07/05/2013

O que torna uma religião demoníaca?


por Josiah Grauman
via: iPródigo

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Timóteo 4.1-2).


Quando você lê esses versos, o que você imagina que o Espírito está descrevendo? Que imagens vêm à sua cabeça quando você pensa sobre esses últimos tempos? Em que atividade estarão envolvidos esses espíritos enganadores e demônios?  Em outras palavras, quando você ouve falar de atividade demoníaca, qual a pior coisa que você pode imaginar?

Você estava imaginando pentagramas e velas, sacrifício humano e coisas do tipo?

Se sim, creio que você pode estar enganado sobre as artimanhas do diabo. Paulo nos fala explicitamente nos versos seguintes sobre qual atividade demoníaca ele está preocupado: [aqueles] que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis,e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças.” (1 Timóteo 4.3)

O quê?!? Isso não parece um pouco exagerado? Um pouco de mais dizer que a atividade mais demoníaca possível nos últimos dias é um mestre proibindo sua congregação a comer certo alimento?

Se isso parece um exagero, novamente, penso que você pode não estar alerta sobre seu inimigo se mascarar como anjo de luz (2 Co 11.14). Ele faz o seu melhor para chegar o mais próximo possível da realidade do evangelho, apenas não salva. Ele orgulhosamente procura uma adoração da qual ele não é digno, projetando falsas religiões que são próximas da verdade para que ele possa ser adorado de uma maneira similar a Cristo, mas falsificada.

Obviamente, não muitos seriam enganados se Satã adicionasse sacrifício humano ao Cristianismo; não muitos iriam se perguntar se “aquela” igreja ainda era evangélica. Mas adicione uma pequena obra, e agora parece quase idêntico aos olhos de alguém com pouco discernimento. Entretanto, assim que você adiciona uma obra, uma coisa que você tem que fazer para ganhar o favor de Deus, seja não casar, não comer bacon ou uma simples circuncisão, você perde o evangelho (Galatas 5.2). O evangelho é sobre graça e incompatibilidade com as obras. Adicione uma obra, e a graça não é mais graça (Rm 11.6); o evangelho não é mais o evangelho (Efésios 2.8-9; Gálatas 1.6).

Nas últimas semanas, muito tem sido dito sobre como historicamente o Catolicismo e o Cristianismo são incompatíveis, e isso é verdade. Entretanto não é isso que causa a maior preocupação. O que mais me alarma é quão bom o disfarce de tantas falsas religiões está se tornando.

O que me preocupa é que quando eu pergunto a um bispo Mórmon, um padre Católico, um líder da testemunha de Jeová ou um evangélico do tipo “somente-Jesus”: “como alguém pode ser salvo?”, ele não diz: orar a Maria, pagar algumas indulgências, construir seu caminho para o céu, vestir roupa de baixo esquisita, etc. Não, ele regurgita um ecumênico pseudo-evangelho que tem a aparência de muita sabedoria; entretanto carece de qualquer poder para salvar.

Novamente, poucos vão para o inferno conscientemente adorando Satanás ou tentando se juntar a ele no lago de fogo. A maioria vai para o inferno pensando que estão no seu caminho para o céu, fazendo parte de uma falsa religião cujo propósito é projetado para parecer próximo da verdade.

Portanto, não é o lobo que parece com um lobo que é mais perigoso; é o lobo que se parece mais com ovelha. Assim, não irei argumentar com o fato de que esse “papa” ou aquele “pastor” lê mais a Bíblia que os outros, ou que ele ora mais que os outros, ou que ele é mais evangélico que os outros, o que eu irei argumentar é se isso o torna mais como uma ovelha, ou mais como um lobo perigoso. Obviamente, se ele não ensina o evangelho bíblico, é a última opção.

Veja, existem apenas dois times possíveis em que nós podemos jogar: ou somos filhos de Deus, ou filhos do diabo; ou filhos da luz, ou filhos das trevas; salvos pelo evangelho de Cristo ou condenados pelo nosso próprio esforço.

Então, qual deve ser nossa resposta como cristãos?

1.     Em relação aos outros: Nós precisamos discernir o verdadeiro evangelho para sabermos se um indivíduo é nosso irmão em Cristo ou não.  Se não, precisamos orar por sua salvação e exortá-lo para que arrependa-se do seu orgulho e creia. O problema de pensar que alguém que afirma a doutrina católica é evangélico é que você perde a urgência de argumentar com eles sobre se reconciliar com Deus. Ainda existem implicações para associações com membros dessas falsas religiões e seus mestres, mas isso vai além do âmbito desse artigo. Eu mencionaria 2 João 10-11 e 2 Corintios 6.14 como bons pontos de partida.

2.     Em relação a si mesmo: Paulo termina o capitulo 4 de 1 Timóteo com a seguinte exortação: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina” ( 1 Tm 4.16). Essa é a nossa guerra, lutar constantemente contra essas doutrinas demoníacas que nos influenciam a pensar que estamos contribuindo de alguma maneira para nossa posição diante de Deus. Note que a preocupação de Paulo em 1 Timóteo 4.1 é que alguns irão se afastar da fé… isto é, alguns de nós. Alguns de nós, bons frequentadores de igrejas , que devem estar intrigados em pensar que nossa religião pode salvar.  Nós devemos travar batalha contra esses pensamentos diários que crepitam de nosso orgulho perverso – “Obrigado Senhor por me dar o desejo de ir igreja e não ser como aquelas outras pessoas…” e assim pensar que Deus deve estar impressionado conosco.

