O texto abaixo foi copiado de um comentário que minha sister Regina fez no blog do mano Douglas.
Querendo conferir o original, clique aqui.
Boa leitura.
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Por Regina Farias
Quando eu observei o contexto e, principalmente, conforme a mente de
Cristo, comecei a entender tudo que leio nas narrativas dos evangelhos.
Inclusive essa parte que, graças a Deus, não precisei lançar mão de estudo de
grego nem aramaico.
Se bem que cada um vai pelo caminho que escolhe. Nada contra nem a favor. Muito pelo contrário rss
Enfim, falando sério...
A primeira coisa que se percebe, nitidamente, é que os fariseus estavam EXPERIMENTANDO a Jesus. Testando-o. Vendo se Ele caía em contradição. ‘Pra variar um pouco’, já que essa era a principal ocupação deles: ver Jesus se embaralhar nas leis estabelecidas, para desmerecê-Lo.
Observando, cuidadosamente, a sequência da narrativa, vejo que primeiro eles perguntam se é lícito dar carta de divórcio por qualquer motivo e Jesus responde com outra pergunta: se eles não têm lido acerca do plano original de Deus.
Aí, capciosamente, eles dizem: ué, então por que Deus mandou Moisés dar carta de divórcio?
Eles não estavam em sintonia com Jesus, portanto não estavam procurando nenhuma solução plausível para os conflitos mais íntimos e cura para as possíveis dores provocadas.
Eles só estavam querendo que Jesus caísse em contradição (Mt 19.3), ainda
que a grande questão, como em tudo na vida, era que essa norma havia sido
alterada, e passou-se a pedir carta de divórcio pelo motivo mais banal.
Aí Jesus diz em outras palavras, que Deus não é inflexível e que permite alteração e adaptação das leis. (MT 19.8 – e aqui não se trata de mandamento). Então Jesus se reporta ao que era permitido naquela época, ressaltando que a dureza nos corações dos homens promoveu essa alteração, essa mudança. Até porque, adultério era tratado de forma rigorosa. Legalmente falando, aplicava-se pena de morte! Mas Deus, sempre na Sua infinita misericórdia (algo que os legalistas não conseguem aceitar rss), permitiu essa ‘ressalva’: Se a mulher ‘botar gaia’, então o homem pede carta de divórcio e tá tudo certo.
Por fim, relendo a narrativa atentamente, podemos observar que todo o questionamento gira em torno de uma norma específica que havia sido generalizada. Por qualquer motivo, e não apenas por adultério, se pedia e se concedia carta de divórcio. O que era uma lei na antiga cultura, virou ‘mandamento de Deus’.
Repetindo, em português claro:
Ao ser indagado, Jesus repete a norma estabelecida ‘FOI DITO...’ Entretanto, quando logo em seguida, diz: ‘PORÉM...’, Ele não está sendo inflexível ou determinando alguma lei. Está apenas falando sobre a norma do AT que havia sido adulterada ao longo do tempo conforme as conveniências do homem e que eles mesmos colocaram como sendo ‘mandamento’. Aliás, Jesus não tem inflexibilidade alguma em relação às questões humanas. Nem quanto a casamento, nem quanto ao divórcio e nem mesmo em relação à solteirice. Inclusive, quando ele se refere aos solteiros que se dedicam exclusivamente à causa do Reino, diz também que nem todas as pessoas têm capacidade de lidar com isso.
(Mt 19:10.11.12) Digamos até que se fosse aos dias de hoje, Ele seria mesmo
era rotulado de relativista pelos evangélicos xiitas de plantão.
Ou seja: Jesus não está estabelecendo nenhuma lei sobre divórcio. Ele está simplesmente tratando da banalização que se tornou esse caso. As separações estavam acontecendo por um capricho qualquer do homem. (Diga-se de passagem, uma cultura extremamente machista, onde o homem saía beneficiado em tudo, inclusive socialmente, sem receber rejeição e repúdio da sociedade. Já a mulher, coitada. Era apedrejada até a morte.
Entretanto, Jesus passa por cima de todas as convenções, normas, regras,
rigidez religiosa, etc. etc. etc. e apresenta-se a uma mulher adúltera
repudiada que vivia à margem da sociedade e a restaura, fazendo-a
evangelizadora).
Embora as pessoas vivam nessa insistência em querer dissecá-Lo, Jesus é assim mesmo.
Ele não veio para nos julgar, ele veio para nos salvar, nos curar, nos
restaurar. Ele está sempre dando novas chances ao arrependido. Ele não condena
quem quer casar de novo, quem quer ficar solteiro, quem quer se divorciar e
quem é divorciado. Ao mesmo tempo, Ele repudia os relacionamentos pessoais de
fachada porque afetam o relacionamento com Deus. Ele condena a banalização.
Seja no que for. Assim sendo, cada um olhe pra dentro de seu próprio coração,
de sua própria consciência, seus próprios pensamentos, palavras e ações. E
entenda que qualquer um que buscar e receber o perdão de Deus, tanto homens
como mulheres, casados, divorciados ou solteiros, podem receber uma compreensão
renovada da graça de Deus, entendendo a perspectiva de Deus e comprometendo-se
a cumprir esse plano Dele.
Passou disso, é vida religiosa. E vida religiosa não significa vida com Cristo.
HP,
ResponderExcluirA Rê arrebentou no comentário! Amo a maneira simples, pratica e objetiva pelo qual ela trata o evangelho! O comentário da nossa professora é um excelente parâmetro para refutar aquele artigo!
Só para constar, refutamos ontem na aula de Hermenêutica Bíblica; deixei à cargo do Rafael Rabello escrever um artigo sobre, para publicar no blog posteriormente!
Um grande abraço meu mano, com a santa paz de Deus
Douglas
Lindo comentário teu meu brother!
ExcluirUm abração e que Deus te abençoe cada dia mais.