"Cristo é o Mestre, as Escrituras são apenas o
servo. A verdadeira prova a submeter todos os Livros é ver se eles operam a
vontade de Cristo ou não. Nenhum Livro que não prega Cristo pode ser
apostólico, muito embora sejam Pedro ou Paulo seu autor. E nenhum Livro que
prega a Cristo pode deixar de ser apostólico, sejam seus autores Judas,
Ananias, Pilatos ou Herodes"
Martinho Lutero
Martinho Lutero
Os evangelhos são narrativas históricas das ações e acontecimentos relacionados a Jesus, bem como de Suas Palavras. O Evangelho, todavia, é um espírito. Os evangelhos são o corpo. O Evangelho é o espírito no corpo.
Para muitos, os evangelhos são apenas narrativas. Para outros, eles são palavras inspiradas. Para muito mais gente ainda, eles são apenas palavras mágicas. E para a maioria, eles são somente os quatro primeiros livros do Novo Testamento, sendo, portanto, parte da Bíblia Sagrada.
Todavia, o Evangelho é espírito e vida. Deus é espírito, e, portanto, Suas palavras são espírito e vida, pois carregam o poder da Verdade Absoluta e produz vida onde quer que cheguem.
Para melhor entender, suponha que os evangelhos não tivessem sido escritos. Decerto, sabemos que ainda assim, haveria um Evangelho a ser anunciado até os confins da Terra como Boa Notícia, visto ser o Evangelho um espírito, e não um livro.
Assim, o espírito do Evangelho é só uma forma de expressar-se acerca da Essência da Palavra. É a Plenitude da Revelação. Trata-se da forma de interpretação bíblica que olha para Jesus Cristo como a Chave Hermenêutica dessa Revelação.
De modo algum se está dizendo aqui que só Jesus interessa na Bíblia, mas, por outro lado, nada interessa senão a partir Dele e nada é Palavra de Deus se não for compatível com Ele, por mais 'bíblico' e 'teológico' que seja!
Leio a Bíblia a partir de Jesus e não Jesus a partir da Bíblia. Assim, meus livros não são considerados "teológicos" pelos teólogos, posto que nesses escritos raramente haja uma designação hermenêutica teologicamente aceitável; e nem tampouco há neles sistematizações que busquem o fechamento lógico de qualquer pacote de pensamento.
Isso porque creio que Jesus – que é Deus Manifesto entre nós - abre as Escrituras para nós. Cristo é a síntese das Escrituras e o Espírito da Graça é o agente hermenêutico que me aproxima do texto com a fé de que encontrarei a Palavra.
É a partir daí, então, que se interpreta a Antiga Aliança, os Profetas e todo o Novo Testamento. Isso porque Ele é a Palavra! A Encarnação Absoluta Dela, o Verbo Vivo de Deus, cheio de Graça e Verdade! E as próprias palavras de Jesus só podem ser entendidas se tiverem sua concreção no Evangelho vivido por Jesus de Nazaré.
Veja o livro de Atos dos Apóstolos: é um livro de atos, de ações. Mas sabemos que os únicos atos absolutos e irretocáveis feitos na Terra são os Atos de Jesus. Portanto, há Evangelho em Atos, mas o Atos não é o Evangelho. Digo isto porque se os critérios de Jesus forem aplicados aos atos dos apóstolos, os próprios apóstolos serão sempre relativizados.
Quando lemos o Atos, não se lê o Evangelho da Graça — esse só está plenificado em Jesus —, mas a tentativa humana de começar a viver conforme a fé em Jesus. E, em tal processo, há acertos, erros, equívocos, ação do Espírito, infantilidades, ambigüidades, milagres, diferenças, medos, ousadias, coragem maravilhosas, dúvidas atrozes, e todas as demais coisas concernentes aos homens que vivem no Caminho. Assim, o livro dos Atos Apostólicos é um livro de história, e não quer ser visto como o Evangelho.
