuou a pregar o evangelho até que em dado momento “ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.” (Atos 7:55-56).
Mesmo assim os fariseus os apedrejaram. Estevão apenas clamou ao Senhor Jesus dizendo “recebe o meu espírito” e depois “adormeceu”.

Enquanto ao homem pecador a morte significa medo, ao homem arrependido e crente em Jesus, a morte significa vida, significa estar com Jesus eternamente!


Peçamos para Deus nos dar serenidade e que “a paz que excede todo entendimento” possa estar dentro de nossos corações na nossa caminhada nesta vida até nos encontrarmos com a morte.

Este caminho pode ser rápido, como pode ser demorado. Pode ser sem sofrimento, ou com anos de tristeza, dores e lutas, porém que Deus nos dê paz para vencermos a morte, “o último inimigo que há de ser aniquilado” (1 Coríntios 15:26) e assim reinarmos com Cristo em glória.


4 comentários:

  1. Realmente , é um assunto difícil. Perdi dois membros da minha família , meu pai e minha irmã e a saudades é dolorida! É como se nosso coração fosse uma enorme rosa e cada um que parte leva consigo uma pétala! Mas, como diz Paulo:"Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus ". Quer dizer que ,tudo que acontece na nossa vida contribui para o crescimento e aperfeiçoamento do espírito. Até na hora da morte . Por exemplo(um dos exemplos): Quando vemos alguém no leito sendo consumido por um câncer , agonizando, poderemos até se revoltar, mas se enxergarmos pelo olho do espírito , é uma oportunidade de crescimento que esta pessoa está tendo , onde de outra maneira ela não conseguiria. Também pode ser essa a forma dessa pessoa interagir melhor com os seus familiares , onde antes tinha uma certa dificuldade. Nesse momento ocorrem o pedido e a disposição ao perdão , confissões , etc... Enfim , os relacionamentos melhoram. Há crescimento tanto no que partiu , como nos que ficaram.

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  2. E, há algo, que dificilmente compreendemos: é a morte de um filho logo após o seu nascimento ou mesmo antes de nascer. É uma dor dilacerante! Já passei por isso.
    Mas creio que nada é por acaso! Esses espíritos que vêm à Terra por curtíssimo tempo; vivendo horas ou poucos dias após o seu nascimento; são espíritos que não necessitavam de vida longa na mortalidade para o seu desenvolvimento, como muitos precisam. Vieram apenas com uma única missão: criar desafios para o crescimento espiritual de seus pais.
    Foi o que aconteceu há alguns anos, onde tive uma visão do mundo espiritual à respeito desse assunto numa forma bastante simbólica. Tive a visão de um belo jardim, com belíssimas rosas. Algumas já estavam bem desabrochadas, outras à desabrocharem e alguns ainda em botões. Nisso, vejo adentrar nesse jardim um Ser de vestes resplandecentes, que se dirige a um daqueles botõezinhos e o colhe. Vira-se e vai embora, caminhando até desaparecer numa forma tênue. Lembro-me que cheguei a pensar: "Por que Ele estava levando um botão? Ele nem chegou a desabrochar? Por que não levou uma das rosas já formadas?"
    Bem, nessa época que tive essa visão, onde via tudo do alto, uma prima minha se encontrava gestante, já quase no finalzinho da gravidez. Era o seu primeiro bebê. Seu bebê estava saudável dentro de sua barriga e estávamos todos felizes e ansiosos pelo seu nascimento. Até que chegou o grande dia. Foi para o hospital para ter a sua criança, acompanhada de seu esposo e seus pais.
    Segundo a minha prima, que depois nos contou, a criança assim que nasceu parecia estar bem. Mas, de repente, em poucos minutos, as enfermeiras saíram correndo, com uma certa urgência, daquela sala de parto com o bebê. Logo em seguida , levaram a minha prima para o quarto.
    Passado algumas horas, os médicos chamaram o seu esposo e pais para darem a notícia de que o bebê havia falecido por complicações. Foi um desespero só! Minha prima ficou arrasada. Ficamos profundamente tristes quando recebemos a notícia.
    Foi então que me veio em memória aquela visão que o Senhor Jesus havia me dado, dias antes. Entendi que aquela criança não seria nossa. Veio, ficou algumas horas conosco aqui na Terra, e depois seu espírito voltou para a sua casa celestial, de onde viera. Já havia cumprido a sua missão. Mas, mesmo assim, sua presença por tão pouco tempo deixou marcas em nossos corações, e uma sensação de que já nos conhecíamos desde a eternidade.

