Por: Robert E Waldron
"No
princípio. . . ." Volte comigo a este tempo. Não havia mundo, não havia
universo, não havia vida física, não havia substância física, e não havia
tempo. A eternidade não tem princípio nem fim. O que existia? Como foi que tudo
o que conhecemos chegou a existir? O que tudo isto significa?
Havia
três seres em existência, que eram perenes como a própria eternidade: Jeová, o
Verbo, e o Espírito Santo. Estes Seres separados, não obstante, são um só em
propósito, em virtude e em divindade. Eles compõem tudo o que é Divino.
Em
algum tempo “não temos idéia de quando, ou por quê” seres celestiais menores
foram criados. Lemos sobre as inumeráveis hostes de anjos (Apocalipse 5:11), de
serafins (Isaías 6:2) e querubins (Gênesis 3:24) e outras criaturas celestiais,
ao redor do trono de Deus (Apocalipse 4). Em algum tempo, alguns destes seres
celestiais cometeram pecado (2 Pedro 2:4). Uma vez mais, não sabemos a razão.
Estes assuntos constituem as coisas encobertas, que pertencem a Deus. Um local
de punição, terrível além de nossa compreensão, foi preparado para estes seres
corrompidos (Mateus 25:41). Foram entregues "a abismos de trevas,
reservando-os para juízo" (2 Pedro 2:4). Estes seres celestiais são mais
poderosos que o homem, mas, como seres criados, são muito inferiores a Deus, o
Criador.
"No
princípio", Deus falou e o universo físico foi criado. Começou então a pôr
vida na terra. Em primeiro lugar vieram as plantas, então os peixes, as aves e
os animais da terra. O processo da criação não estava ainda completo, porque
não havia ainda vida que pudesse entender ou compartilhar a companhia de Deus.
Por isso, foi criado o homem. "Façamos o homem à nossa imagem..."
(Gênesis 1:26). O homem não é como Deus, em aparência ou poder. O homem é como
Deus porque pode raciocinar e tem uma alma em seu interior, que jamais deixará
de existir.
Deus
colocou Adão e Eva num jardim de beleza, muito melhor do que os que podemos
encontrar hoje. Era uma terra nova, não poluída. Toda planta desejável estava
lá. Não havia cardos nem abrolhos. Não havia dor nem tristeza. Não havia
ansiedade nem temor. Adão e Eva tinham acesso à Árvore da Vida, de forma que
jamais morreriam. E o melhor de tudo, tinham a companhia do próprio Deus
(Gênesis 3:8).
Entretanto,
Deus não desejava uma criatura que vivesse em sua companhia simplesmente porque
não havia nada mais que pudesse fazer. Neste caso, o homem não seria mais do
que um robô programado para adorar a Deus e incapaz de qualquer outra coisa.
Então, Deus deu-lhe um mandamento. Adão e Eva estavam proibidos de comer do
fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
Havia
alimento em abundância, por isso a fome não os encorajou a comerem do fruto
proibido. O jardim do Éden era tão grande que corriam quatro rios através dele,
por isso, não havia nenhuma razão para a tentação estar constantemente diante
seus olhos. Mas a humanidade é fraca. Quando a serpente tentou Eva, esta foi
enganada e comeu do fruto proibido. Deu-a a Adão e ele também a comeu.
Agora
conheciam a vergonha, a culpa e o medo. Deus deu a cada um dos culpados uma
maldição: dor, tristeza, problemas, espinhos, a morte, a separação da árvore da
vida e, pior de tudo, a separação da companhia de Deus.
Seu
pecado não foi surpresa para Deus. Ele sabia, antes da criação, que o homem
seria fraco, e havia se preparado para a queda do homem. Deus já havia
planejado como o homem poderia ser salvo. Adão e Eva desistiram da oportunidade
de felicidade completa nesta terra. Deus começou o longo processo de revelação
de seu plano sobre como o homem poderia viver para sempre com ele, desde que
aceitasse as suas condições.
Mesmo
com esta primeira maldição, Deus deu o primeiro vislumbre de esperança de um
dia quando alguém da descendência da mulher feriria a cabeça da serpente
(Gênesis 3:15). A maldade triunfou neste dia com Adão e Eva, mas algum dia o
homem triunfaria por aquele que Deus enviaria para completar o seu plano.
Deus
jamais se esqueceu por um só momento de seu propósito. Muitos, muitos anos se
passaram desde o dia em que Adão pecou. As pessoas que viveram não podem ser
contadas. A Bíblia nos conta apenas de alguns da vasta multidão que viveu,
porque são aqueles através dos quais ele revelou o seu plano.
Adão
viveu 930 anos e teve muitos filhos e filhas. A Bíblia nos conta uma história
sobre Caim e Abel, dois de seus filhos. Você se lembra como Caim tornou-se
irado e matou seu irmão, porque o sacrifício de Abel foi aceitável a Deus e o
de Caim não foi. A morte de Abel apagou o seu nome e ele não teve mais
participação na revelação do plano de Deus. Deus reservou o espaço na última
parte de Gênesis 4 para dizer, com brevidade, o que ocorreu a Caim, e então a
sua família é esquecida.
Adão
teve outro filho, Sete. Nada nos foi dito sobre ele, exceto que foi através de
sua família que a história se desenvolveu. Aproximadamente o mesmo número de
anos se transcorrem durante os primeiros cinco capítulos de Gênesis como em
todo o restante da Bíblia. Deus não nos diz praticamente nada sobre este
período, porque não é importante para seu propósito. As pessoas viviam
tipicamente 900 ou mais anos. Dez gerações se passaram. Um homem nesta linha
foi chamado Enoque. Era justo e Deus o abençoou abundantemente, ao tomá-lo para
o céu sem que ele morresse.
