Por
Maurício Zágari.
Já
compartilhei aqui no APENAS, algumas vezes, como a paternidade me ensinou
realidades sobre nosso relacionamento com Deus. Hoje gostaria de compartilhar
algumas reflexões sobre o que acontece quando a voz do filho encontra o coração
do pai.
Nos
primeiros meses de vida da minha filha pude perceber quão impressionante era o
poder que aquele chorinho estridente de recém-nascida provocava em mim. Na
época eu enfrentava uma crise de estresse que me descompensou profundamente e
aquele choro era capaz de me desequilibrar a ponto de me levar às lágrimas.
Cheguei a comprar, por indicação da esposa de meu pastor, daqueles protetores
auriculares de borracha, para diminuir o impacto que a voz de minha filha tinha
sobre mim. Era ela abrir a boca e eu ficar imediatamente transtornado. O poder
da voz da bebê era tão impressionante naquele meu momento de fragilidade
emocional que houve uma semana em que baixei três vezes na emergência do
hospital com picos de pressão.
O tempo
se passou. A crise de estresse foi controlada e minha filha seguiu crescendo.
Aos poucos, a coisa se acalmou. Mas a voz dela continuou tendo um poder
inexplicável sobre mim – de formas diferentes. A primeira palavra que ela disse
na vida foi “papai”. E dizia com uma doçura e um tom de voz que passou a me
derreter. Nos momentos de maior tensão, era ela falar aquele “pa-paaaai…” e eu
virava um bobão. Depois que completou 2 anos, passou a articular melhor os
pensamentos e seus carinhos e conversas começaram a ganhar tons extremamente
convincentes. Não que eu cedesse em tudo, claro, mas confesso que aquela voz
conseguiu me levar a ceder muitas vezes.
Atualmente,
já uma menininha, ela pesa cerca de 14 quilos. Uma das maiores dificuldades que
tenho é carregá-la no colo. Minha fibromialgia não me permite suportar muito
peso por muito tempo, por isso já estou tentando fazer com que ela peça menos o
colo, em especial na rua. Caso contrário fico com muita dor nas costas. Cheguei
a fazer um acordo com ela: quando quer desfrutar um pouco dos braços do papai
nós andamos um pouco e, em seguida, ela vem um pouco. Depois caminhamos mais um
tanto e ela retorna ao meu abraço. E assim prosseguimos, no que acabou virando
um tipo de brincadeira. Só que, às vezes, quando está com muita vontade do meu
colo, faz aquela carinha linda e, com voz maviosa, sussurra: “Papai… me dá só
um pôtinho de tólo?”. Pronto. Batalha ganha. Dor, que dor? Aquele clamor tão
doce, meigo, sincero e amoroso me faz caminhar por quarteirões com ela no colo,
agonizando de dor, mas transbordando de amor.
Agora
pense no poder que a tua voz tem junto ao coração do Pai.
Ouço
muitas pessoas falarem diversas coisas sobre seu relacionamento com Deus e
sobre oração. “Deus não está me ouvindo”, “o céu está fechado”, “minha oração
não passa do teto”, “eu oro mas Deus não responde”, “será que Deus me
esqueceu?”, “eu falo e ele não escuta”, “não consigo orar, pois é difícil falar
quando ninguém me ouve”… e por aí vai. Quando ouço frases como essas, penso em
silêncio: “Que pena… esse irmão ainda não entendeu”. Não entendeu o poder que a
voz do filho tem junto ao coração do Pai.
Ezequias
recebeu sua sentença de morte (2Rs 20). Virou-se para a parede, chorou
amargamente e orou ao Senhor. Creio que o Pai ouviu sua oração mais ou menos
assim: “Papai… me dá só um pôtinho de tólo?”. Não consigo visualizar um Deus
que solta raios dos olhos e trovoadas das orelhas, sentado num trono distante,
ouvindo essa oração de forma meio fria e respondendo de modo estoico ao clamor
tão doído de um filho. O que imagino é o Senhor sentado aos pés daquele leito,
com um olhar de indizível misericórdia – profundamente tocado pela voz que
chegou a seu coração – estendendo os braços e dizendo “tá bem, Ezequias, vem
aqui pro colinho, papai te dá mais quinze anos de vida, agora para de chorar,
que meu coração tá rasgando de amor e compaixão”. Olho para Davi, o menino
arteiro, depois de ter feito suas traquinagens, e o vejo erguendo sua voz ao
Pai e sussurrando: “Dicupa, papai…”. Ao que Deus vira-se para ele, coração
triste pela desobediência do filho mas transbordante de amor, e responde: “Tá
desculpado, querido. Agora, de castigo, vou trazer pra mim o teu filhinho pra
você nunca se esquecer de obedecer papai. Mas depois te pego no colo, tá?”.
