por: Dennis Allan
O Antigo Testamento Não Resolveu o Nosso Maior Problema!
O Antigo Testamento serviu um propósito importante. Ele
apresenta o Criador e mostra a importância da obediência do homem. Mostra,
também, o problema do pecado e a necessidade de um Salvador. Várias profecias
do Velho Testamento olham para o Messias como a solução verdadeira para este
problema do homem. Considerando o papel do Antigo Testamento de diagnosticar o
maior problema do homem, percebemos que é só no Novo Testamento que encontramos
o remédio. Alcançamos a salvação por meio de Jesus Cristo, na nova aliança.
Três
Fatos Tristes do Antigo Testamento
O estudo do Velho Testamento nos mostra três fatos
tristes e fundamentais para podermos compreender o significado da Nova Aliança.
Do Antigo Testamento aprendemos que:
(1)
O homem se
afastou de Deus – morreu espiritualmente – por causa do pecado. Adão e Eva foram expulsos da presença de Deus porque
desobedeceram a ordem que ele lhes deu (Gênesis 3:23-24). No capítulo 5 de
Gênesis, o relato nos fala das genealogias entre Adão e Noé, um período da
história no qual muitos homens viviam mais de 900 anos. Mas, mesmo assim,
sofriam uma outra consequência do pecado. Oito vezes este capítulo diz: “e
morreu”. O problema se tornou inegável. O pecado criou uma barreira entre Deus
e os homens (Isaías 59:1-2).
(2) O homem não consegue salvar a si mesmo. Séculos de fracasso humano serviam para mostrar a
futilidade do homem em tentar resolver seu próprio problema. Paulo resumiu este
fato quando disse: “Que se
conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos
demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como
está escrito: Não há justo, nem um sequer” e “Pois
todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos
3:9,10,23). Ele, como judeu debaixo da lei, reconheceu a sua incapacidade de
salvar a si mesmo (Romanos 7:18).
(3) Os sacrifícios de animais não foram suficientes para
resolver o problema do pecado. O sangue
de milhares de animais não lavou os pecados dos homens desobedientes. Hebreus
capítulo 10 enfatiza a ineficácia dos sacrifícios do Antigo Testamento:“Entretanto,
nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é
impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (10:3-4). Ele acrescenta a observação
que aqueles sacrifícios “nunca
jamais podem remover pecados”(10:11). O sangue de animais nunca foi
suficiente para tirar os pecados dos homens.
O Homem Precisa da Salvação que Vem de Deus
Em Romanos capítulo 7, Paulo fala dos seus próprios
sentimentos como homem condenado. Ele conclui este trecho com o grito
desesperado: “Desventurado
homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (7:24). A resposta não vem do homem.
Mas o homem que busca encontra a resposta em Deus: “Graças a Deus por Jesus Cristo” (7:25). Paulo disse aos
efésios: “Porque
pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus;
não de obras, para que ninguém se glorie”(Efésios 2:8-9). Ninguém ganha
a salvação por mérito próprio; nenhum de nós merece lugar no céu. Podemos
alcançar esta grande bênção pela graça do Deus misericordioso. Qualquer doutrina
que ensina a salvação por mérito, como é um fundamento da ideia da
reencarnação, nega a graça salvadora de Deus em Jesus Cristo.
Jesus
Cristo É o Único Salvador
O mundo ecumênico exalta o sincretismo e a tolerância
religiosa. Está na moda dizer que você pode ter a sua fé, e que eu posso ficar
com a minha, mas não diga que uma é exclusiva ou superior a outra! Nas
perseguições na história da igreja primitiva, cristãos defendiam um único
verdadeiro Deus e pregavam Cristo ressuscitado. O resultado? Foram mortos!
Hoje, o espírito de ecumenismo e tolerância domina. Se pregar o Deus da Bíblia,
ofenderá bilhões que negam o verdadeiro Deus. Se afirmar a salvação
exclusivamente em Cristo, se torna pior ainda! Certamente devemos amar aos
outros e procurar viver em paz (Romanos 12:18). Mas este espírito pacífico não
significa harmonia entre a luz e as trevas (2 Coríntios 6:14-18).
