por Stephen Altrogge
Via: iPródigo
Minha filha mais velha, Charis, tem
quatro anos, então, esperançosamente, estamos um pouco longe de ter qualquer
tipo de conversa sobre sexo. No entanto, em algum ponto no futuro tenho certeza
de que conversarei com Charis, e com o resto de meus filhos, sobre sexualidade.
E existe a possibilidade de que um de meus filhos experimente atração
homossexual.
O que eu faria se Charis me dissesse
que ela está experimentando atrações homossexuais?
A primeira coisa que eu faria seria
dar-lhe um abraço gigante e dizer-lhe que nada, nada, nada pode mudar meu amor
por ela. Ela é minha menininha preciosa e nada mudará isso. Eu agradeceria por
contar-me sobre seus sentimentos e lhe diria que ela sempre pode contar pra mim
qualquer coisa, não importa quão grande ou pequena. Eu quero que meus filhos se
sintam confortáveis me contando qualquer coisa e que saibam que eu não ficarei
bravo com eles, não importa o que me disserem.
Eu lhe diria que Deus a ama ainda mais
do que eu a amo. Ele a criou à Sua imagem e, por causa disso, ela é preciosa
para ele. Ele enviou Seu Filho para morrer pelos pecados dela, o que também
prova que ela é preciosa para Ele.
Então eu lhe diria que se ela seguir a
Jesus, sua sexualidade não é sua identidade. A identidade dela está
enraizada em Cristo. Ela é uma filha de Deus que tem o Espírito Santo habitando
nela. A identidade fundamental dela não são os seus desejos sexuais, sua
identidade fundamental é uma pecadora perdoada, unida a Cristo, cheia
do Espírito Santo. Era disso que Paulo estava falando em 2 Coríntios 5.17
quando disse: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as
coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
Eu diria: “Querida, se você seguir a
Jesus, sua identidade é como uma nova criação em Jesus. Esses desejos que você
está experenciando não definem quem você é. Jesus define quem você é. Você é
dEle. Você pertence a Ele. Essa é a sua identidade. Isso é quem você é”.
Então eu iria gentilmente pegar a sua
mão e dizer: “Charis, seguir a Jesus é realmente muito custoso. Jesus disse até
mesmo que devemos morrer para nós mesmos. Ele disse que temos de tomar nossa
cruz e segui-lo. Isso significa submeter cada faceta de nossas vidas ao Rei
Jesus, inclusive nossos desejos sexuais. Se você seguir a Jesus, você terá de
submeter esses desejos a Jesus. Você não pode ceder a eles, porque a Bíblia diz
que qualquer expressão sexual fora de um casamento entre um homem e uma mulher
é errada”.
Ela poderá perguntar: “Deus irá tirar
esses desejos de mim?”
“Eu não sei”, eu diria, “mas eu sei
disto: ele te dará poder para não ceder a eles. Essa é a beleza do evangelho.
Jesus perdoa todos os nossos pecados e, então, nos dá força para não ceder aos
nossos desejos pecaminosos. Será difícil, será custoso e haverá momentos nos
quais você se sentirá sozinha, mas Jesus vale a pena. Ele vale tanto a pena!
Quando você ouvir Jesus dizer ‘Muito bem, serva boa e fiel’, valerá a pena!”
“Mas por que eu tenho esses desejos?” –
Ela poderá perguntar.
“Bem, querida” – eu diria – “O pecado
distorceu a sexualidade de cada pessoa. Toda a vez que eu sou tentado a cobiçar
uma mulher, isso é uma distorção da minha sexualidade. Toda vez que você é
tentada a cobiçar alguém do mesmo sexo, isso é, também, uma distorção. Veja,
você e eu somos iguais. Funciona só um pouquinho diferente. Nós dois precisamos
desesperadamente de Jesus, mas a coisa maravilhosa é: Jesus está no processo de
consertar as distorções. Ele me dá poder para não ceder à cobiça, mesmo quando,
às vezes, parece ser muito forte. Ele pode te dar o mesmo poder. E, algum dia,
quando Ele voltar, tudo o que é triste e destruído será finalmente desfeito”.
Então eu diria “Quer saber de uma
coisa? Nós continuaremos conversando sobre isso, mas, agora, vamos tomar um
sorvete”.
Traduzido por Natália Moreira
Não é nada pessoal, mas convenhamos: tudo muito bonitinho, equilibrado e... Totalmente fora da realidade!
