por Adam Griffin
Quando eu era garoto, meu pai me perguntava: “O que você
quer ser quando crescer?” E eu respondia com franqueza (adoravelmente, sem
dúvidas), “um papai”. Quando meu implacável e realista pai me informou que
ninguém me pagaria para ser pai, eu lhe disse que ficaria feliz se pagassem a
mim.
Em 2011, meu sonho de me tornar pai
tornou-se realidade quando meu filho, Oscar, nasceu. Desde este dia, minhas
esperanças e sonhos se voltaram para o que o Oscar será quando crescer. É claro
que eu gosto de imaginar ele crescendo bonito, talentoso, piedoso e amável, mas
não tem como saber isso ainda. É quase certo que ele terá uma grande afinidade
pela Texas A&M (Universidade de pesquisa co-educational pública localizada
em College Station, Texas) e pelo Green Bay Packers (time de futebol americano
com base em Green Bay, Wisconsin). Sem dúvida, ele terá uma cabeleira
decepcionante, gostará de comer e suará mesmo quando estiver frio. Para a
maioria das coisas, no entanto, vou ter que esperar para ver o que ele vai ser
quando crescer.
Muitas vezes, eu sonho com o grande homem
que ele pode ser e quão amável ele será para os outros. Eu sonho que técnicos,
professores e pastores irão aprová-lo e até mesmo se impressionar com ele.
Imagino seus colegas tendo alta consideração por ele, querendo estar perto dele
o tempo todo. Eu imagino que a geração que o segue irá admirá-lo. Eu amo a
ideia de que, enquanto ele se torna um homem, ele alcançará favor em tudo e com
qualquer pessoa que ele entrar em contato. Alguns desses desejos são saudáveis,
e alguns são orgulhosos.
Eu tenho um forte, e certamente
não-incomun, desejo de que meu filho seja validado pelo amor das outras
pessoas. Muitos pais querem que seus filhos ou filhas sejam pessoas amadas, mas
este desejo não é o que faz João 15.19 tão transformador e importante quando
confronta a maneira como preparamos nossos filhos para o futuro. Cristo diz a
seus discípulos: “Se vocês pertencessem ao mundo, ele
os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os
escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia”. E não é apenas em João 15.19. Há
muitos textos nas Escrituras que descrevem a relação conflituosa que os
seguidores de Deus terão com aqueles que não são crentes.
Lendo isto, percebi que se Deus responder
minhas orações para que meu filho se torne um seguidor de Cristo, as pessoas
irão odiá-lo. Sem dúvida, as pessoas serão absolutamente repelidas por meu
filho.
Se Deus graciosamente salvar meu Oscar,
pessoas irão chamá-lo de fanático e homofóbico. Alguns irão ridicularizá-lo
como um machista da mesma forma que eles desprezam suas crenças “sexistas”. Ele
será desprezado como um “mente fechada” por dizer que Jesus Cristo não é apenas
Deus, mas o único Deus. Ele provavelmente vai conhecer uma garota que o insulta
por sua masculinidade ou por considerá-lo antiquado por esperar um casamento
sem ter tido sexo. Seus colegas irão achar que ele é um puritano. Valentões
irão chamá-lo de covarde. Sua integridade atrairá insultos como “caxias” (eu
não sei o que isso significa).
Os professores acharão que meu filho ignora
os fatos científicos sobre nossas origens, incitando seus colegas de classe a
acharem ele um idiota. Pessoas vão dizer que ele foi desviado por seus pais a
um caminho ultrapassado de moralidade mascarado por um relacionamento com Deus.
Consultores financeiros irão achar que ele é irresponsavelmente generoso.
Quando ele tomar uma decisão, haverão aqueles que não tolerarão sua
intolerância. Ele será julgado como julgador. Ele terá inimigos e eu pedirei
que ele os ame, e mesmo por isso ele parecerá um tolo.
