Vi nesta semana no facebook uma foto de uma jovem da igreja que atendo. Ela é uma jovem bonita, namora um bom rapaz, mas é um tanto imatura. Sua família é grande, e várias vezes os pais já vieram pedir a mim que aconselhasse seus filhos.
Na foto que vi desta
jovem, ela estava pronta para ir a sua festa de formatura. Era um momento dela,
de uma conquista pessoal. Ela levou o namorado e pelo que percebi foram só os
dois. Ela estava produzida, vestido de gala, maquiagem, penteado. Enfim, não
posso negar que ela estava bonita, mas não via a mesma jovem do dia-a-dia, dos
cultos, dos encontros com a juventude cristã. Ela estava produzida, diferente.
Muitos irmãos da igreja comentaram sua foto, cumprimentando-a e lisonjeando-a.
Entre os comentários disseram que ela estava “Linda e poderosa”. Os pais dela
também estavam orgulhosos dela.
Eu,
como presbítero na igreja que atendo, fiquei por um momento refletindo na foto
e nos comentários a respeito. Não posso deixar que as ovelhas se percam, mas
também não quero ser legalista, dizendo o que pode ou o que não pode. Todavia
tenho que ressaltar que por um momento não vi diferença nenhuma entre a jovem cristã
e suas amigas não-cristãs nas fotos que vi na internet. Na hora me veio a
passagem “Vós sois a luz do mundo (…) Assim resplandeça a vossa luz diante
dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que
está nos céus.” (Mt 5:13-16)
Neste instante fiquei
refletindo em que a jovem estava resplandecendo a luz de Cristo naquele
momento. Dançando a mesma música, rindo das mesmas piadas, comendo a mesma
comida, conversando e concordando sobre as mesmas coisas, se vestindo sensualmente identicamente igual a todas as demais colegas não-cristãs. Que diferença houve
entre elas?
Sei que os tempos estão
difíceis. Paulo nos exortava em apresentar nossos corpos como sacrifícios
vivos, santos e agradáveis perante Deus, não nos conformando com o mundo, procurando
saber qual é a boa vontade de Deus (Romanos 12:1-2). O mesmo Paulo instruiu
Timóteo a seguir também o modo de viver dele. “Tu, porém, tens seguido a minha
doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade,
caridade, paciência, (2 Tim 3:10)”. Não me ocorre em nenhuma
parte das escrituras que Paulo – depois de convertido – no seu “modo de viver”
se alegrava entre os gentios em suas festas, bebedices e carnalidades, antes o
“modo de viver” do apóstolo tinha como assunto constante a graça de Cristo.
Muitos podem falar que Cristo era amigo de publicanos, prostitutas e pecadores – de fato Ele não só era, como Ele é – mas Cristo ao participar de festas carnais, Ele mostrava Seu poder no meio de todos. Nas bodas em Caná, exemplo clássico que nosso Mestre não era alienado, mas participava sim de eventos sociais, não vemos Cristo bêbado, dançando ou se vestindo sensualmente ou então rodeado de mulheres na gandaia, mas vemos um Cristo com seus discípulos, transformando água em vinho, mostrando cuidar dos negócios do Seu Pai! (João 2:1-11)
Muitos podem falar que Cristo era amigo de publicanos, prostitutas e pecadores – de fato Ele não só era, como Ele é – mas Cristo ao participar de festas carnais, Ele mostrava Seu poder no meio de todos. Nas bodas em Caná, exemplo clássico que nosso Mestre não era alienado, mas participava sim de eventos sociais, não vemos Cristo bêbado, dançando ou se vestindo sensualmente ou então rodeado de mulheres na gandaia, mas vemos um Cristo com seus discípulos, transformando água em vinho, mostrando cuidar dos negócios do Seu Pai! (João 2:1-11)
Entendo que não é fácil para a juventude atual resplandecer a luz de Cristo entre seus colegas e amigos. Ser bondoso quando todos são maus, ser simples quando todos são maliciosos, ser correto quando todos cometem pecados e não se importam com eles é muito difícil. Quantos dos jovens e também de nós já adultos queremos que o mundo nos aceite? Não queremos ser isolados do mundo, mas este sentimento é contrário ao que o Senhor nos exortou: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. (João 15:19)”
Não são todos os que
seguem a Cristo que aceitam ser aborrecidos pelo mundo. Muitos querem servir à
Cristo e ser amigo do mundo. O Senhor exortou algo a respeito da riqueza, mas
que facilmente podemos traduzir também a sermos aceitos pelo mundo: “Ninguém
pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o
outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. (Mt 6:24)”
Resplandeçamos a Luz de Cristo
no modo que nos vestimos, agimos, falamos, brincamos, rimos. Sejamos luz no
meio das trevas. Mostremos nosso valor ao rejeitarmos sermos iguais ao mundo e
iguais àqueles que não conhecem Cristo. Tenhamos como amigo verdadeiro Cristo.
Desejemos a cada dia agradar mais a Ele e menos ao mundo.
Que a Luz vinda de Cristo
resplandeça em nós.
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