O
capítulo 6 inicia-se com uma cena de iniqüidade em toda parte da terra. O homem
não mais poderia designar planos justos. Deus decidiu destruir o homem, exceto
o justo Noé e sua família. Noé aceitou a graça de Deus e assumiu a oferta de
escapar. Noé e sua esposa, seus três filhos e suas esposas, e dois de cada
forma de vida animal sobreviveram na arca.
Estamos
agora de volta a uma família. Mas agora, há três filhos e nenhum historiador
humano poderia ter sabido, neste ponto, qual filho seguir. Mas, Deus guiou o
autor para tratar com brevidade os descendentes de Cam e Jafé antes de retornar
à linha através de Sem. Tratou com brevidade das nações que vieram através de
Cam e Jafé, mas somente quando se relacionam com os descendentes de Sem.
Muitas,
muitas pessoas vieram através de Sem, mas a narrativa divina estreita ainda
mais a história.
Anos se
passaram. Os homens não mais viveram por tanto tempo. Em breve, duzentos ou
menos anos constituia uma vida longa.
Cerca
de nove gerações se passaram desde Noé e chegamos a um homem denominado Terá,
que vivia em Ur, na Caldéia. Havia três filhos em sua família, também: Naor, Abrão, e Harã. Harã morreu enquanto
ainda estavam em Ur e a história acompanha seu filho Ló com brevidade porque
ele viajou com Abrão, a personagem mais importante.
Deus
chamou Abrão (ou Abraão, como seu nome veio a tornar-se) e mandou que ele
deixasse sua parentela e fosse para uma terra que lhe seria indicada. Abraão
obedeceu e foi dirigido à pequena terra de Canaã. Uma tripla promessa foi feita
a ele. Foi dito que seus descendentes seriam uma grande nação, que esta nação
herdaria a terra de Canaã, e, através de sua semente, todas as famílias da
terra seriam abençoadas (Gênesis 12:1-7). O resto da Bíblia é a história do
cumprimento destas três promessas.
Até
esta parte da história, Deus havia revelado somente uma pequena parte de seu
plano para a redenção do homem. Sabemos que alguém virá que triunfará sobre
Satanás (Gênesis 3:15). Sabemos agora que este alguém virá da nação composta
pelos descendentes de Abraão e que todas as nações serão abençoadas pela sua
vinda (Gênesis 12:2-3).
A
esposa de Abraão era estéril e por isso eles tentaram ajudar Deus a cumprir sua
promessa, tendo um filho através de Hagar, a serva. Ismael nasceu. Abraão teve
posteriormente seis outros filhos com Quetura, uma outra serva. Estes foram
abençoados porque eram filhos de Abraão, mas não eram a semente prometida.
Finalmente, através de um milagre, Isaque nasceu quando seu pai já tinha 100
anos.
Quando
Isaque se tornou o chefe da família, Deus repetiu a tripla promessa: a Terra, a
Nação e a Promessa Espiritual. Através de sua semente todas as nações seriam
abençoadas (Gênesis 26:2-4).
Isaque
teve dois filhos, Esaú e Jacó. Mesmo antes de seu nascimento, Deus disse que
Jacó seria o maior. Os descendentes de Esaú tornaram-se a nação de Edomitas.
Mas foi para Jacó que a tripla promessa foi repetida. Ele receberia a terra.
Seus descendentes formariam uma grande nação. Através de seus descendentes
todas as famílias da terra seriam abençoadas (Gênesis 28:13-14).
O
espaço não nos permite mencionar os detalhes da vida de Jacó. Basta dizer que
Jacó teve 12 filhos. Jacó amou a José, seu penúltimo filho, o melhor, e mostrou
sua preferência. Os outros irmãos ficaram enciumados e venderam-no, como
escravo, no Egito. Lá José serviu como escravo de Potifar. Levantou-se uma
calúnia contra ele e por isso foi lançado na prisão. O tempo passou e ele
interpretou os sonhos do Faraó, e tornou-se poderoso em todo o Egito, abaixo
apenas do Faraó. Conforme ele próprio disse, ele estava no Egito para ajudar a
salvar a vida durante um período de fome de sete anos (Gênesis 45:4-8). Você se
lembra como os irmãos vieram, foram testados e finalmente souberam da
identidade de José. José providenciou para que trouxessem toda sua família para
o Egito. Havia 75 pessoas na família, nesta ocasião, muito longe ainda de uma
nação.
Quando
Jacó se deitou em seu leito de morte, chamou seus filhos e deu a cada um uma
bênção. Esses filhos formariam as tribos que comporiam a nação de Israel (o
nome Israel foi dado a Jacó quando ele lutou com um anjo). Foi para Judá, seu
quarto filho, que ele fez uma profecia especial. O cetro (o sinal da soberania)
não sairia da família de Judá, até que Siló “aquela pessoa especial” viesse
(Gênesis 49:10).
Deus
agora revelou esta parte de seu plano: Alguém virá para triunfar sobre Satanás.
Ele abençoará todas as famílias da terra. Virá através da semente de Abraão,
através de Isaque, através de Jacó e através de Judá. Reinará. Sabemos mais do
que quando Adão pecou mas entendemos ainda muito pouco sobre o total próposito
de Deus (ver Gênesis 3:15; 12:1-3; 26:2-4; 28:13-14; 49:10).
O livro
de Gênesis encerra-se com a expressão confiante de José, aos seus irmãos, de
que chegaria o dia em que Deus levaria o povo de volta a Canaã.
Muitos
anos se passam antes da cortina levantar-se novamente. Tem Deus se esquecido?