Se você é como eu e espera que seus filhos
sejam seguidores devotos e completos de Cristo, então precisamos criar uma
geração que está preparada para ser distintivamente diferente de seus colegas.
Em muitas formas, isto é o oposto da minha inclinação natural de como criar meu
filho. Criar filhos que estão prontos para serem odiados significa criar
crianças que não têm vergonha de seu amor por Deus mesmo em meio ao ódio e à
alienação. Independente dos insultos serem legítimos ou ingênuos, oro para que
nossos filhos estejam prontos para manterem-se firmes em meio a um mundo que os
odeia.
Via: iPródigo
HP
ResponderExcluirAh, como eu entendo essa angústia de um pai 'de primeira viagem'... Quantas vezes eu me vi - de forma quase aterrorizada - protegendo meus filhotes do mundo cruel debaixo da barra da minha saia. E eu não tinha essa ideia de que eles seriam rejeitados porque não conhecia a Jesus, mas tinha receio de que eles não soubessem lidar com a crueldade do mundo.
Até que - ironicamente - certo dia na minha ausência, um colega do meu filho mais velho (com 14 anos na época) invadiu minha casa para bater nele por causa de ciuminho de uma garota. (Meu filho não tem culpa de ser lindo he he he) Enfim, eu estava viajando e só soube quando voltei. A sorte foi que um amigo passava em frente de casa e dispersou aquela turminha que acabava de sair das escolas (invadiram meu jardim como se fosse uma arena de Roma Antiga, torcendo por quem tirasse sangue primeiro). Ah, a natureza humana... E de adolescente, então, é malvada demais!
Enfim...
A partir desse dia, minha ficha caiu 'dicunforça' sobre a minha limitada proteção.
Então, eu me lembro que, uns dois anos depois, meus dois filhos mais velhos se converteram (ao evangelho e não a doutrinas de homens) em plena adolescência, amadurecidos antes do tempo em todos os sentidos, devido a um divórcio traumático dos pais. E, sempre ao lembrar, me constrange o amor de Deus em resgatá-los para Si em meio ao caos.
Com veia de roqueiros e tocando em bandas - diga-se de passagem - nunca deixaram de ser roqueiros, o que mudou neles foram os conceitos, os valores, os pensamentos. Eles já eram bons garotos que amavam os Beatles e os Rolling Stones rss (herdado do pai) e outras bandas um pokito mais hard rsss (herdado da mãe rss), mas mudaram sua perspectiva de vida, alinhando-a com as de Jesus.
É isso que eu acho bacana e SEI que só Deus dá essa autoridade muito bem dosada com serenidade, que nada tem a ver com fanatismo e muito a ver com lucidez e bom senso. E eu, mesmo sem querer ser crente, por não entender ainda aquele 'estilo' de vida, os admirava e agradecia silenciosamente a Deus por eles serem daquele jeito. Isso, numa época que eu era considerada(quase) uma 'porraloka', como se dizia nos anos oitenta e noventa de quem tem uma vida'moderna', de tão revoltada e irreverente que eu havia me tornado quando da minha separação. Mas isso é outra história rss
Deus é maravilhoso! Ele restaura os corações, os sonhos, as perspectivas, moldando-nos, não para nos reprimir o temperamento dado por Ele mesmo, mas para usar esse mesmo temperamento que nos torna indivíduos, particularmente (e jamais robôs em série!!!), para usar em Sua honra e glória.
Se incomoda a outros, tenho certeza que muitos são simpatizantes por mais que resistam. Eu que o diga. Algumas de minhas amizades foram esfriadas porque eu fui ser crente. Mas eu bem sei o quanto esse povinho que se afastou ficou impressionado com a minha forma de encarar a vida de modo geral. E o que deve impressionar mais, é que essas pessoas percebem que não é por meio de nenhum esforço pessoal, que foi uma mudança operada pelo Espírito de Deus no meu coração. Isso foi o que aconteceu com meus filhos que jamais se envergonharam, pelo contrário, deu-lhes um respaldo à formação do caráter, da personalidade, do equilíbrio emocional que garantiu sua maturidade que é percebida e admirada por todos.
