15/11/2013

O que é Santidade?


Lamentavelmente, os escândalos ocorridos nas igrejas vêm confirmar nosso entendimento de que em muitos ambientes evangélicos, a santidade de vida, a ética e a moralidade estão completamente desconectados da vida cristã, dos cultos, dos milagres, da prosperidade em geral.

Uma análise do conceito bíblico de santidade destacaria uma série de princípios cruciais, dos quais destaco alguns aqui:



1) A santidade não tem nada a ver com usos e costumes. Ser santo não é guardar uma série de regras e normas concernentes ao vestuário e tamanho do cabelo. Não é ser contra piercing, tatuagem, filmes da Disney. Não é só ouvir música evangélica, nunca ir à praia ou ao campo de futebol. Não é viver jejuando e orando, isolado dos outros, andar de paletó e gravata. Para muitos, santidade está ligada a esse tipo de coisas. Duvido que estas coisas funcionem. Elas não mortificam a inveja, a cobiça, a ganância, os pensamentos impuros, a raiva, a incredulidade, o temor dos homens, a preguiça, a mentira. Nenhuma dessas abstinências e regras conseguem, de fato, crucificar o velho homem com seus feitos. Elas têm aparência de piedade, mas não tem poder algum contra a carne. Foi o que Paulo tentou explicar aos colossenses, muito tempo atrás: “Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade” (Colossenses 2.23).

2) A santidade existe sem manifestações carismáticas e as manifestações carismáticas existem sem ela. Isso fica muito claro na primeira carta de Paulo aos Coríntios.
Provavelmente, a igreja de Corinto foi a igreja onde os dons espirituais, especialmente línguas, profecias, curas, visões e revelações, mais se manifestaram durante o período apostólico. Todavia, não existe uma igreja onde houve uma maior falta de santidade do que aquela. Ali, os seus membros estavam divididos por questões secundárias, havia a prática da imoralidade, culto à personalidade, suspeitas, heresias e a mais completa falta de amor e pureza, até mesmo na hora da celebração da Ceia do Senhor. Eles pensavam que eram espirituais, mas Paulo os chama de carnais (1Coríntios 3.1-3). Não estou negando as manifestações espirituais. Creio que Deus é Deus. Contudo, Ele mesmo nos mostra na Bíblia que manifestações espirituais podem ocorrer até mesmo através de pessoas como Judas, que juntamente com os demais apóstolos, curou enfermos e ressuscitou mortos (Mateus 10.1-8). No dia do juízo, o Senhor Jesus irá expulsar de sua presença aqueles que praticam a iniqüidade, mesmo que eles tenham expelido demônios e curado enfermos (Mateus 7.22-23).

3) A santidade implica principalmente na mortificação do pecado que habita em nós e em viver de acordo com a vontade de Deus revelada nas Escrituras. Apesar de regenerados e de possuirmos uma nova natureza, o velho homem permanece em nós e carece de ser mortificado diariamente, pelo poder do Espírito Santo. É necessário mais poder espiritual para dominar as paixões carnais do que para expelir demônios. E, a julgar pelo que estamos vendo, estamos muito longe de estar vivendo uma grande efusão do Espírito.
Onde as paixões carnais se manifestam, não há santidade, mesmo que a ortodoxia doutrinária seja defendida ardorosamente, doentes sejam curados, línguas sejam faladas e demônios sejam expulsos. A Bíblia não faz conexão direta entre santidade e manifestações carismáticas e defesa da ortodoxia. Ao contrário, a Bíblia nos adverte constantemente contra a ortodoxia dos fariseus, contra os falsos profetas, Satanás e seus emissários, cujo sinal característico é a operação de sinais e prodígios, ver Mateus 24.24; Marcos 13.22;
2Tessalonicenses 2.9; Apocalipse 13.13; Apocalipse 16.14.

4) É mais difícil vencer o domínio de hábitos pecaminosos do que quebrar maldições, libertar enfermos, e receber prosperidade. O poder da ressurreição, contudo, triunfa sobre o pecado e sobre a morte. Quando “sabemos” que fomos crucificados com Cristo (Romanos 6.6), nos “consideramos” mortos para o pecado e vivos para Deus (Romanos 6.11), não permitimos que o pecado “reine” sobre nós (Romanos 6.12) e nem nos “oferecemos” a ele como escravos (Romanos 6.13), experimentamos a vitória sobre o pecado (Romanos 6.14).
Aleluia!