A tentativa infantil de dizer que a igreja é o Corpo de Cristo - e logo, Cristo estava agindo como antes agira, só que agora em Seu Corpo Comunitário - é bela, mas não é verdadeira como valor absoluto. O Pedro que recebeu a revelação é o mesmo que recebeu a repreensão: Arreda, Satanás (Mt 16).
Em Jesus está toda a revelação e toda a referência para se julgar e entender o que quer que pretenda ser canônico. Onde o 'espírito do Evangelho' está presente, aí há o que levar para a alma e para a vida. No mais, vejo registros históricos da infância da fé e da consciência permeando toda a Escritura.
O exercício não é difícil: Basta olhar para Jesus, fazendo um caminho de observação. Deve-se perguntar: Qual o significado das falas e dos ensinos de Jesus para o próprio Jesus? E a resposta é uma só: Veja como Ele tratou a vida, a religião, os políticos, os pobres, os ricos, os doentes, os párias, os segregados, os esquecidos, os seres proibidos, os publicanos, as meretrizes, os santarrões, e tudo e todos. Conferindo uma coisa com a outra, ficamos livres da construção de dois seres irreconciliáveis: o Jesus que viveu cheio de amor e graça e o Jesus que ensinou coisas que só os intérpretes autorizados conseguem "captar".
Desse modo, então, não se faz jamais uma interpretação textual que não coincida com o comportamento e com a atitude de Jesus na dinâmica de seus movimentos e encontros narrados.
Assim, eu confiro tudo com o espírito de Jesus, conforme o Evangelho. Só assim Jesus não fica esquizofrênico ante os nossos sentidos: o que Ele disse, Ele viveu; e o que Ele viveu, é o que Ele disse.
"Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e Nele estão TODOS os tesouros da sabedoria e do conhecimento."
"Ele é o resplendor da glória do Pai e a expressão EXATA do Seu Ser, sustentando todas as coisas pela Palavra de Seu poder!"
Olhe para Ele, e tudo fica interpretado! O resto, irmãos, é invenção de quem não quer lidar com gente e prefere lidar com letras.
E a leitura do Antigo Testamento?
"Eis aí vêm dias... em que firmarei Nova Aliança...:
Na mente (não
mais em tábuas), lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas
inscreverei; eu serei o seu Deus, eles serão o meu povo (...) Pois perdoarei as
suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei."
Grito do Profeta Jeremias – 31. 31-34
Grito do Profeta Jeremias – 31. 31-34
Após tais exercícios devocionais sob o Novo Testamento, muitos me endereçam questões de perplexidade e confusão relacionadas aos conteúdos do Velho Testamento.
Mas estou certo de que esse conflito nem Paulo e nem o escritor de Hebreus tinham, por exemplo. Digo isto porque Paulo recorre ao Antigo Testamento, aos salmos, e aos profetas, a fim de mostrar que aquela "Fase Humana" havia ficado sepultada em Jesus; e que, conforme as mesmas Escrituras, em Cristo começaria uma nova consciência, não como mandamentos de exterioridades, mas como percepção fundada no amor, na justiça e na verdade — tudo isto inscrito e gravado no coração.
Paulo também diz que a Lei foi dada, e com ela as causalidades e seus efeitos, a fim de que se avultasse (exagerasse) a consciência do pecado em nós. O próprio Paulo revelou que a Lei era parte da infância da consciência, como já nos referimos aqui, pois nos servia de guia, de servo que pega e leva para a escola — embora, agora, já andando no Caminho pela fé, ele diga que já não se precisa mais da Lei-Babá.
Além disso, toda a argumentação do apóstolo acerca da justificação pela fé conforme o dom da Graça se fundamentava nas declarações dos salmos e dos profetas; bem como, além do que estava declarado abertamente nos Textos, Paulo interpretava também o que estava apenas implícito na leitura — e ele faz isso lendo a Escritura a partir de Jesus, e não Jesus a partir da Escritura.