A cena
parece obscura, à medida que o Êxodo se inicia. Agora são talvez três milhões
de pessoas denominadas israelitas ou hebreus (posteriormente chamados judeus).
Um Faraó havia se levantado que não conheceu José. Ele temia este vasto grupo
de pessoas estrangeiras em seu país, e os afligiu, tornando-os escravos. Eles multiplicaram-se
mais rapidamente. Tentou destruir os possíveis soldados, ao ordenar a matança
de todos os meninos.
Nesta
ocasião nasceu um menino. Sua mãe o escondeu durante três meses e então o
colocou entre as canas nas margens do Rio Nilo. Ele foi achado pela filha do
Faraó, que lhe deu o nome de Moisés.. Por quarenta anos ele foi instruído como
se fosse filho da filha do Faraó. Sua própria mãe foi contratada para cuidar
dele de forma que ele se desenvolveu desde a infância conhecendo a angústia de
seu povo.
Com
quarenta anos Moisés decidiu salvar seu povo; mas Deus tinha outro plano.
Moisés matou um egípcio e teve que fugir para salvar sua vida. Nos próximos
quarenta anos trabalhou como pastor em Midiã. Então, um dia, Deus apareceu a
Moisés em uma sarça ardente e deu-lhe o encargo de voltar ao Egito para salvar
os Israelitas.
Uma vez
mais o espaço proíbe quaisquer detalhes. Como você se lembra, o Faraó recusou
soltar o povo. Deus mostrou seu poder sobre a mais poderosa das nações da
época, ao enviar dez terríveis pragas, até que os egípcios realmente rogaram
aos Israelitas para sairem.
Ao
invés de dirigir as pessoas diretamente à terra de Canaã, Deus orientou-os para
o sudeste, para o Monte Sinai. Lá ele fez uma aliança com eles. Prometeu-lhes
ser o seu Deus e deixar que fossem o seu povo, se obedecessem a ele e
cumprissem os seus mandamentos. O povo desejava as bençãos de Deus e
rapidamente concordou com a aliança. Deus lhes deu uma lei que especificava
exatamente como deviam viver como o povo que ele tinha escolhido.
Até
esta data, Deus havia falado diretamente aos pais de famílias fiéis. Este
sistema (denominado sistema patriarcal) continuou com todos os povos exceto com
este grupo especial congregado no Monte Sinai. Deus estava preparando um povo
especial para estar pronto para a conclusão de seu plano.
Deus
demonstrou seu poder e proteção ao seu povo de todas as formas concebíveis.
Alimentou-os quando estavam famintos. Deu-lhes água tirada das pedras.
Afugentou seus inimigos. Protegeu-os como um pai protege seu filho (Oséias
11:1).
Mas, o
povo não cumpriu sua parte da aliança. Dentro de seis semanas desde o acordo de
obedecer a Deus e cumprir os seus mandamentos, construíram um bezerro de ouro
para adoração. Murmuraram quando estavam com sede. Queixaram-se com relação ao
maná que Deus havia dado para seu alimento. Mesmo quando haviam atingido a
fronteira de Canaã, foram covardes para prosseguir conforme Deus havia
ordenado. Enviaram doze espiões para o país. Dez voltaram e declararam que a
tarefa seria por demais difícil. Somente Josué e Calebe confiaram no poder de
Deus. O povo foi forçado a retroceder para vagar por 40 anos no deserto, até
que cada soldado acima de vinte anos de idade morresse exceto Josué e Calebe.
Os
livros de Êxodo, Levítico, e Números dão a lei de Moisés com detalhes e dizem
dos eventos importantes durante esses quarenta anos. Até mesmo Moisés
desobedeceu a Deus, em uma ocasião, de forma que não teve permissão para entrar
na terra. Deus permitiu-lhe ver a terra do topo do monte Nebo. Lá ele faleceu e
foi enterrado pelas mãos de Deus.
O livro
de Deuteronômio é uma série de discursos que Moisés fez na planície de Moabe,
antes de sua morte. Ele encorajou quão o povo ser fiel quando entrasse na
terra, para que pudesse prosperar e permanecer na terra, através de toda a
geração vindoura. Através de Moisés, Deus prometeu grandes bênçãos ao povo se permanecesse
fiel a ele. Por outro lado, alertou sobre as punições, caso se desviasse dele.
Ambos
os lados da questão “bênçãos e maldições” são absolutamente necessários ao
plano de Deus. Deus sempre ofereceu ao homem grandes bênçãos por manter a sua
lei e estabeleceu penalidades para a desobediência. Ele então deixou ao homem
escolher o que ele quisesse.
Josué
tornou-se líder em lugar de Moisés. Conduziu o povo através do Rio Jordão para
conquistar a terra. Marcharam em volta de Jericó, e por sua fé Deus fez com que
os poderosos muros caíssem. Josué e seu exército encontraram a vitória por toda
parte. Dentro de poucos anos toda a terra havia sido conquistada e dividida
entre as tribos.
Duas
das promessas feitas a Abraão haviam sido cumpridas, neste ponto da história.
Os descendentes de Abraão, de fato, tornaram-se uma nação. Deus os conduziu à
vitória para ganharem a terra (Josué 21:43-45). Somente a promessa espiritual
estava ainda faltando. Deus estava ainda revelando, gradativamente, o seu plano
para a humanidade aprender. Não havia chegado ainda a "plenitude dos
tempos".
