Por Filipe Machado
Ao iniciar este pequeno escrito, desde
já preciso estabelecer o seguinte fato: todos os cristãos são obrigados a usar
o Facebook para a glória de Deus. De minha parte não há receio algum quanto ao
ser possivelmente taxado de “legalista” ou “moralista”, pois tenho a Escritura
ao meu lado: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer
coisa, fazei tudo para glória de Deus” (1Co 10.31).
Paulo não poderia ser mais claro: os
cristãos devem fazer tudo, absolutamente tudo, para a glória de Deus. Isso
implica em dizer que se fizermos qualquer coisa sem visar a Sua glória, estamos
em pecado – “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg
4.17). Todavia, precisamos estabelecer alguns pontos sobre o que significa
fazer tudo “tudo para glória de Deus”.
Em primeiro lugar, fazer tudo para a
glória de Deus é ter em mente que Ele é quem deve ser engrandecido e visto por
todos, não nós. João o Batista nos traz cristalina evidencia deste nosso dever:
“É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30).
Em segundo lugar, significa buscar fazer
tudo e somente o que a Bíblia ordena que façamos. É impossível viver para a
glória de Deus se tentarmos colocar nossas vontades e desejos acima da
Escritura. Por meio de Moisés, o Senhor foi enfático ao afirmar: “Tudo o que eu
te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás” (Dt
12.32).
Em terceiro lugar, se temos de fazer
somente o que a Escritura ordena, então precisamos nos dedicar ao estudo da Lei
de Deus. Paulo afirma categoricamente que a Lei de Deus é boa e necessária:
“Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Mas eu não conheci o pecado
senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não
dissesse: Não cobiçarás” (Rm 7.7).
Em quarto lugar, é preciso ter o correto
entendimento de que é um exercício muitas vezes doloroso, porque envolve a
renúncia da carne e o matar do pecado. O apóstolo foi direto em dizer que todas
as vezes, isto é, sempre, devemos trazer a morte de Cristo em nossas vidas, a
fim de que morramos e Ele viva: “Trazendo sempre por toda a parte a
mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se
manifeste também nos nossos corpos” (2Co 4.10); “Já estou crucificado com
Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na
carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo
por mim” (Gl 2.20).
Desta forma, se patenteia que o cristão
não deve, por exemplo, “postar”, “curtir” ou “compartilhar” qualquer coisa que
contenha alguma coisa contra o senhorio de Cristo. Em caso prático, significa
não fazer apologia a políticos que sejam contra a Palavra de Deus; não “curtir”
fotos ou qualquer fato que incentive a carne ao pecado, como fotos sensuais ou
de pessoas com pouca roupa (as vestes de praia se encaixam neste ponto),
libertinagem, vandalismo; igualmente não se deve promover a luxúria com
“compartilhamentos” que tendem a fazer o homem e a mulher amarem mais a este
mundo que ao Senhor. Você, talvez, esteja se perguntando: “Mas qual a base
bíblica para afirmar tal coisa?” “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é
verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o
que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum
louvor, nisso pensai” (Fp 4.8). Políticos contrários ao Senhor não são
verdadeiros nem honestos; fotos com pessoas que mostram excessivamente seus
corpos não são puras; vandalismo não é algo de boa fama; pode haver alguma
virtude na luxúria?
Em grupos do Facebook, importa que não
hajam discussões sobre pontos pacíficos sobre a sã doutrina, pois fazer o
contrário, é contender inutilmente: “Como o soltar das águas é o início da
contenda, assim, antes que sejas envolvido afasta-te da questão” (Pv 17.14).
Sob hipótese alguma o crente deve xingar ou maldizer alguém. O cristão não deve
ignorar as pessoas ou “detestar” outros irmãos em Cristo, pois isto é ferir o
sexto mandamento “não matarás”: “Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E
vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele” (1Jo 3.15).
Também é preciso notar que o cristão não
deve usar as mídias sociais para ficar bisbilhotando a vida alheia – quem faz
isso se assemelha àquela atitude de Satanás: “Então o SENHOR disse a Satanás:
Donde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e
passear por ela” (Jó 1.7). Além disso, suscita a inveja, orgulho, maldizeres e
cobiça sobre o próximo, violando o décimo mandamento: “Não cobiçarás a casa do
teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua
serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Êx
20.17).
O cristão também precisa cuidar para não
passar tempo demais nas redes sociais, pois a Bíblia diz para aprendermos a
aproveitar o tempo com coisas puras e necessárias: “Remindo o tempo; porquanto
os dias são maus. Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a
vontade do Senhor” (Ef 5.16-17). Lembre-se que na parábola dos trabalhadores da
vinha, nosso Senhor Jesus Cristo assemelha o homem comum e envolto em pecado,
àquele ocioso e que nada produz: “E, saindo perto da hora terceira, viu outros
que estavam ociosos na praça” (Mt 20.3).
Use esta preciosa tecnologia para a todo
o tempo falar do Senhor: “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de
tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina”
(2Tm 4.2). Note que Paulo não diz que existem tempos que não são oportunos,
afinal, toda ocasião é propícia para falar e testemunhar da verdade divina. Não
se esqueça de que além de estudar arduamente a sã doutrina, você precisará
estar apto para defendê-la pelo poder do Senhor: “Santificai ao Senhor Deus em
vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor
a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1Pe 3.15).
Tenha somente conversações santas, pois
isto é agradável a Deus: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só
a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem”
(Ef 4.29). Observe que a Bíblia é explicitamente incisiva: “mas só a que for
boa para promover a edificação”. Com qual intuito? “para que dê graça aos que a
ouvem”.
Portanto, se buscarmos pelo poder
vivificador do Espírito Santo, praticar estas coisas, começaremos a entender o
que é viver sob “a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2) e o
mundo testificará de nosso amor por Cristo, ao ponto de dizer: “Para onde foi o
teu amado, ó mais formosa entre as mulheres? Para onde se retirou o teu amado,
para que o busquemos contigo?” (Ct 6.1).
Que Deus nos abençoe.
***
Fonte: Blog 2Timóteo 3.16,
Fonte: Blog 2Timóteo 3.16,
Se, toda ferramenta preparada contra a igreja não prosperará; prosperemos a igreja pelas ferramentas.
ResponderExcluirRicardo,
ExcluirPerfeito teu comentário. Mesmo assim houve tanta paranóia no passado contra a TV (anteriormente tinha sido o rádio) e a bola da vez agora é a internet.
Na paz.
HP