Isto porque Paulo lia o Velho Testamento a partir da consciência adquirida em Jesus. Ou seja: Jesus era a "Chave Hermenêutica" de Paulo, e partir dessa Chave, Paulo interpreta Abraão, Sara e Hagar, Ismael e Isaque, Esaú e Jacó e outros — sempre com o propósito de mostrar como Jesus era o cumprimento de todas as coisas.
E foi também a partir da mesma "Chave Hermenêutica" que o escritor de Hebreus interpretou os cerimoniais e os ritos descritos nos Livros da Lei, discernindo seus símbolos, utensílios e arquiteturas.
A carta aos Hebreus chega ao ponto de dizer que Jesus era maior do que Moisés, e maior do que tudo no Velho Testamento; chamando o que era pertinente à Velha Aliança de coisa obsoleta e sem utilidade, "antiquada, envelhecida e prestes a desaparecer". Hoje, ele diria que a Velha Aliança era chamada "velha", dado seu prazo de validade vencido.
Assim, o que se tem no Velho Testamento, na Antiga Aliança é o seguinte:
- A justificação pela
fé, mediante a qual todos foram justificados, de Adão a João Batista.
Hebreus 11 declara isto. E isso embora as pessoas vivessem sob "o
regime da lei", conforme Paulo. A justificação, entretanto, segundo
Hebreus e Paulo (em todas as suas cartas), sempre aconteceu pela fé, e
nunca pela Lei. Esta é, afinal, a tese de Paulo em Romanos e Gálatas; em
especial.
- A busca humana de se
justificar pela Lei; pois, estava dito que aquele que desejasse se
justificar pela Lei, esse teria que cumpri-la toda. E Jesus, dando
continuidade aos profetas, deixou claro que tal obediência à Lei deveria
ser por dentro e por fora. Mas é Davi quem diz: "Se observares
iniqüidade, quem, Senhor, subsistirá?" Para então também declarar:
"Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniqüidade".
- A declaração,
especialmente fundada no Livro de Jó, de que as calamidades da vida não
são absolutas quanto a determinar o juízo de Deus sobre os homens. E Jó é
a prova disso. Normalmente, todo homem acaba colhendo o que planta, mesmo
que isto não chegue com cara de calamidade. Muitas vezes, somente a
própria pessoa sente as conseqüências. Entretanto, conforme Jó e o
Eclesiastes, as calamidades não nos vêm como aplicativo absoluto de uma
Lei de Causa e Efeito; e, menos ainda, têm elas o poder de justiça; pois,
muitas vezes, é o homem inocente de certos males aquele que recebe as suas
conseqüências; e, outras vezes, aquele que faz algo que deveria trazer um efeito
negativo equivalente ao mau-causa praticado, aparentemente, sai ileso. E o
que ninguém sabe é o tamanho do desmonte na alma desse ser; pois, quando
não vem como mal externo (calamidade), sempre vem como mal interno (medo,
solidão, angústia, designificação existencial, amargura, sofreguidão do
ódio, desespero da morte, etc.).
- O que não há no
Velho Testamento é justificação sem Sangue. Na Antiga Aliança, a própria
Lei foi sancionada com derramamento de sangue; conforme o primeiro rito de
"vestimenta espiritual" praticado "por Deus" no
Gênesis, quando cobriu o homem e sua mulher com as peles de um animal
morto para vesti-los.
Assim, meus irmãos, no Antigo Testamento, nós tanto temos a manifestação da devoção humana de forma primitiva; assim como temos a linha mestra de indicação do Caminho, e que é uma linha carregada de sangue de bodes e de touros; até que chegou o Cordeiro, que já havia sido imolado desde antes da fundação do mundo (portanto, infinitamente anterior à Lei); e, Nele, toda a Lei — tanto os mandamentos de conduta individual e social (10 mandamentos; por exemplo) como também as leis e ritos cerimoniais — foram cumpridos; e, com isto, tudo o mais se torna obsoleto, visto que o que agora prevalece explícita e encarnadamente é o Evangelho da Nova Aliança; e Nele, a obediência é conseqüência da fé que nasce do Amor que nos amou primeiro e que se entregou por nós.
