Texto base: Romanos
8:31-39
“Que
diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele
que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como
nos não dará também com ele todas as coisas?
Quem
intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.
Quem
é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os
mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.
Quem
nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição,
ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como
está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos reputados
como ovelhas para o matadouro.
Mas
em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
Porque
estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados,
nem as potestades, nem o presente, nem o porvir,
Nem
a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do
amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.”
A carta aos
Romanos foi escrita pelo apóstolo Paulo à Igreja que estava em Roma, capital do
Império Romano.
Essa Igreja era
composta na sua maioria de judeus convertidos a Cristo. Eles moravam na capital
do Império.
Roma, como
qualquer metrópole é centro de convergência de pessoas. É dela que saem as
inovações e tendências que serão logo implementadas em cidades menores,
influenciadas por ela.
Roma era a capital de um império guerreiro. Os
ideais de guerra, o espírito belicoso e imperialista possuia os romanos. Havia
a escravidão e toda a crueldade era tratada como “normal”.
Em Roma havia
uma idolatria pujante. Eram templos dedicados a todos os tipos de deuses.
Haviam todos os tipos de sacerdotes e rituais religiosos.
Na mesma Roma
havia uma crescente atenção a filosofia e estilo de vida. Era comum entre os
romanos as relações homossexuais, pois para os romanos o sexo entre homem e
mulher era apenas para reprodução, porém o sexo entre um homem e outro homem
era o “ápice do amor”.
Se tem gente
que acha que "estamos vivendo o final dos tempos” agora, porque associa a
promiscuidade e a depravação atual a “Fim dos tempos”, saiba isso já era comum
há 2 mil anos atrás em Roma…
E é tendência
do ser humano se separar dos que são “diferentes”. É tendência humana se isolar
em situações que pensamentos/comportamentos diferentes são seguidos pela maioria.
E a Igreja de
Roma estava fazendo isso.
Nós não podemos
ler esse texto em separado da carta total. Quando Paulo escreveu a carta ele
não a dividiu por capítulos. Ler esse capítulo e não encaixá-lo no contexto da
carta completa nos leva a erros enormes.
É fácil vermos
pregadores que quando leem esta passagem, a usa para profetizar vitória para a
Igreja. “Se hoje você veio aqui com problemas, é ‘Cântico de Vitória’ na tua
vida.” ou “Se Deus é por ti, quem será contra ti?”.
É fácil este capítulo
virar uma pregação triunfalista em qualquer problema da vida e fazer a Igreja
sair estupefata com promessas e mais promessas.
Porém o que
Paulo diz na carta é totalmente diferente.
A pregação de
Paulo nesta carta vai de encontro com os ensinamentos de Jesus Cristo a sermos
“Sal da Terra e Luz do Mundo”. Cristo não nos ensinou a sermos “Sal de Saleiro”
ou “Luz no Candeeiro”. Ele nos ensinou a neste mundo mostrarmos a Luz de Cristo e o Sabor do Evangelho.
Porém diante da
promiscuidade, idolatria, beliscismo dos Romanos, a Igreja se isolava. Se
achava superior aos pecados dos Romanos.
Paulo prega com
veemencia:
“Não
há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que
busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há
quem faça o bem, não há nem um só.”
Rm 3:10-12
Judeus e
Romanos estão na mesma combuca. São TODOS pecadores. Todos
necessitam de Cristo!
Mas é fácil não
aceitarmos isso.
“Como? Eu não
tenho relações homossexuais!” Sim, mas você cobiça. No teu coração você inveja.
Todos nós temos cobiças.
Um cobiça o
carro que outro tem. A casa que o outro tem. A família estruturada que o outro
tem. O bom emprego; o esposo dedicado da outra; a esposa bem conservada do
outro; os filhos bem educados do outro; os pais amorosos, as viagens, o
conhecimento, as facilidades, etc.
Cobiça essa que
nos faz sermos ingratos diante de Deus com o que temos.
Cobiça essa que
faz Paulo confessar nesta mesma carta: “eu sou carnal, vendido sob o
pecado”.
Cobiça essa que
faz Paulo dizer: “Porque não faço
o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.” (Rm 7:19)
Pecado este que
faz Paulo confessar: “Miserável homem
que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” Rm 7:24
“Miserável
homem que eu sou!”