Você é
filho, meu irmão. Você é filha, minha irmã. Sua voz atinge o Pai diretamente no
coração. Ele te ama. Ele está de ouvidos sempre atentos para te ouvir. E uma
ótima notícia: Deus não sente dor nas costas. Pode te carregar no colo pela
duração de uma vida e nunca se cansará. Há poder na tua voz: o poder de mexer
profundamente com o amor maior que existe no mundo: o amor do seu Pai por você.
“Pedi,
e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que
pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual
dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra?
Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus,
sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos
céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mt 7.7-11).
Se você
fez traquinagens, faça sua voz ser ouvida pelo Pai e ele lhe dará perdão. Se
você está exausto, faça sua voz ser ouvida pelo Pai e ele lhe dará descanso. Se
você chora baixinho no travesseiro, faça sua voz ser ouvida pelo Pai e ele
enxugará suas lágrimas. Se você está cansado e sobrecarregado, faça sua voz ser
ouvida pelo Pai e ele lhe dará alívio. Se você está em tribulação, faça sua voz
ser ouvida pelo Pai e ele lhe dará paz.
Fale
com teu Pai. E, seja lá por que razão for, creio que, no coração desse Pai tão
maravilhoso, misericordioso e amável, o que brotará quando ele ouvir a tua voz
é o mais puro amor. E é impossível a alguém que ama ignorar quem ama.
Ele te
ouve. Ele te pega no colo. Creia nisso, amado de Deus. Agora abre a tua boca e
conta pro teu Pai: onde está doendo?
Paz a todos
vocês que estão em Cristo.
Ele te ouve. Ele te pega no colo. Creia nisso, amado de Deus. Agora abre a tua boca e conta pro teu Pai: onde está doendo?
ResponderExcluirIrmão HP:
Prefiro ilustrar com experiências do que comentar; por que não há palavras...
O que vou narrar, aconteceu com a minha sobrinha que hoje tem 23 anos.
Essa minha sobrinha, desde a pré adolescência sofre de um problema hormonal muito sério; e em consequência disso, com o passar do tempo veio desenvolver obesidade. Por causa disso, veio a sofrer a grosseria e desumana discriminação estética e consequentemente a queda de sua auto-estima.
Iniciou o tratamento hormonal, bem como uma dieta alimentar durante um certo tempo, mas apesar disso sofríamos com o seu isolamento social e apatia para com a vida.
Ela me contou que, certo dia, estava sentada em uma cadeira na cozinha e sua mãe (minha irmã) estava preparando o almoço. Ambas estavam quietas. Minha sobrinha então começou a meditar em Deus, e numa intimidade muito grande para com Ele, Lhe indagou mentalmente em sua simplicidade, o que ela significava para Ele. Então ouviu uma Voz mansa e meiga , cheia de amor em seu coração que lhe disse: "Através da boca da sua mãe, vai ser dito o que você significa para Mim."
Minha sobrinha então permaneceu sentada naquela cadeira com o seu coração ardendo e ansiosa. Foi quando, poucos minutos depois, minha irmã (sua mãe) deixou do fogão e se dirigiu a ela. Encostou seu rosto em seu peito, e acariciando seu rosto e afagando seus cabelos, disse-lhe ternamente
- "Você é minha riqueza!". - Era o que ela significava para Deus!
Por mais que alguém não nos dê valor e até nos desprezem, e por causa disso até deixamos de nos amar e desenvolvemos uma não auto aceitação, mas não somos capazes de imaginar o valor que temos para Deus e quanto nós somos amados, embora alguns não acreditem nisso, ou Nele!