Graças a Deus.
R.
Hoje em dia meu filho mais velho toca numa banda chamada Cascabulho que surgiu na mesma época de Chico Science e Nação Zumbi(q mistura todos os sons e estilos) muito conhecida e respeitada aqui em PE e tb em guetos musicais do sul e sudeste. De vez em qdo ele toca (contrabaixo) em festivais, acompanhando músicos que vêm de fora como também como convidado numa banda que ele já participou, a Up Town Band, voltada pra sons de blues, jazz e rock. Recentemente, eles se apresentaram no Som Brasil (Globo), homenageando Jackson do Pandeiro com umas 3 a 4 músicas dele.
ResponderExcluirVeja os links:
http://globotv.globo.com/rede-globo/som-brasil/v/casaca-de-couro-cascabulho/1545419/
http://globotv.globo.com/rede-globo/som-brasil/v/cantiga-do-sapo-cascabulho/1545558/
O nome dele é Jackson Jr. e é o mais bonito da banda rsss (máe coruja é fogo!)
Abs,
R.
*Oops! Correção: ... 'muito conhecida e respeitada LÁ em PE rsss Afinal, no momento não estou lá ;)
ResponderExcluirEntão Regina,
ExcluirSabemos que os valores no mundo atuais estão cada vez mais distantes dos que Cristo nos ensinou. Crer em Deus e servir a Cristo cada vez mais é visto como "excentricidade" pela sociedade.
Ontem li um artigo do Pastor Renato Vargens sobre a apostasia de jovens cristãos nas universidades, aonde mais da metade dos jovens cristãos que lá passam acabam por apostatarem da fé. Vargens discorria sobre a necessidade de haver uma base sólida cristã, não apenas nos jovens, mas na igreja em geral.
Sabemos que aquele que pertence a Cristo, Ele o salva mesmo em situações aonde humanamente achamos “não tem como”. Fico feliz em saber que assim ocorreu com teus filhos.
E como estão as férias em NY? Muito frio? Parece que o inverno finalmente chegou aqui na Irlanda.
Deus te abençoe!
Henrique,
ResponderExcluirQuanto a meu filho ser músico fora dos atrios religiosos, tem muito conservador que olha atravessado. Mas vc sabe bem que ser discípulo de Jesus 'no mundo', literalmente, é bem mais difícil e é um teste diário.
Além do mais, Jesus não nos manda ficar 'distantes' do mundo. Ele nos quer misturados nele, 'salgando-o' na medida exata.
Eis o teste. E que nada tem a ver com as propostas doutrinárias de homens. Essas propostas são, portanto, avessas a Jesus, à Boa Nova, ao Sacrifício Perfeito.
Por isso (mesmo sem querer fazer juízo de valor), quando leio ou assisto alguma preleção de pastor, inevitavelmente fico beeeem atenta para sacar se ele fala (e vive) da igreja propriamente dita ou da instituição religiosas e suas normas.
Quanto as férias to na reta final rss infelizmente rss Mas to curtindo intensamente, mesmo com todo o frio! E aí na Irlanda, o que eu acho engraçado é que a impressão que a gente tem é que é inverno o ano inteiro. Assim como é 'verão' o ano inteiro na minha região NE do Br he he he
A demora, vc sabe, é pq tenho acessado pouquíssimo esses dias. Mas sempre tenho um tempinho pra ver alguns blogs... ;)
Abraços!
R.
Uau, uau, uau.
Excluir"Salgando-o na medida exata". Estava ontem meditando sobre isso e escrevi um texto que publiquei hoje... Isso só acontece quando existe comunhão. Lindo demais.
Quanto a Irlanda, mude tua impressão para "chuva o ano inteiro" que daí você acerta na mosca. haha
Sempre bem vinda ao blog!!
Deus te abençoe!