Os
Israelitas eram fiéis a Deus sob a liderança de Josué e assim permaneceram
durante o tempo em que os mais velhos, que haviam servido com ele, viveram. Mas
o homem é fraco. Tão logo as primeiras vitórias foram conseguidas e cada tribo
recebeu sua porção de terra, os soldados tornaram-se relapsos. Não expulsaram o
restante dos cananeus, como Deus havia dito que fizessem. Quando não o fizeram,
Deus permitiu que os cananeus provassem a Israel para ver se a nação lhe seria
fiel (Juízes 2:3). Israel fracassou na prova. Pouquíssimo tempo se passou antes
que os encontrássemos desviando-se de Deus para adorarem os ídolos de seus
vizinhos.
O
próximo período da história israelita é composto por ciclos. Não houve um único
líder durante estes 400 anos, aproximadamente, como tinham sido Moisés e Josué.
O povo se voltaria para os ídolos. Deus permitiria que um inimigo os oprimisse.
Eles se arrependeriam e clamariam pela ajuda de Deus. Deus então chamaria um juiz
ou libertador. Houve quinze desses juízes. Houve Eúde que matou Eglom, rei de
Moabe, e levou o povo a sacudir a opressão dos moabitas. Houve Débora que foi
com Baraque, o general, para a luta contra Sísera e os cananeus. Houve Gideão
que derrotou o inumerável exército de midianitas, com seu pequeno exército de
300 homens. Houve Jefté, que jurou sacrificar a primeira coisa que viesse de
sua casa, se fosse bem sucedido na batalha. Houve Sansão, a quem Deus deu uma
força sobrehumana quando serviu como o exército de um homem só, contra os
filisteus.
Nosso
primeiro exame do período indicaria que houve um tempo de guerras constantes.
Isto, todavia, não é comprovado por versículos como Juízes 3:11 e 30 que dizem
que a Terra "ficou em paz durante quarenta anos" ou a terra
"ficou em paz oitenta anos".
A
pequena história de Rute ocorre durante o período dos juízes. O livro de Rute é
uma história encantadora, de uma moça Moabita que deixou seu lar para
acompanhar sua sogra para a terra de Israel. Lá, casou-se com Boaz, um parente
próximo de seu falecido marido. É, entretanto, uma história meramente de
interesse humano? Havia outras jovens
virtuosas em Israel. Havia outros lares felizes. Rute e Boaz tiveram um filho
chamado Obede. Este teve um filho chamado Jessé, que teve um filho chamado
Davi, que teve um descendente chamado Jesus. Rute foi um elo no plano eterno de
Deus!
Eli foi
sacerdote e juiz no dia em que uma mulher chamada Ana orou intensamente por um
filho. Deus concedeu-lhe seu desejo e Samuel nasceu. Ana dedicou seu filho a
Deus tão logo ele teve idade suficiente para ajudar Eli no tabernáculo. Samuel
é verdadeiramente um dos nomes a serem acrescentados à lista de grandes figuras
da Bíblia. Julgou Israel durante uma longa vida.
Quando
Samuel já era velho, o povo implorava por um rei. Samuel estava muito aflito,
mas Deus lhe disse que desse a eles o seu rei. Eles haviam recusado Deus como
seu rei ao invés de Samuel, como seu juiz. Sob orientação de Deus, o jovem Saul
da tribo de Benjamim foi ungido. Saul era inicialmente muito humilde, mas o orgulho
tornou-se a atitude maior de sua vida. Deixou de obedecer a Deus até que,
finalmente, Deus recusou sua família como a família dominante.
Deus
enviou Samuel a Belém para ungir um filho de Jessé como rei. Sete dos filhos de
Jessé passaram diante de Samuel e Deus recusou cada um deles. Finalmente o
jovem Davi foi chamado do campo e ungido. Davi foi um homem que seguia o
coração de Deus (Atos 13:22). Existem cerca de 130 capítulos na Bíblia, cada um
dos quais contando a história de Davi ou registrando os Salmos que ele
escreveu. Ele era humano e cometia erros tal como outros grandes homens haviam
feito. Talvez fiquemos mais impressionados com a sua justiça, à medida que
lemos os Salmos de penitência que ele escreveu após o seu pecado com Bate-Seba
(veja Salmo 51).
Davi
queria construir um templo a Deus. Deus enviou Natã, o profeta, para dizer a
Davi que ele não poderia fazê-lo, porque era um homem de guerra. Ao invés, Deus
prometeu deixar seu filho construir a casa. Deus então prometeu estabelecer o
trono de Davi para sempre. Se os seus descendentes pecassem, Deus os puniria
"com varas" mas jamais removeria sua misericórdia da linhagem de
Davi, como havia feito com Saul (2 Samuel 7:12-16; 1 Crônicas 17:11-14).
Até
este ponto Deus havia revelado tudo isto de seu plano: Alguém triunfará sobre
Satanás. Abençoará todas as famílias da Terra. Ele virá através de Abraão,
através de Isaque, através de Jacó, através de Judá, e através de Davi. Reinará
no trono de Davi para sempre (Gênesis 3:15; 12:1-3; 26:3-4; 28:13-14; 49:10; 2
Samuel 7:12-16).
Antes
de Davi falecer, ele proclamou seu filho Salomão, rei. Deus apareceu ao jovem
rei Salomão e disse-lhe que pedisse o que desejasse. Salomão pediu sabedoria.
Deus ficou satisfeito e concedeu-lhe sabedoria muito acima do demais, e, além
disso, riquezas, honra, paz e longa vida, se vivesse fielmente. Salomão ergueu
o templo conforme Deus havia prometido. A fama de sua sabedoria e riqueza
espalharam-se. Escreveu os Provérbios, Eclesiastes, e os Cantares de Salomão. A
nação de Israel atingiu o seu maior tamanho durante seu reinado. Infelizmente
ele se desviou de Deus, por suas muitas esposas.