Para os que ainda são da Lei, a emoção prevalente como "motor da obediência" é o medo. Já no Caminho do Evangelho nada tem sentido se não for o amor e a gratidão aquilo que movem o ser.
Por último, quero dizer que, na existência, existe causa e efeito em tudo (na justiça legal, nas leis naturais, nas leis econômicas, nas leis físicas, nas leis relacionais, nas leis conjugais, nas leis negociais, etc.) — menos no que tange à salvação em Cristo, conforme o Evangelho.
No Evangelho, a Lei fica para o Estado na regulamentação dos vínculos sociais (Romanos 13). Mas ela, a Lei, nada tem a ver com a justiça de Deus para salvação, que salva até o condenado pela lei como fez com o ladrão ao lado de Cristo.
Assim, no tempo Antigo, temos gente tentando viver pela Lei, com toda sinceridade; temos gente fazendo de conta que guardava a Lei, com toda falsidade; e temos gente que vivia sob a Lei por fé e esperança num Amor Maior – que os absolvesse dos rigores da própria Lei que os expôs como transgressores.
Quem se dedicar a leitura atenta dos evangelhos e das inúmeras afirmações de Paulo em suas cartas, mas em especial Romanos de 9 a 11, saberá que a finalidade da Lei é Cristo.
Jesus, a chave que abre o coração
"Perguntou-Lhe
Pilatos: O que é a verdade?"
Ora, conquanto Jesus seja também uma informação histórica — afinal Ele existiu, e nós não estávamos lá quando isto aconteceu; razão pela qual dependemos completamente das descrições que os evangelhos fazem de Jesus a fim de melhor discernir seu espírito —, no entanto, o discernimento de Quem Ele era, só acontece como revelação de Deus no coração.
A Verdade não existe como Explicação, mas tão somente como Encarnação. A Verdade se fez carne! É Alguém. A Verdade é uma Pessoa! Por isso, a Verdade só pode ser vivida, não pensada. Todo pensamento acerca dela decorre da experiência. A Verdade não é objeto de prosa... O Jesus do Evangelho não é para ser aceito, mas para ser conhecido. A Verdade que vejo em Jesus — Encarnada Nele — eu mesmo tenho que conhecer na minha própria encarnação, que é o único estado de existência que eu tive até hoje.
Foi assim com Pedro. Ele conheceu a Verdade em Jesus, e teve que experimentá-la em si mesmo. E, provavelmente, o dia no qual ele negou a Jesus, tenha sido um dia de muito mais verdade que a noite da Transfiguração.
Portanto, é preciso que cada um conheça Jesus e Sua Palavra, para si mesmo. É preciso que cada um aprenda a Ter sua própria consciência em fé, a fim de viver a Palavra por si mesmo.
Em resumo, a Encarnação é a chave hermenêutica do conhecimento bíblico, mas essa chave tem que abrir antes o meu coração. E isto só acontece no encontro entre a Verdade e a Vida.
Ora, tal encontro só se dá no Caminho, e é a isso que chamamos Consciência do Evangelho. Por isso, aproveito-me deste trabalho para propor um exercício pessoal libertador:
Ora, conquanto Jesus seja também uma informação histórica — afinal Ele existiu, e nós não estávamos lá quando isto aconteceu; razão pela qual dependemos completamente das descrições que os evangelhos fazem de Jesus a fim de melhor discernir seu espírito —, no entanto, o discernimento de Quem Ele era, só acontece como revelação de Deus no coração.
