26/11/2013

Serviço divino no Funeral

Para os membros da CCB, o título desta postagem é familiar, porém para amigos e irmãos em Cristo que não são da CCB, esta nomenclatura é, no mínimo, estranha.

Trata-se de um serviço de culto, realizado num velório, aonde o féretro era irmão na fé. O serviço geralmente se inicia uma hora antes do enterro e tem duração máxima de 45 minutos.

O objetivo deste serviço é duplo: confortar a família enlutada e exortar aos presentes sobre a brevidade da vida e necessidade em servirmos ao Senhor, muitas vezes se servindo de exemplos/conduta realizado em vida pelo finado. 


É compreensível que este serviço se faça apenas para os membros da denominação, pois várias denominações têm o mesmo costume, porém, dentro da CCB há um outro pré-requisito para que seja realizado tal serviço: O féretro deve ter tido um testemunho (conduta) ilibado para que assim “mereça” o Serviço Divino no Funeral.

Daí voltamos na “história da listinha” tantas vezes debatido aqui no blog. Listinha que sempre tem começo e nunca fim.

Por via de regra, abaixo temos o início (e nunca o fim) da Lista de casos aonde o ministério não é aconselhado em atender os serviços divinos no funeral:
  • pessoas que "pararam" na fé (se ausentaram dos cultos e santa-ceias por longo período e/ou assim permaneceram até a morte);
  • adúlteros e fornicários;
  • jovens que morreram em acidentes em parques de diversão, afogados em praias, etc;
  • divorciados (que pediram o divórcio);
  • Portadores de vícios como fumo, bebidas, etc;
  •  Suicidas


A lista acima não é finita, podendo cada caso ser analisado dependendo da gravidade. Em casos que o ministério decida que o morto não teve testemunho (conduta) adequada, uma oração para conforto da família é o máximo a ser oferecido.

Também pode não ser realizado o serviço se os membros da família não quiserem, por pertencerem a outras denominações/religiões.

O serviço é composto por um ou dois hinos iniciais (geralmente os especiais para a ocasião), uma oração de súplica, a leitura da Palavra e exposição da mesma, uma oração de agradecimento e um cântico final. Em alguns casos, se o velório for realizado num lugar comunitário, na oração final do serviço divino no funeral, os parentes dos finados vizinhos são apresentados também, pedindo a Deus que os conforte.

Também quando realizado num velório comunitário, os membros da CCB são instruídos a orarem de pé (por razões sanitárias) e instruídos a se saudarem sem ósculo pelas mesmas razões.

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Uma vez explicado o conceito, não vou me ater a existência ou não do serviço, liturgia aplicada etc., mas à Lista de Casos aonde não se deve realizar o serviço.

Somos todos pecadores, necessitados da misericórdia de Deus. Nossa salvação é obra da misericórdia divina, através da fé no sacrifício único de Cristo na cruz.

O mesmo Senhor Jesus nos ensinou a não julgarmos os pecados dos outros de maneira pejorativa, pois quando fitamos no cisco nos olhos de um irmão, raramente enxergamos a trave que possuímos no nosso.

A salvação de alguém a Deus pertence. Ser boa pessoa, fiel a tradições e mandamentos em nada assegura salvação. Lembremos dos fariseus e escribas que fielmente seguiam tradições legalistas e foram duramente criticados pelo Senhor, chamados de víboras e hipócritas.

Fazemos acepção de pessoas ao não oferecermos para todas as famílias de finados membros, um culto para conforto aos corações enlutados.

Por vezes desprezamos famílias de finados que cometeram adultério uma vez na vida, se arrependeram e desde então nunca mais cairam neste pecado, e oferecemos o serviço a familiares de finados que descaradamente mentiram, se iravam facilmente, faziam contenda no meio de irmãos, batia na mulher/filhos, etc.

Devemos atentar para os exemplos de Cristo, que tratava a todos os humildes com igualdade, sarando as feridas e consolando os chorosos.


Choremos com os que choram. Não os façamos chorar mais, julgando os seus ente queridos.


A Salvação é algo pessoal. A nós não cabe julgar a vida de ninguém.


2 comentários:

  1. HP,

    Tudo bem. Até aí, na parte da crença, do costume religioso, etc., eu entendo. Se bem que, em relação à LISTA eu considere mesmo é uma ABERRAÇÃO! - pois eu entendo que não seja conforme a mente de Jesus. Tanto é que, se não me engano, esta (a lista) é que foi o foco da tua postagem.

    A minha questão é: poxa, serviço divino?!

    Você já deve ter prestado atenção que o religioso - a bem da conveniência da própria doutrina - acha que pode sair dizendo que foi Deus que disse, mandou, ordenou...

    Perdão, mas creditar a Deus costumes denominacionais é um pouco demais. Creio que até temeroso. Confesso que eu não tenho essa 'ousadia' de sair por aí dizendo que foi Deus que estabeleceu isso e aquilo...

    Ora, convenhamos! Trata-se de uma cerimônia religiosa, conforme O CREDO da doutrina adotada pela denominação específica. E isso eu respeito, acho super natural, seja em que crença for. Afinal há inúmeros rituais diferentes no mundo afora, cada um de acordo com a sua crença, como vimos dias atrás lá no blog do Ricardo.

    O que eu não concordo - DE JEITO NENHUM, e simplesmente porque foge ao Evangelho! - é que se afirme tratar de algo 'divino', um ato estabelecido pelo homem.

    Eu creio que Jesus seja até tolerante nas formas equivocadas de reverenciá-Lo que têm algumas pessoas sinceras, mas não creio que haja aprovação de Sua parte, conforme Suas próprias palavras (Mt 15). Enfim, tem pessoas que preferem seguir cartas como sendo mandamento... Aí é lá com elas e Deus rsss

    Falar nisso... Eu critiquei uma senhora muito religiosa (nem digo a denominação rss) porque ela estava usando de mentira pra conseguir extrair algo de uma conversa com a empregada dela e ela disse: 'deixe que eu me entendo com Deus'. Entendi que tem gente nessa denominação (não insista, não vou dizer qual é a denominação he he) que perdeu a noção do que seja ÉTICA, se achando acima do bem e do mal 'crente' que tem o aval de Deus.

    É isso...

    R.

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    1. Ihhh sister.

      Vc tem toda a razão. Eu nem tinha me tocado no nome. Sem dúvida, se formos na etimologia, não deveria ser chamado de "Divino"...

      Mas confesso que "foquei" na lista mesmo. rsrsrs

      Quanto a esta parte da ética, já expus aqui uma vez que ainda hoje, muitos acreditam que se na "hora da Palavra" o pregador falar besteira, Deus cumpre, porque "o que sai do púlpito, Deus assina embaixo"..

      Diante disto, não me espanta que haja tanta OUSADIA em falar "Eu me entendo com Deus".

      Gente... QUEM SOU EU PRA ME ENTENDER COM DEUS????

      Me embrulha o estômago tanta arrogância... desculpe...

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