O reino
estava em aflição, quando Salomão faleceu. Ele havia sobrecarregado o povo com
impostos e o povo queria liberdade. Quando Roboão, seu filho, tornou-se rei, as
dez tribos do norte rebelaram-se, porque Roboão não ouvia os seus pedidos de
alívio. Jeroboão tornou-se rei na parte norte da terra, desde então denominada
Israel. Roboão ficou só com as duas tribos mais ao sul, e ele chamou de Judá
seu pequeno reino.
A
história da nação Israelita havia encerrado outra fase. Israel deixou o Egito
como uma vasta multidão de escravos destreinados. Deus moldou, ensinou e
reformulou a nação durante os quarenta anos em que vagaram no deserto sob o
comando de Moisés. Josué encaminhou uma nação animada e conquistadora para
Canaã, a terra prometida. Seguiu-se o período de juízes quando cada homem
"fazia o que achava mais reto" (Juízes 21:25). O povo desejava um rei
e trabalhou unido, sob a liderança de Saul, Davi, e Salomão o período
denominado o Reino Unido. Agora o reino havia se dividido em dois reinos
pequenos, por vezes em guerra. Desde este ponto até o restante do Velho
Testamento, o povo distanciou-se cada vez mais de Deus.
Jeroboão,
o Reino do Norte, não queria que os seus sujeitos retornassem ao templo em
Jerusalém. Estabeleceu seu próprio sistema de culto: novos deuses, novos
sacerdotes, novos dias festivos, novas leis. Nunca houve um rei justo em
Israel. A dinastia mudou nove vezes antes do reinado cair. Acabe, com sua
esposa cruel Jezabel, destacou-se como um dos reis mais ímpios do período.
Elias, Eliseu, Amós, Oséias, e outros profetas foram enviados por Deus para
alertar Israel sobre o juízo vindouro. Uma vez mais o espaço não nos permite
entrar em detalhes. Finalmente Deus não mais toleraria sua iniqüidade. Em 721
a.C., Deus permitiu que o exército Assírio conquistasse Samaria, a capital de
Israel. O povo foi levado cativo. Os estrangeiros foram trazidos para ocuparem
a terra. Os estrangeiros casaram-se com a baixa classe de israelitas deixados
na terra e tornaram-se a raça mista, odiada, posteriormente denominados
Samaritanos.
Depois
disso, o reino sul de Judá prosseguiu. Seu povo também distanciou-se de Deus.
Sua decadência, entretanto, não foi tão rápida como a de Israel porque tiveram
alguns reis bons, como Asa, Josafá, Uzias, Ezequias, e Josias. Não há um
período mais obscuro na história Israelita do que o reino dividido. Finalmente,
esgotou-se a paciência de Deus também por Judá (2 Crônicas 36:15-16). Em 606
a.C., Nabucodonosor da Babilônia levou os primeiros cativos de Jerusalém.
Retornou para buscar mais cativos em 597 a.C., e finalmente destruiu a cidade
de Jerusalém em 586 a.C. Somente os mais
pobres da terra foram deixados, e mesmo eles fugiram para o Egito dentro de
poucos meses.
Deus se
esqueceu de seu plano? Tudo se acabou? Nem por um momento! O povo escolhido de
Deus tem que ser punido, mas ele não permitiu que a fraqueza do homem destruísse
seu propósito eterno.
Você se
lembra da promessa a Davi, de que a linhagem real permaneceria em sua família
(2 Samuel 7:12-16)? A família dominante foi mudada nove vezes em Israel mas
nenhuma só vez em Judá. A providência de Deus forneceu uma descendência direta
em cada geração. Em uma ocasião, Atalia, filha de Acabe, tentou destruir toda a
semente real e usurpar o trono (2 Reis 11:1-4). O bebê Joás foi escondido por
Joiada, o sacerdote, por seis anos, antes de ser levado ao trono. Em outra
ocasião, um inimigo destruiu toda a linhagem real, exceto um filho (2 Crônicas
21:16-17). Não foi por acidente que um foi deixado, a cada vez, para ocupar o
seu lugar no trono de Davi. Estes reis eram importantes elos de ligação no
plano de Deus.
A mesma
passagem que prometeu que a linhagem real permaneceria na família de Davi,
alertou também que seus descendentes seriam punidos, se caíssem em iniquidade.
A punição que veio a casa de Judá foi tanto uma parte do plano de Deus quanto
as bênçãos que eles poderiam ter recebido se permanecessem justos.
O
período que normalmente chamamos de cativeiro permaneceu por setenta anos. É
contado desde o momento em que o primeiro grupo de cativos foi retirado do
reino de Judá até o primeiro grupo teve permissão de retornar à casa.
Os
escritos dos profetas Daniel e Ezequiel contam sobre este período. Daniel foi
treinado para servir na corte dos reis. Deteve cargos de alta autoridade sob
Nabucodonosor e então sob Dario, dos medos e dos persas. Ezequiel viveu no meio
do povo comum e nos dá uma visão de suas vidas nesse período.
Jeremias,
o profeta, havia predito que o cativeiro duraria por setenta anos (Jeremias
25:11). E de fato os primeiros cativos haviam sido levados em 606 a.C.. Em 539
a.C., a Babilônia caiu diante dos Medos e dos Persas. O rei Ciro decretou que
todos os povos cativos poderiam retornar a suas casas de origem. Desta forma,
em 536 a.C., exatamente setenta anos depois dos primeiros cativos terem sido
retirados de Judá, um grupo de judeus começou sua viagem para a terra natal.
Zorobabel liderou este primeiro grupo. Seu objetivo principal era reconstruir o
templo em Jerusalém.