5) A santidade é progressiva. Ela não se obtém instantaneamente, por meio de alguma intervenção sobrenatural. Deus nunca prometeu que nos santificaria inteiramente e instantaneamente. Na verdade, os apóstolos escreveram as cartas do Novo Testamento exatamente para instruir os crentes no processo de santificação. Infelizmente, influenciados pelo pensamento de João Wesley – que noutros pontos tem sido inspiração para minha vida e de muitos outros –, alguns buscam a santificação instantânea, ou a experiência do amor perfeito, esquecidos que a pureza de vida e a santidade de coração são advindas de um processo diário, progressivo e incompleto aqui nesse mundo.

6) A santificação é um processo irresistível na vida do verdadeiro salvo. Deus escolheu um povo para que fosse santo. O alvo da escolha de Deus é que sejamos santos e irrepreensíveis diante dele (Efésios 1.4). Deus nos escolheu para a salvação mediante a santificação do Espírito (2Tessalonicenses 2.13). Fomos predestinados para sermos conformes à imagem de Jesus Cristo (Romanos 8.29). Muito embora o verdadeiro crente tropece, caia, falhe miseravelmente, ele não permanecerá caído. Será levantado por força do propósito de Deus, mediante o Espírito. Sua consciência não vai deixá-lo em paz. Ele não conseguirá amar o pecado, viver no pecado, viver na prática do pecado. Ele vai fazer como o filho pródigo, “Levantar-me-ei e irei ter com o meu Pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti” (Lucas 15.18). Ninguém que vive na prática do pecado, da corrupção, da imoralidade, da impiedade, – e gosta disso – pode dizer que é salvo, filho de Deus, por mais próspero que seja financeiramente, por mais milagres que tenha realizado e por mais experiências sobrenaturais que tenha tido.

Precisamos de santidade! E como! E a começar em mim.
Tenha misericórdia, ó Deus!

9 comentários:

  1. Taí outra explicação em linguagem SUPER DIDÁTICA, clara e simples.
    Espero que os Elios da NET finalmente entendam e refaçam seus conceitos antes de fazerem qualquer pregação ao seu rebanho. Por uma questão de ética e respeito pelas palavras de Jesus!!!
    A palavra de ordem é: DESCONSTRUÇÃO.
    Ainda há tempo...

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  2. Para mim santidade é ter as qualidades de Jesus Cristo , ou seja sua mente , seu caráter . Ele ê o modelo perfeito.

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  3. Olá irmãos,

    Confesso que me exitei em não escrever, porém não contive, principalmente quando li o escrito número 5, que diz que a santidade é progressiva.

    Temos que ter em mente que o verdadeiro salvo, tem AGORA uma SANTIFICAÇÃO POSICIONAL perante Deus, através de Jesus Cristo e pode ser que este mesmo não está tendo uma SANTIFICAÇÃO PRÁTICA.

    Todos os cristãos com algum discernimento concordam quanto à verdade fundamental da justificação sem obras. Todos admitem plenamente que não podemos, por nosso próprio esforço, produzir uma auto-justificação diante de Deus. Mas será que não está igualmente claro que a justificação e a santificação encontram-se exatamente sobre o mesmo plano na Palavra de Deus? Não podemos produzir uma santificação do mesmo modo como não podemos produzir uma justificação. Podemos tentar fazê-lo, mas cedo ou tarde descobriremos que terá sido totalmente em vão. Podemos prometer e decidir; podemos trabalhar e lutar; podemos nutrir a vã esperança de que amanhã agiremos melhor do que hoje; mas no fim acabaremos constrangidos a reconhecer, sentir e confessar que somos tão incapazes naquilo que se refere à santificação como o somos no que diz respeito à justificação.