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  3. Antes e durante a partida do meu pai, ocorreram alguns fatos que marcaram nossas vidas, como sinal de que ele partiu para junto do Senhor Jesus.
    Ele era um homem humilde, o qual dedicou quase toda a sua vida em servir à Deus aqui na Terra. Sua vida aqui foi repleta de experiências no que concerne ao mundo espiritual, tanto do bem como do mal.
    Hoje resolvi compartilhar com os queridos leitores, para quem quiser ler, a beleza do que ocorreu naquele dia. Se vocês puderem acreditar fico mais feliz ainda, pois foi verídico.
    Pouco tempo antes da sua partida (ele estava inconsciente), estava eu sentada ao seu lado, em sua cama, segurando a sua mão havia um certo tempo, quando de repente comecei a sentir uma grande alegria envolver a minha alma, como se o quarto estivesse cheio da presença de seres que transmitiam alegria. Lembro-me que cheguei a pensar: "Os anjos estão aqui. Eles chegaram."
    Então, pouco depois, começaram a chegar as minhas irmãs, meus cunhados e amigos. Percebemos que ele já estava em seus últimos suspiros. Resolvemos então orar todos ao redor de sua cama, pedindo para que Deus nos consolasse naquela hora tão difícil.
    Quando levantamos da oração, minha irmã que havia tido uma visão 2 anos antes com a sua morte, nos contou que viu pelos olhos espirituais, uma borboleta toda brilhante pousar nos pés do meu pai durante a oração.
    Passados uns 10 minutos, ele veio a dar o último suspiro nos braços da minha mãe. Meu cunhado então, o vê no canto da porta, em pé, vestido de branco, todo sorridente.
    Bom, o mais interessante é que uns dois dias depois de todo esse acontecimento, chegou até mim a explicação do porquê daquela alegria que havia sentido no momento em que me encontrava sentada ao seu lado.
    Na rua da minha mãe mora uma amiga nossa que tinha (pois já faleceu) uma tia que morava com ela e estava sob os seus cuidados, embora tivesse uma pessoa que cuidava dela. Ela se encontrava acamada e não podia andar.
    Essa sua tia tinha o dom da visão. Tinha visões do mundo espiritual e às vezes comentava com a sua sobrinha quando via os espíritos, tanto do bem como do mal adentrarem aquele lar, e enxergava ou sentia quando algo bom ou ruim acompanhava as pessoas que entravam naquela casa.
    Essa amiga também se encontrava lá em casa conosco quando o meu pai veio a falecer. Ficou mais um certo tempo e depois foi embora para a sua casa que ainda é até o dia de hoje, na mesma rua que minha mãe mora. Ela mora bem perto da casa da minha mãe; umas 5 casas para baixo.
    Ela contou que ao chegar em casa, a sua tia que não sabia de nada, ao vê-la, foi logo perguntando se ela tinha visto algo na rua. Sua sobrinha lhe perguntou o que era, e ela respondeu que: "havia tido uma visão daquela rua, naquele pedaço, e olhando para o alto vinha descendo uma espécie de clarão, e quando ela olhou já na rua, eram anjos resplandecentes, e eram vários..."
    Aquela notícia nos consolou, porque tivemos a certeza de que Deus havia enviado os seus anjos para buscarem o meu paizinho.

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  4. E para encerrar (Ufa! rsss..)

    Esta experiência eu ouvi de uma pessoa há alguns anos , quando encontrávamos reunidos na igreja. Achei-a tão comovente e confortante , que resolvi compartilhá-la com vocês. Por discrição darei o nome fictício a essa pessoa de João.
    João contou-nos naquela noite, que fazia alguns anos que o seu filho adolescente que tanto amava tinha falecido. Disse-nos que , após o falecimento dele, entrou em seu coração uma revolta e um inconformismo tão grande , que em certo momento chegou até a se rebelar-se contra Deus, dizendo que não aceitava a situação . Certo dia, num momento de falta de lucidez,reclamou que queria o seu filho de volta.
    Todos os dias, saía do seu trabalho e ia direto para o cemitério . Sentava na campa do filho , e lá chorava copiosamente. Às vezes , conversava, como se o seu filho estivesse ali , vivo , ao seu lado. Ficava naquele local até o anoitecer.
    Até que um dia , quando estava sentado naquela campa se lamentando , aconteceu algo que o libertou daquele sofrimento que já estava levando-o à beira da loucura. Sentiu como se estivesse perdendo os sentidos e de repente ouviu uma voz poderosa lhe chamar pelo nome : "João , olhe!" Imediatamente , surgiu a visão de um caixão que se encontrava embaixo da terra, e quando ele colocou os seus olhos no ocupante do mesmo , era o seu filho , já em decomposição, sendo comido pelos bichos e pelas larvas.
    Quando João viu aquela cena , levou um choque e pela primeira vez caiu em si e compreendeu a realidade dos fatos.
    Novamente , ouviu a mesma voz: "João , olhe agora"! E teve uma nova visão , de um jovem todo vestido de branco , radiante , sorridente, que olhava fixamente para ele , todo feliz. Era o seu filho!
    Diante dessas duas visões , João compreendeu que o seu filho estava vivo mais do que nunca, não lá embaixo da terra, mas em um outro lugar. Seu filho estava com Deus e muito feliz.

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