14/05/2013

Fragmentos de "diálogos" nada virtuais.


Dos textos que escreve, ela sabe que sou fã.
Pela primeira vez reproduzo um texto dela aqui no blog, o que é uma vergonha, pois é comentarista assídua aqui, mas se preciso dar "cara a tapa", que "o tapa" seja dado com classe.

Espero que o texto abaixo faça tão bem aos leitores como fez a mim.

E que Deus continue abençoando minha sister, nesta jornada dura, porém gratificante de falar a verdade do Evangelho de Jesus Cristo. E apenas a verdade.

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Já foi dito de diversas formas aqui qual é a sequência numa conversão e a consequência natural dela. Porém, como diria Paulo: ‘… o querer o bem está em mim, não porém o efetuá-lo. Porque não faço o bem QUE PREFIRO, mas o mal que NÃO QUERO, esse faço’. Por mais que pareça contraditório, esse é o perfil do arrependido, do convertido. Surpreendendo-se a si mesmo como réu confesso. Para mim, esse é o retrato do processo de crescimento na conversão e que não tem a ver simplesmente com ‘obedecer à Lei religiosa’. Pois, mesmo que se insista em bater na tecla do cumprimento mecânico de uma lista do bonzinho arrependido, é justamente aí que está a armadilha, a sutileza do vício religioso cuja cilada é alimentar o cinismo e a hipocrisia.


Arrependimento não é algo pronto e acabado, é uma coisa constante. Você tem um arrependimento genuíno inicialmente quando a ‘ ficha cai’, mas é um processo pra vida toda. Porque conversão é todo dia, é não se conformar, não se acomodar, é renovar a mente, como disse Paulo. É confessar-se todos os dias ‘dando razão a Deus’, mas com naturalidade, com um olhar limpo e desimpedido das ‘obrigações de crente’, livre das vestes de religioso. Sendo apenas um ser humano que SABE que depois de uma experiência real com Jesus não tem como fingir diante de Deus. Porque ele SABE que não tem nenhuma outra alternativa fora da Graça.

A bíblia nos diz que Pedro chorou amargamente depois que negou a Jesus. Simplesmente porque uma vez que essa revelação se instala em alguém – ainda que não haja garantia de perfeição – essa pessoa SABE que não há qualquer opção senão a Graça experimentada. E aí ele se arrepende e volta. E vacila, e faz bobagem e se arrepende. E volta. Como Pedro fez. Como 'o filho pródigo’ fez. E se arrepende. E volta. E erra e cai e se levanta com a ajuda de Deus. É isso. 

Não tem uma mágica, uma mudança estática. É algo dinâmico. É crescimento. É amadurecimento constante. E se ele está sendo fingido, cínico, fraco, ou seja lá o que for, não é ‘ministério’ nenhum que vai determinar isso. É Deus e somente Deus! Só Deus conhece o coração de cada um e sabe se é fingimento ou sinceridade. É uma sintonia, uma ligação de Espírito com espírito cujo acesso já foi realizado por meio do Sacrifício Perfeito e que não cabe mais nada além dessa ligação.

Diante disso repito apenas o que disse Jesus sobre sua ‘religião’ e seus mandamentos:

‘Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns com os outros’.

Porque Deus não tem nenhum altar de culto fora do amor ao próximo. E, neste amor que Jesus manda amar, está incluído todo o comportamento adequado diante do nosso semelhante. Nenhuma visita a órfão ou viúva servirá de nada se for feito apenas pela obrigação agendada na cartilha religiosa; tem que haver um sentido bem maior, até porque se não for por amor, de nada se aproveitará.

Parece que a gente está dando liçãozinha, mas é tão simples o que agrada a Deus e que tem a ver apenas com o nosso comportamento com o outro. E que nada tem a ver com regrinhas extraídas das cartas apostólicas. Tem a ver com vida coerente, sincera, verdadeira, e acima de tudo ética e que esteja conforme o respeito,a solidariedade e o cuidado para com o próximo.

É chato ter que repetir o que já se disse, mas não tem outra forma de dizer a proposta simples do Evangelho e apenas vivê-la com sinceridade. Somente isso. É de uma simplicidade tão desconcertante que o religioso que se diz PERTENCER a uma denominação não consegue entender.





3 comentários:

  1. Um texto primoroso, como do costume de nossa irmã Regina.

    Amor é mandamento de Deus, toda obra sem amor é inacabada, de palha, de madeira, vai ser queimada.

    Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.
    1 João 4:8

    Paz.

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  2. Clau, mas foi porque falei em amor que fui rotulada de fingida rss Enfim, pra quem já foi chamada de Jezabel, até que tô progredindo rsss

    HP, pra mim é uma honra ter um texto meu aqui, não por vaidade, mas porque sempre me alegro quando vejo que o que digo 'bate' com seus pensamentos.

    E essa 'cara a bater' serve também pra quem está escrevendo o texto, vc bem sabe disso...

    Sempre que leio e escrevo aprendo um pouco mais. Graças a Deus!

    Abs, browsss ;)

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  3. Lendo o tópico do HP retirado do blog da Regina Farias (salvo erro), analisei com calma e quero deixar aqui minha singela opinião. O tema da Regina é sobre arrependimento, mas quero colocar aqui um tema bastante instigante, pois o sistema religioso nos ensina e é tido como verdade para que oremos diariamente para perdão de nossos PECADOS (plural).

    "Por isso, ensinam que os cristãos têm de orar a Deus diariamente pelo perdão dos PECADOS, e se aproximar para serem limpos novamente pelo sangue de Jesus, como se nós pudéssemos nos perder e sermos salvos todos os dias." (trecho tirado do livro os Irmãos de Andrew Miller).

    Temos que entender a diferença entre PECADO e PECADOS. O PECADO nós herdamos por natureza, como um gene hereditário de Adão (devido a insubordinação a Deus) e este (pecado) gera os PECADOS, devido a nossa natureza pecaminosa.

    Para entenderem melhor esta diferença sugiro a leitura deste link;

    http://www.respondi.com.br/2005/05/qual-diferena-entre-pecado-e-pecados.html

    Depois de esclarecido sobre a diferença entre ambos (PECADO e PECADOS), quero também alertar sobre a diferença entre POSIÇÃO e CONDIÇÃO, e sugiro a leitura deste link para melhor esclarecimento:

    http://www.respondi.com.br/2010/05/continuamos-pecadores-depois-de-salvos.html

    Então os VERDADEIROS CRISTÃOS (que creiam em Jesus como único Salvador), estão numa posição de FILHOS diante do PAI, então seria incredulidade nós orarmos a Deus para que Ele perdoa diariamente os nossos PECADOS, pois estes (pecados) foram perdoados a partir do momento em que você creu na pessoa do Senhor Jesus. Ora bolas, mas senão orarmos a Deus para perdoar os nossos pecados, então quer dizer que somos PERFEITOS? Posicionalmente, nós, filhos adotivos de Deus, através de Cristo Jesus, devemos não orar para perdão dos pecados e sim CONFESSARMOS OS NOSSOS PECADOS;

    Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9).

    Para quem tiver interesse em ler este livro intitulado: "Os Irmãos",(que há ESPECULAÇÕES que inclusive Louis Francescon chegou a conhecer tal grupo) deixo o link para a leitura do mesmo:

    http://pt.scribd.com/doc/4902233/OS-IRMAOS-Andrew-Miller

    Obs: do capítulo 1 ao 5 é a história dos irmãos, do capítulo 6 pra frente, é o que pensam os irmãos.

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