    Ah! que doce alívio para o que sofre e tem buscado por satisfação e descanso em sua própria santidade, quando descobre, após anos de luta vã, que exatamente aquilo que ele tanto ambiciona está entesourado para ele em Cristo! Ao descobrir isto, sua alma torna-se serena em uma completa santificação a ser desfrutada pela fé! Ao viver batalhando contra seus hábitos, suas concupiscências, seu mau gênio e suas paixões, esse crente tem feito o mais penoso dos esforços para subjugar sua carne e crescer em santidade interior, mas aí ele tem falhado (compare com Romanos 7). Ele descobre, para seu profundo desgosto, que ele não é santo, e lê que "sem a qual (santificação) ninguém verá o Senhor" (Hb. 12:14). Aqui não nos fala de um certo grau ou estágio de santificação, mas sem a coisa em si, a qual todo cristão possui desde o momento em que crê, quer ele saiba disto ou não. A perfeita santificação está tão incluída na palavra salvação quanto a justificação ou a redenção. Não se recebe a Cristo por esforço, mas pela fé, e quando se recebe a Cristo, recebe-se tudo o que está em Cristo. Consequentemente, é permanecendo em Cristo que se encontra poder para subjugar as concupiscências, paixões, mau gênio, maus hábitos, circunstâncias e influências nocivas. O crente deve contar com Jesus em tudo.

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    1. Tudo isso é simples para a fé. O lugar do crente é em Cristo, e se o crente está em Cristo para uma coisa, deve estar em Cristo para todas as coisas. Não pode estar em Cristo para a justificação e fora de Cristo para santificação. Se eu devo a Cristo a justificação, devo igualmente a Ele a santificação.. Não devo ao legalismo nem uma coisa nem outra. Recebo ambas pela graça, por meio da fé, e tudo em Cristo. Sim, TUDO em Cristo. No momento em que o pecador vem a Cristo e crê nEle, é tirado completamente do velho plano da natureza; ele perde sua velha situação legal e tudo o que diz respeito à mesma, e é visto como estando em Cristo. Ele não está mais na carne, mas no Espírito (Rm. 8:9). Deus o vê apenas em Cristo e em conformidade com Cristo. Ele se torna um com Cristo para sempre. "Porque, qual Ele é, somos nós também neste mundo" (1 Jo. 4:17). Tal é a posição absoluta, a posição estabelecida e eterna do mais fraco bebê na família de Deus. Não há mais do que uma posição para todo filho de Deus, todo membro de Cristo. Seu conhecimento, experiência, poder, dom e inteligência, podem variar, mas sua posição é uma só. Seja quanto à sua justificação ou santificação, o crente possui tudo, e deve tudo, à sua permanência em Cristo. Se alguém não obteve uma completa santificação, tampouco terá obtido uma completa justificação. Mas 1 Coríntios 1:30 ensina claramente que Cristo "para nós foi feito por Deus" tanto uma quanto a outra em todos os crentes. Não nos é dito que tenhamos justificação e um pouco de santificação. Se não temos autoridade para colocar a palavra um pouco antes de justificação, também não temos autoridade para fazer isto com a santificação. O Espírito de Deus não coloca a palavra um pouco antes de nenhuma delas. Ambas são perfeitas, e as temos, ambas, em Cristo. Deus nunca faz algo pela metade. Não há algo como meia-justificação. Tampouco há algo como meia-santificação. A idéia de que um membro da família de Deus ou do corpo de Cristo seja totalmente justificado, mas apenas meio santificado é, por princípio, contra as Escrituras, e revoltante à toda a sensibilidade da natureza divina.

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    2. Não é improvável que muito da má compreensão que prevalece, com respeito à santificação, seja devido ao costume que se tem de confundir duas coisas que diferem muito na prática, a saber, NOSSA POSIÇÃO e NOSSA CONDIÇÃO. A posição do crente é perfeita, pois ela é um dom de Deus em Cristo. Porém, a condição ou maneira de agir do crente, esta sim pode ser bem imperfeita, oscilante e marcada por insegurança pessoal. Enquanto sua POSIÇÃO É ABSOLUTA E INALTERÁVEL, sua CONDIÇÃO PRÁTICA pode exibir muitas imperfeições, uma vez que ele permanece no corpo e cercado por várias influências hostis que dia a dia afetam a sua condição moral. Se, então, sua posição for avaliada por sua maneira de agir, por sua situação ou condição; ou o que ele é sob o ponto de vista de Deus for avaliado do ponto de vista dos homens, então o resultado apresentado será falso. Se eu tentar chamar à razão tudo aquilo que sou em mim mesmo, ao invés do que eu sou em Cristo, devo, necessariamente, chegar à uma conclusão errada.

