14/11/2013

Celebrando um culto e participando do mesmo

Um tema me constrange é quando falamos em celebração de cultos.

Na denominação que freqüento, a liturgia é rígida quanto aos cânticos, orações, testemunhos. São executados em certa sequência, quantidade e tempo, mas é livre quanto à participação na execução das mesmas.
Quem “sentir” pode chamar os hinos, orar ou dar testemunho. Há esta liberdade.


Tenho notado que esta fórmula não tem funcionado muito bem ultimamente, não apenas com a Igreja que congrego, mas de maneira geral.
Ao conversar com ministros de outras “comuns”, eles me têm dito a mesma coisa. São poucos os que participam, chamando hinos, orando ou dando testemunho.

Entre os jovens então, a disposição “na participação” é ainda menor.


Gostaria de saber a opinião dos amigos do blog sobre este assunto.

  • A rigidez no formato (cânticos, orações, testemunhos, pregação, agradecimento e cântico final), na tua opinião, ajuda ou atrapalha?
  • A liberdade na participação (cânticos, orações e testemunhos), na tua opinião, ajuda ou atrapalha?



Agora, porque eu disse que me constrange?


Isso é tema para outro post. J



9 comentários:

  1. Não sei se entendi bem tua pergunta, mas o que eu sei é que algumas 'igrejas', como a católica e a episcopal - diferentemente da tua denominação - já distribuem seu boletim antes da celebração. É um folheto com toda a sequência da celebração, mais ou menos cronometrado dentro daquele tempo programado. Ali, se não me engano, já estão definidos quais cânticos ao SENHOR serão entoados e em que momento litúrgico. Inclusive, para que os visitantes e os mais novos na igreja possam acompanhar, há um telão com a letra dos mesmos (já que não há um livrinho exclusivista de hinos).

    Seria isso o que vc chama de 'rigidez'? Se for, taí rss, pela primeira vez eu sou de acordo com uma 'rigidez' que, a meu ver, impede o favoritismo 'espiritual' e, principalmente, o silencioso e constrangedor julgamento público. Não foram poucos os sussurros que já ouvi do tipo 'fulana não pode chamar hino por isso e aquilo'. Comentários antes, durante e depois dos cultos. Depois do culto, então, afff já ouvi cada 'sentença', meu Deus! Esse povo não temor de Deus não... Sabe, sinceramente, eu gostaria muuuuito de saber em que contexto bíblico tal comportamento é edificante. Que eu saiba, isso é muito humilhante sendo apenas mais um resultado de interpretação equivocada do que contém nas cartas do NT.

    Ora, convenhamos. Num local onde as pessoas, em vez de ali estarem em COMUM união, num mesmo nível de alegria e adoração, estão em patamares diversos, estabelecidos pelos ditames do homem, alguma coisa está muito errada! Entendo haver aí uma total inversão dos valores, pois essa 'liberdade' limitada pelos critérios humanos é que finda por perder o sentido na sua mais pura acepção da palavra, tornando-se rígida no seu sentido mais pejorativo.

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    1. Oi Rê,

      Talvez eu não me expressei bem, a "rigidez" que digo é o formato sempre idêntico da liturgia na ccb.
      Tipo, se quisermos ter um culto para apenas orarmos ao Senhor, não tem como. Se quisermos trazer um telão para ilustrarmos uma passagem bíblica, ou coisa parecida, também não podemos.

      Interessante a parte do "julgamento público" descrito por você. Infelizmente isto ocorre também, e é muito nocivo a comunhão da igreja.

      Abs!

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    2. Rigidez até na hora da liberdade.
      Não é contraditório?"

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  2. Sabe, Rê.

    Um amigo meu, que morou aqui na minha cidade e hoje está fazendo faculdade de medicina na Bolívia, uma vez me perguntou: "Se eu levar as baquetas pra tocar uma bateria na tua igreja, com o único intento de louvar a Deus, eu posso ou não posso?"

    Na época eu era exclusivista, disse que "não, porque não temos bateria na igreja".

    Ele disse: Não tem problema. Eu levo uma!

    Daí discuti feio com ele. rsrsrsrs


    Eu não aceitava isto de jeito nenhum. Hoje vejo quão exclusivista eu era...
    Mas Cristo me libertou!