“Miserável
homem que eu sou!”
“Miserável
homem que eu sou!”
Enquanto não
compreendermos que somos miseráveis não conseguiremos nunca compreender o que é
“Cântico de Vitória”.
Enquanto não
chegarmos lá embaixo e nos vermos miseráveis sem condições de nada, não sendo
melhor do que ninguém, não entenderemos o que é este “Cântico de Vitória”.
Somente quem
compreende que estamos juntos, na mesma vala de miséria com prostitutas,
homossexuais, travestis, assassinos, etc. compreenderá o que é “Cântico de
Vitória”.
“Não há um
justo, nem um sequer!”
“Não há quem
faça o bem, não há nem um só.”
“Miserável
homem que sou!”
Eu sou
MISERÁVEL!
“Mas
ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas
iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas
pisaduras fomos sarados.
Todos
nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho;
mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
(…)
Ele
levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.”
Isaías 53:5,6 – 12
Glórias a Deus!
Houve Um que
nos tirou da miséria!
Houve Um que
nos arrancou do fundo do poço!
Glórias a Deus
que nos colocou na boca um Cântico de Vitória!
Se Deus é por
nós, quem será contra nós?
Ele nos dará
com Ele todas as coisas!
Ninguém poderá
nos acusar. Ninguém! Nem mesmo o diabo! Pois é Deus quem nos justifica!
Ninguém nos
condenará! Pois Cristo morreu e ressuscitou dentre os mortos, estando à direita
de Deus intercedendo por nós!
Nada nos
separará do amor de Cristo. Nem mesmo a tribulação, angústia, perseguição,
fome, nudez, perigo, ou a nem mesmo a morte!
Sim. A Morte
não tem poder contra nós. Já sabemos que venceremos a morte pois Cristo nos
amou!
De uma vez por
todas, tenhamos a certeza que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os
principados, nem as potestades, nem o presente, nem o futuro, nem a altura, nem
a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus,
que está em Cristo Jesus nosso Senhor!
Vamos pregar o
Evangelho aos “da vala da miséria”! Contemos à eles que Cristo os ama!
Sejamos Sal na
Terra e Luz no Mundo. Brilhamos hoje a Luz de Cristo!
Vá ao meio dos
belicosos. Vá ao meio dos promíscuos. Vá ao meio dos idólatras e
mostremos que "em Cristo,
Deus estava reconciliando consigo o mundo!" (2 Co 5:19)
Mas só saberá
que Cântico é esse quem tiver consciência que é miserável.
Que Deus nos dê
esta bendita consciência.
Estava viajando
com minha esposa, filha e meus pais. Fomos visitar a Universidade da cidade. Lá
havia um prédio lindo, e em cima dele a bandeira da causa gay tremulando, sim
aquela do arco íris.
Ninguém
percebeu, somente eu. Meu pai quis ir lá ver por dentro o prédio.
Ao entrar, uma
moça sorriu para nós. Lésbica, estava representando o projeto GBLT.
Eu, tal como um
cristão judeu romano, fingi que não a vi. Ignorei o sorriso dela e quis sair
rápido lá de dentro.
Imediatamente
ao sair de lá, empurrando o carrinho da minha filha, senti uma voz dentro do meu coração me dizendo: “Porque você não retribuiu o sorriso dela dizendo que há um Deus que a
ama?”
Caminhando
pelos jardins, minha esposa e meus pais tirando fotos, minha filha brincando,
minha alma chorava por dentro. “Miserável homem que sou!”
Eu poderia ter
dado aquela mocinha o melhor presente que ela poderia receber na vida.
Ela me deu um
sorriso. Eu retribuí a ela a minha ignorância.
“Miserável
homem que sou!”
Não percamos a
oportunidade de sermos Luz e Sal na terra e no mundo.
Não percamos a
oportunidade de Brilharmos a Luz de Cristo que se sentava a mesa com publicanos
e prostitutas.
Sentemos com
Romanos, Judeus, Gays, Travestis, idólatras, belicosos, imorais à mesa. Todos somos Miseráveis. Todos
precisamos de Cristo.
“O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei
fora.”
João 6:37
Anunciemos Cristo a todos!
Amém.
Amém.
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