Essa experiência que hoje vou compartilhar com os leitores, aconteceu com o meu cunhado, irmão do meu esposo há uns dois anos. Quando ele nos contou na época, confesso que me emocionei muito. Foi um marco em sua vida, e de vez em quando ele comenta sobre esse acontecimento, com lágrimas nos olhos.
ExcluirEsse meu cunhado passou por um desemprego de aproximadamente uns dois anos. Era visível em seus traços fisionômicos o sofrimento pelo qual estava passando; pois tinha uma família para sustentar: sua esposa, sua filhinha que na época tinha 2 aninhos e seu filho de 8 anos. Às vezes surgia algum bico para eles fazerem, mas não era o suficiente para o sustento da casa. Por conta desse desemprego, emagreceu muito e teve parte de sua saúde abalada.
Essa parte que vou relatar agora, quem nos contou é minha cunhada, sua esposa. Ela nos contou que, certo dia na parte da tarde, ela estava em seu quarto no computador, e do lado deitados na cama, ambos dormindo, estavam o seu esposo abraçado com a sua filhinha. Nisso, ela observou que num certo momento, mesmo dormindo, os dois pareciam agitados e balbuciavam palavras ininteligíveis e tinham uma expressão de felicidades em seus rostos. É como que se os dois estivessem passando por alguma situação juntos. Ela ficou apenas observando e não os acordou.
Passado um certo tempo, acordaram. Ela então percebendo o espanto no rosto do meu cunhado interrogou-lhe o que havia acontecido, e contou-lhes o que havia presenciado. Foi onde ele relatou a seguinte experiência, pela qual tinha passado. "Que ele se via deitado na cama junto com a sua filhinha e estavam "acordados" , rodeados por uma Luz muito forte que iluminava todo o quarto. Nisso, a menininha falou com certa euforia: "É Deus, papai! É Deus!" Assim que ela acabou de dizer essas palavras, eles ouviram uma voz potente, que lhe disse:
"Meu filho, Eu tenho visto o teu sofrimento, e você pensa que Eu não ouvi as tuas orações. Seu emprego já foi providenciado. Aguarde que por esses dias vão te chamar".
Passado menos de uma semana, o telefone tocou em sua casa. Era uma empresa conceituada, a qual ele tinha enviado seu curriculum vitae há um bom tempo, chamando-o para uma entrevista. Passou na entrevista e está trabalhando nessa empresa até o dia de hoje, com todos os benefícios.
E para encerrar , vou narrar uma experiência que aconteceu comigo.
ExcluirJá era noite , fui para o meu quarto, fiz a minha oração e deitei-me para dormir.
Fiquei acordada num estado de meditação, preenchendo minha mente somente com pensamentos positivos e numa comunhão maravilhosa com o Pai Celestial.
Foi quando de repente, vi um espírito magro, alto, vestido com uma capa preta até os pés caminhando em minha direção. Havia muito ódio naquele ser.
Naquele momento não esbocei nenhum tipo de reação, nem física e nem mental , mas sei que minha alma implorou ajuda ao Pai Celestial
Quando aquele espírito já estava se aproximando de mim, vi descer algo como se fosse um "poço de luz" muito forte entre eu e aquele ser, separando-nos um do outro.
Embora aquela luz fosse de um grande resplendor, consegui enxergar do outro lado com toda a clareza. Percebi a surpresa estampada na face daquele espírito. Aquele ser diante daquela poderosa Luz , virou as costas para mim e foi embora.
Quando já me encontrava fora de perigo , aquela luz despareceu.
HP,
ResponderExcluirSei que não tem nada a ver com o texto acima, mas é que lendo esse fragmento de um texto do Persona lá no FB agora, resolvi transcrever aqui.
Achei bem interessante...
(...)O cristão passa por, pelo menos, dois tipos diferentes tipos de rejeição: Uma na conversão, quando é rejeitado e, às vezes, até perseguido por amigos e familiares incrédulos. Outra, quando decide fazer como os varões de Bereia (At 17:11) e verificar nas Escrituras se as coisas são realmente como os sistemas religiosos ensinam. Aí a rejeição vem de irmãos em Cristo e pode ser até mais dolorida do que ser rejeitado pelos incrédulos. Ele passa ser considerado uma pedrinha no sapato e até uma ameaça, e isso especialmente para os líderes, teólogos, seminaristas e todos os que buscam uma posição clerical.