Conforme
usual em qualquer tarefa de peso, o povo imediatamente defrontou-se com a
oposição. Os vizinhos samaritanos interferiram e finalmente conseguiram parar a
construção do templo. Por dezesseis anos nada foi feito. Os profetas Ageu e
Zacarias encorajaram o povo a começar seu trabalho. O templo foi finalmente
concluído, mas o povo não permaneceu fiel a Deus.
Esdras
trouxe outro grupo de volta a Jerusalém. Determinou-se a restaurar a adoração
do povo (458 a.C.). Não muito depois, Neemias soube que a cidade ainda estava
em angústia. Recebeu permissão do rei da Pérsia para reconstruir os muros de
Jerusalém. Ele e o povo trabalharam duro e concluíram a enorme tarefa em apenas
52 dias.
Neemias
e Esdras parecem ter trabalhado em conjunto para persuadir o povo a livrar-se
de suas esposas estrangeiras e retornarem à fidelidade em Deus.
A
porcentagem de judeus que retornaram a sua terra nativa era efetivamente
pequena. Por esta ocasião havia judeus espalhados por todo o mundo que naquela
época era conhecido. Deus não se esqueceu de seu povo, onde quer que vivessem.
O livro de Ester mostra como Deus podia exercer a sua providência mesmo na
corte de um rei persa, de modo a salvar o seu povo.
O
profeta Amós havia predito que viria um dia de fome, não de pão nem de água,
mas sim, uma fome de ouvir as palavras do Senhor (Amós 8:11). Este tempo chegou
com Malaquias, que profetizou aproximadamente na mesma ocasião que Neemias e
Esdras.
Talvez
tenhamos nosso quadro mais claro da condição espiritual do povo durante este
período a partir dos escritos de Malaquias. Passaram então por uma forma de
adoração mas seus corações não estavam nela. Malaquias encerra o seu livro
declarando que viria alguém na forma de Elias para preparar o caminho
"antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR" (Malaquias 4:5).
Os
profetas predisseram informações adicionais sobre aquele que estava por vir,
mas ele não era ainda mais do que uma personagem obscura, então.
Agora,
completo silêncio. A cortina caiu sobre o palco divino e quatrocentos anos se passaram
sem nenhuma comunicação registrada de Deus. Havia ele mudado seu
pensamento? Havia sido esquecido seu
propósito?
A
Babilônia caiu antes de encerrar-se o Antigo Testamento. O império Medo-Persa
havia caído cerca de cem anos após o livro de Malaquias ter sido escrito.
Alexandre, o Grande, liderou os gregos para a conquista do mundo. Anos se
passaram e Roma, o quarto império mundial desde os dias de Daniel subiu ao
poder. A profecia de Deus havia sido de que, nos dias deste império, ele
estabeleceria o seu reino, que jamais seria destruído (Daniel 2:44). "A
plenitude dos tempos" havia chegado (Gálatas 4:4).
A
cortina sobe novamente para encontrarmos um velho sacerdote de nome Zacarias
servindo no templo. Subitamente, o anjo Gabriel estava diante dele, a primeira
comunicação de Deus desde Malaquias. Zacarias recebeu as novas de que ele seria
o pai de João, o precursor que foi predito por Malaquias.
Cerca
de seis meses depois, o mesmo anjo apareceu a uma jovem virgem chamada Maria.
Disse-lhe que ela teria um filho concebido do Espírito Santo. Este seria Jesus,
o Salvador; Emanuel, Deus conosco; Cristo, o Ungido; o Verbo, feito carne para
habitar entre os homens.
É este,
o divino Filho de Deus, que veio para resumir todo este plano glorioso de Deus.
Ele é aquele que cumpre as promessas e profecias. Ele é aquele que ofereceu o
sacrifício da morte pelo pecado para que o homem pudesse viver, apesar de sua
fraqueza. Ele é aquele que deu a lei perfeita da liberdade, para que o homem
pudesse viver uma nova vida, plena de esperança. Ele é aquele que é a plenitude
de toda Bíblia. Não haveria Bíblia, nenhum plano, nenhuma esperança para o
homem sem este Jesus.
Mateus,
Marcos, Lucas e João foram escritos para que pudéssemos entender e crer que
este Jesus cumpre toda qualificação jamais estabelecida por Deus. Ele era de
fato o "Cristo, o filho do Deus vivo". Viveu uma vida perfeita para
mostrar ao homem o que Deus pretendia. Morreu para pagar o preço do pecado. Foi
ressuscitado para ser as primícias dos que dormiam. Foi coroado no próprio céu
para reinar no trono de Davi, à direita de Deus.
Um
pouco antes de Jesus retornar ao paraíso, ele disse aos seus díscipulos
"Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos
16:15). A palavra "evangelho" diz literalmente "boas
novas". Em outras palavras, Jesus estava dizendo aos seus discípulos que
espalhassem as boas novas. Vão dizer ao mundo que o prometido chegou. Vão dizer
a todas as pessoas que há esperança de perdão, há esperança de um lar no céu.
Vão dizer ao mundo que o homem pode reconciliar-se com Deus. Vão dizer ao mundo
que o plano de Deus para redenção foi revelado.
Os
apóstolos receberam o Espírito Santo para orientá-los à medida que iam por todo
o mundo, para falar às pessoas sobre este plano glorioso de Deus. O livro de
Atos nos dá uma visão do tipo de trabalho que foi feito.
Ao
final do primeiro século, a nova lei, a lei de Cristo, havia sido inteiramente
revelada e escrita para a humanidade ler, entender e aceitar (Efésios 3:1-12).
As leis e normas foram dadas para nos orientar em moldar nossas vidas para
sermos como Cristo e para participarmos da natureza divina (2 Pedro 1:4).