A Verdade não existe como Explicação, mas tão somente como Encarnação. A Verdade se fez carne! É Alguém. A Verdade é uma Pessoa! Por isso, a Verdade só pode ser vivida, não pensada. Todo pensamento acerca dela decorre da experiência. A Verdade não é objeto de prosa... O Jesus do Evangelho não é para ser aceito, mas para ser conhecido. A Verdade que vejo em Jesus — Encarnada Nele — eu mesmo tenho que conhecer na minha própria encarnação, que é o único estado de existência que eu tive até hoje.
Foi assim com Pedro. Ele conheceu a Verdade em Jesus, e teve que experimentá-la em si mesmo. E, provavelmente, o dia no qual ele negou a Jesus, tenha sido um dia de muito mais verdade que a noite da Transfiguração.
Portanto, é preciso que cada um conheça Jesus e Sua Palavra, para si mesmo. É preciso que cada um aprenda a Ter sua própria consciência em fé, a fim de viver a Palavra por si mesmo.
Em resumo, a Encarnação é a chave hermenêutica do conhecimento bíblico, mas essa chave tem que abrir antes o meu coração. E isto só acontece no encontro entre a Verdade e a Vida.
Ora, tal encontro só se dá no Caminho, e é a isso que chamamos Consciência do Evangelho. Por isso, aproveito-me deste trabalho para propor um exercício pessoal libertador:
- Quero convidá-lo a
pegar os evangelhos e relê-los como se fosse a primeira vez, e faça-o como
se nunca tivesse ouvido nenhuma interpretação deles. Pois, assim
fazendo, você logo saberá que o que eu digo é apenas uma Nova Repetição do
que não muda nunca, pois quando se tenta mudá-lo, nunca é para o bem,
pois, trata-se daquilo que é eterno: o Evangelho.
A necessidade de escrever a mensagem de Jesus veio do afastamento cada vez maior da sua fonte histórica - o próprio Jesus de Nazaré (Lucas 1:1-4; João 20:30-31). Em meados de 70 D.C., já não vivia a quase totalidade das "testemunhas oculares" do Senhor ressuscitado (Lucas 1:2; 1 Cor 15:3-8). Esse distanciamento cronológico entre Jesus e as comunidades só poderia ser vencido pela palavra escrita. E assim se formaram as duas grandes coleções ou "corpus" das Cartas de Paulo e dos Evangelhos.
- Depois, eu gostaria
de enfatizar a necessidade de ler o Novo Testamento na ordem cronológica
da mais provável seqüência de sua produção: 1ª. e 2ª. Tessalonicenses;
Gálatas, Efésios, 1ª. e 2ª. Coríntios, e Romanos; Colossenses, Filemom;
Filipenses, 1ª. e 2ª. Timóteo e Tito; 1ª. Pedro; Marcos; Mateus; Hebreus;
Lucas; Atos; Tiago, Judas 1ª.,2ª. e 3ª. João; o evangelho de João, 2ª. Pedro; e Apocalipse.
Como alerta, devo dizer que o primeiro inimigo a ser vencido no estudo bíblico é o pré-condicionamento na interpretação.
Então, meu querido, soda cáustica na cabeça, uma boa chacoalhada, limpeza, e início de leitura pessoal e aberta para a Palavra e para o Espírito. Então você verá que começará a surgir o Jesus real das páginas dos evangelhos! Experimente!
Que a Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos.
Caio
Perdão, mas finda por ser uma repetição, pois é mais ou menos como falei lá no blog do Renato Vargens (aliás, fazia séculos que eu não andava por lá rss).
ResponderExcluirA cegueira denominacional e o narcisismo fazem 'ouvido de mercador' ao que diz Jesus TODOS OS DIAS: mesmo tu te enxergando bem vestido dessa religiosidade que os outros modelos te cobriram, eu te vejo exatamente como és. Vem assim mesmo nu, que eu te cubro.