      Nós devemos olhar para tudo isso com muito cuidado. Estamos sempre muito dispostos a raciocinar de baixo para cima, de nós para Deus, ao invés de o fazermos de cima para baixo, de Deus para nós. Devemos ter em mente que:

      Longe como as órbitas celestes que brilham,
      Além de onde as nódoas da terra ascendem,
      Além de meus pensamentos, além do chão que meus pés trilham,
      Vossos caminhos e pensamentos transcendem.

      Deus olha para Seu povo, e age para com ele de acordo com sua posição em Cristo. Deus deu-lhes essa posição. É Ele Quem faz com que sejam o que são; são o fruto do Seu trabalho. Portanto, tratá-los como estando meio-justificados é uma desonra para Deus, tanto quanto considerá-los como meio-santificados.

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    3. Vou tentar resumir mais o texto do irmão Mackintosh.

      ...Isso tudo é divinamente verdadeiro! O mais inexperiente crente está limpo de toda mancha, não por mérito, mas como consequência de estar em Cristo. Ele deverá, evidentemente, cultivar o conhecimento e a experiência do que é realmente santificação. Ele irá, assim, entrar no poder prático da santificação; no seu efeito moral sobre os seus hábitos, pensamentos, sentimentos e afeições. Em suma, ele irá entender e exibir a poderosa influência da santificação divina sobre o seu caráter e sua conduta. Porém, quando assim for, ele estará tão santificado aos olhos de Deus, quanto no momento em que foi unido a Cristo pela fé; sua santificação estará tão completa quanto quando se encontrar exposto à luz da divina presença, refletindo os raios de glória emanados do trono de Deus e do Cordeiro. Ele se encontra em Cristo agora; ele se encontrará em Cristo então. Sua condição, ou seja, as circunstâncias e a esfera em que se encontra, será diferente. Seus pés estarão, então, sobre o piso de ouro do santuário nas alturas, ao invés de estarem em contato com a árida superfície do deserto. Ele se encontrará em um corpo de glória, ao invés de estar em um corpo de humilhação. Porém, no que diz respeito à sua posição, sua aceitação, sua plenitude, sua justificação e sua santificação, tudo já terá sido estabelecido no momento em que creu no unigênito Filho de Deus -- tão estabelecido quanto sempre estará, pois foi tão estabelecido quanto Deus é capaz de fazê-lo. Tudo isso parece fluir como a conclusão necessária e inquestionável de 1 Coríntios 6:11.

      É da maior importância compreender, com clareza, a diferença entre UMA VERDADE e SUA APLICAÇÃO PRÁTICA ou o resultado que essa verdade produz. Esta distinção é sempre mantida na Palavra de Deus. VOCÊ JÁ ESTÁ SANTIFICADO! Esta é a verdade absoluta, tanto no que diz respeito ao crente, quanto no que é visualizada em Cristo. A aplicação prática disso, e seus resultados no crente, poderemos encontrar em passagens como esta: "Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra" (Ef. 5:25,26). "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo" (1 Ts. 5:23).

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    4. Mas como esta aplicação é feita e este resultado alcançado? Pelo Espírito Santo, por meio da Palavra escrita. Por isso lemos em João 17:17: "Santifica-os na verdade". E também, em 2 Tessalonicenses 2:13, "por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade", e 1 Pedro 1:2, "eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito".

      O Espírito Santo efetua a SANTIFICAÇÃO PRÁTICA DO CRENTE com base na obra completa de Cristo, e Sua maneira de agir é pela aplicação, no coração e na consciência do crente, da verdade como ela é em Jesus. O Espírito Santo apresenta a verdade acerca da nossa posição perfeita perante Deus em Cristo, e, alimentando o novo homem em nós, nos capacita a lançar fora tudo o que não está de acordo com aquela POSIÇÃO. Um homem que é lavado, santificado e justificado, não estará satisfeito com qualquer atitude de mau gênio, concupiscência ou paixão impura. Ele é separado para Deus e deveria limpar-se de toda imundícia da carne e do espírito. É seu privilégio sagrado e feliz aspirar pelas mais sublimes alturas da santidade pessoal, e seu coração e seus hábitos devem ser dominados e estar sob o poder daquela grande verdade de que ele está perfeitamente lavado, santificado e justificado.