Os
profetas do Velho Testamento queriam ver o final do quadro (1 Pedro 1:10-12).
Temo-lo todo revelado agora em Cristo. As pessoas desta era são herdeiros das
promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó (Atos 3:24_25). Não há outra bênção
espiritual que possamos pedir.
O plano
glorioso e eterno de Deus está pronto para que o aceitemos. É nossa opção.
Podemos aceitar seus termos e herdarmos as bênçãos ou podemos recusar seus
termos e estaremos perdidos e sem esperança no mundo. A vida na terra é um
breve período de provação, para se ver quais homens podem viver no paraíso com
Deus, na eternidade.
O Novo
Testamento encerra-se com um livro de vitória. O Apocalipse prediz a vitória
final de Cristo sobre Satanás, no dia do julgamento.
Toda a
Bíblia é a história de Cristo, a plenitude do plano da redenção!
Temos
olhado este plano majestoso que Deus revelou ao homem. Temos olhado nossa
esperança. Temos olhado o homem, uma alma viva feita à imagem de Deus, feita
para a glória de Deus (Isaías 43:7), capaz de escolher pela justiça, mais feliz
quando em companhia de Deus, e não obstante pequeno em sua força para resistir
à tentação; incapaz de pagar o preço do pecado por si próprio.
Surge
agora outra questão: Por que o longo período entre a criação e a realização do
plano de Deus? Deus já tinha pronto um
plano para resgatar o homem caso este pecasse (1 Coríntios 2:7; Efésios
3:10-11). Então por que esperar? Por que não revelar a Adão, no dia em que ele
pecou?
O homem
jamais teria entendido o valor da salvação. Havia lições demais, que o homem
somente poderia aprender pela experiência.
A
humanidade tinha que aprender a necessidade das bênçãos de Deus. O que
significa "perdido"? A
serpente convenceu Eva de que as vantagens, ao comer o fruto, superariam
quaisquer desvantagens que pudessem ocorrer. Para seu pavor, ela e Adão
aprenderam que isto significava o medo e a vergonha, imediatamente. Significava
deixar o seu paraíso terrestre. Significava a dor, a tristeza, a morte, a
separação de Deus, além de todos os demais males que poderiam ser citados. Toda
a história Israelita prova repetidamente que a perda do favor de Deus
significava a fome, a aflição de inimigos e a punição de várias formas.
Os
homens tinham que aprender quão inútil a vida é sem Deus. O livro de
Eclesiastes fala de uma experiência pelo sábio Salomão. Começou a determinar
qual é o propósito da vida sob o sol. Teve a riqueza para que pudesse tentar
qualquer coisa que escolhesse além da sabedoria para ver a conclusão de cada
coisa que tentasse. Tentou o riso e o prazer. Concedeu a si próprio todo o
desejo de seu coração. Mas foi inútil como meta. Tentou achar o valor em viver
pelo trabalho diligente. Fez obras poderosas. Mas que valor teve? Poderia ele
comer mais do que um pobre? Se
construísse um vasto império, morreria como um escravo e deixaria este reino
para que um filho insensato o herdasse. Viu que não havia valor no trabalho
exceto o puro prazer de fazê-lo. Tentou acumular conhecimento. Este era de mais
valor que o riso; mas onde terminou? Após reunir todo o conhecimento e
sabedoria ele morreria exatamente da forma como morre o ignorante. Chegou à
única conclusão possível: "De tudo
o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque
isto é o dever de todo homem" (Eclesiastes 12:13). Isto é tudo que dá à
vida sob o sol qualquer significado.
O homem
tinha que aprender o quão desamparado ele é ao tentar ganhar as bênçãos de Deus
por si próprio. A humanidade não manteria nem mesmo o mais simples código
patriarcal, quando Deus falasse diretamente aos fiéis pais das famílias. As
leis eram muito poucas e muito simples. Mas, sob este sistema, a humanidade
tornou-se tão iníqua que Deus destruiu o mundo com um dilúvio.
Talvez
o homem precisasse de mais leis para que soubesse exatamente qual caminho
seguir. Talvez o homem pudesse manter leis suficientes para merecer o galardão
como pagamento. Assim Deus deu aos Israelitas no Monte Sinai a lei de Moisés,
que tinha muitas, muitas leis e tinha muitos sacrifícios e cerimônias para os
homens cumprirem.
Ao
invés de tornar o homem mais virtuoso, o pecado abundava, porque haviam mais
leis a violar (Romanos 5:20). A lei tornou-se uma maldição, ao invés de uma
bênção, por causa da fraqueza do homem em mantê-la (Gálatas 3:10-12). De fato,
a lei ensinou ao homem o que era pecado (Romanos 7:7-8).
Ao
mesmo tempo que os judeus estavam fracassando no cumprimento de sua difícil
lei, os gentios estavam ainda sob a simples lei Patriarcal. Afastaram-se tanto
de Deus que ele finalmente lhes deu uma mente indesculpável (Romanos 1:20 e
seguintes).
Romanos
1, 2 e 3 descrevem como os gentios desistiram de conhecer a Deus, como os
judeus foram tão iníquos quanto os gentios e então vem a conclusão final.
Ninguém pode ser salvo por seu próprio mérito.
Agora,
após reconhecer este fato, o que poderia o homem fazer, depois de pecar? Que oferenda poderia eu, como uma minúscula
parte da criação, oferecer a Deus, o Criador?
Jesus disse que, depois de havermos feito tudo, seriamos ainda servos
inúteis (Lucas 17:10). Moisés percebeu sua pequenez perante Deus, em uma
ocasião em que pedia em nome de Israel:
"Ora, o povo cometeu grande pecado.... Agora, pois, perdoa-lhe o
pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste" (Êxodo
32:31-32). O que poderia Moisés oferecer a Deus, pelo seu perdão?