Rê,
ExcluirA coisa é feia. Ontem vi vários comentários (em blogs e no facebook) a respeito das sistematizações bíblicas etc.
Acabei de publicar mais um vídeo do Caio a respeito do Calvinismo e Teologia Sistemática que fala disso.
Terrível ver como colocam Deus numa caixinha...
Triste.
Muito triste.
Vishhhhhhh video do Caio sobre 'São' Calvino? rsss
ResponderExcluirCorre que q lá vem pedrada dos assumidos caiofóbicos :)
Creio que 'São' Calvino deve se revirar no túmulo com esse 'hipercalvinismo'. Assim como Paulo, Lutero, e outros (estes, contemporâneos) que proporcionam os 'ismos' e suas bandeiras acirradas.
A perplexidade que me assalta ao ler o primeiro parágrafo super brochante de certos textos por aí, me remete, inevitavelmente, ao velho chavão dos filmes de roliúdi:
- What the fuck?!!! (Mas que M_ _ _ _ é essa?!!!)
Da série: Cansa minha beleza.
Afff*
Abs,
R.
* termo abreviado da expressão do idioma inglês 'ASS FUCK' que significa:
- 'QUE M...'
(Não coloco a palavra completa, em consideração e respeito ao dono deste blog)
Da série: Cansa minha beleza (parte dois)
O Fiodor Dostoievsky embeleza quando diz:
ResponderExcluir“Às vezes, Deus me envia instantes de paz; nestes instantes, amo e sinto que sou amado; foi num desses momentos que compus para mim mesmo um credo, onde tudo é claro e sagrado. Esse credo é muito simples. Ei-lo: creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais humano, de mais perfeito do que o Cristo; e eu o digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se encontra nele, prefiro ficar com Cristo a ficar com a verdade."
Como assim, Dostoievsky??!!
ResponderExcluirRsss
E vc? Como 'embeleza'?
Se é que podemos embelezar o que já é Belo por Si...
ResponderExcluirE vc? Como 'embeleza'?
Não tenho palavras , Regina. Ao não não ser no mínimo uma confissão para Ele :"Eu te amo! "
Sinceramente, eu não consigo entender certos raciocínios...
ResponderExcluirPois eu não citaria uma frase de um autor, por mais 'monstro' sagrado da literatura, se nessa frase ele afirma que Deus lhe dá INSTANTES de paz em que, nesses instantes, ele se sente amado e amando. Aí, achando pouco, em seguida ele ousa definir o caráter de Cristo.
Devo estranhar, certamente porque eu sou firmada na paz que excede todo o entendimento e que é CONSTANTE. Porque, com todas as minhas limitações, falhas, erros e acertos, eu vivo pela fé, sendo firmada na PLENITUDE, onde esse amar e ser amado, acontece todos os dias, na vida prática.
Vida prática é, por exemplo, um socorro (que se requer certa convivência) a um alguém inconveniente e ingrato, que acredita que o mundo tem uma enorme dívida com ele, e mesmo assim, vez em quando Deus o coloca no seu caminho pra vc atender às necessidades dele, tirando vc do seu conforto, do seu quadrado, das suas limitadas convicções religiosas.
É quando esse 'embelezar' retórico de nada serve. Pois, não são palavras que importam. Assim como não são sentimentos. É o SER, o AGIR, o Andar no Espírito NA PRÁTICA e que não está amarrado a nenhum ministério programado por nenhuma liderança religiosa.
Em seus dias missionários, Jesus nos dá bons exemplos acerca desse seu único mandamento.
Dois exemplos contundentes é quando ele diz, em outras palavras, para não amarmos apenas os que nos amam, pois assim é muito fácil! Então ele nos manda andar a segunda milha, essa sim, que nem é cômoda e conveniente nem tampouco é cumprimento de obrigação religiosa. É um servir a Deus sem barganha. É algo que vai além dos muros!!!
