22/03/2013

Que Crente eu sou?


Por HP

De algum tempo para cá tenho entendido que eu pouco tenho feito para a expansão do conhecimento de Cristo neste mundo. Aliás, de tão pouco que tenho feito, estou convencido que na verdade, não tenho feito nada. Não tenho me levantado, gasto dinheiro, tempo e forças trabalhando em prol da graça de Cristo como deveria. 


Tive conhecimento de missões que levam Bíblias para vários lugares no mundo aonde o acesso às escrituras é proibido pelos governantes. Países como Laos, Vietnam e até mesmo a China, com seu 2º maior PIB mundial, proíbem seus co-nacionais de terem acesso à Bíblia. Comunidades cristãs nesses países têm se ajuntado clandestinamente para louvar a Deus, estudar as escrituras e orarem. Muitas dessas comunidades possuem uma única Bíblia para 50, 60 membros. Em várias dessas comunidades, membros fazem cópias manuais da Bíblia, pois não há como comprá-la impressa em livrarias. Isso ocorre até na China, aonde por ter custos baixos, o país é um dos maiores impressores mundiais da Bíblia, porém não dá acesso a população as Sagradas Escrituras.  


Crentes em Jesus têm sido metralhados ou queimados vivos na Nigéria. No Sudão do Sul tem sido expulsos das casas, fugindo apenas com a roupa do corpo e poucos pertences que possam carregar. Em Senegal têm sido presos, mortos em regiões do Egito, levados a campos de trabalho forçados na Coréia do Norte e em Cuba, sequestrados na Síria.
 

Estes não têm negado ao Senhor Jesus.

E eu? O que eu tenho feito para proclamar o Evangelho de Cristo?

Ir na Igreja duas vezes por semana? Sendo um bom pai e esposo? Pagando meus impostos e contas em dia? Isso é obrigação apenas.
Não tenho adicionado nada. Tenho sido egoísta. Muito egoísta. Tenho tomado as horas que vivo para meu próprio bem e interesse. Não tenho procurado quem eu possa ajudar.

Há idosos em asilos, crianças em orfanatos, doentes em hospitais que podem ser abraçados pelo amor de Cristo. Há drogados, prostitutas, bêbados que precisam de uma mão para os tirar do lamaçal que se encontram.

Quer ir para o Laos? Vá!
Quer ir para a Coréia do Norte? Vá!
Mas lembre que na tua cidade tem muitos que podem ser ajudados, mas para os quais temos constantemente fechado nossos olhos.

Até quando fecharemos os nossos olhos para a realidade que nos cerca?
Até quando seremos egoístas pensando somente em nós?
Até quando viveremos nessa terra como se nunca tivéssemos passado aqui?
Até quando juntaremos apenas para nós e não dividiremos com quem precisa?
Até quando acharemos que merecemos alguma coisa de Deus, quando não fazemos nada, absolutamente nada para quem precisa?

Ah Senhor! Tenha misericórdia de nós!

--

PS: Leitor, me perdoe por incluir você nesse clamor final. Pensei ser necessário, mas se você não precisar deste clamor, perdoe teu irmão aqui e desconsidere.

Em Cristo.  

3 comentários:

  1. Todos nós precisamos, sim, desse clamor! Porque tendemos a achar que já basta, que o nosso mundinho cômodo e conveniente nos é suficiente para purgar nossos pecadinhos. É uma espécie de troca silenciosa com o divino que nos adoece e nos torna esquizofrênicos religiosos.

    Porém, enquanto nos sentirmos incomodados e inquietos com a necessidade lá fora da nossa própria necessidade - independentemente do programa evangélico que fazemos parte - estaremos praticando a nossa saúde mental e espiritual que exige constância, prática, ação. Não das 'obras' como barganha pra ganhar o céu de um negociador chamado Deus. Mas a prática daquilo que é o fruto do Espírito e que acontece de maneira natural quando se segue no amor de Cristo.

    E que, nesse clamor, possamos nos conscientizar que, acima de tudo, seja feito de forma natural como que por obrigação, sem ser mecânico e frio, pois assim de nada se aproveita. Sem sair enumerando, de tal modo que nem a mão esquerda saiba que a direita está sendo estendida.

    Muitos vão mesmo para o outro lado do mundo levar suas ajudas de diversas formas, e quem somos nós para criticar? Sou grande admiradora de Madre Tereza que escolheu viver em meio a doenças e desconfortos terríveis, e confesso que eu não tenho essa garra. Mas como vc mesmo diz, aqui do nosso ladinho tem gente que está precisando urgente unicamente de um abraço, um sorriso, uma palavra, uma atençãozinha e mais nada.

    Sim, porque nem sempre precisamos de coisas materiais mas de um simples socorro como uma palavra de amor e cuidado quando se está abatido ou com algum problema aparentemente sem solução.

    Jesus disse que o Seu discípulo não é aquele de tal igreja e sim, as pessoas que têm amor umas com as outras. Esse é Seu mandamento! E em nenhum momento ele se refere a determinado grupo religioso.

    Para religiosos que acham que 'servir a Deus' é seguir cartilha religiosa, a cegueira é tão grande que fica muito difícil entender quem é nosso próximo e qual ajuda ele precisa.

    Jesus fazia questão de colocar os cerimonialismos, rituais e costumes religiosos em segundo plano, exaltando a necessidade do próximo. Ele deu um exemplo impressionante ao homem da lei sobre o que é mandamento.

    Certamente o homem se escandalizou e continuou engessado e incrédulo. E sem atitude.

    Como nos dias atuais...

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  2. Ah, e respondendo a pergunta-título.

    Sinceridade?!

    Então lá vai:

    Eu me envergonho, diante de Deus, da crente que eu sou.

    E, por outro lado, parafraseando o apóstolo Paulo, como Seu Amor me constrange!

    Se fosse por merecimento estaríamos todos fritos.

    E o clamor a Ele permanece firme em nossos corações: misericórdia, Pai!

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    1. Regina,

      Como é bom ler teus comentários. Luz vinda de Deus.
      Tenha um ótimo final de semana, sister.

      Que Deus continue te abencoando muito.

      Abraco

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