Há um
verdadeiro rio de sangue de sacrifícios, que corre por todo o Antigo
Testamento. Examine 1 Reis 8 para ver os sacrifícios oferecidos em apenas um
dia. Mas isto não era suficiente. O sangue de touros e bodes jamais poderia ter
valor suficiente para pagar a fraqueza da humanidade (Hebreus 10:4).
A lei
ofereceu a justiça perante Deus, apenas pela perfeição em obedecer seus
mandamentos. A lei não ofereceu nenhuma outra forma de se obter o perdão, até
mesmo por um erro (Romanos 3:20). Cometeu ele um erro em dar tal lei?
Jamais! O homem tinha que ser convencido
de que não tinha esperança neste mundo, sem o auxílio de Deus.
Por
isso, o homem necessita das bênçãos de Deus. O homem está perdido em pecado.
Não há nada que o homem possa fazer para salvar-se. Deus oferece uma saída.
Mas, cumprirá ele suas promessas? Se ele
me promete uma grande recompensa e eu passo minha vida tentando viver
justamente, deixará ele de manter sua palavra em dar-me tal recompensa? Ou, se ele ameaçar severa punição no Inferno,
se eu deixar de obedecer, tenho eu qualquer base de esperança de que ele se
esquecerá e me deixará entrar impune?
Toda a
revelação do plano de Deus mostra-me, por todos os aspectos, que, de fato,
"não retarda o Senhor a sua promessa..." (2 Pedro 3:9-10). Deus
deseja que todos os homens sejam salvos; mas, chegará um dia em que todos
estarão em julgamento perante ele. O justo herdará a vida eterna, mas os
injustos serão enviados para punição eterna.
Vimos,
pela história da Bíblia, que Deus manteve todas as suas promessas a Abraão.
Manteve sua promessa a Davi. Manteve também sua promessa quanto ao pecado.
Talvez um caso particular provaria este ponto. Os Amalequitas vieram contra os
Israelitas quando estes acabaram de sair do Egito. Deus fez sua batalha naquele
dia. Prometeu ele então que chegaria o dia em que o nome de Amaleque seria inteiramente
destruído (Êxodo 17:8-14). Centenas de anos se passaram. Finalmente, chegou o
dia em que Deus enviou por Samuel ordem para Saul destruir inteiramente os
Amalequitas (I Samuel 15). Deus manteve sua promessa!
Deus é
paciente, mas há um momento em que a paciência se torna um sinal de
indiferença. A paciência de Deus pode se esgotar. Você se lembra da história do
dilúvio, quando Deus não mais tolerou o homem. A nação de Israel tornou-se tão
iníqua, que a paciência de Deus esgotou-se e eles foram punidos. Deus esperou
até que não houvesse remédio algum para a nação de Judá, e então o seu
julgamento ocorreu (2 Crônicas 36:14 e seguintes).
Deus
não faz acepção de pessoas (Romanos 2:11). Como posso examinar a história dos
tratos de Deus com a humanidade e esperar que ele trate de forma diferente
comigo? Uma mentira de Deus iria contradizer o próprio conceito de Divindade
(Hebreus 6:18). Deus ofereceu-me um galardão mais glorioso do que posso
compreender, se eu aceitar as suas condições. Se não aceitá-las, ele prometeu
uma punição mais terrível do que posso compreender. Ambos os lados da questão
são verdadeiros “quer na minha insignificância eu aceite ou não” e não posso
esperar ser tratado de qualquer outra forma.
O homem
teve que aprender a própria linguagem da redenção. Teve que aprender o
significado de perdido para que pudesse aprender o significado de salvo. O
homem teve que aprender o significado do perdão.
Teve
que aprender como Deus lhe ofereceu reconciliação em Cristo. Deus está no mesmo
lugar em que estava no dia em que criou Adão. Mas Adão caiu daquele lugar. Cada
homem nascido desde Adão pecou e, portanto, decaiu do favor de Deus. Agora,
através de Cristo, o homem pode reconciliar-se ou recobrar o favor de Deus.
O homem
teve que aprender o que era um sacrifício, para que pudesse ver o valor do
sacrifício de Cristo. O único sacrifício de Cristo em lugar do homem faz o que
o rio de sangue dos sacrifícios de animais jamais poderia fazer. Cristo veio
como nosso Sumo Sacerdote, nosso Mediador, para interceder por nós perante o
próprio Deus!
Cristo
encontrou todas as necessidades que o Antigo Testamento ensinou ao homem. Veio
e viveu sob a difícil lei de Moisés, e viveu perfeitamente. Ele provou, desta
forma, que era fraqueza do homem e não fraqueza do plano. Expiou ele, então,
pelas fraquezas do homem, ao dar uma lei efetiva. É dele a "lei perfeita
da liberdade" (Tiago 1:25). Há detalhes e mandamentos nesta lei que eu
simplesmente tenho que cumprir. Mas, quando eu tento de tudo, e falho pela
minha fraqueza, eu tenho um "Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o
Justo" (1 João 2:1). Ele é a propiciação pelos meus pecados.
Sim, eu
tenho que aceitar as condições de Deus. Tenho que acreditar em sua palavra.
Tenho que arrepender-me de meus pecados, confessar seu nome diante dos homens e
ser batizado para tornar-me filho de Deus. Então, tenho que viver o resto de
minha vida imitando a natureza de Cristo, da melhor forma que puder. Mas, não
seria mais apropriado dizer que tenho a permissão de cumprir as condições de
Deus?
http://www.estudosdabiblia.net/a1.htm
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