ResponderExcluirPrimeiro: Uma criança de 4 anos já tem, sim, alguns questionamentos acerca da sexualidade e que devem ser respondidas conforme a sua mente.
Portanto, pais, atenção. Presença constante. (Falei presença, e não repressão religiosa.) Trata-se de um processo que já vem com a fala. Não deixemos para quando 'a situação' já estiver definida.
Segundo: ninguém me diga que o primeiro momento não é de tremendo abalo. Eu a abraçaria chorando porque a amo e não a quero lésbica. Ponto. Porém, jamais diria que ela é 'minha menininha'. Afinal, eu mesma acompanhei seu crescimento, cada fase de sua vida, e tenho plena consciência de que ela já não é mais 'minha menininha'. Ora, ela cresceu e fez sua terrível escolha me dando sinais o tempo todo. Sinais que eu preferi fazer de conta que 'não era bem assim'.
Enfim...
Não podemos 'viajar', parar no tempo e ir ali tomar um sorvete, como se a filha tivesse acabado de dizer que está em conflito sobre escolher a saia rosa ou azul.
Em relação ao restante do texto, sinceramente, é um discurso muito fácil, cômodo e conveniente para quem está de fora. Geralmente, eu chamo isso de demagogia. A coisa é muito mais dramática e conflituosa do que pensa quem está de fora, com discurso pronto e a filhinha de 4 anos supostamente debaixo de sua asa.
Perdão se choco com minhas palavras. Mas é só uma forma de ler sob outro ângulo. Além do que, desnecessário se faz dizer que somos adultos, somos amigos, nos respeitamos, mas que divergências sempre irão existir.
E eu falo aqui com toda tranquilidade porque eu sei que tenho essa liberdade.
E, pelo pouco que te conheço, já sei que vc irá dizer que, cada um expor seu parecer, é mesmo a ideia...
Abs,
Rê.
Rê,
ExcluirVocê é sensacional. Haha. Não me dá nem espaço pra manobrar!!
Você não tem cara de gostar de futebol. Eu gosto de acompanhar alguns jogos para ver a estratégia de defesa e ataque. Acho fenomenal o jeito como a defesa do Real Madrid "engessou" o Messi da mesma maneira que o sistema defensivo do Corinthians "engessou" o Neymar nos jogos recentes desses times.
Você me "engessou" no comentário. hahaha. Não tem espaço pra driblar não. rsrsrs.
Mas vamos lá:
Concordo com "dando sinais o tempo todo". Tudo que acontece é fruto de um processo longo, que gera dúvidas, angústias e um "acho que é coisa da minha cabeça, deixa pra lá". Fechar os olhos para a realidade sempre é a saída mais fácil.
O que achei interessante no texto foi a abordagem cristã dada. Primeiro com o amor, depois com a definição de identidade em Cristo. O texto é platônico. Longe da realidade. O "vamos tomar um sorvete" chega a ser hilário, mas a tônica do Amor + Identidade de Cristo foi algo que me chamou a atenção. Na mídia e na sociedade vemos apenas o enfoque ao desejo sexual, como se na vida tudo fosse sexo e que não existisse nada além da satisfação sexual. Isso é horrível, mas é como as coisas tem caminhado.
Ah, e sobre liberdade aqui no blog, sister, usufruamos da liberdade em Cristo!
Abração!
HP
Ah ah ah não gosto de futebol mesmo!
ResponderExcluirCá pra nós, nunca vou entender um monte de homem suado se agarrando por causa de uma bola kkkkk (foi mal o veneno, é brincadeira rsss)
Mas olha, desde o início que eu havia entendido perfeitamente o enfoque que você quis dar.
A questão é que, com essa ilustração de complacência e excesso de compreensão, me soou meio 'fake', só isso. A ilustração da mensagem, em si, é perfeita e se aplica a qualquer tipo de vício e escravidão. Só não consegui associar à realidade dramática e conflituosa apresentada, entende?
Por outro lado, só o amor conforta, neutraliza, acalma os ânimos.
Como diria o poeta Paulo, o amor tudo suporta.
Tá vendo como dei espaço pra o drible? rss
É como falei, gosto de analisar as nuances... Só pra pensar mais um pouco mesmo. Justamente para não me engessar. ;)
Ah, confetes à parte, gosto de conversar com gente desarmada e inteligente que 'não sai do salto', mesmo que seja com gente insistente como eu rss
Valeu!
Abs