Primeiramente gostaria de
deixar claro que sou fascinado por História, por querer saber o passado e como
chegamos até aqui. Acho absurdo quem desconsidera os antepassados e
egoistamente os quer desmerecer.
Isto posto, como me
considero pecador, cristão, pentecostal, calvinista, reformado e não-cessacionista,
acho que aquilo que sou reflete naquilo que muitos homens de Deus fizeram antes
de mim. Através da fé aliada ao trabalho deles espiritual e material, tenho hoje as bases
que fundamentam minha fé. Fazem parte desta extensa lista os apóstolos, os
reformadores e mais recentemente os missionários.
Começando, gostaria de
reproduzir um ótimo texto de Daniel Grubba sobre um grande pregador do século
XVIII, John Wesley
Boa leitura.
HP
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Por Daniel Grubba
Richard
J. Foster observou que o efeito evangelical do pregador metodista John Wesley
foi grandemente acentuado pela integridade de sua vida. “Há registros de que
Wesley teria dito à sua irmã, “dinheiro nunca fica comigo. Eu me queimaria se
fizesse isso. Minhas mãos livram-se dele o mais rápido possível, para que ele
não se encontre seu caminho dentro do meu coração”. Ele dizia a todos que, se
ao morrer tivesse mais de dez libras (por volta de 40 reais) consigo, as
pessoas teriam o privilégio de chamá-lo de ladrão”.
Um
dos biógrafos de Wesley, Mateo Lelievre, nos conta como era a relação deste
heroi da fé com o dinheiro e o lucro dos livros:
Ele poupava dinheiro, mas
fazia para o bem dos pobres, e não em proveito próprio. Quando consentiu em
aceitar o salário da sociedade de Londres, ele mesmo limitou à modesta soma de
30 libras (750 dólares). É verdade que além disso recebia o lucro de venda de
seus livros, que às vezes chegava a ser considerável. Mas, depois de retirar o
necessário para suas modestas despesas, distribuía o restante com os pobres [...]
Sua maneira de viver era tão singela que, quando lhe perguntavam quanto valia
seu aparelho de jantar, julgando que um homem tão notável possuía talheres de
grande valor, respondeu: “Tenho duas colheres de prata aqui em Londres,
e duas em Bristol. Esses são todos os utensílios de maior valor que possuo
atualmente, e não comprarei mais, enquanto me rodearem pessoas que careçam de
pão”.
Morreu
pobre, como prometera a seus amigos, e nada deixou em sua pobreza, senão “uma
grande estante cheia de bons livros, uma toga pastoral bastante usada, um nome
escarnecido, e… a Igreja Metodista.
Sobre
a venda de livros e o lucro, Wesley dizia:
“Alguns livros alcançaram
venda superior as minhas expectativas, e com ela fiquei rico sem querer. mas
nunca quis ser rico, nem me empenhei por isso. Como tal fortuna, porém, veio-me
inesperadamente, não cumulo riquezas sobre a terra, nem entensouro
absolutamente nada para mim. Meu desejo e propósito são distribuir de graça o
saldo do fim do ano…minhas próprias mãos executarão a distribuição dos meus
bens”.
Wesley levou a sério que Paulo disse em II Coríntios 6.3 “não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado”. Aprendamos com Wesley a sermos íntegros para não sujarmos o nome de Jesus em nossas vidas.
Wesley levou a sério que Paulo disse em II Coríntios 6.3 “não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado”. Aprendamos com Wesley a sermos íntegros para não sujarmos o nome de Jesus em nossas vidas.
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