E outra: saudar (sair beijando e ovacionando) só os que são do mesmo clubinho gospel Ele nos diz também que é muito fácil (e muitas vezes, além de fácil, é estar de mãos dadas com a falsidade e a hipocrisia que a religiosidade impõe). Também pegar dinheiro (muitas vezes extrapolando o orçamento) e gastar com alguém que tá jogado à beira do caminho na existência, seja por qual motivo for e que vc nem sabe o que é... Isso também nem todo mundo tá disposto a fazer. Os líderes religiosos então...
Enfim,
É disso que falo. Para mim, é isso que significa dizer a Deus 'eu te amo'. Por isso não concordei com uma linda oração anterior colocada por vc como ‘prova de amor por Deus’ e continuo não concordando com essa do Dostoievsky.
É por essas e outras...
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirRegina , eu mencionei essas palavras pela sinceridade que há nelas. Agora o fato de alguém expressar seus sentimentos em palavras não quer dizer que esse alguém não tenha obras , "ou não seja" , "ou não aja", ou não anda no Espírito ou na prática .
ResponderExcluirDavi declarava seu amor à Deus nos Salmos , nas orações etc... e Deus encontrou em Davi um homem segundo o seu coração. Quem sou eu para julgar Davi , mesmo que tenha cometido alguns erros?
ExcluirAqueles que conhecem a Cristo , experimentou o amor de Cristo, possuem o seu amor têm a poesia , a beleza dentro de si nas obras , no agir , na forma de pensar e que também pode externalizar, em forma de palavras , do fundo da alma, ao Seu Criador! E Ele recebe com carinho . Sou testemunha disso ... Por isso eu digo , quando há sinceridade ...
ResponderExcluirQuer um Salmos cheio de beleza? Leia o Salmos 45
ResponderExcluirQuero até deixar um link que encontrei agora , para reflexão . Eu amei!!!
ResponderExcluirhttp://apenas1.wordpress.com/2013/09/23/a-poesia-de-deus/
Olá, Sônia!
ResponderExcluirSó agora pude vir aqui ao blog do meu amigo, porque estou com uma pessoa do interior hospedada em casa que veio para uma cirurgia e meus horários e agendas mudaram um pouco.
Então...
Novamente euzinha não entendi mais uma de suas indiretas he he
Quer dizer que você acha mesmo que eu vejo e vivo Deus em mim exatamente assim como esse menino coloca?!
Hã?!!
Já vi que vc nunca entendeu nadica do que foi colocado aqui.
Para esse trem que eu quero descerrrrrrrrrrrrrrrrrr :P
Que é isso, meu Deus?!!!
Graças dou pelo Deus poético que finalmente conheci ao me converter.!!! Aleluiasssssssssss
Porque antes eu só 'conhecia' o distante e inatingível Deus desconhecido do latim da minha infância, e depois, mais tarde, o que se apresentava no púlpito manifestado pelos seus 'representantes diretos' (que excluíram O ÚNICO MEDIADOR entre Deus e os homens). Um Deus cujo caráter era de justiceiro, sisudo, brigão, turrão.
Graças dou por ter um Deus Pai que me coloca no colo e cuja mão NUNCA se colocou para me oprimir e esmagar minha mente, minha psiquê, minha emoção, meus SENTIMENTOS mais poéticos e pueris.
Graças dou por ter aberto a porta do meu coração, e Ele ter feito morada pela sua compaixão e misericórdia, sem que, para isso, Lhe fosse necessário tolher o meu temperamento, meu modo irreverente de ser, meu jeito moleca e irônica!
Graças dou pelo Jesus que não me deixa envergonhar por nenhuma das emoções sentidas, vividas e externadas, seja no meu cotidiano, seja no que falo ou escrevo: do choro à ironia, do riso à indignação!!! Afinal, as nossas emoções são a exteriorização daquilo que cremos. Elas determinam nossas atitudes e comportamentos.