Uma vez que aceitamos a Bíblia como a verdadeira palavra
de Deus, não temos opção. Considere algumas afirmações exclusivas:
Jesus Cristo: “Eu
sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).
Pedro disse sobre Jesus: “E não há salvação em nenhum
outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens,
pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos
4:12).
Paulo pregou a mensagem de Jesus: “Pois não me envergonho do
evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...” (Romanos 1:16; cf. 1 Coríntios
1:23-24; 2:2,5).
João disse que Jesus Cristo “é a propiciação pelos nossos
pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro” (1 João 2:1-2). Ele disse
ainda: “Nisto
se manifestou o amor de Deus em nós: em haver enviado o seu Filho unigênito ao
mundo, para vivermos por meio dele” (1
João 4:9). “...Deus
nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho”(1 João 5:11).
O
Perigo de uma Fé Incompleta
No Velho Testamento, algumas pessoas que não obedeciam a
Deus ainda acreditavam que ele as salvaria pela presença de algum símbolo. Os
israelitas, numa das épocas de grande infidelidade, ainda queria a arca da
Aliança para garantir vitória numa batalha:“Tragamos de Siló a arca da
Aliança do Senhor, para que venha no meio de nós e
nos livre das mãos dos nossos inimigos” (1 Samuel 4:3). Quase 800 anos depois,
o povo ainda tinha a mesma mentalidade. O objeto de proteção, no pensamento
popular, foi o templo de Deus em Jerusalém. Deus avisou: “Não confieis em
palavras falsas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor,
templo do Senhor é este” (Jeremias 7:4). Nos dias de
hoje, muitas pessoas imitam estes maus exemplos, acreditando que símbolos como
um crucifixo, um escapulário, ou a própria Bíblia oferecem alguma proteção,
independente da conduta da pessoa. É uma fé incompleta ou até mal direcionada.
Um outro perigo é a tendência de isolar a fé ou a
confissão, negando a necessidade da obediência. Jesus disse: “Nem todo o que me diz: Senhor,
Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai, que
está nos céus” (Mateus
7:21). Tiago ensinou que a fé sem obras de obediência é morta (Tiago 2:19-26).
A fé inativa é incompleta e ineficaz.
Condições
para a Salvação em Cristo
Deus quer a nossa obediência, e exige de nós o
cumprimento de algumas condições para receber o benefício do sangue de Jesus.
Para ser salvo, é necessário respeitar a palavra do Senhor, fazendo a vontade
do Pai que está nos céus. Vamos observar alguns fatos:
A fé é fundamental (João 3:16). Jesus exige que esta fé
se manifeste na conduta da pessoa. Ele disse: “Se
me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15; cf. 14:23). Em outra
ocasião, Jesus falou dos sacrifícios necessários para ser discípulo dele: “Se alguém quer vir após mim, a
si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Marcos 8:34). Ele usa a linguagem
forte de negar a si mesmo e aceitar o sofrimento e sacrifício da cruz.
Para receber a salvação em Jesus, precisamos de uma fé
obediente. Devemos confessar a nossa fé (Romanos 10:9-10; Marcos 8:38).
Precisamos nos arrepender nos nossos pecados (Lucas 13:3,5; Atos 2:38). É
necessário ser batizado para remissão dos pecados (Atos 2:38; Marcos 16:16). É
no batismo que Deus lava os pecados (Atos 22:16), nos dando o benefício do
sangue de Jesus derramado na cruz.
Uma vez que nossos pecados são perdoados em Jesus,
precisamos perseverar no serviço a Cristo (Hebreus 10:36,39). Quando erramos,
busquemos perdão (Atos 8:21-24; 1 João 1:7 - 2:2). Devemos, também, ajudar
outros na mesma luta, para que possam perseverar até o fim e receber a
recompensa da vida eterna (Gálatas 6:1; Tiago 5:19-20; 2 Timóteo 4:7-8;
Apocalipse 2:10).
Antes de pensar em viver sem Cristo, responda
honestamente à pergunta que Pedro fez a Jesus: “Senhor, para quem iremos?”(João
6:68).
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