18/09/2012

Sobre "Obra de Deus na Romênia"

Por: HP


Está circulando na internet vários emails sobre a “Obra de Deus na Romênia”.



Vamos lá, primeiramente "Obra de Deus" é toda e qualquer manifestação do Espírito Santo no meio da humanidade, com intuito em almas serem reconciliadas com Deus através do sacrifício de Cristo. Se teve ou não participação do irmão Louis Francescon, que importa? Não somos muçulmanos para crer que tudo vindo de Deus tem que passar só por um profeta para ter validade. O irmão Francescon não é um "Maomé-Cristão". Deus usou de L. Francescon, como usou de G. Vingren, D. Berg, G. Lombardi, D. P. Kidder, A. G. Simontone, T. J. Bowen, R. Ratcliff tantos outros missionários para levar a Palavra da verdade em vários quintões deste planeta. Essa exclusividade foi algo que Paulo abominava no meio dos Coríntios. Pouco importava se Paulo havia plantado e Apolo regado. Quem dá o crescimento é Deus! (1 Cor 3:7)

Sobre o "descobrimento pela CCB que 'há irmãos na Romênia em outra denominação'", estou dentro destes assuntos de certa forma, pois temos aqui uma irmã romena que mora em Dublin. Esta irmã romena (Andrea) junto com o esposo dela foram diversas vezes para a Romênia visitar irmãos de diversas comunidades evangélicas lá. Junto com ela foi também várias vezes uma irmã de Guarulhos (Dirce) em missão várias vezes. Além delas, desde da década de 1990 irmãos da França tem ido a Romênia, congregado com eles lá. Inclusive tem um irmão francês (Bruno) que construiu uma casa lá e vai várias vezes por ano lá. O irmão ancião de Caxambu (Eliseu) esteve aqui numa reunião da mocidade e daí conheceu a irmã Andrea e seu esposo e foram juntos visitar a Romênia. Ele foi um dos primeiros anciães do Brasil a irem lá depois de muitos irmãos da França desde a década de 90 e as irmãs de Dublin e de Guarulhos mais recentemente em inúmeras visitas a Timișoara, Bucharest e outros lugares na Romênia.

Mas enfim, me alegro muitíssimo com isso, pois isso é prova que a graça de Cristo não escolhe denominações. Mas, entretanto, me preocupo tantíssimo porque dessa vontade de incorporá-los à Congregação. Porque não deixá-los seguir livres, tratando-os apenas como irmãos em Cristo? Porque essa fixação de formatá-los ao estilo da Congregação? Porque subjulgá-los à CCB? Se eles passaram por governos comunistas que os proibiam de servir a Deus e mesmo assim estão de pé, não foi Cristo que os sustentou? Será que a Congregação não poderia aceitá-los formalmente como irmãos em Cristo e deixá-los seguir seu caminho, como eles têm feito muito bem até agora e no final nos encontrarmos nos céus?

Sobre esta "fusão" de igrejas, temos exemplos na Itália e Chile que não foram muito bem sucedidos. Necessidade ou não de re-batismos, consideração ou não de presbíteros, adaptação de templo, rituais, louvores (A BCEV por exemplo não tem orquestra musical) trouxeram mais tristezas do que alegria. Conheci uma igreja na Itália que na época de evangélica independente tinha cerca de 50 membros, segundo me contaram. Hoje tem cerca de 30, sendo que apenas 15 congregam constantemente (os demais estão "parados"). Um cooperador foi reconsiderado da época da Evangélica e foi levantado outro já da época da Congregação. Houve muita disputa entre eles e hoje estão ambos "sentados" (ô palavra feia!) não podendo exercer seus ministérios. Fora na porta tem uma placa: "Congregazione Cristiana in Italia", lá dentro mais tristezas do que alegrias...

Finalmente, para mim tudo isso faz lembrar das aulas de História, quando Portugal descobriu o Brasil. Os portugueses descobriram que "Tem gente do outro lado do mundo!". A geração atual de líderes da CCB finalmente descobriram que "há cristãos fora da Congregação!". Tomara que não os escravize como fizeram os portugueses com nossos índios...


Na paz.

Um comentário:

  1. Faço minhas suas palavras , como comentei num outro blog o que eles vão fazer com o batismos? Pois até então só o deles salva, vai rebatizar todo mundo ? Que um dia Deus possa abrir os olhos dos irmãos da CCB , para ver que a grandeza da obra do nosso Senhor, é muito maior que nome de igreja ou qualquer outra coisa que se crie em torno da salvação, o que Deus quer é um coração puro arrependido e cheio de amor e de seu Espírito...

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