Paulo escreve nossa batalha assim: “Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (2 Corintios 10.5). Fazer guerra contra pensamentos ‘religiosos’ que nos tentam a pensar que Deus aceitaria nossa ‘retidão’ (Tg 2.10, Rm 3.10-11). Destruí-los ao saber pelo verdadeiro evangelho que o Santo Deus só irá aceitar aqueles que são perfeitamente retos, e obviamente, que essa retidão não pode ser obtida por nós, mas dada a nós pela graça através da fé (Gn 15.6, Rm 3.21-22, Tt 3.5, Hb 10.14). Devemos crescer no discernimento do evangelho e então lutar cada momento, obedecendo o evangelho em todas as coisas para que não venhamos a ceder um único centímetro; esse centímetro pode fazer a diferença entre o céu e o inferno.

Traduzido por iPródigo | iPródigo.com 

4 comentários:

  1. Então, HP.

    Impressionante como o que tenho lido 'casualmente' esses dias tem perfeita ligação.

    E o que leio sempre me diz - em outras palavras, porque o Espírito é multiforme - exatamente desse perigo do lobo que veste capa de ovelha usando o nome de Jesus.

    Como falei quase agora há pouco trocando um e-mail:

    Tá tudo na paz que excede qualquer entendimento. ;)

    Tá tudo muito bem 'aqui fora' rsss Ironicamente, é 'lá dentro' que está o equívoco que achata nossas almas.

    Fico meio perplexa quando começo a ler comentários de alguns cecebeanos.

    Meu Deus, quanta rigidez!

    Observe que sempre aparece um defensor ferrenho do legalismo para distorcer nossa fala.

    Por último foi o tal cristão ortodoxo lá no Bereiano.

    É impressionante o ódio que algumas pessoas sentem de quem fala 'diferente' delas.

    E o mais alarmante, é que estamos falando de vida, de plenitude de vida, de se libertar, de ser livre, leve e feliz. De entregar o peso da bagagem a Quem se confia de verdade. Mas eles só enxergam a dureza da lei. Falam que Jesus morreu por nós mas não sabem que foi para sermos livres e não escravos.

    Isso me entristece. Porque se não fossem pessoas falando em nome de Jesus eu talvez não me importasse tanto...

    Mas não vou desistir.

    Ontem quando eu estava quase 'dando um tempo' e pedindo a Deus para me orientar, eu li no blog de meu amigo Zé Luís, palavras que me deram ânimo para continuar e entender que estou no caminho certo.

    http://www.cristaoconfuso.com/

    Enfim...

    Como diz o autor do texto, acredito que minha tristeza reside justamente nessa urgência em se reconciliar com Deus. Só que, enquanto se briga por denominação não tem como isso acontecer.

    Infelizmente... |:(

    Li rapidamente pra revisar erro de digitação e observei que coloquei 'impressionante' duas vezes em tão pequeno texto. Pra vc ver, eu que não tenho o hábito de me impressionar com o comportamento humano...


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    1. Acabei de ler um depoimento patético do 'eleotério' lá no Bereiano, que no final das contas não passa de uma propaganda fajuta, um proselitismo barato, um orgulho tolo denominacional.

      Ele mesmo declara esse orgulho!

      Os 'formados' da família de comercial de margarina da TV devem estar envergonhados com esse parente sem qualificação acadêmica encenando tão mal rsss

      Que coisa vergonhosa um adulto fazer um papel tão ridículo de peito inchado de soberba espiritual que traduz exatamente o que diz o texto acima.

      Pois ele devia era se envergonhar e travar batalha, não contra quem fala do Deus acima de todas as denominações, mas como diz o texto acima com propriedade conferida pelo Espírito de Deus:

      'Contra esses pensamentos diários que crepitam do ORGULHO PERVERSO QUE DIZ:

      – “Obrigado Senhor por me dar o desejo de ir igreja e não ser como aquelas outras pessoas…”

      E assim pensar que Deus deve estar impressionado com ele'.

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    2. Regina,

      Confesso que por vezes me dá vontade de ficar calado, deixar pra lá, mas quando isso passa na minha cabeça imediatamente sou tomado de dois sentimentos:
      1 - Quantas pessoas estão sofrendo com esta opressão como eu mesmo sofria anteriormente. Mesmo que durante a minha vida toda apenas uma pessoa seja liberta como eu fui por Cristo, já valeu a pena eu abrir minha boca e sofrer alguma perseguição/humilhação etc.
      2 - Tenho uma felicidade tão grande de ser "prisioneiro" de Cristo, que me dá uma liberdade de alma imensa, que me impulsiona a querer que outros tenham a mesma alegria. Por isso não seria muito egoísta de minha parte ficar calado.

      Também vi o depoimento do Eleotério. Felizmente conseguimos distinguir o espírito com que ele fala... Triste!

      Abs!

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  2. HP

    Na sua colocação onde pontua 1 e 2 você diz coisas lindas e verdadeiras de Deus!

    Já no curto e último parágrafo diz uma coisa muito triste, embora seja uma verdade incontestável.

    E assim, vamos vivendo.

    Em meio a alegrias e tristezas, mas combatendo o bom combate, ainda que apenas um se salve da opressão.

    E ainda que não haja o glamour vaidoso dos números, das estatísticas, da quantidade e do tempo em que 'serve a Deus' dentro de uma supostamente perfeita e gloriosa Nova Jerusalém aqui na Terra.

    Isso é o que importa.

    Na Paz que não exclui profunda tristeza e perplexidade...

    R.

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