Ora, o Deus encarnado teve TODAS as emoções humanas: tristeza, alegria, ironia, piedade, raiva, irritação, indignação, ANGÚSTIA, PESAR, Admiração, assombro, ira, COMPAIXÃO, AMOR!!!
Portanto, Sônia, não misturemos as coisas. Firmado na fé, corrigindo 'doutrinamentos' que fogem ao Evangelho não significa ser duro. Sendo assim, o apóstolo Paulo seria a personificação dessa 'dureza' que você está interpretando de forma equivocada. E o que dizer de Jesus com suas adjetivações 'pesadas' e a emblemática reação aos mercadores da fé?
Quando eu falo que Deus requer de nós atitude ética na prática eu não estou sendo 'dura'. Estou sendo FIRME buscando FUGIR da mentira piedosa que a denominação tatua nos corações, tornando-os mecânicos. Aliás, BORA COMBINAR que quem passa imagem de que Deus é 'frio e calculista' é JUSTAMENTE a religiosidade imposta pela cartilha travestida de 'ensinamentos'.
Sinceramente, acho que você deveria indicar esse texto não para mim, mas para a cúpula do sinédrio ocupado pelos líderes da sua igreja. Porque eles precisam aprender, urgentemente, que o anseio de Deus é um relacionamento LIVRE com Seus filhos. E Ele não quer a nossa comoção, nosso arrepiar de espinha passageiro, nosso choro emotivo ocasional, nossos 'instantes' de aparente paz. Quer o nosso AGIR. No Seu Espírito.
É disso que venho falando há séculos.
E não sou responsável pelas interpretações que porventura façam de minhas contundentes palavras. Procuremos não misturar as estações, pois ser contundente não significa, necessariamente, ser dura.
No Amor de Cristo, que não exclui a verdade.
R.
Não foi uma indireta Regina, sinceramente. È que ele se expressou da forma que eu queria me expressar e às vêzes não consigo , entende? Por isso coloquei o link que encontrei após meus comentários acima.
ExcluirRegina , respeito seu comentário , mas acho que cada um sabe as experiências , o segrêdo que tem com Deus e o que Ele requer de cada um !
ResponderExcluir. Agora, Regina, o fato de alguém expressar seus sentimentos , seu amor à Deus em palavras, numa oração não quer dizer que esse alguém não tenha obras , "ou não é" , "ou não aja", ou "não anda" no Espírito ou na prática ?! Entendi o que voce quis dizer , que o amor à Deus é a obediência a Sua Palavra , é o andar , agir , no Espírito. Mas , em oração agradecer também a Deus com palavras sinceras., de alma ?! voce acha que isso não toca Deus também? O que aconteceu com aquela mulher que ao pedir uma libertação para sua filha , e como ela não era de Israel , Jesus lhe disse: "Não é lícito tirar dos filhos e dar aos cachorrinhos"! E ela respondeu : Mas , os cachorrinhos também caem das migalhas que caem da mesa do seu senhor" Essas palavras tocaram o Senhor! Demonstrou fé! E quando as palavras demonstram amor? Palavras sinceras também tocam a deus, não só as obras!
ResponderExcluirE.T. tocam em Deus
ExcluirMe perdoa se soou como indireta para voce , pois não foi mesmo! Foi apenas para mostrar ( o que eu não consegui me expressar e ele fez tão bem) que nossas palavras também chegar à Deus , desde que sinceras e que Ele também tem sentimentos, claro que não exatamente igual aos humanos!
ResponderExcluirClaro que voce não é obrigado a concordar com nada do que escrevi...
ExcluirSinceramente , estava até pensando em não comentar mais , justamente por causa desses mal entendido . Se tem uma coisa que eu não desejo ; é magoar, ferir , destratar alguém! Mas , as vezes , se a gente não tomar cuidado na forma de escrever , nas palavras usadas , dá essa impressão! Me perdoa por alguma coisa Abs.
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