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    5. Esta é a verdadeira santificação prática; não se trata de uma tentativa de aperfeiçoar nossa velha natureza ou de se empenhar inutilmente em tentar reconstruir uma ruína irrecuperável. Não; trata-se simplesmente do Espírito Santo, pela poderosa aplicação da verdade, capacitando o novo homem a viver, agir e existir naquela esfera à qual ele agora pertence. Aí sim, sem sombra de dúvida, haverá verdadeiro progresso. Haverá crescimento no poder moral desta preciosa verdade -- crescimento em habilidade espiritual para subjugar a natureza e mantê-la sob todos aqueles atributos -- um crescente poder de separação do mal ao nosso redor -- um crescente desvendar do céu ao qual pertencemos e para o qual estamos caminhando -- uma crescente capacidade para a apreciação de seus exercícios sagrados. Tudo isso será por meio do gracioso ministério do Espírito Santo, que usa a Palavra de Deus para desvendar às nossas almas a verdade sobre o caminhar que convém a uma tal posição. Mas deve ficar bem claramente compreendido que a obra do Espírito Santo na santificação prática, dia a dia, está fundamentada no fato de que os crentes estão "santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez" (Hb. 10:10). O objetivo do Espírito Santo é nos indicar o conhecimento, a experiência e a exibição prática daquilo que tornou-se verdadeiramente nosso no momento em que cremos. Neste aspecto não existe progresso pois nossa posição em Cristo é eternamente completa.

      "Santifica-os na verdade: a tua palavra é a verdade" (Jo. 17:17). E também, "O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo" (1 Ts. 5:23). Nestas passagens encontramos o importante aspecto prático da questão. Aqui vemos a santificação apresentada, não apenas como algo absoluta e eternamente verdadeiro para nós em Cristo, mas também como algo que é trabalhado em nós, a cada dia e hora, pelo Espírito Santo por meio da Palavra. Quando encarada deste ponto de vista, a santificação é, evidentemente, algo progressivo. Eu deveria estar mais avançado em santidade no próximo ano do que estive neste. E deveria, pela graça, estar avançando dia a dia em santidade prática. Mas será que isto nada mais é do que a expressão prática, na minha própria pessoa, daquilo que já era completamente meu em Cristo, no exato momento em que cri? O fundamento sobre o qual o Espírito Santo executa a obra subjetiva no crente, nada mais é do que a verdade objetiva de sua eterna perfeição em Cristo.

      Assim, "segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb. 12:14). A santificação é apresentada aqui como algo a ser seguido -- a ser alcançado por uma busca zelosa -- algo que todo verdadeiro crente irá sempre cultivar.

      Que o Senhor possa nos dirigir dentro do poder dessas coisas. Que elas não venham habitar como dogmas ou doutrinas na região de nosso intelecto, mas entrem e permaneçam no coração como realidades sagradas e poderosamente influentes! Que possamos conhecer o poder santificador da verdade (Jo. 17:17); o poder santificador da fé (At. 26:18); o poder santificador do nome de Jesus (1 Co.1:30; 6:2); a santificação do Espírito Santo (1 Pd. 1:2); a graça santificadora do Pai (Jd. 1).

      C. H. Mackintosh

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  4. Olá irmãos, quero resumir este post que fala sobre santidade com estas palavras:

    O verdadeiro crente é SANTO por chamado e não chamado para ser SANTO e também o mesmo é exortado a caminhar de acordo com o que já recebeu, a SANTIDADE (colocado à parte para Deus ou separado para Deus).

    Espero que todos tenham entendido sobre o assunto SANTIDADE, pois hoje a santidade é um dos vários temas distorcidos ao longo do tempo pela cristandade, dando a entender que há uma casta seleta de pessoas ditas mais santificadas do que outras. Sem falar na cartilha de "santos" canonizados, que na cara dura, o sistema religioso coloca o tal "santo" como sendo superior do que os mortais crentes de hoje e até intercessores. Mas isto é outra história.

    Abraços a todos.

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