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  3. He he he normal...
    Mas ainda hoje não são poucos os que acham que som agradável a Deus é um som 'suave'.
    Ora, se for por isso som de bateria pode ser suave também.
    Mas quem disse que Deus não curte todos os sons não leu Salmos 150 ;)

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    1. Vc lembra daquele vídeo da pregação do Louie Giglio sobre os sons das estrelas, pulsares, baleias etc?

      Ele é louvado por uma orquestra infinita de sóis, quasares, planetas, animais, choros e risos.

      E a gente acha que o louvor de uma flauta é muito diferente do que o louvor de uma bateria...

      ai ai.

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  4. Então...
    Eu vejo assim: um som de qualidade é sempre louvável e merece palmas.
    Ôpa, eu disse palmas?! Sorry ;)

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  5. Eu fui criada em uma congregação onde o culto tinha todo o seu andamento, muitas vezes, por meio de uma liturgia "rígida": oração de início, palavra de introdução, louvor 1-4, oração de apresentação do pregador da noite, momento de apelo com cantico, e por fim, o cantico de encerramento.

    Como mamãe nos ensinou a nos comportarmos, ficávamos bem à vontade com este tipo de culto. Mais tarde, ao nos reunirmos em outro lugar - no qual todos nós estávamos juntos - mudaram um pouco os louvores, introduziram-se novos instrumentos, e eu lá, quietinha... Porque fui ensinada que não deveria ficar transitando no meio do mesmo - e isso foi muito bom para o exercício do domínio próprio. Só que me incomodava que os irmãos fizessem isso.

    Eu era uma terrível religiosa e pequena farisaica... E o Senhor me permitiu passar por situações constrangedoras e do meu ponto de vista ( porque sou humana xD) humilhantes para descobrir que seguir ao Seu Filho, Jesus era bem mais do que o exterior - e digo mais: não foi culpa das autoridades às quais estava ligada, e sim, pela minha forma errada de pensar. Foi dolorido, algumas vezes o tratamento ainda é dolorido, mas eu quero continuar correndo.

    Sobre música e tipo de instrumentos, hoje, eu posso dizer que sou a favor da guitarra e bateria e, talvez, atabaques. Concordo com a irmã, "Um som de qualidade é sempre louvável e merece palmas".

    Voltando ao tópico, na denominação a que o irmão pertence, creio que constrange, sim. Amigo me disse que nunca pediu um hino ou orou ou testemunhou por ser tímido. Acredito que isso, entre a mocidade, deve acontecer muito... Principalmente quando parece que estamos sendo vigiados e constrangidos a fazer algo que não temos vontade - dura realidade. A primeira vez que orei, foi numa aula da escola bíblica - até hoje, eu não sei o que disse, porque me deu branco na hora - não conseguia dizer nem "obrigado Jesus", então, fiquei muda, e uma colega sentada à minha frente disse 'amém" e me livrou de dizer qualquer outra coisa. Eu amo Jesus, e já amava aos 13 anos, só que foi uma experiência terrível para o tímido adolescente/jovem, que é tão visado em toda e qualquer denominação até que se case - e aí, devem ser outras as observações...rs

    Abraços. o/

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  6. Érica,

    Fico muito feliz em ver uma menina assim tão jovem e, ao mesmo tempo, tão lúcida e equilibrada.

    Porque, minha querida, não tem coisa mais opressora para a mente do ser humano do que ser vigiado, criticado e julgado (dentro da velha e insistente superstição religiosa), por não estar seguindo a 'doutrina'. Exigência rigorosa para quem se tornou 'membro' da instituição e à qual passou a 'pertencer'. Ora, precisamos ter muito cuidado para não sermos idólatras em relação à mãe-denominação. Porque 'pertencer' é ser propriedade de algo ou alguém. Sejamos propriedade única e exclusivamente de Jesus! E experimentemos a liberdade para a qual Ele nos libertou. Simplesmente - E isso, como diria Paulo aos insensatos gálatas que estavam novamente se submetemos ao jugo da escravidão da lei religiosa.

    Que bom que você não deixou que a cultura da religião consumisse sua livre maneira de pensar e agir sem os grilhões da religião que, quando não oprimem induzem à hipocrisia.

    Ah, um bom número de jovens assim!!!

    Abs,

    R.

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